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terça-feira, maio 30, 2006

segunda-feira, maio 29, 2006

...

Sou tão hipocondríaca que cada vez que visto uma determinada camisola começo a sentir-me mal disposta.

quinta-feira, maio 25, 2006

Um snif deste tamanho

Pois é, ia eu toda lançada com a máquina fotográfica em punh para vos mostrar como os melros que nasceram no meu jardim estavam uns matulões e já não estavam lá. Chegou a hora deles e contam os meus pais que o momento do primeiro voo foi mesmo emocionante. O maior dos irmãos largou o ninho logo pela manhã, o segundo seguiu-o logo de seguida, mas o mais pequenino esteve muito relutante em aventurar-se. Ficou empoleirado no ninho à espera que o pai ou a mãe melro o viessem buscar. E assim foi.

A Primavera está aí e a prová-lo está mais um ninho feito mesmo à entrada de casa, num arbusto que lá tenho, com quatro ovos muito pequeninos. Quando chegar hoje a casa vou ainda tentar uma fotografia para partilhar com todos estes momentos bonitos à volta de passarinhos e ovinhos.

Uma boa sexta-feira para todos!

quarta-feira, maio 24, 2006

Nao consigo lidar com isto

Porque é que nunca consigo ficar satisfeita com aquilo que tenho? Cada orçamento mensal é pensado para que possa comprar isto e mais aquilo que passei o mês anterior a namorar numa das muitas lojas que se vão cruzando no meu caminho. Pois ainda estou a pagar o objecto do meu desejo e os meus olhitos já estão a ver o que é que há mais na loja. E pronto... lá fixo mais um adereço de prazer consumista para pôr na minha lista mensal. E pronto, não saio disto!

Irrrrrraaaaaaa!!

domingo, maio 21, 2006

Fánã, o nadador-salvador do futuro

Tomando como referência um post em baixo da Ana, em que "diz que querem começar a multar os banhistas que entrarem no mar com a bandeira vermelha", fechemos os olhos e imaginemos Fánã, o rapaz que às portas do Verão decide tirar um curso intensivo de nadador-salvador. É bom de braçada, os calções vermelhos vão bem com o moreno da pele, acha que o biquini é a melhor invenção desde a roda, esta é a profissão que lhe convém! Estagia em pleno início de época balnear e convive com as "senhoras de idade que costumam ir molhar só os pés para não desidratarem e para tratarem os joanetes e são enroladas por uma onda". Rapidamente adopta o sistema bandeira-vermelha, em que assim como assim só os surfistas arriscam entrar na água, todos os outros são multados p’la bitola da bela máxima "há mar e mar, há ir e pagar!" Assim tem mais tempo para saborear o caipirão no bar da praia e ver as babes de biquini na esplanada.

D’este escrever aqui neste blog descripto ( ou O regresso d’A Cidade Egoísta )

Estimada Laura,
Espero que me perdoe o ter optado por este antiquado suporte de comunicação. Bem sei que me deu o número do telemóvel e a morada electrónica, mas eu prefiro a escrita em papel e o passeio até ao marco do correio. Para dizer a verdade, não me entendo com o computador, as letras não estão no mesmo sítio da máquina de escrever e os dedos tremem-me nas peças do rato.
Que prazer foi conhecê-la, querida Laura! Espero que me perdoe o tom familiar, dá-mo o posto da idade, pois podia ser seu quase avô. Coisas de velho a quem poucas coisas acontecem, guardo uma grata lembrança do dia em que a conheci no restaurante do terraço ao cimo do hotel. Vou lá muitas vezes olhar o rio, e as ruas, as casas. Levo um livro de poemas soltos e entretenho-me com o irregular das linhas na página, as casas mais perto cheias de chaminés e antenas. «Cidade feliz / De teus ócios merecidos». E nesse dia, mais perto da minha mesa, estava noutra mesa uma jovem de cabelo curto e camisola com letras laranja, que me espreitava curiosa o livro, parecia pedir um poema. Acabei por lhe mostrar uns versos, ao mesmo tempo que pensava, que idade terá?, eu que já fui bem mais jovem. Que terá este rio a dizer-lhe, e as ruas, as casas? Falámos de talvez iniciar uma amizade e de como leva muito tempo tornarmo-nos jovens...
Sabe Laura, tornei ontem a almoçar no terraço ao cimo do hotel. O Sr. Simões, o empregado que nos serviu, lembra-se?, trouxe-me o Martini como habitualmente, e quis devolver-me o livro que lá tinha deixado esquecido. Disse-me que o tinha lido todo e que os versos eram bonitos mas alguns tristes, «à procura de outros mundos / neste pequeno mundo e nos seus nadas». Disse-lhe que o guardasse por mais algum tempo até que a Laura o fosse buscar. Ofereço-lhe o livro, minha querida, passe no restaurante e peça-o ao Simões, que me disse recordar-se bem da jovem de cabelo curto. E se se dispuser, devolva-me umas linhas, contando-me como passa. Receba os meus mais respeitosos cumprimentos,
Alfredo

sábado, maio 20, 2006

Ausencia

si asa um tivesse
pa voa na esse distancia
si um gazela um fosse
pa corre sem nem um cansera

anton ja na bo seio
um tava ba manche
e nunca mas ausencia
ta ser nos lema

ma so na pensamento
um ta viaja sem medo
nha liberdade um te'l
e so na nha sonho

na nha sonho mieforte
um tem bo protecao
um te so bo carinho
e bo sorriso

ai solidao to'me
sima sol sozim na ceu
so ta brilha ma ta cega
na se clarao
sem sabe pa onde lumia
pa onde bai
ai solidao e un sina...

Cesária Évora

sexta-feira, maio 19, 2006

Tempo de antena para gajas (e gajos assim assim)

Meninas, comecei uma dieta rigorosíssima no dia 7 de Maio e já consegui perder... tchã tchã tchã rãããããã: QUATRO quilos! Não é maravilhoso gajas? Não estão contentes por mim? Epá, as calças já não me apertam, o biquini assenta melhor, pronto... ok, acordo e deito-me a pensar em comida e nas mil e uma coisas que existem neste mundo e que eu não posso comer para não engordar... mas de resto, tudo bem.
Todos os dias olho para a balança para me ir pesar, mas resisto à tentação. É que como nós sabemos não convém estarmos a pesar-nos todos os dias porque o factor psicológico vai dificultar a perda de peso. Enfim, lá tenho conseguido resistir à balança e só uma vez por semana é que lá vou. E tem sido uma alegria olhar para o ponteirozinho e ir vendo que está no tracinho mais abaixo e mais abaixo e mais abaixo. Da última vez que me pesei e verifiquei que já tinha aniquilado o quarto quilo até gritei iupiii e saltei em cima da cama. A minha mãe acordou sobressaltada e perguntou-me o que se passava. Naquela resposta típica de mãe lá me disse "Ah! Mas nota-se muito minha filha, já se nota bem!". Ok, não se nota assim tanto, mas isto vai devagarinho.
No outro dia até fui à Internet a um site que dá para medir o nosso IMC e já não diz que tenho excesso de peso, diz que tenho o peso NORMAL! Não é lindo? É a primeira vez que o IMC me diz que estou bem. Fiquei tão contente, estou tão contente.
Agora já só faltam três ou quatro quilos para me sentir bem e voltar a fazer o flic flac encarpado à rectaguarda que eu tanto gosto de fazer.

Obrigada por me ouvirem e se me virem, já sabem, se acharem que estou mais magra dizem que sim senhora que se nota. Se acharem que estou na mesma, nem uma palavra em relação a isto que vos contei, ok?

Até já!

quarta-feira, maio 17, 2006

E eis que há vida no meu jardim



Lembram-se de vos ter dito que tinha encontrado um ninho de melro no meu jardim? E que tinha quatro ovos? Pois é, cá estão eles, ainda a ganhar asas para voar. Snif. Opá, estou mesmo emocionada com o raio dos bichos.

Foi bonito!

Alguém viu ontem o Filipe La Feria a correr que nem um louco à volta da recém inaugurada praça de touros do Campo Pequeno? Mas ninguém lhe arranjou um touro? São momentos como este que me deixam arrepiada da cabeça aos pés.

terça-feira, maio 16, 2006

Diz que sim!

Diz que querem começar a multar os banhistas que entrarem no mar com a bandeira vermelha. Diz que as multas vão desde os 55 euros, mas podem chegar aos 1000!! Diz que sim. E a propósito disto, que entra em vigor dia 1 de Junho, assolam-se-me várias questões.
Do género...
O valor da multa oscila consoante a quantidade do corpo que se molha? - Ah, senhor fiscal, eu molhei-me só até aos joelhos, o meu cabelo está molhado porque o meu primo mais novo é parvo e despejou-me uma garrafa de água em cima...
Como é que vai ser com os surfistas? - Bandeira vermelha, alto ondão e eles em terra com uma auréola em cima da cabeça a dizerem que não vão entrar para não apanharem multa. Tá bem, tá!
É que se houver excepção para eles, não vou ficar a assar na areia, vou ao mar com uma prancha debaixo do braço e, qualquer coisa, digo que vou apanhar uma onda.
E depois como é que vai ser com aquelas senhoras de idade que costumam ir molhar só os pés para não desidratarem e para tratarem os joanetes e são enroladas por uma onda? - Eu sei que a senhora foi apanhada desprevenida mas vai ter de pagar 700 euros porque estou a ter em conta o facto de não ter molhado o cabelo todo.
Também vamos ter de pagar a coima na altura? Ó senhor fiscal dê-me só cinco minutos para secar um bocadinho... os dias já estão maiorzinhos, hã?!
Quando somos apanhados em excesso de velocidade temos de entregar a carta à DGV e ficamos um tempo sem poder conduzir. Será que com estas novas multas vamos ter de entregar os nossos biquinis no Instituto de Socorros a Náufragos e nem à piscina municipal do bairro podemos ir?
E quando as pessoas morrem no mar, será que o fiscal se chega ao pé da família e avisa que aos custos do funeral vão ser acrescentados mil euros, que correspondem à coima máxima porque este banhista exagerou?

Antigamente dizia-se: Há mar e mar, há ir e voltar
Agora é mais: Há mar e mar, há ir e pagar! Olarila!

segunda-feira, maio 15, 2006

Procuro casa!

Procuro casa, uma alta vivendona é claro!, em zona sossegada com bastante espaço ajardinado com auto-manutenção com área para cem convidados, barbecue com um assador permanentemente de serviço, piscina olímpica com três metros de profundidade e um bar lá dentro com um barman de serviço, sete assoalhadas e um anexo para dormitório de empregada doméstica permanente que cozinhe pratos italianos, sushi e sobremesas como ninguém e que não fale e deteste abrir gavetas na ausência dos donos, vista para o mar de um lado, para o vale do outro, para a piscina na lateral e para um riacho natural na outra, aquecimento central no Inverno e arrefecimento com gajos a abanar leques no Verão, com vizinhança jeitosa cega, surda e muda, com garagem para cinco carros topo de gama com recheio incluído, e mais isto... e aquilo... e aqueloutro.

sexta-feira, maio 12, 2006

Como fica provado que Fátima e a língua inglesa animam logo uma descrente em trabalho

Hoje fui pela primeira vez a Fátima (tive de ir lá em trabalho, comprem a Nova Gente de amanhã e oito dias e vão perceber) e não posso deixar de vos dizer que fiquei profundamente chocada com aquilo que o fenómeno da fé é capaz de fazer às pessoas. Desculpem-me os crentes, mas aquilo não se faz!

Bom, e passado este início polémico que vai fazer correr mais tinta que a estreia do filme Código da Vinci chega a altura de vos contar aquilo que verdadeiramente me trouxe a este nosso cantinho tão íntimo e público ao mesmo tempo.

Em Fátima, já se sabe, muita gente, todos diferentes, mas duas mulheres em locais e situações distintas do santuário não vão escapar ao Coisas Que Tal porque essas duas crentes mereceram.
E porquê? Por causa das t-shirt's que tinham vestidas. No meio do silêncio, dos pés em sangue, das velas, dos cânticos, uma senhora rechonchuda caminha na direcção oposta à minha com uma camisola onde está inscrita a frase: "I,m going out tonight!".

Não é bonito?! Estava ainda a tentar tirar o significado sagrado daquela máxima quando me cruzo com uma rapariga toda muito bem maquilhada, com uns óculos escuros daqueles espelhados com leves laivos de cor arco-íris e a bela da t-shirt dizia: "Sex Bomb".

Mais palavras para quê? É a fé das pessoas no seu melhor misturado com o desconhecimento total da língua inglesa. Elas sabem que as t-shirt's dizem alguma coisa, mas para quê tentar saber o quê? Não vale a pena, afinal Nossa Senhora perdoa tudo e uma vela de cera perdoa todas as amantes dos padres Amaros.

quinta-feira, maio 11, 2006

Nos dias que correm...

Sou uma mulher feliz só pelo facto de não ter borbulhas no rabo nem nas costas.

sexta-feira, maio 05, 2006

Literatura de cordel

E não é que havia mesmo um cordel?
Em meados do séc. XVI, os vendedores ambulantes chegavam às terriolas e penduravam um cordel nas portas das casas onde dispunham os "livros" (que não eram senão folhetos dobrados). Chegaram assim os livros ao povo, já que as farsas, historietas, os contos históricos ou religiosos eram vendidos a baixo preço.
Hoje já muita gente sabe ler e o que é importante é que realmente se leia... seja com cordel, sem cordel, sejam jornais, revistas, com bola, sem cor-de-rosa, com verso ou sem rima, sejam os rótulos das garrafas, a propaganda de um partido ou o Borda d'Água. E até um blog que tal.

quinta-feira, maio 04, 2006

Dieta líquida

Detesto ir ao dentista. Aquela coisa de estar ali semi-deitada numa cadeira, completamente indefesa e de boca aberta, deixa-me aterrada. Com muito mais medo do que estar, nas mesmíssimas circunstâncias, num consultório de psiquiatra Por isso fujo dos dentistas como o diabo da cruz. A imagem do dentista-papão persegue-me desde criança, devo ter papado demasiados desenhos animados... Lembro-me de, com 10 anos, ter ido a um dentista que me disse que precisava lá voltar para pôr um aparelho nos dentes. A minha mãe não pôde acompanhar-me à consulta, e quem foi comigo foi a minha irmã a quem fiz prometer silêncio sobre a possibilidade do dito aparelho; já me bastavam os óculos ultra graduados (ainda hoje sou míope que nem uma porta, mas já há muitos anos que adoptei as lentes de contacto), para ir arranjar mais um motivo para a chacota escolar.
Hoje estive num dentista particularmente cruel, de frases curtas e assustadoras. Deu-me um sermão por ter abandonado a meio uma desvitalização dum dente que me doía há séculos, rematando com um "este dente está condenado". Vou poupar-vos dos pormenores da extracção, até porque me fixei num ponto do tecto para não encontrar aquele olhar frio de alicate retorcido na mão. Vou poupar-vos dos pormenores estéticos e das dores que sinto, a juntar ao sentimento de que amputaram uma parte de mim. A terrível criatura despediu-se com imposições de dieta líquida e recomendações de aparelho. Não me vou esquecer de beber uma cerveja à sua saúde, ó Dr. Gonçalo (falou em bebidas frias, não foi?), e que os dentes lhe apodreçam e caiam um de cada vez. Não me vou esquecer de pedir segredo à minha irmã para não contar nada à mãe sobre o aparelho.

Giro

É giro crescer!
Ontem, fui jantar a Lisboa com os meus pais, eu a conduzir, o meu pai ao lado e a minha mãe lá atrás e decidi ir beber um cafezinho ao Bairro Alto e fazer-lhes uma visita guiada aos bares e cantinhos onde tanta coisa já se passou comigo... e com tanta gente. Não gostaram! Acharam que as coisas tinham mudado muito desde a altura em que eles andavam por lá, e disseram que estava muito degradado. Detestaram as paredes grafitadas e estranharam não se ver polícia, contaram-me que sentiram insegurança.
À meia-noite estávamos em casa satisfeitos com a viagem ao passado.

terça-feira, maio 02, 2006

Chumaços

Hoje pus-me a ver fotografias minhas antigas e entrei em pânico. Não, não foi por ver como estava gira com dez quilos a menos - isso eu hei-de chegar lá, três quilitos já lá vão -, mas pela quantidade de chumaços que encontrei.
Não há dúvidas, é oficial: eu sou do tempo do chumaço.
E como se não bastasse a figura ridícula que aparentávamos com aqueles ombros bem saídos, ainda tive a feliz ideia de comprar aqueles que eram amovíveis. Ou seja, os ditos tinham uma espécie de velcro e qualquer camisolita sem graça, qualquer t-shirt de ombrito mais descaído... cá vai disto, levas já com dois chumaços!! Resultado, a moda já tinha passado há algum tempo, as lojas já vendiam roupas desenchumaçadas e andava eu toda contente a colar os meus chumaços portáveis e intrasmissíveis em tudo o que me aparecia à frente a achar que tinha tudo para ser uma rapariga feliz. Tsss, tsss... hoje gosto de um bom chumaço, mas bem diferente destes que estive para aqui a falar. (Parte da conversa mais marota numa noite em que me vou deitar pela última vez com 28 anos de vida).