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domingo, dezembro 31, 2006

Balanço que tal



- Se calhar devia fazer um balanço, pá. Contabilizar as perdas e os ganhos, percebes?

- Perdas, dizes bem… A perca é um peixe. Não me canso de repetir.

- Epá, sinto que devia estar a matutar decisões de Ano Novo… coisas importantes, entendes?

- Como não como passas, não tenho de me preocupar com os 12 desejos, detesto-lhes o sabor.

- Pois, e esta altura do fim dum ano, o fim dum ciclo, como as coisas na Natureza, pá. Percebes o que eu te digo do balanço?

- Balanço, sim Sr. Não tenho feito outra coisa na vida, aliás.

sexta-feira, dezembro 29, 2006

É o meu último dia útil do mês de Dezembro, é a minha última sexta-feira do ano, é o meu último dia de trabalho de 2006, é o meu último ano como solteira... Ufa! São muitas despedidas para uma mulher só!

Bom 2007 e continuem connosco!

quinta-feira, dezembro 28, 2006

A realidade como obra de ficção

Às vezes pergunto-me porque se escrevem tantos livros, peças de teatro e argumentos de filmes se a vida é a maior comédia de enganos e o ser humano o seu mais competente fingidor.

quarta-feira, dezembro 27, 2006

Ultimato

Isto devagarinho vai!
A minha empresa prometeu-me os quadros se, entre outras coisas, conseguir chegar às 10. Acontece que estava a entrar já depois das 11 e desde ontem que a coisa tem vindo a melhorar.
Ontem consegui correr e passar o cartão antes das 11, tipo dois minutos, e hoje consegui esse meu grande objectivo de estar dentro da empresa um minutinho antes das 10h30. Não está mau, mas ainda não está como eles querem.
Isto é como os alcoólicos anónimos: um dia de cada vez. Amanhã tenho que chegar às 10h20 e até Janeiro tenho que dar o meu máximo para que o cartão passe no segurança às 10 em ponto.
Eu acho que vou conseguir, mas de qualquer forma arriscava em perguntar se não existe por aí ninguém que me possa dar uma mãozinha a atrasar os relógios aqui da central. Enfim...é só uma ideia.

terça-feira, dezembro 26, 2006

Natal remix

Hoje Mafra acordou mais bonita!
Elas saíram à rua com os seus conjuntos novos de cachecol e gorro a condizer.
Eles com o pullover com a gola em bico e a caneta nova pendurada no bolso de trás das calças.
O fim do Natal tem ainda estes restos de alegria: o de sair à rua com as coisas novas!

sexta-feira, dezembro 22, 2006

Ora então um grande FELIZ NATAL para todos

Algum dia tinha que ser

Acordo, arranjo-me num pulo e agarro no carro porque já estou atrasada para o trabalho.
Hoje nem perdi tempo a fazer o pequeno-almoço em casa porque qualquer minuto de atraso pode significar a não-renovação do meu contrato de trabalho.
Como também não passo sem comer, decido parar no café mais próximo da minha casa para comer qualquer coisa. Um lugar vago no estacionamento. Páro. Desligo o motor e quando estou a sair do carro sinto uma pancada de um outro carro do lado do pendura. Olho para o lado e tenho uma gaja com cara gorda a conduzir um Toyota Yaris que decidiu enfiá-lo na minha porta.
Merda! É caso para dizer, não é? E eu disse mesmo. Saio do carro para ver os estragos e o que vejo não é nada agradável. O pára-choques da tipa está a amolgar a minha porta e ela tenta insistentemente voltar à posição inicial para não fazer mais estragos, mas os nervos com que ela está fazem com que deixe ir o carro abaixo milhentas vezes.
Eu estou do lado de fora, em sofrimento, a ver o carro dela a ir um bocadinho para trás, e mais um bocadinho para a frente... e para trás, e para a frente. Constantemente a torturar a minha porta e eu a encolher-me toda e a serrar os dentes como se aquilo me estivesse a aleijar. A verdade é que estava.
Vejo que a senhora está nervosa e prontifico-me a tirar-lhe o carro dela de dentro do meu. Responde-me com maus modos a dizer que não, que consegue...Tudo bem. Quem sou eu minha senhora?!
Lembro-me que estou enervada com toda aquela situação e dou conta que estou em jejum e que ainda não tomei o meu comprimido sagrado da manhã. Tiro-lhe a matrícula e entro no café para comer. A senhora, da janela do carro, ainda me diz: “Tinha logo que estacionar aqui!!” Pois, a culpa ainda era minha! para além de não saber conduzir ainda tem graça.
Lá comi um desenchabido pão com queijo e um sumo de laranja para voltar ao cenário que, não só me estava a estragar a porta do carro, como também os meus minutos preciosos de trabalho.
Os nervos passam, a senhora assume a culpa, o meu pai chega, o marido dela também e acabamos os quatro numa mesa dentro do café a desejar Feliz Natal uns aos outros.

E assim como quem não quer a coisa, um Bom Natal também para todos aqueles que nos lêem e que interagem connosco. O Coisas que Tal vai continuar por aqui e prepara-se já para entrar em mais um ano na blogosfera.

quarta-feira, dezembro 20, 2006

Radio Voz de Alenquer

Já não há muitas como ela e é de morrer a rir! Estou a falar da Rádio Voz de Alenquer, na frequência 83.50.
É daquelas regionais mas que consegue ser fabulosa de tão má que é, principalmente de madrugada. Eu passo a explicar.

As locutoras – a Dina ou a Dora – são absolutamente conservadoras, têm piadas de bradar aos céus e às vezes conseguem ser muito mal educadas com os ouvintes. Agora que estamos no Natal a Dora gosta muito de dizer uma graçola que é assim: “Se sacrificamos o peru porque é que a missa é do galo?”. Estão a ver o nível, né?

Os programas têm sempre duas linhas telefónicas, uma que acaba em 822 e outra em 842. Então elas passam o tempo todo a dizer: “Bom dia 822?” E do outro lado responde alguém, sempre velho, sempre chato, e a falar muito baixinho e sem quase se perceber. Terminada a conversa com esta diz então a locutora: “Bom dia 842?” E lá se continua com o mesmo. A madrugada toda!

Depois há uma coisa muito estranha que é o facto dos ouvintes serem sempre os mesmos e parecerem que se conhecem uns aos outros. Sinistro! A Milai e o Cambeta estão sempre em antena.

Os ouvintes pedem então as músicas e fazem dedicatórias que nunca mais acabam. Mesmo a sério... nunca mais acabam!

Enfim, uma loucura, experimentem ouvir e não percam as noites de karaoke, penso que é à sexta. Para ouvir sempre se madrugada!

segunda-feira, dezembro 18, 2006

Tenho um problema com o Natal

E pronto, estamos precisamente a uma semana do Natal e eu já fiz cerca de 20 tentativas para comprar todos os presentes que quero oferecer aos que me são mais queridos, sem resultado.
O problema não são as enchentes que por esta altura abundam nas superfícies comerciais – isso com um empurrãozinho ali e outro acolá vai ao sítio – mas antes um grave problema de auto-controlo que todos os anos descamba no mesmo.
Passo a explicar. Saio de casa, né? Levo o cartão, essas coisinhas todas e começo a entrar nas lojas como se não houvesse amanhã. E quando dou por mim já me esqueci por completo que estou ali para comprar coisas para os OUTROS e não para MIM! Pois é, o filme é sempre o mesmo, depois de uma tarde inteira de shopping chego a casa carregada de sacos, sendo que apenas aquele mais pequenino com uns sais de banho da Body Shop é que não é para mim.
Uma desgraça! É que gasto o subsídio de Natal a renovar o meu guarda-roupa, a minha videoteca e os meus produtos de cosmética, e para oferecer... nada!
Falta uma semana para o Natal e faltam-me comprar vários presentes, em compensação, já tenho roupas diferentes para todos os jantares de Natal que tenho marcados ao longo da semana e para o dia 25 tenho uma toilette para a parte da manhã, outra para depois de almoço e um conjunto absolutamente arrepiante para a noite.
Então mas isto tem jeito?

sexta-feira, dezembro 15, 2006

Helsínquia, capital da moda

Atentem neste steet fashion site com fotografias tiradas nas ruas e bares de Helsínquia. Quais Paris, Milão ou Londres… os finlandeses são muito à frente!! Vale a pena navegar pelas fotos e ler as declarações que as acompanham: gente de várias idades que conta onde foi desencantar a inspiração para combinar aquelas roupas. Juro que quis ilustrar este texto com um exemplo, mas não consegui decidir-me tal é a originalidade dos outfits... bem ajustados ao trocadilho com o nome do site.

terça-feira, dezembro 12, 2006

Pedido de ajuda

O Coisas que Tal quer muito muito, mas mesmo muito mudar o visual aqui do estaminé mas estas duas meninas que aqui andam percebem tanto disto como a Carolina Salgado da flatulência do Jorge Nuno.

Por isso mesmo, vimos por este meio apelar a alguma alma caridosa que consiga dar um novo look a este espaço que deixe aqui um comentário com a melhor forma de andarmos para a frente com o negócio.

Agradecidas,

Ana e Gui

Queremos tipo grandes portugueses

Ando algo intrigada com o silêncio em que caiu o concurso dos “Grandes Portugueses”. Foi tal a publicidade, tamanho o incitamento ao voto, tantas as críticas à lista proposta e os debates inflamados que se fizeram, que não entendo agora este quase esquecimento.
Faz-me cogitar possibilidades, cá com os botões do comando da televisão e do telemóvel que não participou no voto: a RTP tem em curso uma manobra de marketing ao melhor estilo Big Brother, e prepara secretamente um reveillon apoteótico em directo do Panteão Nacional ao lado do túmulo da Amália ou no Estádio da Luz ao lado da estátua do Eusébio e do próprio.
Ou então não. Com toda a polémica alimentada à volta do nome de Salazar, este obteve a vitória à custa dos votos sôfregos de quem transformou uma coisa lúdica num ajuste de contas com o passado. E em frente às câmaras de televisão teremos analistas sérios interpretando este resultado com ar grave, dizendo-o um sinal de desilusão das pessoas face à classe política do pós 25 de Abril. E as pessoas na rua dizendo uns corruptos, uns vendidos, olhe por exemplo aquele que fugiu para a Comissão Europeia. Queremos tipo melhores políticos.

quarta-feira, dezembro 06, 2006

Shiuuuu



Já acabei o curso de técnica profissional de documentação e biblioteca e eis-me pronta a iniciar o estágio. Como não quero desiludir as pessoas que me fazem as perguntas mais engraçadas sobre o tema (e crêem que as bibliotecas ainda são esses lugares sombrios onde não se pode sequer respirar), prometo que vou tornar a deixar crescer o cabelo, de modo a poder enrolá-lo num carrapito bem antiquado, e abandonar para sempre as lentes de contacto para deixar as minhas 5 dioptrias brilhar nuns óculos fundo de garrafa. Talvez seja caso para rever também o meu guarda-roupa, não?

CLANDESTINIDADE

Secreto me acho
e secreto me sentes
quando
secreto me julgas.
Impuro me reconheço
quando
o nosso silêncio
são vozes turbas.
Dúbio é o desejo
quando
não é transparente
a água em que se deita
precavidamente.
Clandestinos somos
quando
o que somos
teme a face que pesquisa.
Os olhos são claros
quando
a superfície do espelho
é lisa.


Fernando Namora
Marketing

terça-feira, dezembro 05, 2006

A orientar a vidinha

Tenho as coisas todas orientaditas. Tenho posto o cinema em dia, estamos a dia 5 e tenho a maioria das prendas de Natal compradas, tenho as unhas arranjadas, as madeixas do cabelo estão retocadas, a cadeira do quarto não tem roupa nenhuma, não recebi cartas de aviso para pagar a TMN, ontem estive de folga e consegui ir ao banco antes de ele fechar, está a chover e eu tenho chapéu de chuva, estou com alergia e já tomei um comprimido homeopático, a minha carteira está sem talões de gasolina e recibos de compras amontoados, tenho o maço de tabaco cheio, a gaveta das cuecas está cheia e no trabalho... bom, no trabalho, pode dizer-se que tenho as coisas orientaditas.

quinta-feira, novembro 30, 2006

Pementos de Padron*

Sofrimento é olhar para os gatafunhos indecifráveis de um relatório médico e perceber no meio do caos de riscos a palavra "maligno".

...* Uns pican outros non

terça-feira, novembro 28, 2006

Ide e comprai



O meio editorial nem sempre é só para amigos, como se diz, e um autor desconhecido pode conseguir que o publiquem, quando tem qualidade e é perseverante. A prová-lo está o meu amigo (para mim sempre Luís) Miguel Romeira que viu impresso o seu primeiro livro. Eu já li e recomendo. Deixo-vos um cheirinho da contra capa para aguçar a curiosidade da leitura ou dar uma ideia para presente de Natal:


“(…) um grupo de amigos, com mais de vinte anos que se debatem com os seus primeiros problemas de adultos.
A sua relação com a vida comporta sentimentos e sensações ambivalentes: são amigos e inimigos; são capazes de se apaixonar com fulgor e intensidade, para num momento seguinte se afastarem e comportarem com a maior das indiferenças. (…)”

sexta-feira, novembro 24, 2006

Estou viva e aconteço

Aiiii! É o que me tece dizer sobre a loucura que têm sido estes dias da minha vida. Peço desculpa aos fiéis visitantes deste humilde canto da net por não terem tido nos últimos dias grandes novidades para ler, mas o tempo às vezes tem destas coisas e a verdade é que esta última semana foi de loucos.

Bom, tudo isto para dar um ar da minha graça e dizer que se aproxima mais um fim-de-semana de trabalho, por sinal bem animado. É que amanhã estou a fazer a cobertura do Circo Chen, onde o Castelo Branco se vai estrear. O homem tem andado louco com esta sua nova vertente de domador, nem quero imaginar amanhã!

Eu só espero é que este temporal dê um bocadinho de descanso. É que não me está nada a apetecer ter um final triste do género esmagada por baixo de uma tenda de circo com o Castelo Branco em pânico agarrado às minhas pernas. Deus me livre!

Bom fim-de-semana amigos!

quinta-feira, novembro 16, 2006

Pementos de Padrón *

Prazeres são melhores a dois, aperfeiçoando uma ginástica quase fácil que envolve axilas e coxas abertas. A língua toca à campainha, percorre o corredor… e é quando Deus fecha uma porta que esvoaça uma borboleta.


... *Uns pican e outros non
(quando fazem a barba de manhã)

sexta-feira, novembro 10, 2006

Sexo para o fim-de-semana...

Uma nova técnica de sexo oral promete uma ejaculação feminina como acontece com os homens em apenas dois minutos.

A chamada técnica da borboleta foi descoberta por um senhor que se chama Paulo Pacheco e está toda ela explicada num livro que se encontra já à venda e que se chama “A Arte da Borboleta Sexual”.

Para evitarmos corridas à pressa para adquirir um exemplar, deixo-vos aqui uma descrição resumida deste novo método. Então vamos lá:

Para começar, ele deve abrir os dois lábios internos da vagina, onde poderá verificar a geometria de uma asa de borboleta.(ah, ah, cá está ela!).

Para dar todo o prazer à parceira, o homem terá que fazer várias sessões contínuas de sexo oral. O mais importante é que o canal de ar produzido a partir da pressão vibratória dos lábios masculinos no clítoris faça com que o desejo dela seja contínuo e crescente. (Sim, também eu precisei de ler isto cinco vezes para perceber!)

Mas agora é que são elas. Ora vejam!

O homem, ao fazer sexo oral, terá de produzir um som semelhante ao de um besouro, soprando lenta, mas regularmente, enquanto acaricia a mulher com a língua. (Atenção, o som não é o de uma abelha, mosca ou mosquito, mas sim de um besouro! Fantástico não é?!)

Bom, o tal senhor diz que há outra forma de ajudar a mulher a gozar ainda mais que é colocando as axilas em cima das coxas dela, de forma a agarrá-la na altura em que ela atinge os orgasmos múltiplos. (Ainda não percebi muito bem esta parte).

E pronto, está feito. Não é bonito? Este senhor Paulo Pacheco não é um espectáculo meninas?
Agora vá pessoal, vamos lá a aproveitar o fim-de-semana para pôr isto em prática e depois contem coisas sobre as asas da borboleta.

É caso para dizer: "Este minete dá-te aaaaaaasas!"

quinta-feira, novembro 09, 2006

Pementos de Padrón *

Desconfianças são comadres a ralhar com os aventais cheios das supostas verdades a descoberto. As tardes são ventosas em seu redor, sopra um ar de poucas amigas.


* ... Uns pican e outros non

sexta-feira, novembro 03, 2006

Grande titerada!

Ainda ontem era sábado, dia 28 (veja-se o post mesmo aqui em baixo), e já estamos prestes a chegar a mais um.
Pois é... e ou muito me engano ou estou com inveja de muita gente que anda por aí. É que, mais uma vez, estou a trabalhar amanhã. Como se isso não bastasse tenho um serviço logo de manhã. Como se isto também ainda não fosse suficiente, trabalho também domingo.

Isto é que vai ser uma festa!

sábado, outubro 28, 2006

Consultório que tal 2

O que há de esquisito nestas pesquisas é que os motores vão buscar as combinações de palavras ao acaso e foi o que aconteceu com este leitor de Lisboa, que imaginamos já entradote, calvo e um pouco gordo, que tropeçou no Coisas que Tal desta forma:
comboios de putedo
Parece-nos que anda à procura de festa grossa, mas olhe não é aqui, está bem? Vá bater a outra carruagem!

Consultório que tal

O Coisas que Tal inaugura uma rubrica de aconselhamento aos seus leitores, porque nos temos deparado com algumas pesquisas deveras preocupantes nesse mundo lúdico que é o do “Site Meter is watching you”.
E o nosso primeiro ombro amigo vai para uma ilha que é um jardim, directamente para um, calculamos, ainda jovem e algo inconsciente, que chegou até nós através desta frase:
não compareci no centro desemprego
Realmente o dito centro é “de Emprego” a título figurativo, visto normalmente ser garante de mais desemprego, e imaginamos que não deve ser fácil viver na mesma ilha que o Alberto João… por isso amigo, respira fundo e arranja um atestado médico, os tais senhores não mordem nem dão empregos, e olha aparece por cá mais vezes!

Como dizia o Poeta

Quem já passou por esta vida e não viveu
Pode ser mais, mas sabe menos do que eu
Porque a vida só se dá pra quem se deu
Pra quem amou, pra quem chorou pra quem sofreu
Ai, quem nunca curtiu uma paixão
Nunca vai ter nada, não
Não há mal pior do que a descrença
Mesmo o amor que não compensa é melhor que a solidão
Abre os teus braços, meu irmão, deixa cair
Pra quê somar se a gente pode dividir?
Eu francamente já não quero nem saber
De quem não vai porque tem medo de sofrer
Ai de quem não rasga o coração
Esse não vai ter perdão
….

Toquinho e Vinicius de Moraes

sexta-feira, outubro 27, 2006

Uns sao filhos, outros...

E pronto, cá estamos à porta de mais um fim-de-semana de loucura. Não é tão bom?
Nãããããããoooooooo! Pois aqui a moçoila vai estar a trabalhar amanhã para que os meninos aí desse lado possam ficar a saber tudo o que se passa no mundo da televisão e do jet set. Ah pois é!

quinta-feira, outubro 26, 2006

A cuspir fogo

O Rui Reininho tira-me do sério. E é mesmo só ele, porque em relação às músicas dos GNR não tenho razão de queixa, antes pelo contrário.
Aliás, devo confessar, e as pessoas que me são próximas sabem disto, que a única música que até hoje me atrevo a tocar na viola é o emblemático “Dunas”. Divirto-me sempre. O mesmo já não posso dizer das pessoas que me ouvem, mas isso levava-nos a outra conversa.
Bom, a verdade é que as músicas dos GNR dizem-me bastante por terem atravessado uma parte da minha vida que primou por ser parva e divertida.
Quantas vezes não se terminava um jantar daqueles bem regados de um vinho cuja marca era o menos importante, a cantar de faces rosadas aquela do “adoro o campo, as árvores, as flores, jarros e perpétuos amores...”. Não é demais!? E então aquela parte do “... todos os bichos do mato...”, “efectivamente”, e lá se seguia o “lá, lá, lá, lá lá”, em jeito de coro. Um show!
Mas pronto, lá está, o Reininho irrita-me. Irritam-me aqueles braços muito compridos ali a decorar o tronco, não suporto aqueles dois dentes enegrecidos ali sempre a espreitar, as gengivas à mostra quando se escacha a rir, aquele jeito meio de bicha mas sem o ser (ao menos que fosse), o tom de voz, e a forma pseudo-intelectual-brincalhão que imprime à sua oratória, sendo que de intelectual não tem nada e, de graça, nem um bocadinho. Enfim, o Reininho pode ser um porreiro, não o conheço, mas para mim há-de ter sempre aquele ar olheirento que dá vontade de lhe espetar com uma rodela de pepino em cima e aquele ar de quem cheira bestialmente mal da boca!
Cruel? Só um bocadinho...

quarta-feira, outubro 25, 2006

Dedicatoria a Luis Filipe Vieira (nao tenho acentos para titulos)

“(...)Nunca ter falhado. Não importa. Tentar outra vez. Falhar outra vez. Falhar melhor."


by Samuel Beckett

terça-feira, outubro 24, 2006

Isto ‘tá bonito!

Certamente se lembram de vos ter contado sobre aqueles meus ataques de alergia súbita cuja causa ainda não foi encontrada, apesar de já ter gasto rios e rios de dinheiro em testes e mais testes. Inútil. Bom, e certamente se recordam também que por ter essas crises alérgicas que me mergulhavam numa cama de hospital a soro e curtizona, deixei de jogar basquet numa equipa maravilhosa que entre 11 equipas conseguia ganhar a duas.
A verdade é que nunca mais voltei a fazer desporto e, por vezes, tenho até já uma certa dificuldade em perceber se os meus músculos ainda estão vivos. Essa certeza vai-me surgindo infelizmente nas situações mais parvas.
É que por não fazer absolutamente nada, fico com os músculos doridos se ando um dia inteiro de ténis(!!), se num dia carregar uma caixa (!!), ou se num casamento dançar muito (!!). Impressionante não é? Imagine-se ainda que por ter tirado ontem uma folga e ter conseguido dormir mais um bocadinho fiquei com os músculos do pescoço dorido.
Isto está bonito está! Raios partam a alergia que não se dá a conhecer para eu lhe poder dar a volta!

sexta-feira, outubro 20, 2006

Qual é exactamente a parte de...

"Publicidade não endereçada: aqui não, obrigado"

... que os distribuidores de publicidade não compreendem??

Hoje esta de chuva...

... e eu também!

quinta-feira, outubro 19, 2006

A fazer ronha como gente grande

Estou sempre a queixar-me que tenho sempre muito trabalho para fazer, que nem sequer tenho tempo para fazer as minhas coisas e assim.
A verdade é que eu passo a vida a queixar-me de tudo, numa espécie de vertigem hipocondríaca remetida à realidade dos meus dias. Isto tudo para vos confidenciar que passei a manhã inteira a fazer que trabalhava que nem uma moura quando, na verdade, estou até agora em grande rambóia a ver sites de mobiliário, outros blogs, jornais diários. Enfim... de tudo tenho feito para não estar a fazer nada.
Esta tarefa seria até fácil se eu não tivesse o meu computador virado para o local de passagem das chefias. Ou seja, tenho que estar sempre atenta para que quando eles passem não vejam que ando nesta loucura.
De quando em quando, os colegas vão fixando os olhos em mim e eu respondo com um bufar em sopro contínuo como quem diz, “nunca mais é sábado, tenho trabalho p’ra caralho e força que é para isto que nos pagam!”. Do outro lado, chega um tom animador de quem se sente tabém atolado em trabalho até ao pescoço. Mal sabem eles que o meu bufar se prende com a lentidão que as páginas de sofás em canto demoram a abrir.
Toda esta ronha é boa, até à altura em que deixamos de ter coisas parvas para fazer. Os blogs já foram todos vistos, os sites também, os jornais online já foram lidos de uma ponta à outra e até dava jeito que nos dessem qualquer coisa para fazer. Uma coisa qualquer...

terça-feira, outubro 17, 2006

Não deixe as notícias sujar a rua

Não sou contra a distribuição gratuita de jornais nos transportes públicos. Aplaudo o seu aparecimento que pôs muita a gente a ler as notícias logo pela manhã, ao invés de irem a dormitar, a roer as unhas ou a apreciar o penteado da vizinha do lado. Claro que há quem se agarre de imediato e furiosamente ao Sudoku ou ao horóscopo do dia, e quem questione o formato reduzido em que as notícias são apresentadas, a contrastar com a abundância de publicidade. Mas passando por cima destes pormenores, continuo a achar positivo o seu aparecimento e sou leitora do Metro e do Destak, mais leves que um livro e com informação que se assimila em poucos minutos (o ideal para as 4 viagens de curta duração que faço por dia). O que me entristece, e não é preciso esperar pelo final da tarde, é o volume de lixo gerado por estes jornais gratuitos. Como são de borla as pessoas abandonam-nos em qualquer lado, chegando a pegar noutro exemplar igual umas horas depois. É ver carruagens pejadas de folhas, entradas de estações de metro e plataformas de comboio com bocados de jornais a voar, tal qual a queda da folha outonal. Não vejo isto acontecer com as publicações periódicas que são pagas, por isso deixo a sugestão duma campanha aos leitores, com frases deste género, impressas em letras garrafais:
Este jornal é gratuito mas não é poluidor.
É para ler nos transportes, mas não é para deixar nos transportes.
Não deixe as notícias sujar a rua.

segunda-feira, outubro 16, 2006

WC divertido
















Chamam-se “Hundertwasser's Kawakawa Toilets” e ficam em Kawakawa, na Nova Zelândia. Foram construídos em 1998, por inspiração do artista Frederick Hundertwasser, e devem ser os urinóis públicos mais coloridos do mundo. Parece que já se tornaram numa atracção para os turistas… pudera! Até estou a imaginá-los a beber uma cerveja para ajudar à festa, e a dizer: - Então, vamos lá dar a mija ao WC divertido. Traz a máquina!

sábado, outubro 14, 2006

Recuperação da informação

Neste século acelerado, onde a Internet é um espaço que serve as necessidades inadiáveis de informação dos seus utilizadores, o Coisas que tal tem dado uma mãozinha em pesquisas tão importantes como estas:

- coisas engraçadas sobre escutismo
- brincadeiras para carros para noivos
- flic-flac à rectaguarda
- inversão de papéis na sociedade
- mau odor nos pés
- músicas espanholas com castanholas
- bares de strip para homens
- tudo sobre ovelhas
- as feiras temáticas nas aldeias
- coisas ayurvédicas
- tatuagens de eclipses

Ora digam lá se este não é um blog multifacetado, onde todos encontram uma resposta às suas inquietações…

quinta-feira, outubro 12, 2006

Conversa de cama...

Nunca pensei que a tarefa de escolher uma cama de casal fosse tão complicada! A maior parte delas tem a medida standard de um metro e sessenta por dois metros, acima disso... começa a confusão!
A questão pode parecer mesquinha à partida, mas não é. O raciocínio é simples. Eu gosto e preciso de dormir bem. E para dormir bem eu preciso de me esplanar na cama, não ter ninguém a respirar para cima de mim e muito menos a dar-me cotoveladas constantes durante a noite. Eu sei que nesta altura muitos estarão a dizer “mas o amor é isso mesmo, dormir abraçadinhos é que é bom”. Respeito! Mas o amor para mim não tem nada a ver com dormir encostada a uma ponta da cama sem sequer poder abrir um bocadinho os braços.
Feito este ponto da situação, acrescento então (que organizada que eu estou!) que para as pessoas que pensam como eu existem duas soluções: ou mandar fazer a cama por medida, o que é caríssimo!!; ou procurar, e procurar e procurar...
Ok! Consegue-se encontrar “A” cama. Ela tem um metro e oitenta por dois metros e vinte e dá para cada um dos elementos do casal estar deitado com pelo menos UM dos braços esticados perpendicularmente ao corpo. Nada mau, hã?! Até aqui tudo bem, não fosse o facto de depois não haver lençóis daquele tamanho. Porquêêêêê?
Fora os casais que fingem que gostam de dormir com um corpo morto ali ao lado sempre a empurrar e sempre a acordar-nos. Fora! Viva as camas de 180 por 220, VIVA! Viva à liberdade de movimentos durante o sono! Viva a inalação de oxigénio em vez de dióxido de carbono! VIVA!

quarta-feira, outubro 11, 2006

Qual e a ideia?

Uma pessoa vai descansada almoçar. Rejeita convites para almoços porque naquele dia não está para isso e quer é mesmo estar sozinha.
A solução nestes dias passa por um almoço de fast-food num centro comercial pouco movimentado. Tão pouco movimentado que as mesas estão todas vazias e, com tanto lugar, com tanta cadeira, vem logo um caramelo sentar-se de frente para nós todo contente porque acha que descobriu o lugar da vida dele.
Uma pessoa desespera a pensar “porra, estava aqui tão sossegada e tem que vir este gajo sentar-se na mesa em frente e virado para mim”. Qual é a ideia?
Passo o resto da refeição irritada e a tapar a boca com um papel enorme onde se embrulha a sandes. Ele mal consegue ver a minha cara porque faço questão de lhe mostrar que fiquei incomodada com aquela “feliz” ideia.
O tipo tem assim cara de Trás-os-Montes (ou seja, patilha e face rosada), é magro e usa um fato que é dois tamanhos acima. Resultado? A abécula levanta-se para buscar um copo de plástico e reparo que as calças atrás estão todas cheias de pregas, tal é a quantidade de tecido a mais todo enroscado por baixo do cinto. Não aguento e desato num riso. Nessa altura pensei que poderia ser qualquer coisa para os apanhados, mas depressa percebi que não. Aquilo existia mesmo e anda por aí à solta como se não houvesse amanhã.
Qual é a ideia? A pergunta repetia-se na minha cabeça, enquanto desolada olhava para a quantidade de mesas e cadeiras vazias. Terminei a refeição num ápice e pus-me dali para fora com a sensação de ter estado numa praia da Costa, em dia de maré cheia, com um casal de velhos com os pés em cima da minha toalha... e com tanto espaço à volta!! Irra!

terça-feira, outubro 10, 2006

Francisco

Desde sexta-feira passada que sou bi-tia. O Francisco nasceu de madrugada, revelando desde logo ser uma criança solidária, pois decidiu apresentar-se ao Mundo no mesmo dia da irmã. É bonita esta atitude desprendida; já que entre irmãos terão de partilhar muitas coisas é bom que comecem desde cedo. Como eu fiz toda a vida com a minha irmã… com quem agora reparto mais esta alegria. Um grande beijinho de Parabéns, minha querida! (e também para o Nuno, pois claro) O menino é lindooooo!

segunda-feira, outubro 09, 2006

Jantares em dia de bola

Vão por mim, não há nada pior do que jantares românticos em dia de bola.
Começa logo pela escolha do restaurante. Somos nós a perguntar "então onde é que queres ir?" e eles a deitarem os olhos para o relógio para perceberem se ainda dá tempo de ir àquele lá mais à frente que tem um ecrã maior, ou se vamos ter de ficar mesmo ali pelo da esquina que tem a tv em cima do balcão e semi-tapada por um porquinho de gorjetas.
Enfim, nós bem tentamos dizer que o que nos apetecia mesmo naquele dia era comida paquistanesa, mas a lição está bem estudada e naquela noite nunca dá, "preferia uma coisa mais leve".
O que é mais irritante é que eles julgam que não nos estamos a aperceber de que naquele momento estão mais interessados em olhar para uma bola do que para duas (!piada com ordinarice que remete para as mamas). Está-se mesmo a ver. Quando se entra no restaurante e se vê que em todas as mesas eles estão sentados em frente ao televisor e elas de costas, é coincidência. É, é por acaso! E como não queremos ficar a destoar também nos sentamos de costas para a televisão, deve ser algo a que eles chama de solidariedade feminina.
Há uma vantagem no meio disto tudo, é certo. É que eles passam todo o jantar entretidos e não temos que levar com as conversas de chacha de "o teu lombinho está mais mal passado que o meu, vê lá se queres trocar", ou aquela coisa que fica tão mal nos homens que é "já venho, vou ali espreitar as sobremesas". Argghhh!
Por outro lado, como estão tão embrenhados a ver a bola ali de um lado para o outro enquanto fingem estar a prestar atenção ao que estamos a dizer, podemos confessar-lhes que os traímos, pedir nibs, dizer-lhes que são uns imbecis de todo o tamanho... tudo. Eles vão acenando com a cabeça e vão soltando uns "exacto" e uns "pois".
Engraçado que comecei este texto a dizer que jantares em dias de bola são do pior e agora já me estou a convencer do contrário. Hummm! quando é que é o próximo jogo do Benfica, para eu reservar mesa?

Bom início de semana!

sexta-feira, outubro 06, 2006

A minha amiga Gui...

A Gui é minha amiga desde a altura em que andávamos no liceu. Hoje estamos na casa dos 30, podem imaginar a catrafada de anos que já lá vão. (Sou má de contas, ela saberá claramente quantos anos exactos serão, e a Teté, uma grande amiga também, irá ao pormenor do mês, eventualmente).
Isto tudo para partilhar convosco que eu a Gui já não nos encontramos carne com carne há cerca de quatro meses!! (Mais uma vez não estou certa destas contas, mas não estamos juntas há muito tempo)
Um dos pontos de contacto, para além dos telefonemas em que dizemos sempre que temos de nos encontrar para falarmos, é precisamente este blog. É certo que o meu registo de escrita dá para a Gui ficar a saber mais coisas sobre o que se passa na minha vida, mas acreditem ou não, e apesar de na sua escrita a Gui raramente focar aspectos da vida pessoal, consigo perceber se está bem, ou se está mal, pelo tipo de coisas que escreve.
Agora, quando não escreve é que é pior! Sinto mais a distância...

quarta-feira, outubro 04, 2006

E faltam tres

O dia não tem corrido mal, quanto mais não seja pelo facto de José Castelo Branco ainda não ter posto os pés na redacção. O almoço não foi mal. Hoje fiquei pelo refeitório mesmo e um dos pratos da ementa era quiche. Lembrei-me de perguntar á cozinheira o que é que tinha posto na receita para me certificar que não tinha sido contemplada com a horripilenta cebola. Não tinha, mas em compensação tinha levado o resto da despensa toda. É que a mulher começou a enumerar "milho, cenoura, frango, cogumelos, ovos, natas..." e não parava.
Enfim, lá comi aquilo e agora estava aqui a pensar que já estamos em Outubro. Ou seja, faltam três meses para acabar o meu contrato precário neste grupo empresarial e esperar que o destino, mais uma vez, me diga o que fazer. A verdade é que, não fosse o dinheiro, a vontade de estar aqui é pouca. Mas a vontade de estar em qualquer outro sítio também é pouca. Sou preguiçosa e nasci já assim. Não gosto de trabalhar e pronto!

Abraços grandes e aproveitem bem este feriado maravilhoso que se avizinha e que já parece estar a ir embora.

quinta-feira, setembro 28, 2006

Portugal faz sentido

O maior cipreste dos cemitérios fica em Avô.

… E, segundo consta, mandado plantar há cerca de 400 anos…

terça-feira, setembro 26, 2006

A maquilhagem

Cresci a ver a minha mãe maquilhar-se antes de ir trabalhar. Lá em casa só havia uma casa-de-banho (nós eramos quatro!!) e então foram muitas as vezes que, enquanto eu tomava banho, a minha irmã lavava os dentes e a minha mãe, de pescoço pendurado por cima do dela, is limpando o vidro embaciado para pôr o seu batôn, o rimel, o blush...

E a verdade é que nessa altura todas as senhoras iam trabalhar maquilhadas. Hoje isso é quase impensa´vel. Experimentem põr um eyelinerzito ou um batôn e vejam o que acontece. Começam de imediato a soltar uns "elá! Isso hoje promete!" ou então "onde é que é hoje a ida?"... Irritante, né?

Enfim... como já começo a ficar entediada com os constantes comentários à forma como me visto, aos colares que uso, ou à forma como me penteio, nem lhes dou azo para mais "piropos". Ando aqui cheia de cieiro mas Deus me livre de põr um glossezito... iam logo pensar que ia para a ópera ou coisa assim! Gajaaaaaaas!

domingo, setembro 24, 2006

Provérbio italiano


Exposição no túnel da estação ferroviária de Manarola, uma das Cinque Terre. A foto é da Marta. O provérbio é do artista.

sábado, setembro 23, 2006

Things that such

Acabo de tropeçar numa ferramenta do Yahoo que me apresentou uma versão traduzida para o inglês do Coisas que tal. E se lhe chamo ferramenta, não é pela suposta utilidade, é pela martelada nos dedos que é a tradução manhosa formatada-em-corno-de-cabra. Como não reconhece muitas palavras ou expressões o resultado é hilariante! Começa logo no título:
THINGS THAT SUCH - Nothing that if to calhar has not read before. Everything what about any height they had never thought to come to read.

E o que dizer destes 2 maravilhosos posts assim seguidinhos?... Lindo!

Alguem explains me...
... the logic of the short cantos calls?Then but to that it has some logic? A pass of caca a quince any não.fazer nothing of skill with the ball. Then it is not very better to mark the cantos to the old fashion, there for the way, the granary, and to see if has a matulão that goal inside the ball of the beacon?
Already somebody marked one golo in the sequência of one sings short? It does not seem me!

Today, nao to lose...
... Jose Alberto kings, for the 22 hours, livens up Meirinhas, in Pigeon house.
* what valley is that my life never is a tédio!

sexta-feira, setembro 22, 2006

Imagine...

Detesto pessoas pontuais. É por causa delas que andamos sempre nesta correria com prazos para cumprir.

Então a vida não se fazia muito melhor se não houvesse esta coisa da pressa? No meu trabalho dizem-me que tenho obrigatoriamente de trabalhar sete horas por dia. E é isto que me irrita. Existem horas certas para trabalharmos, mas para dormir ninguém quer saber. Devia ser instituído que cada um de nós deveria dormir obrigatoriamente oito horas por dia. Deitávamo-nos às três da manhã? Não há problema: acordamos só às 11. E por aí fora. Então não vivíamos num Mundo muito melhor se assim fosse?

Imagine there's no hours...
it's easy if you try...

terça-feira, setembro 19, 2006

Super-Anette - O Regresso

Isto de voltar ao trabalho após uma pequeníssima e miserável semana de férias é mesmo obra para uma pessoa com super poderes. Custa e custa, mas enfim... sempre está cá na redacção o José Castelo Branco para ir animando a malta. E que animação!!
Bom, voltando a falar de coisas normais, estou há poucas horas no local de trabalho e ainda não consegui deixar de pensar em ir para casa. Mas vou deixar de me lamentar senão ainda pensam que eu não gosto de estar na imprensa cor-de-rosa.

Resumo da semana de férias:
Chatear o namorado de tal maneira que o obrigo a pensar vezes sem conta se é mesmo comigo que ele quer ficar.

sexta-feira, setembro 08, 2006

So a mim...

Pois que estava eu ontem à espera que os treinos do Vitória de Setúbal acabassem quando me deu uma súbita vontade de fazer um chichi. Não vai de modas e toca de me enfiar numa casa de banho de um pavilhão do estádio - para quem conhece, aquele com acesso pelo café da Dona Ester, mesmo junto à saída dos balneários.
Bom, entro, faço o meu servicinho, tátáti, pá pá pá, e toca de sair. A porta não abria. Pânico! Não tinha telemóvel e a casa-de-banho não podia estar mais escondidad de tudo e de todos. Claro está que como gaja que sou, comecei aos berros para me tirarem dali e a bater com a porta.
Nada! "Eu não acredito que vou ficar aqui esquecida numa casa-de-banho do Vitória!!!" Pensava eu. Estava eu no auge da minha histeria, quando oiço uma voz grossa a paerguntar se precisava de ajuda. Estava salva por um atleta que andava por ali a fazer voltas de corrida de castigo.
Ufa!

quinta-feira, setembro 07, 2006

Iupiiiii!!

O chefão deu-me férias e são já para a semana. Que contente estou, que bom vai ser. Venha de lá essa caloraça que eu estou pronta para a guerra.

quarta-feira, setembro 06, 2006

.......

... Que desespero! O chefe disse que ia pensar no meu caso... continuo à espera.

terça-feira, setembro 05, 2006

Ai, ai

eu gosto do calor, ok, não vou dizer que não gosto. Mas era preciso TAAAAAAAAAANTO?!

(Desabafos de uma trabalhadora que este ano ainda não teve direito a férias e que passa os dias de um lado para o outro em serviço debaixo de um sol abrasador que deixa a roupa toda colada os pés escorregadios e provoca quebras de tensão)

P.S. - Hoje vou pedir férias ao meu patrão. Será que ele vai nessa? Fique para ver e não perca novidades... ainda hoje.

domingo, agosto 27, 2006

Ciao Italia!

Gosto dessa coisa de a mesma palavra significar tanto um olá como servir para um adeus. Dá-me vontade de voltar.

quinta-feira, agosto 24, 2006

Alguem me explica...

... a lógica dos chamados cantos curtos?
Então mas aquilo tem alguma lógica? Um passe de caca para um marmelo qualquer não fazer nada de jeito com a bola. Então não é muito melhor marcarem os cantos à moda antiga, lá para o meio, para o granel, e ver se há um matulão que meta a bola dentro da baliza?

Já alguém marcou um golo na sequência de um canto curto? Não me parece!

segunda-feira, agosto 21, 2006

Hoje, a nao perder...

... José Alberto reis, pelas 22 horas, anima Meirinhas, em Pombal.

*o que vale é que a minha vida nunca é um tédio!

quinta-feira, agosto 17, 2006

O estraga casamentos

Um dia destes o Emanuel foi dar um espectáculo lá para cima para o Norte, onde toda a gente é completamente doida por este tipo de artista.
Bom, ele ia a passar ao pé de uma igreja onde estava a decorrer um casamento. Vocês não vão acreditar, mas não é que os convidados abandonam por completo a cerimónia para se atirarem aos pés do Emanuel? Pior mesmo foi quando a noiva o viu. Largou o noivo, atirou o bouquet e lá saiu ela disparada em direcção à cara laroca do Emanuel para lhe pregar uma beijoca. E o noivo, desgraçado, plantado lá em cima no tapete vermelho à espera que a mulher voltasse para finalmente poder levar com o arroz no trombil. Isto vai bonito, vai!

Hoje à noite, pelas 22 horas, Mónica Sintra nas Festas do Mar, em Cascais. Eu vou! (que remédio, trabalho é trabalho!)

quarta-feira, agosto 16, 2006

Nao há nada pior...

... do que não ter férias e estar sempre mau tempo em fins-de-semana, folgas e feriados. É preciso ter azar!

domingo, julho 30, 2006

Férias Grandes



Não tivesse eu um teste amanhã e dizia-vos quem é que já estava a caminho das férias… Mas assim farei jus ao meu nome de vera tuga e vou para o Algarve no dia 01! Aguarda-me Tavira, a Formosa, de quem vou matar saudades por uns dias e… doppo andiamo noi, eu e a GranMarta, passear por terras de Itália num itinerário que se esboça deveras interessante.
A minha imaginação já voa para férias, tomo banhos de mar, de sol, conheço novas terras, gentes, renasço!... mas antes ainda tenho de dedicar umas horas a classificar documentos com temas tão maravilhosos como: “A ética individual e a ética profissional em tempos de guerra” ou “Dialectos crioulos de base francesa na América do Sul”.

domingo, julho 16, 2006

- Oração - (Navajos)

Feliz possa caminhar.
Feliz com abundantes nuvens negras possa caminhar.
Feliz com abundantes chuvas possa caminhar.
Feliz com abundantes plantas possa caminhar.
Feliz por uma senda de pólen possa caminhar.
Feliz possa caminhar.
Como aconteceu em dias distantes possa agora caminhar.
Que defronte de mim seja tudo belo.
Que atrás de mim seja tudo belo.
Que debaixo de mim seja tudo belo.
Que por cima de mim seja tudo belo.
Que derredor de mim seja tudo belo.
Belo belo acaba aqui.
Belo belo acaba aqui.

Poemas Ameríndios

(poemas mudados para português por Herberto Hélder)

sexta-feira, julho 14, 2006

São latas, senhores, são latas

Desculpas, justificações & promessas

Queridos amigos e leitores deste estaminé,
Ai, tanta coisa que vos queria dizer, mas só me resta desculpar-me pela ausência e agradecer principalmente à Ana, que tem mantido o Coisas que tal em efervescência. A mesma Ana com quem troquei prendas neste Natal (que não vinis e anti-celulítícos, heheheh) e com quem trocaria agora uns abracinhos, tais são as saudades e vontades de conversas sem ser telefónicas :-)
O curso de documentação e biblioteca que estou a tirar tem um ritmo extenuante, e a quantidade de informação que consigo absorver consome-me tempo e neurónios, e deixa-me sem imaginação para escrever. - O que não deixa de ser uma pena, pois certas coisas que aprendo e algumas personagens que entretanto conheci (entre colegas e formadores) davam belos “materiais de post”…
Mas a verdade é que eu gosto mesmo disto! E quando, como há bocadinho, espreito um ou outro arquivo, escangalho-me a rir com as peripécias da Ana no basket e dá-me a nostalgia das minhas férias do Verão passado em Barcelona; vem-me a lagrimita, pronto, o que é que querem? e sinto-me apegada a este recurso electrónico, a estes links amigos que continuo a visitar (quase) diariamente, embora tenha deixado de (sempre) comentar religiosamente. Isto tudo para dizer que, apesar das férias que se aproximam, oh yeah!!, prometo voltar mais assiduamente.

Como odeio bombas de gasolina

Detesto ter de parar numa bomba de gasolina para abastecer o carro. Dá trabalho e tenho preguiça.
Uma pessoa anda ali a ultrapassar camiões e trotinetas para depois os vermos passar todos contentes enquanto aguardamos que o fulano da frente se decida a acabar de atestar o depósito. Nem de propósito, calha-me sempre à frente o tipo-que-faz-questão-de-atestar-o-depósito.
Depois temos de desligar o carro, sair e enfiar a agulheta e ficar ali a olhar para o ar enquanto o fulano que está no carro atrás não se cansa de nos mirar as pernas e os decotes. É que a ida é para a praia e a roupa não é a mais adequada para andar ali no meio da BP ou da Repsol. Enfim, o carro decide ficar sem combustível sempre nas piores alturas. Ou quando vamos para a praia, ou quando estamos em alta produção para a noite ou - o pior de todos - quando estamos a caminho de um casamento.
Ah e ainda há aquela parte em que temos de ir pagar envoltos num cenário recheado de chocolates e chocolatinhos à nossa volta. E como se não bastasse esta prova de fogo à dieta ainda temos de decorar o número da bomba e a quantia que pusemos e de que combustível. Ahhhh... que cansaço. Tirando a parte de andar meia hora mergulhada dentro da mala à procura do cartão dos pontos, essa até é a parte boa. À conta disso já tenho uma mini-picadora fabulosa que vai fazer brilharetes na minha cozinha.
Podia continuar aqui cheia de argumentos para vos explicar o ódio que tenho em abastecer. E é por odiar tanto que acho que devia haver um serviço ao estilo telepizza mas para o combustível. Não era tão bom? A pessoa ligava, eles iam lá a casa com uma camioneta cheia de gasóleo e tratavam do assunto. Então não era demais!? E até podia haver promoções do género, "por mais cinco euros em combustível também lhe enchemos os pneus". Ai, alguém que leve esta ideia avante, pleeeeeease!

quinta-feira, julho 13, 2006

O drama, o horrooooor

Existe um drama verdadeiramente irritante em todos os locais de trabalho que têm mais do que uma pessoa: o ar condicionado. E é um verdadeiro drama porque há sempre alguém que não está satisfeito com a temperatura.
Em todos os gabinetes há sempre uma ovelha ranhosa que fica muito incomodada com o "frio" que o ar condiconado faz e que acaba por obrigar os restantes dez caramelos a sentarem-se ao computador com um pingo de suor sempre a ameaçar cair pela cara. Isto para falar no Verão, porque no Inverno também há sempre um troglodita que acha que não está frio nenhum e que aqueles estalidos que se ouvem como barulho de fundo é a rádio a passar música espanhola com castanholas e não os dentes dos colegas a bater de frio. Enfim...
No sítio onde trabalho existe um interruptor por detrás da porta para o ar condicionado. Como nem todos estão satisfeitos, os dias passam-se entre uma verdadeira guerra do liga e desliga o ar condicionado. É engraçado ver que até já existem estratagemas para desligar aquela coisa sem dar nas vistas. Eu estou num lugar privilegiado para ver isto tudo e é um fartote. O calor que se lixe, esta novela arrefece o cérebro a qualquer um.

quarta-feira, julho 12, 2006

So me acontece a mim... e foi assim

Acordei naquele dia que vocês sabem e olhei para ali como quem espera que aquilo estivesse diferente. Não estava.
É que ocupava, sei lá, mais ou menos este tamanho e eu só tinha este espaço vago. O que é que eu fiz? Exactamente, virei-me para ela e fiz-lhe assim. Só que ela também não vai de modas, pega numa caneta e vem directa a mim com esta atitude assim... Estão a ver o que eu não me passei!! Fiquei completamente em brasa e com os nervos até fiquei com a boca assim. Bom, a verdade é que não me deixei levar pelas ameaças e, quando ela menos esperava, levo a mão atrás para tomar balanço e faço isto. Ficou meio atordoada, tinha os olhos já assim, quando eu lhe faço isto... tal e qual. Bem, ficou com um hematoma deste tamanho e com este aspecto.
Remorsos, eu? Nã! Então digam-me lá que ela não estava a pedi-las!

terça-feira, julho 11, 2006

Sou fraca!

Estava ontem a preparar-me para encomendar uma bela pizza média e quando dei por mim estava estupidamente sentada em frente às notícias da RTP (sim, é o único canal que consigo apanhar na televisão da cozinha) a comer uma tigela de sopa e queijo fresco com tostas. Enfim... sou uma fraca! Prometo, prometo...

segunda-feira, julho 10, 2006

Tenho fome!!

Pronto, é assim... é sabido que estou em dieta mais ou menos há um ano, ou mais, não sei... parecem-me dez anos. É certo também que não estou SEEEEMPRE em dieta. Tenho os meus momentos de loucura, ah pois que tenho, mas os meus momentos de loucura resumem-se a mais um geladito ou outro, mais pão, enfim um rissolito...
Na verdade, o que o meu corpo começa desesperadamente a pedir é pizzas, massas com muitos molhos, batatas fritas com ovo estrelado, bacon frito, bolos com cremes muito doces e brigadeiros e coisas assim. Estou cheia de fome e à minha frente tenho daquelas bolachas redondas, grandes, de arroz integral (que parecem pipocas esmagadas) e um iogurte magro. Arghhh! estou farta, hoje quero uma pizza bem grande, com salame e a transbordar de queijo derretido. É, é isso que eu quero e é isso que eu vou ter!

sexta-feira, julho 07, 2006

quinta-feira, julho 06, 2006

Carta aberta a...

Ana:

Acho que o blog não era o melhor local para lavarmos roupa suja natalícia mas já que insistes, cá vai: realmente não tive tempo para procurar a prenda perfeita e aproveitei um vinil que me saiu na quermesse da feira da Abraço. Mas também não sei porque é que me ofereceste um creme anti celulite, portanto em relação a más escolhas de presentes estamos conversadas, não te parece? Esqueçamos tudo isto e passa lá em casa. Não terás de encarar o Rudolfo, morreu electrocutado quando o vizinho instalava uma parabólica para assistir aos jogos do mundial. A partir de agora a porta da gaiola fica sempre fechadinha.

Beijos,
Gui
P.S. - Já agora, nos aniversários continua a haver presentes ou não?

terça-feira, julho 04, 2006

Carta aberta a...

Gui:

Eu sei que nem sempre fui o teu melhor ombro amigo, mas desde já começo por te dizer que não merecia a falta de respeito que me demonstraste quando no último Natal nem sequer passaste lá em casa para me levares uns sonhos... umas filhós...
Também sei que o Natal há muito passou e que já deveria ter tratado deste assunto contigo, pessoalmente. Mas a dor e o ressentimento são tantos que até me falta a coragem de te encarar.
Quando no Natal de há dois anos te dei a entender que a amizade que actualmente temos não obriga à troca de prendas, estava longe de imaginar que nem sequer à minha porta te ias chegar.
Só te disse aquilo porque imaginei que sentias a mesma angústia que eu quando, calcorreando lojas atrás de lojas, sentia que não convivia contigo o suficiente para um presente meu poder arrancar-te um sorriso fácil na noite de consoada. Com ou sem presente, o sentimento de amizade manter-se-ia o mesmo, apenas sem esse lado material.
Lamento que as coisas tenham seguido este caminho e devo dizer-te que, à tua espera, tive sempre um cestinho de nozes, como tu gostas. Não me peças é para ir eu à tua casa, sabes que não suportaria olhar para o Rodolfo.

abraço,

Ana

P.S.: É verdade, detestei o último presente de Natal que me deste. Só uma pessoa que não convive comigo iria oferecer-me um disco de vinil quando eu já nem tenho gira-discos.

terça-feira, junho 27, 2006

A minha vida vai mudar

As coisas estão incertas na minha vida. Muito incertas e encontro-me outra vez naquele ponto em que parece estar tudo em banho-maria. Sabem como é? Anda ali tudo a boiar, a boiar na água a ferver e depois um dia aquilo vem tudo por fora.
Uma desgraça, ou não! Enfim... a minha situação profissional encontra-se novamente débil e cada dia que passa pode trazer uma surpresa. não há nada mais angustiante do que a espera.
E não há nada mais angustiante do que não saber o que lá vem. Uma vantagem eu levo sobre mim mesma. Sou uma mulher de decisões o que, por outro lado, cria uma maior angústia. É que não levo muito tempo a decidir mas depois ando ali "ai, ai,será que fiz bem?".
E pronto... a espera continua. Desculpem a minha aus~encia e desculpem este regresso cheio de coisas abstractas que podem não querer dizer nada mas o Coisas que Tal tem destas coisas... que tal?

sexta-feira, junho 16, 2006

E se de repente um desconhecido…

( e sempre ali uma esquina, um encontrão de ombros, o derrubar de algo, uma mala, um saco, um encontrão de olhares, intensos )
E se de repente um
- Posso oferecer-lhe um café?
dito a medo
e depois um
- Vamos sonhar alto!
à boca cheia
à luz despida

Descubra o que faz falta a este blog…

- uma ida aos saldos?
- maquilhagem nova?
- um tapa-olheiras?
- pilhas recarregáveis?
- Imodium?
- Guronsan?
- treinadores de bancada?
- deixar jogar o Mantorras?

(atribua 3 pontos a cada resposta positiva e descubra o resultado assim que eu o descobrir)

Coisas soltas

O amor é uma coisa trágica. A qualquer momento se lambe como a um selo, se mete num envelope e morre par avion.

sexta-feira, junho 09, 2006

Estrella fugaz

Aún es pronto, demasiado pronto para el ojo,
pero tarde, muy tarde ya para el pensamiento;
si veloz ilumina
esta árida extensión de la noche,
este manso terreno donde el girasol
se despereza, se astilla, se equivoca.

...
Abraham Gragera

So vim aqui hoje...

... para vos desejar um bom fim-de-semana.

quarta-feira, junho 07, 2006

Começamos mal


Pois é, ainda faltam uns dias para a selecção portuguesa se estrear no Mundial com Angola e já começámos mal. Tudo graças ao Caneira que faz parte da lista dos jogadores mais feios a participar no Mundial. Tinha de ser, não é? Tinhamos de ter lá uma ovelhinha negra a manchar o nosso orgulho nacional. Pronto, verdade seja dita, o rapaz ficou em último... mas não interessa porque está lá. E também... é assim... tem aquele nariz um pouco alongado... ok, a boca é da largura do nariz...sim, tudo bem, os olhos são pequeninos, muito juntos e aquela junção do cabelo nas orelhas é de bradar aos céus, mas caramba, será que ninguém conhece o Petit?!

Boas notícias: para nos salvar a honra, o Figo lá aparece entre os jogadores mais bonitos. Mas como também está lá o Kaka e o Adriano do Brasil, o Bocanegra dos E.U.A e até o Ballack da Alemanha, a coisa não é de fiar.

Saudações mundialescas. Está quase!

segunda-feira, junho 05, 2006

Citação que tal

(...)
Aqui há anos, um presidente do Sporting, culpou o «sistema» por todos os males e podres do futebol português. A expressão fez escola. E, se houvesse prisão perpétua em Portugal, e o sistema, esse culpado de todos os crimes, tivesse o azar de ser apanhado, nunca mais via a luz do dia. O próprio país é uma espécie de sistema, e o seu atraso é, por assim dizer, sistémico.
(...)

Filipe Luís in VISÃO

sexta-feira, junho 02, 2006

A cada canto seu Espírito Santo

Estava eu há bocado a terminar de jantar com uma amiga, e a pensar que provérbio escolher para esta sexta-feira no Ventoinha, quando encontrei uma entrada que é a cara dela!...
Pega lá um ganda beijo 'miga, agora que juntaste a "balzaquiana" ao teu léxico .. hehehee

- Tenho uma gaveta, não sei que lhe faça nem sei que lhe meta

quinta-feira, junho 01, 2006

Bloqueio mental

Estou neste momento a atravessar o chamado bloqueio mental. Estou na minha secretária, tenho trabalho para fazer que nuncamais acaba e não consigo arrancar.
A produtividade durante a manhã até nem foi má, mas a quebra para o almoço foi a desgraça total. Estou há dus horas a dizer que vou começar a escrever uma notícia e no último segundo invento qualquer coisa para fazer.
Já fui à casa-de-banho, já fui à procura de pastilhas nas outras secretárias, já viajei no shared music do iTunes mil e uma vezes, arrumei uma das minhas duas gavetas, olho para o lado, faço chamadas para amigos e neste momento decidi ir escrever no blog. Estou naqueles dias que só lá para as seis da tarde é que começo a bombar, já sei como é e não há nada a fazer!
A seguir a isto acho que vou outra vez ao iTunes ou então à casa-de-banho e a seguir ainda posso arrumar a segunda gaveta. Enfim... com tanto trabalho em cima da mesa hei-de arranjar alguma outra coisa para fazer.

terça-feira, maio 30, 2006

segunda-feira, maio 29, 2006

...

Sou tão hipocondríaca que cada vez que visto uma determinada camisola começo a sentir-me mal disposta.

quinta-feira, maio 25, 2006

Um snif deste tamanho

Pois é, ia eu toda lançada com a máquina fotográfica em punh para vos mostrar como os melros que nasceram no meu jardim estavam uns matulões e já não estavam lá. Chegou a hora deles e contam os meus pais que o momento do primeiro voo foi mesmo emocionante. O maior dos irmãos largou o ninho logo pela manhã, o segundo seguiu-o logo de seguida, mas o mais pequenino esteve muito relutante em aventurar-se. Ficou empoleirado no ninho à espera que o pai ou a mãe melro o viessem buscar. E assim foi.

A Primavera está aí e a prová-lo está mais um ninho feito mesmo à entrada de casa, num arbusto que lá tenho, com quatro ovos muito pequeninos. Quando chegar hoje a casa vou ainda tentar uma fotografia para partilhar com todos estes momentos bonitos à volta de passarinhos e ovinhos.

Uma boa sexta-feira para todos!

quarta-feira, maio 24, 2006

Nao consigo lidar com isto

Porque é que nunca consigo ficar satisfeita com aquilo que tenho? Cada orçamento mensal é pensado para que possa comprar isto e mais aquilo que passei o mês anterior a namorar numa das muitas lojas que se vão cruzando no meu caminho. Pois ainda estou a pagar o objecto do meu desejo e os meus olhitos já estão a ver o que é que há mais na loja. E pronto... lá fixo mais um adereço de prazer consumista para pôr na minha lista mensal. E pronto, não saio disto!

Irrrrrraaaaaaa!!

domingo, maio 21, 2006

Fánã, o nadador-salvador do futuro

Tomando como referência um post em baixo da Ana, em que "diz que querem começar a multar os banhistas que entrarem no mar com a bandeira vermelha", fechemos os olhos e imaginemos Fánã, o rapaz que às portas do Verão decide tirar um curso intensivo de nadador-salvador. É bom de braçada, os calções vermelhos vão bem com o moreno da pele, acha que o biquini é a melhor invenção desde a roda, esta é a profissão que lhe convém! Estagia em pleno início de época balnear e convive com as "senhoras de idade que costumam ir molhar só os pés para não desidratarem e para tratarem os joanetes e são enroladas por uma onda". Rapidamente adopta o sistema bandeira-vermelha, em que assim como assim só os surfistas arriscam entrar na água, todos os outros são multados p’la bitola da bela máxima "há mar e mar, há ir e pagar!" Assim tem mais tempo para saborear o caipirão no bar da praia e ver as babes de biquini na esplanada.

D’este escrever aqui neste blog descripto ( ou O regresso d’A Cidade Egoísta )

Estimada Laura,
Espero que me perdoe o ter optado por este antiquado suporte de comunicação. Bem sei que me deu o número do telemóvel e a morada electrónica, mas eu prefiro a escrita em papel e o passeio até ao marco do correio. Para dizer a verdade, não me entendo com o computador, as letras não estão no mesmo sítio da máquina de escrever e os dedos tremem-me nas peças do rato.
Que prazer foi conhecê-la, querida Laura! Espero que me perdoe o tom familiar, dá-mo o posto da idade, pois podia ser seu quase avô. Coisas de velho a quem poucas coisas acontecem, guardo uma grata lembrança do dia em que a conheci no restaurante do terraço ao cimo do hotel. Vou lá muitas vezes olhar o rio, e as ruas, as casas. Levo um livro de poemas soltos e entretenho-me com o irregular das linhas na página, as casas mais perto cheias de chaminés e antenas. «Cidade feliz / De teus ócios merecidos». E nesse dia, mais perto da minha mesa, estava noutra mesa uma jovem de cabelo curto e camisola com letras laranja, que me espreitava curiosa o livro, parecia pedir um poema. Acabei por lhe mostrar uns versos, ao mesmo tempo que pensava, que idade terá?, eu que já fui bem mais jovem. Que terá este rio a dizer-lhe, e as ruas, as casas? Falámos de talvez iniciar uma amizade e de como leva muito tempo tornarmo-nos jovens...
Sabe Laura, tornei ontem a almoçar no terraço ao cimo do hotel. O Sr. Simões, o empregado que nos serviu, lembra-se?, trouxe-me o Martini como habitualmente, e quis devolver-me o livro que lá tinha deixado esquecido. Disse-me que o tinha lido todo e que os versos eram bonitos mas alguns tristes, «à procura de outros mundos / neste pequeno mundo e nos seus nadas». Disse-lhe que o guardasse por mais algum tempo até que a Laura o fosse buscar. Ofereço-lhe o livro, minha querida, passe no restaurante e peça-o ao Simões, que me disse recordar-se bem da jovem de cabelo curto. E se se dispuser, devolva-me umas linhas, contando-me como passa. Receba os meus mais respeitosos cumprimentos,
Alfredo

sábado, maio 20, 2006

Ausencia

si asa um tivesse
pa voa na esse distancia
si um gazela um fosse
pa corre sem nem um cansera

anton ja na bo seio
um tava ba manche
e nunca mas ausencia
ta ser nos lema

ma so na pensamento
um ta viaja sem medo
nha liberdade um te'l
e so na nha sonho

na nha sonho mieforte
um tem bo protecao
um te so bo carinho
e bo sorriso

ai solidao to'me
sima sol sozim na ceu
so ta brilha ma ta cega
na se clarao
sem sabe pa onde lumia
pa onde bai
ai solidao e un sina...

Cesária Évora

sexta-feira, maio 19, 2006

Tempo de antena para gajas (e gajos assim assim)

Meninas, comecei uma dieta rigorosíssima no dia 7 de Maio e já consegui perder... tchã tchã tchã rãããããã: QUATRO quilos! Não é maravilhoso gajas? Não estão contentes por mim? Epá, as calças já não me apertam, o biquini assenta melhor, pronto... ok, acordo e deito-me a pensar em comida e nas mil e uma coisas que existem neste mundo e que eu não posso comer para não engordar... mas de resto, tudo bem.
Todos os dias olho para a balança para me ir pesar, mas resisto à tentação. É que como nós sabemos não convém estarmos a pesar-nos todos os dias porque o factor psicológico vai dificultar a perda de peso. Enfim, lá tenho conseguido resistir à balança e só uma vez por semana é que lá vou. E tem sido uma alegria olhar para o ponteirozinho e ir vendo que está no tracinho mais abaixo e mais abaixo e mais abaixo. Da última vez que me pesei e verifiquei que já tinha aniquilado o quarto quilo até gritei iupiii e saltei em cima da cama. A minha mãe acordou sobressaltada e perguntou-me o que se passava. Naquela resposta típica de mãe lá me disse "Ah! Mas nota-se muito minha filha, já se nota bem!". Ok, não se nota assim tanto, mas isto vai devagarinho.
No outro dia até fui à Internet a um site que dá para medir o nosso IMC e já não diz que tenho excesso de peso, diz que tenho o peso NORMAL! Não é lindo? É a primeira vez que o IMC me diz que estou bem. Fiquei tão contente, estou tão contente.
Agora já só faltam três ou quatro quilos para me sentir bem e voltar a fazer o flic flac encarpado à rectaguarda que eu tanto gosto de fazer.

Obrigada por me ouvirem e se me virem, já sabem, se acharem que estou mais magra dizem que sim senhora que se nota. Se acharem que estou na mesma, nem uma palavra em relação a isto que vos contei, ok?

Até já!

quarta-feira, maio 17, 2006

E eis que há vida no meu jardim



Lembram-se de vos ter dito que tinha encontrado um ninho de melro no meu jardim? E que tinha quatro ovos? Pois é, cá estão eles, ainda a ganhar asas para voar. Snif. Opá, estou mesmo emocionada com o raio dos bichos.

Foi bonito!

Alguém viu ontem o Filipe La Feria a correr que nem um louco à volta da recém inaugurada praça de touros do Campo Pequeno? Mas ninguém lhe arranjou um touro? São momentos como este que me deixam arrepiada da cabeça aos pés.

terça-feira, maio 16, 2006

Diz que sim!

Diz que querem começar a multar os banhistas que entrarem no mar com a bandeira vermelha. Diz que as multas vão desde os 55 euros, mas podem chegar aos 1000!! Diz que sim. E a propósito disto, que entra em vigor dia 1 de Junho, assolam-se-me várias questões.
Do género...
O valor da multa oscila consoante a quantidade do corpo que se molha? - Ah, senhor fiscal, eu molhei-me só até aos joelhos, o meu cabelo está molhado porque o meu primo mais novo é parvo e despejou-me uma garrafa de água em cima...
Como é que vai ser com os surfistas? - Bandeira vermelha, alto ondão e eles em terra com uma auréola em cima da cabeça a dizerem que não vão entrar para não apanharem multa. Tá bem, tá!
É que se houver excepção para eles, não vou ficar a assar na areia, vou ao mar com uma prancha debaixo do braço e, qualquer coisa, digo que vou apanhar uma onda.
E depois como é que vai ser com aquelas senhoras de idade que costumam ir molhar só os pés para não desidratarem e para tratarem os joanetes e são enroladas por uma onda? - Eu sei que a senhora foi apanhada desprevenida mas vai ter de pagar 700 euros porque estou a ter em conta o facto de não ter molhado o cabelo todo.
Também vamos ter de pagar a coima na altura? Ó senhor fiscal dê-me só cinco minutos para secar um bocadinho... os dias já estão maiorzinhos, hã?!
Quando somos apanhados em excesso de velocidade temos de entregar a carta à DGV e ficamos um tempo sem poder conduzir. Será que com estas novas multas vamos ter de entregar os nossos biquinis no Instituto de Socorros a Náufragos e nem à piscina municipal do bairro podemos ir?
E quando as pessoas morrem no mar, será que o fiscal se chega ao pé da família e avisa que aos custos do funeral vão ser acrescentados mil euros, que correspondem à coima máxima porque este banhista exagerou?

Antigamente dizia-se: Há mar e mar, há ir e voltar
Agora é mais: Há mar e mar, há ir e pagar! Olarila!

segunda-feira, maio 15, 2006

Procuro casa!

Procuro casa, uma alta vivendona é claro!, em zona sossegada com bastante espaço ajardinado com auto-manutenção com área para cem convidados, barbecue com um assador permanentemente de serviço, piscina olímpica com três metros de profundidade e um bar lá dentro com um barman de serviço, sete assoalhadas e um anexo para dormitório de empregada doméstica permanente que cozinhe pratos italianos, sushi e sobremesas como ninguém e que não fale e deteste abrir gavetas na ausência dos donos, vista para o mar de um lado, para o vale do outro, para a piscina na lateral e para um riacho natural na outra, aquecimento central no Inverno e arrefecimento com gajos a abanar leques no Verão, com vizinhança jeitosa cega, surda e muda, com garagem para cinco carros topo de gama com recheio incluído, e mais isto... e aquilo... e aqueloutro.

sexta-feira, maio 12, 2006

Como fica provado que Fátima e a língua inglesa animam logo uma descrente em trabalho

Hoje fui pela primeira vez a Fátima (tive de ir lá em trabalho, comprem a Nova Gente de amanhã e oito dias e vão perceber) e não posso deixar de vos dizer que fiquei profundamente chocada com aquilo que o fenómeno da fé é capaz de fazer às pessoas. Desculpem-me os crentes, mas aquilo não se faz!

Bom, e passado este início polémico que vai fazer correr mais tinta que a estreia do filme Código da Vinci chega a altura de vos contar aquilo que verdadeiramente me trouxe a este nosso cantinho tão íntimo e público ao mesmo tempo.

Em Fátima, já se sabe, muita gente, todos diferentes, mas duas mulheres em locais e situações distintas do santuário não vão escapar ao Coisas Que Tal porque essas duas crentes mereceram.
E porquê? Por causa das t-shirt's que tinham vestidas. No meio do silêncio, dos pés em sangue, das velas, dos cânticos, uma senhora rechonchuda caminha na direcção oposta à minha com uma camisola onde está inscrita a frase: "I,m going out tonight!".

Não é bonito?! Estava ainda a tentar tirar o significado sagrado daquela máxima quando me cruzo com uma rapariga toda muito bem maquilhada, com uns óculos escuros daqueles espelhados com leves laivos de cor arco-íris e a bela da t-shirt dizia: "Sex Bomb".

Mais palavras para quê? É a fé das pessoas no seu melhor misturado com o desconhecimento total da língua inglesa. Elas sabem que as t-shirt's dizem alguma coisa, mas para quê tentar saber o quê? Não vale a pena, afinal Nossa Senhora perdoa tudo e uma vela de cera perdoa todas as amantes dos padres Amaros.

quinta-feira, maio 11, 2006

Nos dias que correm...

Sou uma mulher feliz só pelo facto de não ter borbulhas no rabo nem nas costas.

sexta-feira, maio 05, 2006

Literatura de cordel

E não é que havia mesmo um cordel?
Em meados do séc. XVI, os vendedores ambulantes chegavam às terriolas e penduravam um cordel nas portas das casas onde dispunham os "livros" (que não eram senão folhetos dobrados). Chegaram assim os livros ao povo, já que as farsas, historietas, os contos históricos ou religiosos eram vendidos a baixo preço.
Hoje já muita gente sabe ler e o que é importante é que realmente se leia... seja com cordel, sem cordel, sejam jornais, revistas, com bola, sem cor-de-rosa, com verso ou sem rima, sejam os rótulos das garrafas, a propaganda de um partido ou o Borda d'Água. E até um blog que tal.

quinta-feira, maio 04, 2006

Dieta líquida

Detesto ir ao dentista. Aquela coisa de estar ali semi-deitada numa cadeira, completamente indefesa e de boca aberta, deixa-me aterrada. Com muito mais medo do que estar, nas mesmíssimas circunstâncias, num consultório de psiquiatra Por isso fujo dos dentistas como o diabo da cruz. A imagem do dentista-papão persegue-me desde criança, devo ter papado demasiados desenhos animados... Lembro-me de, com 10 anos, ter ido a um dentista que me disse que precisava lá voltar para pôr um aparelho nos dentes. A minha mãe não pôde acompanhar-me à consulta, e quem foi comigo foi a minha irmã a quem fiz prometer silêncio sobre a possibilidade do dito aparelho; já me bastavam os óculos ultra graduados (ainda hoje sou míope que nem uma porta, mas já há muitos anos que adoptei as lentes de contacto), para ir arranjar mais um motivo para a chacota escolar.
Hoje estive num dentista particularmente cruel, de frases curtas e assustadoras. Deu-me um sermão por ter abandonado a meio uma desvitalização dum dente que me doía há séculos, rematando com um "este dente está condenado". Vou poupar-vos dos pormenores da extracção, até porque me fixei num ponto do tecto para não encontrar aquele olhar frio de alicate retorcido na mão. Vou poupar-vos dos pormenores estéticos e das dores que sinto, a juntar ao sentimento de que amputaram uma parte de mim. A terrível criatura despediu-se com imposições de dieta líquida e recomendações de aparelho. Não me vou esquecer de beber uma cerveja à sua saúde, ó Dr. Gonçalo (falou em bebidas frias, não foi?), e que os dentes lhe apodreçam e caiam um de cada vez. Não me vou esquecer de pedir segredo à minha irmã para não contar nada à mãe sobre o aparelho.

Giro

É giro crescer!
Ontem, fui jantar a Lisboa com os meus pais, eu a conduzir, o meu pai ao lado e a minha mãe lá atrás e decidi ir beber um cafezinho ao Bairro Alto e fazer-lhes uma visita guiada aos bares e cantinhos onde tanta coisa já se passou comigo... e com tanta gente. Não gostaram! Acharam que as coisas tinham mudado muito desde a altura em que eles andavam por lá, e disseram que estava muito degradado. Detestaram as paredes grafitadas e estranharam não se ver polícia, contaram-me que sentiram insegurança.
À meia-noite estávamos em casa satisfeitos com a viagem ao passado.

terça-feira, maio 02, 2006

Chumaços

Hoje pus-me a ver fotografias minhas antigas e entrei em pânico. Não, não foi por ver como estava gira com dez quilos a menos - isso eu hei-de chegar lá, três quilitos já lá vão -, mas pela quantidade de chumaços que encontrei.
Não há dúvidas, é oficial: eu sou do tempo do chumaço.
E como se não bastasse a figura ridícula que aparentávamos com aqueles ombros bem saídos, ainda tive a feliz ideia de comprar aqueles que eram amovíveis. Ou seja, os ditos tinham uma espécie de velcro e qualquer camisolita sem graça, qualquer t-shirt de ombrito mais descaído... cá vai disto, levas já com dois chumaços!! Resultado, a moda já tinha passado há algum tempo, as lojas já vendiam roupas desenchumaçadas e andava eu toda contente a colar os meus chumaços portáveis e intrasmissíveis em tudo o que me aparecia à frente a achar que tinha tudo para ser uma rapariga feliz. Tsss, tsss... hoje gosto de um bom chumaço, mas bem diferente destes que estive para aqui a falar. (Parte da conversa mais marota numa noite em que me vou deitar pela última vez com 28 anos de vida).

quinta-feira, abril 27, 2006

Auto-crítica

Eu reclamo que a cultura é cara mas numa noite de festança sou capaz de fumar um bilhete de cinema, jantar um livro novo, beber uma entrada para o teatro e ainda apanhar táxis que não me deixam à porta de museus.

quarta-feira, abril 26, 2006

Um presente ao final do dia!

Acordei com a mesma fome do costume, mas pão do que gosto para as torradas... nem vê-lo. Um dia longo de trabalho com o chá de cidreira ainda às voltas no estômago misturado com o fumo de um cigarro mal dormido. Pela manhã uma entrevista bem vestida, um almoço descalço e uma tarde inteira sem relógio para poder dizer que já estava na hora de ir para casa. Um carro a pedir-me gasóleo e eu sem paciência para lhe satisfazer o desejo porque o meu era maior nessa altura. Estender-me. Estender-me a comer uma omoleta sem salsa enquanto os olhos se fechavam às espera que no dia seguinte aparecesse na cozinha aquele pão que tanto gosto de esturricar pela manhã.
E eis que ainda o sol espreitava por causa dos movimentos da Terra quando num cantinho do meu jardim, entre umas heras que não se cansam de crescer todos os dias, descobri dois ninhos feitos de pormenores. Um de melro, outro de outro pássaro qualquer. O maior com quatro ovinhos, o outro com pelo menos dois. Lá estão, milagrosamente a enfeitar o meu dia feito de coisas tão pequenas e tão feias.
Não é bonito, termos dois ninhos escondidos no nosso jardim?

Testamento

Você que só ganha pra juntar
O que é que há, diz pra mim o que é que há
Você vai ver um dia em que fria você vai entrar
Por cima uma laje, em baixo a escuridão
É fogo, irmão, é fogo, irmão

(Pois é, amigo
como se dizia antigamente
o buraco é mais em baixo
e você, com todo o seu baú, vai ficar por lá
na mais total solidão
pensando à beça que não levou nada do que juntou
só o seu terno de cerimônia!
Que fossa, hein?, meu chapa, que fossa...)

Você que não pára pra pensar
Que o tempo é curto e não pára de passar
Você vai ver um dia que remorso, como é bom parar
Ver o sol se pôr ou ver o sol raiar
E desligar, e desligar

(Você, que esperança,
bolsa, títulos, capital de giro, public relations, e tome gravata!
protocolos, comenda, caviar, champanhe, e tome gravata!
o amor sem paixão, o corpo sem alma, o pensamento sem espírito, e tome gravata!
E lá, um belo dia, o enfarte
ou pior ainda, o psiquiatra!)

Você que só faz usufruir
E tem mulher pra usar ou pra exibir
Você vai ver um dia em que toca você foi bulir
A mulher foi feita pro amor e pro perdão
Cai nessa, não, cai nessa, não

(Você, por exemplo, que está aí com a boneca do seu lado,
linda e chiquérrima,
crente que é o amo e senhor do material
e é aí que o distinto está muitíssimo enganado.
No mais das vezes ela anda longe,
perdida num mundo lírico e confuso,
cheio de canções, aventura e magia,
e você nem sequer toca sua alma.
É, as mulheres são muito estranhas, muito estranhas...)

Você que não gosta de gostar
Pra não sofrer, não sorrir e não chorar
Você vai ver um dia em que fria você vai entrar
Por cima uma laje, em baixo a escuridão,
É fogo, irmão, é fogo, irmão

...
Toquinho e Vinícius de Moraes

terça-feira, abril 25, 2006

Pensaste que eu me ficava, não?

E vem-nos à frase uma memória batida...

Hoje é o segundo dia do resto da tua vida.

segunda-feira, abril 24, 2006

Desgarrada

E vem-nos à batida uma frase da vida...

Hoje é o primeiro dia do resto da tua memória.

E vem-nos à memória uma frase batida...

Hoje é o primeiro dia do resto da tua vida.

domingo, abril 23, 2006

No meio dos velhos

Estou metida num hotel de ingleses, holandeses e alemães que em comum têm o facto de serem velhos. Mas as coisas aqui na Madeira não se ficam por aqui. É que quando digo velhos quero dizer mesmo velhos, dos que usam bengalas, andam em cadeiras de rodas ou estão todos paralisados de um lado do corpo. Há dois dias que lhes tenho dado nos corredores uns 2bons dias" sinceros porque não tenho a certeza de no dia seguinte ainda estarão vivos.
Mas que raio de promoção se anda a fazer a esta ilha para vir cá parar tudo em final de vida? Estou a imaginar qualquer coisa como "tenha uma nova esperança, não vá para o Paraíso sem antes ter a certeza de que mesmo chéché é uma pessoa feliz. Venha ver ao vivo, na Madeira, Alberto João Jardim e perceberá que qualquer que seja o seu estado de caquetice sempre está melhor que ele!" Só pode!

sexta-feira, abril 21, 2006

Pedido de ajuda



Então não é que me mandaram três dias para a Madeira e que até já cá estou e que esta é a vista que tenho do hotel? Então mas isto faz-se, manda-se uma pessoa para a Madeira durante três dias para fazer festas e mais festas e outras festas? Que chatice, pá! Ainda por cima estão 23 graus e a vista do meu quarto é esta que estão a ver. Não se faz, pois não? Um hotel de cinco estrelas!! Está mal, muito mal. E só de pensar que ainda vou ter de estar aqui mais dois dias inteirinhos e que depois ainda ganho duas folgs até me dá vontade de esganar alguém. Bom... agora peço desculpa, vou-me deixar de queixas porque já estão à minha espera para uma daquelas espetadas horrorosas que são cozinhadas em pau de loureiro. Pior do que isto só mesmo ter de me cruzar com a equipa do Benfica que já está instalada no hotel aqui ao lado para domingo jogar com o Nacional.

Como se diz por cá:Vuivua a Muadeira!!

quarta-feira, abril 19, 2006

E depois da Páscoa

Nestes últimos dias comi tanto chocolate que estou prestes a comer-me a mim mesma.

Custou... mas foi!

Finalmente aprendi a pôr links. Para já têm novos blogs para visitar na barra do lado esquerdo mas daqui até colocar links dentro de posts é um pulinho... Afinal a coisa que tal nem é assim tão difícil, acho que era mais uma teimosia minha. Tenho sérias dificuldades com a linguagem informática, mas também com a bancária e automobilística. Costumo dizer que não sei o que é uma taxa de juro nem uma cilindrada, e nem quero saber. A mudança é resistente mas o vaso ruim pode quebrar e o burro velho pode aprender línguas... até porque daqui a uns meses vou comprar um carro e fazer um empréstimo para uma casa e não quero passar vexames em segunda mão.

.....
Já agora aproveito para dizer que o glob "Tosta Mista na chapa" é a contra informação do "Pátio do Sol" e foi criado há apenas 3 dias. Apareçam!

Medo do medo



Uma imagem vale mais que mil medos. Os meus medos são inconfessáveis.

terça-feira, abril 18, 2006

O jogo dos pânicos

O cabecilha do Para Não Estar Calado lançou-me o repto de publicar aqui os meus cinco maiores pânicos mas não vou poder entrar neste jogo. Rebenta a bolha! E posso explicar, é que para quem tem a doença de pânico, como é o meu caso, falar de medos é um assunto sem fim e melindroso. No fundo é como perguntar a um cego se gosta mais de dormir com a luz acesa ou com a luz apagada.

Mas como o Coisas que Tal não diz não a uma brincadeira, passo a vez à companheira e amiga Gui. Força aí amiga!
«
Quando as serpentes regatearem o direito a colear
e o sol fizer greve para ganhar o salário mínimo –
quando os espinhos olharem as suas rosas alarmados
e os arco-íris estiverem seguros contra a velhice

quando um tordo não puder cantar nenhuma lua nova
se todas as corujas não tiverem aprovado a sua voz
e qualquer onda assinar sobre a linha ponteada
senão um oceano é obrigado a fechar

quando o carvalho pedir licença à bétula
para criar uma bolota - os vales acusarem as suas
montanhas de terem altitude - e março
denunciar abril por sabotagem

então acreditaremos nessa incrível
humanidade inanimal (e não antes)
»
E. E. Cummings
(1894 – 1962)

segunda-feira, abril 17, 2006

Pilhas Do Caminhar. E duram, e duram...

«
Quando o PC faz log off, se desligam as televisões e se fecham as páginas de um periódico, Deus tem todo o share do mundo.
»

Bela frase esta, a do Lobo. Para lerem o texto todo caminhem até lá.

Abril dez mil

O Coisas que tal acaba de ultrapassar a bonita barreira dos dez mil visitantes. É um momento emocionante para as escribas da casa.
Grazie a tutti amici, continuem a aparecer que nós prometemos continuar a escrever.

quarta-feira, abril 12, 2006

Tinha a tampa aberta

O meu carro novo, aquele bordeaux e de estofos amarelos, não tem qualquer espécie de tranca no tampão da gasolina.
Quem me chamou a atenção para o facto foi o meu pai, preocupado por a qualquer hora e em qualquer sítio poderem roubar-me combustível. Enfim... Eu devo confessar que não acredito que alguém vá ali chupar o gasóleo e verdade, verdadinha, é um consolo não ter de andar com chaves e chavinhas para abrir uma tampa parvinha e irritante. Chego à bomba rodo a tampa, puxo, e deixo-a pendurada até abastecer. Limpinho!
Bom, isto para contar que ontem fui ao Colombo, estacionei no subterrâneo e quando voltava para casa um outro condutor ultrapassou-me e avisou-me que levava a tampa do combustível aberta.
Confesso que ao início ainda pensei que fosse um piropo, mas "tem a tampa do combustível aberta" pareceu-me uma boca demasiado rebuscada para um engate. Lá parei... e não é que tinha mesmo a tampa aberta e pendurada ainda a baloiçar de um lado para o outro? Não me roubaram gasóleo. Acreditem ou não tratou-se mesmo de uma manobra de diversão de uns parvos ou de umas parvas quaisquer que não sabiam o que fazer e então decidiram ir para o estacionamento do Colombo abrir tampas de gasóleos!!
Até já estou a imaginar... um deles a fazer a brincadeira e a esfregar as mãos de contente enquanto diz para o outro "nós somos muita malucos! Isto é que vai ser aqui uma pândega quando o condutor descobrir que leva a tampa do depósito aberta".
No dia seguinte qual é a malandrice? Colar pastilhas elásticas nos pneus? Mexer ligeiramente nos espelhos retrovisores? Não... já sei, levantar os limpa pára-brisas. Essa é demais.
Uau!

terça-feira, abril 11, 2006

Boato que tal

Oferece-se carta de recomendação a quem apresentar uma emoção verdadeira

Aconteceu em Campo de Ourique

Um dia destes, no Jardim da Parada, que fica no belo bairro de Campo de Ourique, andava um senhor a passear os dois cães que tratava por "você". Às tantas, um dos bichos chega-se mais a um grupo simpático de galinhas que andava ali pelo jardim a meter-se com os gansos e com os patos e salta logo de lá um senhor bairrista, ainda com as cartas na mão, a dizer ao dono dos cães: "Oiça, veja lá se prende o seu animal porque estas galinhas são da Junta!".

Assim é que é, a defesa do património de todos... mesmo que se tratem de galinhas e mesmo que o suposto violador desse património público seja um tipo metido a novo rico que trata duas bolas de pelo por "você".

Obrigada Torcato pelos seus bonitos relatos de um morador acérrimo do bairro de Campo de Ourique, que agora também é dos cabeças polacas.

segunda-feira, abril 03, 2006

Pés

Hoje esteve calor! Mas esteve daquele calor estúpido que em vez de alegrar, irrita.
Mulheres, vocês certamente me entendem. É que não dá ainda para andar de sandálias, mas uma pessoa morre com ténis ou botas nos pés... Um suplício! Alguém que ponha a cassete para a frente, por favor.

domingo, abril 02, 2006

Calendário

. O ano é masculino e o mês e também o dia. O Tempo é apenas um homem condicionado à semana. A mulher tem segundas-feiras de mau humor e sextas-feiras de paixão, além dos Domingos, esse território desconhecido...
. Tudo se transforma e é cíclico na Natureza. Os mares, os ventos, os equinócios, os movimentos de translação e as fases da lua. A Terra sua as suas hormonas: testosterona, a predominante, e estrogénio e progesterona à vez.
. A Lua nasce antes de o Sol se pôr. Treze luas mágicas por cada doze sóis intensos fazem um ano das nossas vidas.

sexta-feira, março 24, 2006

«PASTELARIA

Afinal o que importa não é a literatura
nem a crítica de arte nem a câmara escura

Afinal o que importa não é bem o negócio
nem o ter dinheiro ao lado de ter horas de ócio

Afinal o que importa não é ser novo e galante
- ele há tanta maneira de compor uma estante!

Afinal o que importa é não ter medo: fechar os olhos frente ao precipício
e cair verticalmente no vício

Não é verdade, rapaz? E amanhã há bola
antes de haver cinema madame blanche e parola

Que afinal o que importa não é haver gente com fome
porque assim como assim ainda há muita gente que come

Que afinal o que importa é não ter medo
de chamar o gerente e dizer muito alto ao pé de muita gente:
Gerente! Este leite está azedo!

Que afinal o que importa é pôr ao alto a gola do peludo
à saída da pastelaria, e lá fora – ah, lá fora! – rir de tudo

No riso admirável de quem sabe e gosta
ter lavados e muitos dentes brancos à mostra »


Mário Cesariny
Nobilíssima Visão

quarta-feira, março 22, 2006

Rebaldaria

. A Angelina é quase tão velha como a Dona Joaquina mas tem pouco de anjo e prefere a tasca do Ti João à mercearia. És levada da breca, é o que ele responde quando ela lhe pisca o olho: Ó João, quando fechares o estaminé vens comigo, há mês e meio que não vejo o padeiro.
. O poeta nasceu de colher de prata na boca mas gosta de onde cheira a torresmos. Canta versos com sabor a maçã de Junho, e diz àquele navio, que navega mais que avião: "és a estrela da alvorada e a madrugada junto ao cais", sabendo que à hora de deitar terá um corpo onde morder.
. A necessidade faz o engenho se aumenta a idade. Já não se cora a face, nem só galinha nem só rainha, nem só lua cheia. No frigir dos ovos é que se vê a manteiga...

terça-feira, março 21, 2006

Mercearia

. O estabelecimento da Dona Joaquina fica no Bairro Antigo, ao lado da Loja do Mestre André. Todas as tardes vigia os putos que saem da escola, mas apanham-na sempre desprevenida: roubam-lhe fruta, normalmente maçãs, e gritam-lhe enquanto correm: Ó Jaquina, vem à esquina!
. Na mesma rua, mais acima, tem posição a tasca do Ti João, onde há pão com requeijão, e mais o que estiver ali à mão, a acompanhar com o verde tinto da terra. O Evaristo também tem lá disto.
. O poeta perde-se por esta calçada todas as terças e quintas quando sai da psicoterapia. Gosta de passear por ali vagarosamente enquanto reflecte... este Bairro cheira-lhe a tertúlia.
. Uma bela quinta-feira o poeta entra p’la mercearia dentro e pede: Ó Dona Jaquina, embrulhe-me aí um poema. Ela dá-lhe uma maçã e ele segue para casa, satisfeito, sabendo que à hora de deitar terá um verso onde morder.

Versos a martelo no Dia da Poesia

o meu amor sempre foge
o meu amor mora longe

o meu amor já se esconde
o meu amor está longe

o meu amor agora finge
o meu amor vive longe

sexta-feira, março 17, 2006

Como começou...

Andava eu para aí no terceiro ano da faculdade quando vi afixado lá numa das paredes uma coisa que dizia "Gostas de fado? Aparece dia tal às tantas horas". Eu gostava muito de fado e fiquei toda contente quando percebi que ia haver um espectáculo de fado.
Ainda nem tinha carro nem carta e fiz um esquema enorme para poder estar na faculdade, aquilo era à noite, sem ser roubada ou violada em plena "avenida dos arames" (era um acesso para os comboios que existia em Queluz).
Quando cheguei fui ter ao anfiteatro para onde estava agendada a noite de fados e não estava absolutamente ninguém. Eu sabia que o fado não era assim apreciado por magotes de gente... mas ninguém! Chiça!
Passadas umas voltas, lá descobri à entrada um rapaz novo mas mais velho do que eu que me perguntou o que estava ali a fazer. Expliquei-lhe. Ele sorriu e disse-me que não se tratava de algum espectáculo, o recado nas paredes da faculdade referia-se à ideia de formar um grupo de fado e quem quisesse entrar que aparecesse. Óóóó! Despedi-me, agradeci a explicação, e quando mes estou a ir embora aparece um senhor com uma guitarra na mão.
Voltaram a chamar-me, disseram para eu cantar qualquer coisa (que nervos, ainda me lembro, não sabia letras, nunca tinha cantado a não ser na casa-de-banho) e assim fiquei a fazer parte daquele grupo que, entretanto, já tinha mais elementos.
Foi uma das fases mais engraçadas da minha vida e passados poucos meses já mes estava a estrear na Sé e a cantar ao lado do João Braga, do António Pinto Basto, do Pedro Moutinho, e por aí fora. Uma delícia. Corri muitas casas de fados a cantar, fiz também estrada, fiz festas de estudantes, de escuteiros, eu sei lá...
Foi assim que tudo começou e apeteceu-me contar aqui esta história depois de ontem ter estado a ouvir a Prova Oral, que era sobre fado.

Obrigada Ricardo (o rapaz que estava à porta do anfiteatro e que me obrigou a cantar) e António e Eduardo (os guitarristas que me acompanharam em muitos momentos importantes e que me ensinaram muita coisa bonita).

Sniff!

terça-feira, março 14, 2006

Pensamento do dia

Não fui eu que disse...

Se o Benfica não consegue ganhar à Naval não merece ser campeão europeu.

by Koeman

Este raciocínio é bonito e como o Coisas que Tal o apoia (ao raciocínio) aqui fica publicado, para a eternidade...

segunda-feira, março 13, 2006

Prometi mas não vou cumprir

Quando soube que tinha entrado na Nova Gente prometi que iriam ter aqui episódios fresquinhos sobre coisas engraçadas que lá se passavam. Infelizmente e contra a minha vontade esta promessa vai ficar por cumprir e explico porquê:

(vai ter de ser assim)

Épé quepe lápá napa repevispistapa jápá despescopobripirampam quepe eupeu tepenhopo umpum blogplog. Epi porpor ipissopo nãopão voupou popoderper conpontarpar epessaspas coipoisaspas. Despesculpulpempem.

Acham que a malta lá da revista consegue decifrar isto? Já agora, aproveito para mandar um grande abraço à amiga de uma das colegas que, pelos vistos, é leitora aqui do Coisas.

O desafio das manias

Respondendo ao desafio lançado, posso dizer que, basicamente, tenho uma mania. Tenho a mania que sou boa! E pronto, como tenho esta mania furto-me facilmente a responder a um desafio lançado na blogosfera em que temos de escrever as nossas cinco manias. Como tenho a mania que sou boa, escrevo só uma. Ora toma, ou como diria o Artur Agostinho no anúncio dos óculos "ó larila!" (será que foi ele que inventou aquilo ou estava mesmo no guião?).

IrReSponsável

Mas porque é que eu deixo tudo para a última hora... porquê?!?

“Meme” (e não é uma ovelha)

Depois do desafio lançado pela Leididi ( O Blog do Desassossego ), cá vai:

«Cada bloguista participante tem de enunciar cinco manias suas, hábitos muito pessoais que os diferenciem do comum dos mortais. E além de dar ao público conhecimento dessas particularidades, tem de escolher cinco outros bloguistas para entrarem, igualmente, no jogo, não se esquecendo de deixar nos respectivos blogs aviso do ‘recrutamento’. Ademais, cada participante deve reproduzir este ‘regulamento’ no seu blog.»

1. Tenho a mania das listas (ver arquivos de Abril.2005 )
2. Tenho a mania dos provérbios (ver Ventoinha à sexta-feira )
3. Tenho a mania de dar a minha opinião quando não ma pedem
4. Tenho a mania de não gostar de futebol e ainda assim ser do Sporting
5. Tenho a mania de ficar à espera que a Ana também conte as suas manias

E porque também tenho a mania de não saber pôr links, aqui estão os cinco blogs a quem relanço o T.P.C. :
- GranMarta, Sergonov e QZ do Venteca
- Jubi do Pontapé de Canto e Jubi or not Jubi
- Kurtinaitis, Mr Wood e Plasma do Scratch the Mikas
- Lobo do Do Caminhar
- Carneiro do Minimal Karn (www.carneirodixit.blogspot.com )

sexta-feira, março 10, 2006

Iniciativa privada com alguma piada

Sente-se que algo está a mudar quando alguém faz obras num prédio perto da estação de comboios e lhe chama "Amadora Palace".
(mesmo não existindo qualquer referência ao número de estrelas e a cervejaria do lado manter orgulhosamente a porta aberta ao cheiro da febra e do courato)

quinta-feira, março 09, 2006

Barracada à Oliveira

Estava há pouco tempo no meu novo emprego quando me chamam ao telefone.
Era o médico da empresa, tinha de ir à consulta para poder assinar contrato e aquelas coisas... Ainda ao telefone: "Doutor eu não sei onde fica o seu gabinete". Do outro lado resposta pronta: "Não há problema. Sabe onde é o refeitório?" (Sim, é verdade, a minha empresa tem cantina e quando lá almoçamos passamos um cartão e descontam-nos a refeição directamente do ordenado!) "Sabe onde é o refeitório? Então encontramo-nos lá que eu vou ter consigo".
Ao chegar à cantina vejo o médico a aproximar-se de bata branca. Caminho em sua direcção com o ar mais saudável do mundo e já de mão estendida: "Doutor...". Uma abanar de cabeça acompanhado de: "Não não, eu sou o cozinheiro".
Ups!

Problemas

Tenho em minha posse uma carta que diz "Envelope 9 e meio" e não sei o que fazer com ela.

segunda-feira, março 06, 2006

Vícios impossíveis (dava um bom título para um filme)

Sou completamente viciada em televisão. Acho que já tinha disto isto aqui (deve ter sido para aí há um ano - que bom poder dizer isto, o blog já fez um aninho...sniff), bom... acho que já tinha dito isto aqui mas o que ainda não tinha dito, ou se calhar já (para aí há um ano também) é que só tenho quatro canais. Exactamente, não são quarenta, são quatro canais! Eu sei, já é suficientemente triste alguém ser viciado em televisão (nem dá moca nem deixa dar), para ainda por cima matar o vício com a RTP 1, a 2:, a SIC e a TVI.

O meu prato favorito é basicamente tudo o que mexa e tenha legendas no rodapé. Tudo o resto é lixo. Acontece que estas coisas com legendas passam normalmente a horas tardias. Como tenho de me levantar cedo e não aguento muitas noitadas (fico com dores de cabeça, agoniada, com tonturas, ou seja, fico com todos os sintomas de grávida mas sem estar), faço por dormir cedo porque preciso invariavelmente de oito a nove horas de sono. Então chega ali uma hora que é um verdadeiro suplício. Sou eu a querer ver as coisas com legendas e assim matar o vício e sou eu a ver que já só tenho sete horas e vinte e dois minutos para dormir.

Por exemplo, ao fim-de-semana irrito-me sempre porque tenho muito mais horas disponíveis para ver televisão mas acabo sempre por adormecer porque não consegui dormir até mais tarde porque acordo todos os dias à mesma hora e o meu organismo já se habituou a estes horários e então mesmo que queira ficar na cama até mais tarde não consigo e irrito-me porque depois à noite tenho sono e não posso outra vez ver as legendas que eu gosto. Ufa!

Isto tudo porque estão a começar os Óscares. Como eu gostava de ver tudo, tudo até ao fim... e amanhã não acordar completamente grávida.

sábado, março 04, 2006

Pontuação II

. A vírgula tem quase tanta incerteza como o ponto de interrogação. Nunca sabe bem onde se deve encostar, se com o advérbio ou perto do substantivo, sabendo de antemão que com o verbo nem pensar! Na proximidade do ponto e vírgula fica nervosa e as reticências deixam-na em suspenso...

Luas de Março

Quarto Crescente - Dia 06 às 20h16
Lua Cheia - Dia 14 às 23h35
Quarto Minguante - Dia 22 às 19h11
Lua Nova - Dia 29 às 10h15

(Mas se preferirem as Águas de Março, também se arranjam..)

sexta-feira, março 03, 2006

Pontuação

. Às vezes chego à conclusão que as reticências não eram... senão um ponto final. Ou, pelo contrário, que o ponto final afinal era uma coisa que tal-vez.

Charcutaria

. Passo vidas a encher, a encher... a encher chouriços e a engolir sapos, e sabem deus e o diabo quantas as vezes em que rio para não chorar. Por isso tenho cada vez menos paciência para que me lamuriem ao tímpano. Custa a todos, meus amigos.

. Guarnece-se da vontade ainda pura a tripa da pele e em seguida bota-se ao fumeiro. O segredo de saber quando está no ponto certo reside na dita maturidade.

. Colocavam bombas que não eram de Carnaval nos cintos anónimos tal qual quem constrói sem malícia flautas de Pã com canas; como quem seca presuntos logo depois da matança mesmo não comendo porco. A razão de ser era um bocado indiferente até para o profeta; bastavam umas caricaturas.

. Que venha, que venha
O tempo da apanha
E mais uma manha
P’ra minha gadanha.

quinta-feira, março 02, 2006

CANÇÃO DA MAIS ALTA TORRE

«
Que venha, que venha
O tempo da apanha.

Eu esperei tanto
Que tudo esqueci.
As raivas, o pranto
Acabam-se aqui.
E uma sede langue
Escurece-me o sangue.

Que venha, que venha
O tempo da apanha.

Como o descampado
De flores de abandono
Coberto, deixado
Ao incenso e ao sono,
Para voos atrozes
De moscas ferozes.

Que venha, que venha
O tempo da apanha.
»

Jean-Arthur Rimbaud (1854-1891)
Iluminações / Uma Cerveja no Inferno
(tradução de Mário Cesariny)

sábado, fevereiro 25, 2006

Acta da Assembleia geral do Carnaval que tal (se tivesse acontecido)

Mas eis que tudo se inverte como que por magia... e o carnaval que tal acontece! A Ana toma um café duplo com Frangélico e natas, melhora da constipação e aparece com o Jubi, que trocou o turno com o colega médico ucraniano. O Sergonov, chateado por não ir ajudar o irmão nas mudanças como tinha prometido, pega-se numa venteca encalorada Benfica-Sporting com a GranMarta. Os Ventoinhas são chamados para arrefecer os ânimos. O GranPestana aparece como que por milagre mas só deita a sua GranPestana para a Lísia, a tentar adivinhar qual o modelo que ela escolheu para o vestido de noiva. Entretanto chega o Lobo a afiar as garras e a uivar para os presentes. Mais uma vez é solicitada a intervenção dos Ventoinhas que actuam eficientemente no refrescar das ideias. A Rita confidencia-me que deviam ter ido ter com o casal amigo da passagem de ano. A Pipoca deixou o salero em Espanha e aparece mais doce que nunca. De repente apercebo-me que faltam amigos e coisas que tal. Os Polacos são impedidos de entrar já que as suas cabeças não passam nas ombreiras das portas. Descubro que o Carneiro foi passar o Carnaval que tal à terra natal e que o Vodka7 já vai no 8º e por isso não atende o telefone. Os Virilhas de Platina também acabam por aparecer pois qualquer altura é boa para coçar a micose. Quase no final da festa aparece a Leididi e é aí que se instala a confusão total, pois todos a julgavam morta num túnel lá para os lados de Paris. Só no dia seguinte venho a saber que a Mary também lá estava, só que escondida atrás da máquina fotográfica, e que o QZ também marcou presença mas como foi o único que foi mascarado não reconheceu nenhum dos convivas. Eu acabei por ir apanhar um táxi porque vou trabalhar amanhã, mas quando chegar a casa se calhar ainda vos dedico um post a todos. Até ao 2º aniversário!!