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segunda-feira, junho 20, 2011

Na praia

A propósito de no fim-de-semana passado ter ido à praia com o Rodrigo, não haverá no mercado algo parecido com um parque, uma vedação, uma cercazinha, para a praia, não? Algo que deixe a criança fofa a brincar num espaço de areia mais confinado, sem termos de andar quilómetros ININTERRUPTAMENTE ao ponto de já nem sabermos onde tínhamos o chapéu. Não há, não? Sacana do puto não pára um segundo para relaxar. Quais baldes, quais conchinhas, quais carapuça. Põe-se em marcha e aí vai ele.

quinta-feira, junho 16, 2011

A minha odisseia pelas escolas

E pronto, já começou. A minha primeira hipótese, a que queria mesmo, era a escola da Santa Casa da Misericórdia, em Mafra. Escolinha pública, com instalações novas, com mensalidades mais do que acessíveis e “n” boas condições para o pirralho. Mas, como se já não fosse complicado encontrar vaga no público, ainda lhes apareço em Junho. Estão a ver as caras das da secretaria, não é? Bom, estou em lista de espera para 16 vagas e sou o número 154. Motivante, hein? Na entrevista que fiz com a coordenadora pedagógica tentei ao máximo transmitir-lhe o quão importante era o ingresso do Rodrigo, mas não sei se o meu charme vai pegar.
Como alternativa, encontrei a Creche de Mafra, que é semi-pública. A creche funciona para os filhos dos trabalhadores municipais e as sobras podem ser ocupadas com os filhos dos comuns cidadãos como eu. A boa notícia é que há vaga, a má notícia é que só funciona até aos três anos, ou seja, para o ano lá terá o puto de se adaptar a tudo de novo. Nesta creche de Mafra (muito catita e colorida, pareceu-me boa, se houver relatos em contrário, please, digam-me) vou pagar 300 euros por mês, com alimentação incluída, música e ginástica.
Escusado será dizer que há duas noites que não durmo bem só a pensar em coisas que tal que aí vêm. Por exemplo, para fazer a sesta, o Rodrigo até agora só adormece ao colo com alguém a cantar-lhe músicas. Às vezes anda-se nisto mais de vinte minutos. Como é que será na escola? Não vai haver uma educadora de plantão ao meu filho, não é? O miúdo vai-me andar a cair pelol cantos todo roto, a adormecer-me de cansaço às sete da tarde e a acordar às seis porque já dormiu o suficiente?
E a comida? Ele não come sozinho e tudo tem de estar muito bem picado e cortado. A fruta, por exemplo, tem de ser mesmo passada, que quando experimento dar-lhe aos pedaços deita tudo pela boca fora como se lhe estivéssemos a dar cocó.
E há mais, há muitas mais preocupações, daquelas malucas, de mãe. No fundo, sei que tudo vai correr bem e que ele vai acabar por adaptar-se como acontece com toda a gente. Mas enquanto não vejo isso, ando aqui que nem posso. Ai o meu rico menino.

quarta-feira, junho 15, 2011

A consulta de desenvolvimento

É oficial. O Rodrigo TEM de ir para a escola IMEDIATAMENTE.
Esta foi a mensagem da pediatra do desenvolvimento, que diz estar um pouco preocupada com o retrocesso que o baby teve na linguagem, aliado ao facto de manipular os objectos ainda de uma forma muito primária para a idade (23 meses). O Rodrigo já devia empilhar e encaixar coisas e a única coisa que faz é continuar a levar tudo à boca. Por isto, a médica disse que ele deve entrar já na creche, para percebermos se estes atrasos no desenvolvimento são apenas ambientais ou se é outro problema qualquer. E esta parte do outro problema qualquer é que me apoquenta. A pediatra não avançou mais nada explicando que ainda é muito cedo para diagnosticar o que quer que seja. “Vamos pô-lo na escola e depois vê-se”. Entretanto, pediu-me para estar vigilante a actos eventualmente obsessivos, o que me leva a entender que ela pode estar desconfiada de alguma perturbação do desenvolvimento dentro do espectro do autismo. O que ao mesmo tempo me deixa tranquila, não sei explicar, mas acho mesmo que o Rodrigo não tem nada.
Enfim... uma coisa é certa: já começou a correria pelas escolas de Mafra. E depois de Setembro o puto tem dois meses para começar a falar, que é quando tenho nova consulta de desenvolvimento marcada. Mas nada de pressões, nada de pressões.

quinta-feira, junho 02, 2011

A propósito dos pepinos

(Episódio ridículo da minha vida quando ainda não se falava da bactéria E. Coli)

Há cerca de três semanas fui comprar legumes para fazer uma sopa. Andava naquelas semanas da dieta e decidi comprar curgetes para evitar tanta batata no puré. Lampeira, comprei numa embalagem daquelas já pesadas com dois belos exemplares. Pus os outros legumes e quando começo a cortar as curgetes reparo que têm umas pevides que nunca tinha visto antes. Espreitei a medo a etiqueta da embalagem e deparei-me com "pepinos de agrião". Ups. Tinha acabado de comprar pepinos a pensar que eram curgetes, ainda por cima de agrião, seja lá o que isso for. Que vergonha. Mesmo assim, decidi não sucumbir à batata e avancei com a minha sopa com pepinos. Olhem, nem se notou. Impecável. Saborosa. Pronto, admito, um pouco indigesta. Mas cá estou. Fina.

quarta-feira, junho 01, 2011

Ups!

Tenho de arranjar uma escola para o Rodrigo. Os meus pais já têm muito trabalho a controlar a traquinice dos seus quase dois anos (faz para o mês que vem) e já me pesa na consciência ver que ao fim do dia, quando vou buscá-lo, eles estão derreados, a transpirar, numa espécie de euforia tresloucada.
Se por um lado a pediatra diz que era bom ele estar mais um ano com os avós por causa dos bicharocos todos que se apanham na escola e que no caso dele, por ser prematuro, podem virar bichos mesmo muito maus, por outro tenho a sensação que lhe fazia bem estar com outros miúdos e habituar-se a outras disciplinas. De modo que ando a convencer o pai a pô-lo numa escola para o próximo ano. Acho também que era bom para desenvolver a linguagem. O Rodrigo diz três palavras, já chegou a dizer mais, mas deixou de o fazer. E pronto, acho que vou fazer isso. Procurar uma escola. Snif, snif.

quarta-feira, maio 25, 2011

Vejam só como o puto charila está grande


E sem medo de andar. Aliás, na última semana descobriu que existe uma coisa que é correr. Ui, que não sei se o meu coração aguenta. É com cada tangente... e agora a alta velocidade.

terça-feira, maio 24, 2011

Agora tenho duas pessoas na família a dizerem-me que o Rodrigo é hiperactivo.
Bom, de facto o Rodrigo é muito activo, mas penso que ainda é cedo para fazer um diagnóstico desses. De qualquer forma vou falar disso à médica, uma vez que para o próximo mês ele tem mais uma consulta de desenvolvimento, por ter nascido prematuro.
Do que estive a ler, há sintomas que encaixam, mas outros não. Por exemplo, ele dorme onze a doze horas seguidas durante a noite e é capaz de estar sentado (preso, claro) a ver televisão durante uma a uma hora e meia. Um miúdo hiperactivo não faz isto, acho.

quinta-feira, maio 19, 2011

Como o sucesso de uma dieta é relativo

Uma pessoa está de dieta e perde cinco quilos. Uma pessoa vê outras que lhe dizem: “Bem, estás mais magra!” O nosso coração pula de alegria, de orgulho e queremos ouvir mais. “Achas mesmo?” E as respostas saem como facas afiadas. Uma diz: “Sim, noto imenso nas pernas”. A outra responde: “Sim, tens a cara muito mais estreita”. Irra! Mas quais pernas e quais cara? Eu quero é que me falem da barriga, da barriga. Humpf!

terça-feira, maio 17, 2011

help me again

Preciso de uma grávida que tenha passado o Verão com barriga enorme, pernas inchadas e essas coisas aborrecidas da gestação em tempo de férias. Anyone?

sexta-feira, abril 29, 2011

E fico assim

Acabei de ver o casamento do príncipe e fiquei com vontade de me casar outra vez. E claro, chorei. Mas sou assim com todos os programas. Por exemplo, vejo o Peso Certo e combino que no dia seguinte também vou começar uma dieta para perder assim aos cinco quilos por semana; vejo o Querido Mudei a Casa e combino ir comprar papel de parede e molduras novas para dar uma volta ao hall; vejo a Cate e os oito filhos e combino que também vou ter um rancho de filhos. Resumindo: Sou uma Maria vai com as outras.

terça-feira, abril 26, 2011

A minha dieta

Isto da Páscoa não veio nada a calhar para a minha dieta. Não resisto às amêndoas nem ao folar e com esta brincadeira já ganhei um quilo dos quatro que tinha perdido. E esta barriga que não vai embora, hein? Bom, eu vou chegar lá (preciso de perder mais cinco), mas esta semana também não vai ser fácil. Estou de férias com o pirralho e ando sempre de volta da cozinha.

Rodrigo recomeçou hoje a andar sozinho. Ainda com muito medo, mas a andar sozinho. Estou feliz por isso.

sexta-feira, abril 22, 2011

Ajuda

Há por aí alguma mãe que tenha agora as primeiras férias com um bebé e que não se importe de me responder a umas perguntinhas para um trabalho? Mandem-me mail e eu explico melhor a coisa. Gracias.

terça-feira, abril 19, 2011

Soco no estômago

A minha mãe fez 64 anos. Houve uma festa muito linda com a família toda reunida e a geração mais nova do clã – onde se inclui o meu filho Rodrigo, o mais caçula – a animar as hostes. Às tantas, o meu pai, que é da mesma idade da madrecita (meu Deus, eles são tão certinhos em tudo) diz-me com o ar mais natural do mundo, num momento em que estávamos a sós: “Também eu já só devo cá estar para aí mais cinco anos”. “O quê pai, o que é que estás para aí a dizer?”. “É verdade, a esperança média de vida não é assim tão alta, eu e a tua mãe devemos estar por aqui mais cinco, seis anos”. Foi como um soco no estômago. Eles estão tão bem. Mas a verdade é que sim, daqui a cinco seis anos estão nos 70 e a morte pode chegar. Só de pensar nisso tenho calafrios. Depois penso que o Rodrigo ainda é muito piriri e gostava que eles estivessem ao lado dele por muitos e mais anos. Enfim, mudei de conversa. Mas fiquei a bater mal com aquilo. E hoje, tungas, a mensagem de um grande amigo que ficou sem o pai. E a trovoada ontem à noite. Irra, que uma frase perdida no meio de uma conversa da treta às vezes bate-nos forte. E hoje estou assim. Meio aflita.

segunda-feira, abril 18, 2011

Pronto... é fazer contas à vida que não haverá subsídio de férias para ninguém, não é isso? Ó vida.

quinta-feira, abril 14, 2011

Fim-de-semana para "descansar"



A ideia até era boa. Ir passar um fim-de-semana ao Algarve para descansar. Tá bem tá. Com o Rodrigo no auge da sua endiabrice (21 meses) e sem a autonomia suficiente para brincar à sua maneira sem se aborrecer, posso dizer que a única altura em que descansei um bocadinho foi na hora e meia que ele dormiu a seguir ao almoço, no domingo.
Para começar, e apesar de me considerar uma pessoa bastante prática, a logística para passar uma noite fora (a 300 quilómetros do conforto do lar, onde tudo já está montado para servir o príncipe) não é fácil. No meio de uma série de coisas essenciais que não podem faltar ao bebé, andei eu toda maltrapilha por terras algarvias, pois fiz a minha mala sem pensar. Do Rodrigo, nem uma falha a apontar!
Na viagem para baixo a grande luta foi tentar com que ele não adormecesse. O puto charila tem uma determinada hora para dormir e quando calha fugir dessa regularidade é bem capaz de me passar a noite toda de olhos bem abertos a querer brincar na escura madrugada. E, sinceramente, nem eu nem o pai estávamos dispostos a passar a única noite fora em claro.
Bom, chegados ao nosso destino, toca de fazer piscina e praia e todas essas coisas que se fazem no Algarve quando o sol aquece. Mas o sol aquecia mesmo e baby fazia de tudo para não permanecer na sombra. Obrigado, fez um berreiro tal, que fomos literalmente expulsos pelos olhares dos casais que se encontravam na piscina a tentar ler, ouvir o mar ali tão perto, ou os passarinhos.
Recambiados dali, e com um Rodrigo nada satisfeito por não poder estar permanentemente com os pés de molho na piscina para os bebés, fomos adiantando as coisas para ir jantar fora. Àparte a quantidade de guardanapos rasgados, paliteiros, bocados de pão, palhinhas, rolhas e outras lixeiras que existem num restaurante para entreter petizes, tudo correu bem e regressámos pela noite ao chalé já com o bebé a dormir.
No domingo experimentámos a praia. Como já contei aqui, o Rodrigo ficou com medo de andar e por isso depende bastante de nós para ir aos sítios que ele bem entende. De maneiras que a nossa praia foi andar de rabo para o ar e costas curvadas a segui-lo para onde ele ia. Brincadeira preferida? Gatinhar ferozmente até à água, sem ter, obviamente, qualquer noção de perigo e voltando a fazer berreiro quando chegava àquela linha por nós imaginada de o voltarmos a pôr mais acima na areia. E tudo começava outra vez. Não sei quantos quilos de areia ele comeu nesse dia, nem quero saber. Pelo meio, mais uma vez, o calor, a árdua tarefa de colocar protector, a muda de fraldas sempre com birra e muita areia colada por todo o corpo, and so on and so on.
Ok, houve mil e uma brincadeiras, mil e um momentos bons, centenas de fotografias pelo meio, mas que esta é uma fase cansativa, isso é. Para terminar em beleza, no dia em que chegámos ao nosso doce lar, o Rodrigo tinha o peito e as costas cheias de pequenas borbulhas vermelhas, penso eu que resultado do calor. Ou isso, ou alergia ao creme protector. Ainda ando a descobrir.

A aproveitar para descansar na semana de trabalho que iniciei no dia seguinte, vou agora pensando nas férias que se avizinham. Ui, quinze dias. Ahhhhhhhh!

segunda-feira, abril 04, 2011

Porque é que tem de haver sempre alguma coisa com a qual nos preocupamos com os nossos filhos?

Agora o Rodrigo (20 meses) deixou de andar sozinho. Já andava tão bem, sempre atrás de mim pela casa pelo seu pé e sem grandes quedas e agora ficou com medo. D esde sexta-feira que só anda se lhe der a mão ou se tiver algo a que se agarrar. Caso contrário, esgueira-se de imediato para o chão para ir a gatinhar. Já experimentei deixá-lo numa zona mais ampla em pé e fica completamente em pânico. Que nos tivéssemos apercebido, não houve qualquer queda aparatosa ou outro susto. E eu fico logo tão preocupada. A ver se não demora muito a passar.

segunda-feira, março 14, 2011

A minha angústia

Antes de mais conversa, desculpem a ausência aqui do burgo. Não tem nada a ver com má vontade, mas sim com falta de tempo. Mesmo. No meu trabalho mal tenho tempo para me coçar e em casa ligar o computador dá uma trabalheira.

Enfim, hoje cá estou. E para vos falar de um caso que vi na televisão e que me deixou angustiada. Eu sei que sou mulher de fáceis angústias, mas este caso marcou-me mesmo. Foi num programa desses de cantilenas em busca de novos talentos. Um dos miúdos que cantava tinha o imrão gémeo na plateia. Ambos têm oito, nove dez anos, por aí, mas vivem separados. Depois do divórcio dos pais, cada um ficou com o seu progenitor. Isto é uma crueldade, não é? Separarem-se os miúdos? Isto é de um egoísmo enorme por parte destes pais, não é? (Eu fico com um menino, tu focas com o outro e ficamos os dois felizes).

Só queria que vissem o abraço que estes dois irmãos deram em palco. Só queria que vissem a minha angústia no sofá a pensar: “Isto não se faz, não há direito. Haveria certamente outras soluções mais difíceis para estes pais, mas certamente mais humanas para estes manos, obrigados a uma separação forçada.

segunda-feira, fevereiro 14, 2011

Meu querido São Valentim

Antes de qualquer outra coisa, dizer que gosto do teu nome. Não do São, entenda-se, mas do Valentim. Adoro.

Então é assim: Eu queria que tu hoje desses uma perninha lá em casa para que consiga comemorar o teu dia como deve de ser. Ou seja, preciso que me deixes na sala um saco de lenha e pinhas para dar um ambiente mais romântico à sala, uma vez que nem eu nem ele vamos ter tempo de fazê-lo. E a verdade é que o radiador não dá o mesmo ambiente.
Depois, bom, depois queria que acalmasses o Rodrigo, que só tem 18 meses, eu sei, mas que dava jeito que hoje ficasse muito tempo a ver desenhos animados sossegado, que não quisesse andar de um lado para o outro da casa, que comesse tudo à primeira e que não cuspisse sopa para cima de mim, como gosta de fazer, para que na noite de namoro não paire no ar o cheiro de sopa de peixe com massa. Queria ainda que ás oito da noite já estivesse deitadinho no seu leito, para eu e ele começarmos os festejos.
De seguida, queria, por favor, que dissesses aos japoneses/chineses lá de Mafra que eu e ele estamos a pensar ir lá buscar sushi e que devem, por isso, fazer muitos califórnias e outras variantes de salmão com frutas, para que não fiquemos lá à espera que façam mais. Será lá pelas seis e meia. Tratas disso?
Bom, não te esqueças daquele presentinho que fiz questão de pedir, e, para terminar, não me dês dores de barriga nem de qualquer outra espécie, que a noite está dedicada à beijoquice e era muito aborrecido se isso acontecesse, pois não passaria da lady na mesa.

Obrigada pela tua atenção,
Anette

PS: A lenha pode ser azinho, há lá acendalhas.

quarta-feira, fevereiro 09, 2011

Sobre a minha obsessão por grávidas

Sou obcecada por grávidas. É inexplicável e, que me lembre, manifesta-se desde os meus 23 anos. Desde essa altura que me lembro de ficar absolutamente fascinada com grávidas e de começar eu própria a querer ter um filho. (Só vim a ser mãe aos 32, pelo rumo que a minha vida amorosa levou).
Quando alguém muito próximo me anuncia que está em estado de graça fico fora de mim e entro em delírio. Da última vez, até fiquei fisicamente indisposta quando uma amiga me deu a boa nova. Mas o fenómeno não se dá apenas com pessoas que me estão próximas. Mesmo nos casos de mulheres que não me dizem grande coisa, recebo a novidade e emociono-me. Choro. E elas ficam a olhar para mim, incrédulas, provavelmente a pensar que estou a atravessar por um período depressivo da minha vida. Mas não. Emociono-me de verdade porque acho que é das coisas mais fantásticas da Natureza.
Gosto de ir vendo as barrigas crescer. E se dependesse da minha vontade acompanharia todas as ecografias das minhas amigas. Lá estariam elas na marquesa, os maridos ao lado, e depois eu... numa cadeirinha, toda contente, com as mãos pousadas em cima das pernas. Eu até acho que elas já fogem de mim. Mas não consigo dar conta deste fascínio. E claro está que me vejo a ter quatro, cinco, seis filhos. Depois desço à terra e percebo que não é nada disso que se vai passar. Ainda hoje no carro, sozinha para os meus botões: “Já tenho 33 anos, se não me despachar nem aos três chego”. E entristeço-me, quase a bater no lancil. Entristeço-me porque não posso apressar a minha vida, correndo o risco de tropeçar nela.

segunda-feira, janeiro 31, 2011

E aconteceu


E aos 18 meses, o Rodrigo começou a andar... e a gatinhar. Isso mesmo, o meu filho não vai de modas, vai atrasado, mas aprende logo duas coisas no mesmo dia.

sexta-feira, janeiro 28, 2011

O bicho

Apanhei um bicho maluco faz hoje oito dias. Uma constipação maluca que parece não ter fim e que vai saltitando a seu belo prazer entre os mais variados sintomas que uma constipação pode ter. Ainda não estou boa. E pior, espalhei o bicho maluco à minha volta. Rodrigo foi o primeiro. Felizmente não fez febre, mas a brincadeira já valeu uma ida às urgências com ele, para lhe observarem os ainda frágeis pulmões. Acho que está a ir embora, mas ainda lá anda, a estragar-lhe as noites. A estragar-me as noites. Depois, foi o Zé que apanhou. Seguiu-se a minha mãe e hoje já está o meu pai. Gente. Afastem-se de mim que eu estou perigosa, contagiosa, peganhenta, quase letal. Pus a família toda a máscaras e não há maneira desta bicharada toda que me invadiu o nariz e brônquios se ir embora. No meio de toda esta cambada de doentes, só peço mesmo que o Rodrigo melhore. É que nós sabemos tossir, assoar, cuspir e ficar deitadinhos, drogados até ao pescoço e a transpirar que nem cães. Ele não sabe, tadinho.

quinta-feira, janeiro 20, 2011

Desculpem pela ausência

Ai que eu tenho andado tão desnaturada com este meu cantinho, que tantas alegrias me traz e que alimento já desde há tantos anos.
Bom, para dar seguimento ao post anterior, dizer que o Rodrigo já dorme novamente a noite inteira, trataram-se de episódios de excitação nocturna por perceber que está a crescer e que já se põe em pé e coisas dessas que têm a ver com o desenvolvimento.

Entretanto, já comprei o intercomunicador. Depois de um exaustivo e cuidado estudo de mercado, optei pelo último modelo da Chicco que faz de tudo, com muito carinho e perfeição.

Tirar o Rodrigo do nosso quarto é que está mais complicado. O pai continua a fazer-se de esquecido quanto ao assunto e, como a transferência implica retirada de portas e levantamento de pesos para levar para a arrecadação, ainda não me iniciei na tarefa. Mas acho que desta semana não passa.

Mais coisas... Ah, o Rodrigo está a começar a comer alimentos de gente, os ditos “sólidos”. E eu tenho-me rido bastante, numa boa disposição disfarçada de preocupação por estar a ver o caminho mal parado. É que ele cospe tudo, faz caretas, chora, semicerra os olhos como que a pedir-me para o salvar. Em vez de comer ervilhas, brinca com elas, em vez de comer batatas, esmaga-as entre os dedos, em vez de comer o frango, atira com ele para o chão. E rasga um sorriso quando vê que já chega daquela brincadeira e vem a sopa, toda passadinha, seguida da fruta, igualmente triturada. E andamos nisto... mas há apenas dois dias.

O trabalho, esse, redobrou. Eu, que até agora era uma felizarda por ter uma mãe maravilhosa que me fornece as sopas do baby em caixinhas que é só pôr no microondas, vejo-me agora a ter de organizar refeições de faca e garfo, variadas e com legumes para dar ao Rodrigo. No primeiro dia até transpirei. Parecia uma maluca com panos pendurados ao ombro, vapores a virem-me para a cara, pegas numa mão, tachos na outra e penso que um dos meus pés estava a tentar dar atenção e tomar conta do Rodrigo. Acho que não deu conta do recado.

E sobre mim? Que há a dizer? Que preciso de me organizar urgentemente para ter tempo para mim. Essa é que é essa.

terça-feira, dezembro 21, 2010

A dormir em pé

O Rodrigo não dorme. De há duas semanas para cá, dia sim, dia sim, dia não (que é quando o deito à uma da manhã), o Rodrigo acorda a meio da noite, género duas, três ou quatro da manhã, e demoro cerca de duas a três horas até que adormeça de novo. Esta noite foi das duas e meia às seis e, como é de calcular, eu e o pai andamos a dormir em pé. O Rodrigo não chora, acorda a rir, e fica sossegado no nosso colo com os olhos semi-cerrados. Só ao fim de duas a três horas é que entre novamente em sono profundo e, mesmo assim, temos de colocá-lo na cama dele com muito cuidado e em silêncio, para não acordar. Ando desesperada de cansaço. As noites mal dormidas rebentam com qualquer um e não sei o que fazer. De dia ele nem dorme muito. Dorme uma hora ao fim da manhã e outra hora pelas quatro, cinco da tarde. Adormeço-o para o sono longo pelas onze horas, começando a embalá-lo por volta das dez. E andamos nisto.
Para ajudar à festa, deixou de querer leite. Nem com água lhe consigo enfiar o biberão na boca. Ou seja, o miúdo está só a beber o leite que ponho na papa da manhã. Ai, mãe sofre.

sexta-feira, dezembro 17, 2010

A pessoa esquece o PIN e pedem-lhe que se lembre de um PUK. Isto é de loucos. O PUK é sempre o primeiro a ir à vida. É ou não é?

terça-feira, dezembro 14, 2010

A sustentável leveza da minha mala

Ando com a mala de mão sempre tão pesada que quando entro no carro e a poiso no banco do pendura começo a ouvir os apitos para pôr o cinto no lugar do passageiro.

segunda-feira, dezembro 13, 2010

A D. Rosário

Não há mesmo gente perfeita. A D. Rosário, a minha empregada, é um espectáculo na sua missão de me deixar a casa num brinco, mas tem uma personalidade filha-da-p***. Sem maldade (isso já percebi), é muito inconveniente e, basicamente, leva o tempo a mandar bocas que me fazem subir ao tecto e descer e pensar: “Anette, tu tem calma que a mulher passa-te a roupa que é um espectáculo e não há grão de pó que lhe escape. Ah, e faz máquinas da loiça e da roupa e estende logo tudo, e apanha e ainda me arruma os móveis da cozinha por dentro. Ui, e lava-me os biberãos”.
Epá, mas às vezes diz coisas que me caem mesmo mal. Género: “Ó Dona A., então ainda não comprou os resguardos para as almofadas e para o colchão?”(tom muito imperativo). “Ai, olhe ainda não tive tempo”. Respostazinha: “Pronto, você é que sabe”. Outra. Toca à campainha e eu ainda a dormir em pé dou as duas voltas à fechadura e abro-lhe a porta. “Possa! Parece uma caixa forte”. Mais. “Dona A. esta toalha já está lavada mas ficou ainda cheia de nódoas”. “Ah, sim, deixe-a aí a um canto que eu mando limpar. Pu-la na máquina sem esfregar as nódoas primeiro.” “Pois, a gente faz as coisas sem pensar e depois...” E andamos nisto, numa relação de amor/ódio onde o meu interesseirismo acaba por falar sempre mais alto.

terça-feira, dezembro 07, 2010

Era isto mas já não é

Fui lançada para o Oeiras Parque pronta a comprar estes calções com alças da LA Kids para o Rodrigo vestir no Natal. Adoro aquela flanela grossa e o padrão bem apropriado para a época. Mas 40 euros (!!) por uns calções que vão deixar de servir ao fim de pouco tempo arrepanha-me o coração - cá está uma expressão bem bonita "arrepanha-me o coração". Porque uma coisa é quando estamos a comprar um artigo que, tudo bem, é caro, mas vai ser usado até ficar russo e com buracos. Outra coisa é gastar um dinheirão para roupas que o Rodrigo acabará por vestir três ou quatro vezes. Vai daí acabámos por fazer a festa na Zara. Gastámos 100 euros, mas trouxemos uns calções com suspensórios, uma camisa, dois collants, um casaco de malha e um casaco canadiana para este frio de rachar. Vale ou não vale a pena?

segunda-feira, dezembro 06, 2010

E toca a votar

Por questões afectivas, o meu apelo ao voto na Missão Sorriso vai para o projecto do Hospital de Santa maria, onde o Rodrigo nasceu. O link de voto é http://www.missaosorriso.continente.pt/descricao.php?guid=31c51d0a-33f4-102e-859e-89880da61d9b e segue a descrição: O nosso projecto consiste na aquisição de 2 simuladores para organização de cursos de formação em emergência pediátrica e estabilização da criança gravemente doente para médicos e enfermeiros de pediatria de Norte a Sul de Portugal, incluindo Açores e Madeira. O curso será desenhado de um modo intensivo e interactivo. Se votar no nosso projecto cada formando enfrentará situações clínicas distintas em que terá que realizar o diagnóstico e o tratamento, podendo observar a resposta imediata, tal como se fosse em casos reais.

domingo, dezembro 05, 2010

Segui o conselho e recomendo

A minha querida amiga Pipoca é uma mulher de boas ideias e boas dicas. Vai daí, segui o conselho e comprei o cd da Leopoldina.Amo! A sério, as reinterpretações das nossas músicas infantis estão o máximo e ainda me emocionei numa ou duas. Fraquinho o arranjo do Legendary Tiger Man que, por ser um fofo, fica desculpado desta vez. Toca a comprar, um euro vai para a Missão Sorriso. O cd custa três.

terça-feira, novembro 30, 2010

Consultório II

Hoje fui outra vez ao doutor. O tal espanhol da lanterna nos olhos e das agulhas que nos diz os males do passado, presente e futuro. E não é que o raio do homem voltou a acertar na muche? Há duas semanas que ando maluca do meu estômago e hoje, quando me apontou a luz para a íris, disse logo no seu português atabalhoado: “Xii, o seu estômago mui malo, que passa?”. O homem até acerta bem no diagnóstico, mas depois não me convence muito na parte das ampolas, gotas e chazinhos. Aí, parece que estou a ir um bocadinho na conta do vigário. Os ditos medicamentos naturais compram-se lá mesmo no consultório e custam os olhos da cara. Mas pronto, vou continuar os tratamentos por mais algum tempo, até porque me tenho sentido substancialmente melhor. A ver.

segunda-feira, novembro 29, 2010

Burra, burra


O cabelo andava brilhante, reluzente, com vida. E eu andava feliz, a mostrar a toda a gente que se cruzava na minha casa de banho o novo sérum da Lancaster que andava a aplicar no cabelo, a seguir ao banho, sem enxaguar.
Até que um dia... bom, até que um dia (tipo ontem) estou a ler uma revista e vejo uma publicidade ao meu produto milagreiro e dou conta que é um produto de beleza, sim senhora, mas para... o rosto. Ups. Andei a pôr no cabelo um creme para o rejuvenescimento da pele. Que figurinha meu Deus. Enfim, verdade seja dita, durante estes dias nem uma borbulhinha, um equizema, uma ruga sequer, neste meu lindo cabelo.

quinta-feira, novembro 25, 2010

O Rodrigo na Pais & Filhos de Dezembro (já nas bancas)


E pronto. Já está nas bancas a edição de Dezembro da revista Pais & Filhos, onde se publica um artigo sobre o meu filho Rodrigo, prematuro de 27 semanas. Foi, sem dúvida, o artigo que mais me custou a escrever ao longo dos meus dez anos de jornalismo, mas também o que mais me preencheu. Digamos que me obrigou a fazer a catarse de tudo o que se passou. Aliás, nada como verbalizar.
Para completar o ramalhete, a minha querida amiga MJC deixou-me escrever na primeira pessoa, o que tornou este trabalho ainda mais especial. É claro que pretendo comprar entre cinco a seis exemplares, para garantir que exista pelo menos um para quando o Rodrigo estiver preparado para entender como foi o seu início de vida. Estou mesmo feliz com o resultado. Mesmo.

terça-feira, novembro 23, 2010

O quarto

Bom, e parece chegada a hora do Rodrigo começar a dormir no quarto dele. Finalmente, aos 16 meses (!!), consegui convencer o pai de que seria o melhor para o bebé.
Até agora, tem encarado esta mudança como se o filho tivesse 18 anos e nos estivesse a dizer que ia sair de casa para morar sozinho. Também não se dá o caso de termos uma mansão imensa e haver aquela coisa do Rodrigo ficar muito afastado de nós durante a noite. Nada disso. No nosso humilde T2 os quartos são mesmo pegadinhos e arrisco a dizer que mesmo com as portas fechadas ouve-se um punzinho de um lado para o outro.
Enfim, lá se combinou que em Janeiro se fazia essa transição. O primeiro passo já foi dado, que foi pedir orçamentos para aquecer o seu chalé. A proposta mais forte até agora são os radiadores RCM, presos à parede, que ligam e desligam sozinhos para manter a temperatura desejada. Pareceu-me bem, mas também não sou muito expert na matéria.
O segundo passo será comprar então um intercomunicador com imagem, para vigiarmos o baby. E aqui tenho algumas dúvidas, porque os modelos variam e as mariquices também. Aquela treta ainda é cara (pelo que tenho visto para cima de 140 euros) e convém fazer a escolha acertada. Se alguma das ilustres mamãs ou dedicados papás me puder auxiliar ficaria muito agradecida.

segunda-feira, novembro 22, 2010

Ai ai

Que já me andam a perguntar o que quero para o Natal e ainda não tive tempo de me organizar. Quero muitas coisas, mas como ainda não parei para pensar, acabo por responder “qualquer coisa”. Burra, burra, que vou acabar a noite de Natal deprimida com caixas de bombons, pijamas e collants do chinês no colo.

E como mais vale prevenir do que remediar, aqui seguem algumas das coisas que me podem oferecer:


Netbook Sony


Zara


Mango


Sim, porque não?


Mango


Modelador e cabelo

Em actualização permanente...

quarta-feira, novembro 17, 2010

À beira do milagre

Eu tanto pedi, tanto pedi, que quase tenho. Lembram-se caros amigos e caras amigas do meu desespero face a uma alergia mistério que me punha numa cama de hospital a ir desta para melhor de cada vez que fazia exercício físico? Pois bem. Depois de muitos testes e de muito dinheiro gasto em médicas que não souberam dar resposta ao meu caso, eis que descobri uma imunoalergologista que me garantiu no corredor de um hospital que sabe do que falo, e que isto tem tratamento. Ah, pois é! Vou poder voltar a fazer uma das coisas que mais gosto, malhar, transpirar, correr, ficar com os músculos a doer. Agora, é só marcar consulta com ela e esperar que a senhora doutora saiba mesmo do que está a falar.
Só espero que o Rodrigo não venha a “herdar” estas minhas alergias malucas. Para já, e que se tenha descoberto, é alérgico à calar de ovo, mas os índices são muito baixos e pode vir a desaparecer rapidamente. Até aos dois anos, não há cá coisas com clara para o menino. Enfim, do mal o menos.

sexta-feira, novembro 05, 2010

Alternativa

Ando com agulhas espetadas no meu corpo. É verdade. Nas orelhas, no peito, no ombro e, até esta manhã, no nariz. Tudo porque andava um pouco nervosa e a subir paredes e com falta de ar e mais mil e uma tretas inexplicáveis que me tiram qualidade de vida. Vai daí, o Zé falou-me de um médico espanhol muito catita que através da nossa íris detecta os nossos males e trata-nos. Apesar de muito céptica lá fui. Cheguei, disse o nome e a idade e espequei os meus lindos olhos nos dele. E não é que o raio do homem acertou em todas as minhas efermidades? Sim, já sei que vão dizer que também não era difícil, visto eu padecer sempre de muitas coisas e várias. Ok. Mas a verdade é que ele me poderia ter falado em coisas que eu realmente não tenho nem sinto. Tais como: dores nos rins, unhas encravadas, enxaquecas, dores no estômago, dores nas articulações. Enfim, ele podia ter dito mil e uma coisas, mas a primeira que lhe saiu mal olhou para os meus olhos foi: “É uma pessoa muito nervosa e muito ansiosa”. Eu caladita que nem um rato, inexpressiva. E continuou por ali fora, sempre a acertar no que me apoquentava. No fim espetou-me agulhas, daquelas que ficam connosco meses, e deu-me uns chás, tudo natural. Nos dois primeiros dias andei ainda pior, a chicotear-me por ter ido perder tempo em métodos que nunca iriam ultrapassar o meu cepticismo. Mas ao terceiro dia o sol brilhou. Ao terceiro dia desapareceram os meus males e já lá vai uma semana e sinto-me mesmo fantástica. É dos chás? É das agulhas? Não sei nem quero saber. Estou bem e isso é meio caminho andado para andar mais feliz.

Explicação: as agulhas que tinha em cada lado da cana do nariz (para respirar melhor) eram, de facto, muito desconfortáveis e estavam sempre a sair. Tirei-as, com autorização do sô doutor.

quinta-feira, outubro 07, 2010

Coisas em bom português

Há um aviso afixado na casa de banho da empresa onde trabalho onde se lê: "Por questões de segurança mantenha a casa de banho limpa". Por questões de segurança? Hum? Quanto muito por questões de saúde pública, não? Ou o patrão está com medo que a malta escorregue num cocó? Ou que uma sanita rebente por estar entupida com papel? Hum?

quinta-feira, setembro 23, 2010

Com todos os dentinhos mas CON-TRA-TA-DA.

segunda-feira, setembro 20, 2010

Rosário

Amanhã encontro marcado com a alegada nova empregada de limpeza cá de casa. Estou desejosa de lhe ver a dentadura.
Ela casou, eu chorei (três vezes!!!), nós dançamos, elas beberam. O casamento da querida Pipoca foi das coisas mai lindas que se viu. Melhor? Só mesmo o meu, desculpem lá qualquer coisinha. Divertido, emocionante, original. E agora venham mais dois, já no próximo fim-de-semana.

quinta-feira, setembro 09, 2010

Senhora precisa-se

A minha empregada anunciou hoje que não pode continuar a fazer a limpeza, que hoje era o último dia porque estava com problemas em casa. Más notícias logo pela manhã, porque apesar de ela não ter aquele dentinho à frente, ajudava-me bastante na lida da casa e eu quero continuar a ter fins-de-semana livres e com o lar todo "impéc".
Ainda tentei puxar por ela para perceber que tipo de "problemas lá em casa" a impediam de vir trabalhar quatro horas uma vez por semana, mas ela não se descoseu muito. E então fiquei a pensar se ela não se teria fartado dos quilos de roupa que eu tenho sempre para ela passar. Ou de nunca ter jogos de toalha de casa de banho completos. Ou então de eu e o Zé nos esquecermos sempre de levantar dinheiro para lhe pagarmos o mês e de no próprio dia andarmos ali ao pé dela a empurrar um para o outro quem vai à rua levantar. Ou então do meu aspirador não ser bom, desde o segundo dia que ela faz questão de levar o aspirador dela, que é muito bom.
Mas não, o Zé conseguiu depois puxar mais por ela (é melhor comercial do que eu sou jornalista) e, de facto, há mesmo "problemas lá em casa".
De maneiras que agora preciso de uma senhora para me fazer a limpeza e assim. Uma "senhora de confiança", como se diz sempre, não que eu tenha muitos valores lá em casa - a jóia mais valiosa que tinha era a minha aliança de casamento que já foi roubada -, mas já que vai andar lá por casa, gostava que fosse boazinha, de preferência sem um dentinho à frente, para nunca me esquecer do bem que me fez esta D. Irene. Uma querida.

sexta-feira, setembro 03, 2010

Fui praxada toma lá que já almoçaste

E aos 13 meses o Rodrigo teve pela primeira vez febre.
Ele com a temperatura a bater nos 39,5 e eu a sentir-me com 45 graus de febre, aflita que fiquei por não saber bem o que fazer ou o que ele tinha. Chorei, pois claro que chorei. O bebé passou uma noite infernal e nem o Ben-u-ron conseguia dar conta do recado. Passei a noite em claro a tentar baixar-lhe a temperatura do corpo e a acalmá-lo. De manhã, acabei por ir com ele às urgências e lá se descobriu uma amigdalite viral. Tadinho do meu piolho. Tem pontinhos brancos e tudo, que eu fiz questão de espreitar. No meio de tanta coisa, fiquei contente por saber a razão da febre. Estava com medo que viessem com aquela conversa dos dentes, que eu acho que é o que dizem sempre quando não conseguem descobrir nada. É um pouco como a versão dos gases para os adultos. “Ah, isso devem ser gases”.
A médica falou em três dias de febre, mas felizmente foi só um. Hoje já não tem, mas continua sem conseguir comer. O que eu penso logo? “Ai que o miúdo vai ficar fraquinho e vai-me desaparecer que ele já é tão magrinho”. Isto, até ouvir outras mães dizerem-me que é normal e que depois recuperam num instante. Não come, está rabujento e chora aos berros quando o deitamos para mudar a fralda. Será que ficou traumatizado por causa das maldades que o médico lhe fez para ver o que ele tinha? Escusado será dizer que no meio disto tudo, estou olheirenta, cansada e com mais, sei lá, para aí uns seis cabelos brancos novos. Espero que amanhã o puto charila já esteja melhor para voltarmos às nossas brincadeiras e para poder voltar a ver-lhe o sorriso.

Pergunta: Os supositórios têm aquela forma de foguetão, certo? Ora bem, toda a minha vida os enfiei no rabo pela parte em bico. Pois no hospital, a enfermeira disse-me que não era assim que se colocavam, mas sim com a parte mais larga. Alguém sabe isto? É que na altura e com os nervos acatei, mas acho sinceramente que não tem muita lógica.

quarta-feira, setembro 01, 2010

Estou feita ao bife

Tenho três casamentos em breve - dois no mesmo dia, vai ser a p*** da loucura - e nem um vestidinho pelo qual caia para o lado. Mas o pior: saber que a seguir ao vestido vou ter de enfrentar um problema chamado "sapatos e mala". Até lá, cabeleireiro, depilação, maquilhagem, logística (sim , quando se é mãe tem de se pensar na logística), presentes. Felizmente, e entretanto, férias. Uma semana.

segunda-feira, agosto 30, 2010

As primeiras férias

E já passaram os meus dias de férias. Não posso dizer "as minhas duas semanas" porque este ano pus o gajo a tratar disso e deu numa linda coisa que foi uma semana e três dias de férias. "Hã? Humm? Mas por que não duas semanas Zé? Por que razão marcaste uma semana e três dias?" Daqui só dá mesmo para pareceber uma coisa: para o ano fico eu com esse pelouro. Leva com três semanas seguidas que até anda de lado, que é assim que eu gosto.
Continuando. As férias já lá vão, mas descansar que era bom, muito pouco. Aqui a menina, que em anos anteriores estava habituada a estender-se ao sol durante horas infindas a enfiar sandes, gelados, e bolas de Berlim no bucho, esteve este ano dedicada ao mais pirralho da família, ao Rodrigo. E tudo muda. Praia nas alturas pouco escaldosas, refeições a horas, despertar às nove e meia... O puto é que mandou no estaminé e não havia cá pão para malucos. O melhor? Tudo. O pior? Andar na praia ou na piscina em biquíni, de rabo para o ar, para lhe conseguir segurar as mãos enquanto ele treina o seu andar. E como ele treina, Meu Deus! Ai o que aquele miúdo quer andar. Eu bem o atafolhava de brinquedos na sombrinha do chapéu para ele ficar ali sossegado, mas nada a fazer. Ele queria dar voltas, muitas voltas. E ainda não consegue fazê-lo sozinho. Infelizmente ou não, já não digo nada, também não gatinha. O meu filho desloca-se com a barriga encostada ao chão, numa espécie de rastejo que ele lá inventou, mas que utiliza só em último recurso.
E então, escusado será dizer que estou com as minhas costas feitas num oito. Eu e o pai, que também entrou ao serviço. Mau, mau, era quando durante esta missão e debaixo de um calorzinho insuportável começava a sentir-me descomposta. Uma maminha quase de fora e o biquíni a querer desaparecer por entre as bimbas como se não houvesse amanhã. E eu naquela triste figura, de mãe empenhada e deicada, a pensar "Ai que eu tenho de soltar uma mão ao miúdo para me arranjar. Ai Rodrigo que vais bater com o teu trombil fofo na pedra da piscina mas é por uma boa causa, para a mamã ficar mais bonita, tá?".
Em Setembro há mais. E tirando serem umas férias mais cansativas, correu tudo optimamente bem. O bebé come tudo e mais alguma coisa, não estranha camas, dorme na praia, na piscina, aguenta-se bem me restaurantes, adora o mar, e, acima de tudo, diverte-nos imenso com as palhaçadas que começa a soltar.

sexta-feira, julho 30, 2010

Eles

Só mesmo um grupo de homens para se entreterem durante uns largos minutos a mostrarem uns aos outros como são as cartas de condução de cada um. Irra.

Adenda: Festa de um ano do Rodrigo foi um sucesso. Apesar da casa a abarrotar não foi preciso deitar nenhuma parede abaixo. Menos mal.

quinta-feira, julho 22, 2010

Um ano de vida

A ovelha de peluche que aparece em ambas as fotos continua do mesmo tamanho. O Rodrigo não. Parabéns filhote valentão.

21/07/2009 38 cm. 850 gr.



21/07/2010 71 cm. 8 quilos

terça-feira, junho 22, 2010

Quem é vivo sempre aparece

Que ausência enorme deste meu blog que há um ano foi a minha companhia e o meu muro de lamentações e mais algumas coisas. Mas quem é vivo sempre aparece (que é uma expressão que eu gosto muito) e cá estou eu para dar as últimas novidades.
O Rodrigo fez hoje onze meses e está um espectáculo. Está a desenvolver-se muito bem e, embora não faça todas as coisas que um bebé da idade dele faz, dá para perceber que está a seguir bem o seu caminho. É pequenito, mas faz-se valer. É cabeçudo, sai ao pai. Tem o meu nariz, não tenho a menor dúvida. E começa agora a fazer das dele, porque quer andar a mexer em tudo, quer andar pela casa toda sem no entanto conseguir fazê-lo sozinho e palra e ri muito. Agora começo é já a pensar na festinha dele de um ano. Não sei bem o que fazer, mas quero que seja muito especial. Vou ali deitar-me na cama para pensar nisso um bocadinhom, pode ser?

terça-feira, maio 18, 2010

Nem acredito que o calor está a chegar. Bom. Tão bom. Que eu estou a precisar tanto de apanhar sol, de receber vitamina D. Que tenho tantas roupas frescas e giras para o rodrigo vestir. E que finalmente, vou começar a desforrar-me do Verão de cama que tive o ano passado. Iupi.

domingo, maio 09, 2010

E já foi

Uma semana de férias que soube a pouco. O tempo não ajudou, mas sempred eu para esplanar um dia ou outro. Acima de tudo deu para alinhavar e treinar logístics para ir à rua com o Rodrigo. Os dias foram mais ou menos assim. Bebé a colaborar e a deixar-nos dormir até às onze. Nada mau! Depois começa a correria. Mais uma horita e já está na hora de ele almoçar. Convém haver sopa de carne ou peixe feita e fruta para lhe dar. Confesso que um dia ou outro não tinha uma das coisas e lá foi desenrasca de boião. Num abrir de fechar e olhos é uma da tarde e eu e o pai começamos aí a pensar o que vamos nós almoçar. Enquanto um vai fazendo umas coisas o outro fica de olho no baby, que está naquela fase de ainda não gatinhar e de querer andar ao colo em vários recantos da casa para mexer naquelas coisas que ele lá acha graça. Coisas que ficam sempre em posições que nos fazem doer os braços, longe de uma televisão, de um sofá e na zona mais fria da casa. Depois de comermos é arranjar tudo para sairmos. Biberões, papas, frutas, iogurtes, fraldas, termo com água quente, brinquedos e mais isto e mais aquilo. Sair. E não dar conta que já são oito da noite e que está na hora de voltar para casa. E dar banhos, e dar vitaminas e entretê-lo nas birrinhas da noite. Ah, é verdade, temos de jantar qualquer coisa. E apesar de todo este cansaço e correria continua a ser tão bom. Xiça. Que isto de ser mãe é mesmo uma coisa inexplicável. Xiça. Que já passou a tal semana de férias e ainda estou cansada. Xiça. Que este Verão é que eu quero ver como vai ser com a tralha toda para a praia e calor. Muito calor.

terça-feira, abril 27, 2010

Eu só quero ver

Eu só quero ver que tempinho vai estar no fim-de-semana. Irra, que caloraça.

sexta-feira, abril 16, 2010

Só dizer que ando assim para o cansado, mas que está tudo bem. O Rodrigo está à beira de completar nove meses e está com quase oito quilos e quase com 67 centímetros. E pensar que chegou às 800 gramas e que nasceu com 38 centímetros. Irra. Continua um bebé muito tranquilo, tadito, querido. Já tem dois dentes. Dorme como um anjo e come sopa, papa e fruta com ganas. O trabalho é que me mata. Os dias são pequenos para a quantidade de coisas que quero fazer. De maneiras que ando cansada. Quando reequilibrar as energias conto as minhas últimas peripécias.

segunda-feira, março 22, 2010

Perdi a cabeça

Estava hoje a sair de um café com uma sandes para o almoço, quando um anormal de um homem na casa dos 50 decidiu que era boa altura para disfarçadamente me apalpar o rabo enquanto eu passava por ele. Perdi a cabeça e dei-lhe um sopapão-estalo-cacetada tão grande na tola que ele nem percebeu muito bem se estava ao balcão ou onde é que estava. Como se isso não bastasse, fiz-lhe uma gritaria em pleno estabelecimento com o dedo em riste onde disse uma série de coisas com sentido mas que já nem me lembro e obriguei-o a pedir-me desculpa pelo que tinha feito. Saí porta fora e desatei num pranto de nervos, enquanto o dono do café me pedia desculpa. Já nem me soube bem a porcaria da sandes. E agora vou-me deitar para esquecer este episódio que já não vivia há uns 18 anos, quando andava no liceu. Ele há com cada uma.

sábado, março 20, 2010

Coisas muito parvas que uma mãe hipocondríaca dá por si a fazer

Contam-se pelos dedos das mãos e dos pés e ainda das mãos e dos pés de toda a vizinhança aqui do bairro as vezes que já fui ver se o bebé estava a respirar enquanto dorme.

quarta-feira, março 17, 2010

Crise de identidade

Há dias tive um serviço que metia muita pequenada junta, barulhenta, irreverente. Miúdos naquela idade dos oito, nove anos, em que elas se divertem em frente a uma vidraça a fazer as coreografias da Beyoncé e em que eles têm aquele bigodito muito ridículo, que ainda não dá para rapar mas que já se vê ao longe.
Enfim, feito este intróito, dizia eu que estava no meio dessa pequenada, que esperava ansiosamente a chegada da Luciana Abreu, quando um grupo de quatro meninos se pôs a olhar para mim, a rir, a segredar e a olhar outra vez com sobrolhos franzidos. Fiquei inquieta. Um deles lá tratou de me dizer o seguinte: "Tu és mesmo parecida com o Nuno da biblioteca da nossa escola". Hã? "A sério, és igualinha ao Nuno da nossa escola, o da biblioteca". Hã?

quinta-feira, março 11, 2010

Coisas soltas da minha vidinha

Quando ando de elevador não consigo sentir se está a subir ou a descer. Às vezes vou com alguém e dizem-me "xi... agora estamos a ir pra cima". Dizem-no sem olhar para os botões, ou para setas, ou algo do género. Dizem-no porque sentem no corpo. E eu fico assim com cara de parva, sem sentir nada. Não é grave pois não?

Ando cansadita, pois que ando. O baby adormeceu agora. Vai dormir para aí meia horita e depois é festa até à meia-noite. Mas mantê-lo acordado agora é muito complicado.

Há uma semana que anda aos guinchos. Aprendeu a gritar e então passa horas a mostrar a novidade. Ui, e como mostra.

As minhas maminhas já não estão deprimidas. E eu também não. Já me desforrei no sushi, já ponho picante na comida, já posso voltar à depilação definitiva, já posso aclarar o cabelo com tintas carregadinhas de amoníaco. E é uma delícia ver o baby a agarrar o biberão com as duas mãozitas.

Entretanto, a monotonia instalou-se aqui no lar. Passo a explicar. O senhor meu marido almoça todos os dias em casa e agora está numa de querer comer frango todos os dias. Arghh, que o bicho com penas já me cansa. Ele é no forno, é guisado, de caril, às coxas, à padeiro. Irra.

Esta semana chorei e disse muitas asneiras. Estacionei o carro num sítio dúbio (mas sem estorvar ninguém) e fui presenciada com dois maléficos riscos. Feios, fundos, dispendiosos. Não se faz. E o carro que é novo e tão lindo.

Novidade: consegui que o senhor meu marido me arranjasse uma empregada. Tããão bom. É a Dona I., querida, sem um dentinho à frente, mas muito querida. Tão querida que o meu gajo dizia-me há pouco: "Opá vamos dar uma limpeza geral para ela não ficar com má ideia nossa". Pois, pois.

Uma solução óptima visto que a senhora sem um dentinho à frente também passa a ferro. É que contratei uma pequena empresa para me passar a ferro com entrega ao domicílio. Mas o raio das senhoras nãon atinam com os dias de entrega e a minha roupa anda por aí algures na zona saloia. Hoje, por exemplo, era o dia de me virem entregar o cesto e nada. E tanto jeito me dava umas coisas que tinha para lá.

De maneiras que é isto.

terça-feira, março 02, 2010

A fonte secou

Tem havido lágrimas. Não muitas, não um lago de lágrimas, mas as suficientes para ficar com os olhos mais caídos e os lábios mais arqueados, como a minha mãe já tem do alto dos seus mais de 60 anos. Tudo porque o meu leite está a secar, está a acabar, a ir-se, a engolir-se para dentro.
As minhas maminhas estão descrentes e quando o Rodrigo as toma de assalto elas nem reagem e ficam-se. E eu fico-me também. Triste. Ao fim de sete meses sou obrigada a despedir-me de um dos momentos mais mágicos da minha relação com o meu filho. Uma mãe ontem dizia-me que as pupilas dos bebés dilatam quando se aproximavam da mama. Não sabia. Nunca estive atenta a isso. E ontem já fui tarde. Mas paciência. Este nó na garganta vai passar, como tantos outros que já tive e que pensei nunca mais conseguir desfazer. No final desfaço-os sempre. O que para já não tenho maneira de desfazer é o imbróglio que é ter de ir à cozinha no frio da noite e a dormir em pé para ir fazer e aquecer o biberão. Tenho as maminhas deprimidas.

quinta-feira, fevereiro 25, 2010

Os meus serões

Os meus serões em casa estão diferentes. Já não são passados em frente ao televisor, a fazer zapping para apanhar uma série que nunca dava ou um filme anunciado fora de horas.
Os meus serões estão diferentes porque anda para aqui um puto charila que já mexe os braços energicamente quando me vê. Já esperneia até ficar com as meias fora dos pés e olha para tudo o que está à volta. O cusco.
Os meus serões estão diferentes porque ele me entretém. Já segura bem a cabeça, já se senta no canto do sofá. Dá-se o leite, muda-se a fralda, brinca-se, dorme-se, acorda-se, agora quer a chucha, agora quer colo. E remata tudo com uns punzitos deliciosos, fofos. Qual comando de televisão qual quê.
Os meus serões estão diferentes porque o baby já dobra o riso. E eu triplico em cima do dele. E desmancho-me a rir com as palhaçadas que já vai inventando. As tentativas de sozinho colocar a chucha na boca e ela ir parar invariavelmente à orelha fazem-me estar ali no sofá minutos, horas, a olhar para ele.
Os meus serões estão diferentes, para melhor.

Nota: E esta vontade de ter outro bebé que não me larga, hein?

terça-feira, fevereiro 23, 2010

Lecoldações

Pode ser parvoíce, mas já não vou a um restaurante chinês desde aquela altura em que a ASAE fechou não sei quantos estabelecimentos por falta de condições e com coisas esquisitas nas arcas e mais não sei o quê. Bom, digo eu que nunca mais fui a um restaurante chinês,mas a verdade é que os empregados dessas casas onde eu tenho andado a comer sushi parecem tudo menos japoneses. Enfim, quando digo restaurante chinês, falo daqueles que até tinham karaoke e tudo. Tenho saudades da sopa de barbatana de tubarão, da sopa de ninho de andorinha, do crepe chinês para entrada, do pato à Pequim, do chop soey de gambas, do família feliz, hummmm, no fim o crepe com gelado, a banana pa-si, aiii, que saudades, saudadinhas. E vai-se a ver, ando para aqui com estas mariquices, a estrangular a minha gula, a armar-me em esquisitinha... vai-se a ver e já muita gente fez as pazes com os restaurantes chineses. E sabem onde são os bons. E diziam-me onde eram. Os limpinhos. Os que não têm arcas frigoríficas e que passaram com distinção no exame da ASAE. Hum, que tal? E eu ia. Toda lampeira, de banhito tomado e família atrás.

segunda-feira, fevereiro 15, 2010

Escutas

Segunda-feira, 11h30, telefonema para a mãe

Anette - Tou? Então, ele comeu bem a papa?

Terça-feira, 13h00, telefonema para a amiga

A. - Tenho uma bomba para te contar. Almoçamos?

Quarta-feira, 12h00, telefonema para o marido

A.- Pagas-me a TMN?

Quinta-feira, 19h00, telefonema para o pai

A. - O bebé já fez cocó? Como é que era?

Sexta-feira, 18h30, telefonema para o marido

A. - Vou sair agora

Sexta-feira, 18h35, telefonema para o marido

A. - Já não tenho tempo, anota aí, 5-8-26-28-45 e as estrelas quero o 2 e o 6

As minhas escutas são uma grande seca.

sábado, fevereiro 13, 2010

Tudo o que é pequenino tem graça

Chega-se ao limite quando damos por nós a fotografar o primeiro cocó em forma de cagalhotinho do nosso filho. O cocó deixa de ser pastoso, ganha aquela forma de alheira e nós achamos isso muito fofinho e guardamos para a posteridade numa parte do álbum inventada por nós. Vem a seguir ao capítulo "A minha primeira papa" e damos-lhe o nome de "O meu primeiro cocó de homem".

terça-feira, fevereiro 09, 2010

Erro logístico

Nota prévia: Entre os mil e um problemas de saúde que eu de facto tenho e que as pessoas à minha volta insistem em definir como sintomas da minha hipocondrice, consta uma alergia à roupa que fica mais de duas semanas no roupeiro sem que eu a use. Ou seja, se pego num casaco, numa saia, numa camisola que já não visto há algum tempo fico com espirros, com ranho e com os olhos vermelhos como se tivesse fumado trinta ganzas à marroquina. Esta alergia faz com que eu tenha de lavar a minha roupa constantemente, mesmo que não a tenha usado e mesmo que esta esteja alva e limpa e ainda a cheirar a Skip Roupa Macia. Escusado será dizer que não tenho tempo para fazê-lo. A solução passa por ir rodando uma dúzia de peças que vou vestindo com mais frequência.

E agora o tal erro logístico

Sou preguiçosa e desarrumada. Ao final do dia, quando vou para a banheira, dispo a roupa, ponho meias e cuecas para lavar e as restantes peças ficam em cima de uma cadeira. Isto acontece segunda, terça, quarta, quinta, e por aí fora. O monte vai-se avolumando e as roupas no roupeiro que pertencem ao leque de "prontas-a-usar-que-não-fazem-alergia-porque usei-há-pouco-tempo-ou-foram-lavadas-ontem" vai definhando. Por ser lanzona, não arrumei nada no fim-de-semana, muito menos lavei ou passei. Cheguei agora ao ponto de não poder usar nada da montanha da cadeira por estar tudo mais do que amachucado e não ter tempo nem paciência para passar a ferro e no roupeiro não há nada que possa usar. Hoje arrisquei uma das peças do cabide e passei o dia a lenços de papel e a falar pelo nariz. O que não é nada agradável.
Como de costume, penso hoje à noite na roupa que vou vestir amanhã. E surpresa. Não tenho nada em condições. N-A-D-A! Das duas uma: ou vou de pijama, que por sinal até é bem catita; ou acordo meia hora mais cedo e passo ali na Modalfa (sim, em Mafra só há Modalfa) para arranjar um modelito. Ou então, faço aqueles meus olhinhos fofos e peço ao maridão para dar uma passadela a ferro muito rápida num vestidinho que ali está no monte da cadeira e que me apetecia mesmo muuuuito vestir amanhã.

segunda-feira, fevereiro 08, 2010

O Pedro Abrunhosa entrou com tanto estilo no palco do Ídolos e depois acontece-lhe isto.

sexta-feira, fevereiro 05, 2010

Tudo sobre futebol

A partir de hoje, não percam pitada sobre o mundo do futebol através do blog fresco, fresquinho Match Day News. Uma baforada de boa escrita nesta era em que qualquer caramelo com roupas muito más vai à televisão comentar tudo e mais alguma coisa do que se passa dentro e fora dos relvados. A não perder.

terça-feira, fevereiro 02, 2010

Os meus ais

Ai, que eu ainda não entrei neste ritmo de trabalho;
Ai, que eu ando tão cansada que às dez da noite só quero ir para a cama;
Ai, que custa tanto acordar às oito e meia da manhã;
Ai, que custa ainda mais deixar o meu bebé Rodrigo;
Ai, que ao longo do dia tenho tantas saudades dele;
Ai, que chego ao final do dia com as maminhas a rebentar de tanto leite;
Ai, que o cocó do Rodrigo já cheira como o das pessoas crescidas por estar a comer papa e sopa;
Ai, que voltei a fumar;
Ai, voltei a fumar, mas pouquinho;
Ai, que sou tão fraca que estou a fumar outra vez;
Ai, que estou a fumar e ainda a dar maminha;
Ai ai.

domingo, janeiro 24, 2010

A ver se ainda me lembro

Depois de ter estado seis meses em permanente convívio com o bebé, não vai ser fácil voltar a lidar com gente adulta. Ora vamos lá rever a matéria.
Diz-se "bom dia" sem ser em voz de falsete e sem estarmos a abanar a cabeça para cima e para baixo enquanto arregalamos os olhos. Não devemos ficar deprimidos porque, ao contrário dos bebés, é raro vir de lá um sorriso.
Quando chega a hora de comer não há lágrimas. Há antes um restolhar de rabos nas cadeiras, computadores a desligarem-se, telefonemas para as mães e namorados para fazerem o balanço da manhã. Há gente a sair de fininho para evitar companhias indesejadas à refeição e há quem convide meio mundo para fazer daquela meia-hora uma grande rambóia a terminar com licores beirão ao balcão. Aliás, durante a tarde, alguns bolsam para as secretárias.
Quando apanhamos com gente resmungona e mal disposta não somos obrigados a ver se têm xixi ou cocó. E se alguém tiver vontade de andar a brincar connosco podemos virar costas sem remorsos. Não temos de tirar cólicas a ninguém e, apesar de muitos o fazerem, não fica bem fazer colinho no local de trabalho. Ah, a chucha está igualmente proibida neste mundo de adultos onde quase toda a gente se esforça para andar à mama.

sexta-feira, janeiro 22, 2010

Acabou-se

E pronto. Chegou ao fim a minha licença de maternidade. Aliás, até me apetece dizer: "e prontos", que é bem mais forte. O trabalho começa já na segunda-feira (ui) e hoje, claro está, foi dia de lágrimas. Já há alguns dias que elas andam a espreitar. Uma aqui, outra acolá. Mas hoje pareço mais uma Maria Madalena e o soalho da minha sala está húmido.
O Rodrigo fica bem entregue. Eu sei disso. Mas hoje de cada vez que olhava para ele lá se me enchiam os olhos de lágrimas. Das saudades que vou sentir, acho. Sei que está bem entregue, mas cá no fundo o que eu penso é que eu é que sei tomar conta dele melhor do que ninguém. Na minha cabeça as coisas são assim. Eu sei ler o choro dele, as expressões, os movimentos das mãos. Sei quando não quer comer mais, quando tem cocó ou foram só puns. Sei quando lhe apetece brincar, quando quer relaxar e quando quer fazer colinho. Eu é que sei. A verdade é essa. E dá-me pena que vá passar pelos mal-entendidos próprios de quem não sabe falar. Como quando veio cá para casa e eu ainda não o conhecia. Mas a vida é mesmo assim e não podia ficar eternamente em casa à espera da idade em que ja soubesse andar com as chaves de casa sem as perder.
De maneiras que é assim. E prontos. Agora com licença que vou ali choramingar mais um bocadito e já venho.

terça-feira, janeiro 19, 2010

Coisas de tintol

Fui notificada para ser ouvida no posto da GNR de Sintra por causa de um artigo que escrevi. Não sabia onde era e entrei numa churrasqueira da vila, onde perguntei para o ar.
- Alguém me sabe dizer onde é a GNR?
Saltaram três ou quatro a dizerem que sim, na segunda à esquerda, na rotunda em frente, blá blá, quando fui interrompida por um cota rosado que estava encostado em desiquilíbrio ao balcão com um copo de tinto à frente. Voz arrastada:
- Então mas tem mesmo que lá ir? Oiça, liga-se para lá e eles que venham cá.
Mais nada. Obrigadinhos.

sexta-feira, janeiro 15, 2010

Ou muito me engano

Ou o meu pequenote Rodrigo anda aqui a ler o blogue. Ontem foi um dia cheio de vitórias. O segredo? Eu não estar nem por perto. Os meus pais deram-lhe a papa sem o rapaz sequer pestanejar. O pai deu-lhe o biberão à noite e foi tudinho. Todas estas operações foram feitas comigo noutra divisão da casa, a fazer figas, a rezar, a espreitar de mansinho sem respirar e a esconder as minhas mamocas.

Obrigada a todos pelas dicas.

quinta-feira, janeiro 14, 2010

Em pânico

Falta pouco mais de uma semana para ir trabalhar e o Rodrigo não pega no leite artificial nem por nada. Já experimentei várias tetinas, inclusive as que ele sempre pegou com o meu leite congelado, e não há maneira. Quando está meio a dormir ainda bebe um pouco, mas depois começa a cuspi-lo e com vómitos. Estou em pânico porque não quero que o bebé passe fome. A papa ainda é uma verdadeira luta. Será que tenho de experimentar outra marca de leite? Nos dois primeiros dias bebeu a quantidade toda. Aiiii, heeeeelp, estão perante uma mãe desesperada e cheia de miaúfa. Ajudas, dicas e truques precisam-se.

terça-feira, janeiro 12, 2010

Agenda a 13 dias de ir trabalhar

- Comprar algumas coisas do Rodrigo a dobrar para levar para casa dos meus pais, que vão ficar com ele;
- Pintar o cabelo e pôr a franja para o lado, que já não a quero para baixo. Ando cheia de vontade de mostrar a testa;
- Fazer a depilação (esta não é por ir trabalhar, é porque sim);
- Comprar mais umas roupas, nem tudo o que está no roupeiro do último Inverno me serve;
- Ter ideias, muitas, uma vez que entro ao serviço numa nova revista e num novo desafio profissional;
- Habituar o Rodrigo a comer papa e a beber leite artificial. As minhas maminhas não vão estar tão presentes;
- Comprar a agenda para ajudar a Associação XS que apoia bebés prematuros para organizar os meus dias (à venda na Fnac, comprem também, é liiinda);
- Aproveitar os últimos cartuchos de papo para o ar a tratar do meu baby que, ai Jesus, é a cara chapadinha do pai.

segunda-feira, janeiro 11, 2010

Iupii

Sem a firmeza de outrora, mas a apenas quatro quilos do que era antes de engravidar. (tinha engordado dez)

domingo, janeiro 10, 2010

A primeira papa

Vómitos. Muitos vómitos. Acho que fiz a papa muito grossa. A pediatra disse-me para não a dar muito líquida porque ele ia cuspir muito e, exageradita como eu sou, acho que dei argamassa ao pirralho. Coitadito. Não deve ser agradável passar do leite escorregadio da maminha para pedaços de cimento a saber a milho e arroz. A colher ficava em pé e não deve ser assim que se quer. Mesmo assim colaborou. Só à oitava colher é que começou a querer vomitar. E depois é a colher, mais propriamente o tamanho. Procurei a mais pequena da farmácia, mas mesmo assim é muito grande. O piqueno tem de abrir muito a boca para ela entrar e quando não quer colaborar é difícil ser eu a fazer esse trabalhinho.
Enfim, vai com calma, não é assim? O sabor acho que está aprovado, falta agora acertar na consistência, na temperatura, na colher. Falta o Rodrigo aprender a pôr a língua para baixo e a engolir a papa, que ainda se atrapalha um pouco. Hoje então não correu mesmo nada bem. Chorou, não queria. Não insisti. Temos tempo. As médicas bem me dizem para não me apoquentar com o choro do bebé, mas que hei-de eu fazer se não consigo ver-lhe as lágrimas e as campainhas da garganta por mais de dois segundos?

Para já uma vitória. O Rodrigo já dorme na cama de grades. Sim, o rapaz ainda dormia na cama dos pais até a pediatra nos arregalar os olhos, deitar fumo pelo nariz, pôr o indicador em riste e ordenar-nos para acabarmos imediatamente com isso. Checked senhora doutora. Cumprimos nesse mesmo dia. Agora segue-se a cama no quarto dele, o colchão insuflável no acampamento de escuteiros e a a cama da namorada. Isto está a ir.

terça-feira, janeiro 05, 2010

Sou mesmo muito parva

Só mesmo uma mãe parva como eu desata numa choradeira de alegria em pleno consultório de pediatria, depois da médica anunciar que está na hora do Rodrigo começar a aventurar-se nas papas. Xiça, mas por que raio fui sair assim tão lamechinha, tão nham nham nham?

segunda-feira, janeiro 04, 2010

Coração apertado, apertadinho

2010 começa com um nó na garganta: arrancou a contagem decrescente para regressar ao trabalho. Ai que saudades do meu baby e dos nossos programinhas a dois. Para já, uma missão: regularizar os sonos, que isto de andar a adormecer às quatro da manhã e a acordar às duas da tarde não vai resultar.

quarta-feira, dezembro 30, 2009

Bom anooooooo 2010

Este ano foi um ano feliz por ter tido o meu primeiro filho, mas não foi fácil. Há que dizê-lo. Por tudo o que foram acompanhando aqui no blog, foram meses cheios de emoção, angústias e muitas dúvidas. Foi um ano de pouco trabalho, uma vez que estou em casa desde Abril, e seguramente 2009 ficará marcado como aquele em que mais tempo passei deitada (espero). Ora na cama, ora no sofá, ora no chão, aqui a menina precisou de muito repouso e por isso as minhas maiores recordações deste ano que agora finda são os tectos, vários e diferentes. Uns tristes, rachados, outros alegres, pintados, com luzes vermelhas, luzes fluorescentes. Alguns sem luz.
E pronto, 2010 (como eu adoro este número) está mesmo à porta e estou pronta para recebê-lo com o pé direito, de braços abertos, de sorriso rasgado. E como eu tenho jeito para rasgar o meu sorriso. Por enquanto, uma preocupação: acho que tenho mais do que doze desejos para pedir ao som das badaladas. Mas vou apelar ao meu poder de síntese e não vou exigir demais destes 365 dias que se aproximam. Bom ano a todos.

terça-feira, dezembro 22, 2009

Em black out

Estive sem computador e agora ressuscitei, graças à minha amiga C. que me safou desta e me devolveu à vida cibernáutica.
O Natal está à porta e os presentes comprados são muito poucos. Ao contrário de anos anteriores a minha árvore de Natal pedincha por embrulhos em seu redor. Mas não é fácil andar às compras com um bebé tão piqueno e com estas temperaturas tão pouco convidativas. Para além de que estou proibida de andar com o Rodrigo em shoppings, por causa das bicharadas, o que, diga-se, reduz em muito as boas chances de despachar dez presentes numa hora.
E dito isto, amigos, família: para o ano vingo-me e encho-vos de miminhos.

terça-feira, dezembro 15, 2009

Matemáticas

Isto de ser prematuro não é mesmo fácil. O Rodrigo vai fazer agora cinco meses de vida, mas ainda não liga a brinquedos para três meses. Veste roupa de um mês e amanhã faz dois meses de idade corrigida (visto que eu completava as 40 semanas dia 16 de Outubro). Tem o tamanho de um recém-nascido mas já gargalha como gente grande, não se sabe muito bem o que vê e os médicos dizem que só aos três anos se deixarão de notar as diferenças em relação aos outros meninos. Peso oficial: 4.700 quilos!

segunda-feira, dezembro 14, 2009

Ídolos: dúvidas

Quem é que anda a vestir a Cláudia Vieira? Quem anda a penteá-la? E porque é que ela e o Manzarra não ensaiam melhor a gala dos Ídolos? É que é argolada atrás de argolada. E quando é que o Boucherie perde vergonha dos dentes tortos e se ri de boca aberta?

domingo, dezembro 06, 2009

Oi?

Até aos bombons "Merci" eu ainda aguentava (apesar daquele anúncio de bradar aos céus), mas caramba, bombons "Lindor"? "Lindor"? Não sou especialista em marketing, mas tenho para mim que não é lá muito bem jogado dar o nome de uma marca de fraldas para incontinentes a uma coisa que se come, que se põe na boca, que derrete nas beiças, enfim, não me parece nada bem.

quinta-feira, dezembro 03, 2009

Pôr o lixo

Para quando uma portinhola nas nossas cozinhas em que despejamos para lá o saco do lixo e pronto, não pensamos mais no assunto? Para quando uma solução na lógica do que faz o autoclismo que acabe de uma vez por todas com o irritante e nojento saquinho do lixo à espera que alguém lhe pegue?
É que levar o lixo à rua nunca dá jeito. Ou porque já vamos todos arranjadinhos e não queremos ficar com as mãos a cheirar a atum; ou porque já levamos o casaco numa mão, a mala na outra e o lixo não dá propriamente para levar na boca como fazemos com as chaves do carro; ou porque está a chover; ou porque ele à noite leva; ou porque blá blá. Enfim, há sempre mil e uma razões para o saco mal cheiroso demorar em seguir o seu destino. E fica ali pela cozinha, dias (poucos, para não parecer mal), de asas caídas, a ganhar cada vez mais decadência, a perder a frescura própria do lixo acabado de fazer.
Acredito mesmo que em cada doce lar a discussão de quem é a vez de levar o lixo à rua se torne muitas vezes num braço de ferro sem fim. Ah, e com a eterna argumentação “eh pá, desta vez vai lá tu que o último saco fui eu que o levei”. O que é mais irritante é que esses últimos sacos perdem validade num piscar de olhos. Eu não sei se é só cá em casa, mas fabrica-se lixo que é uma coisa de doidos. Ainda estamos a bater as palminhas porque o próximo saco cabe-lhe a ele e já estão dois nojentinhos a abarrotar de cascas de batata e espinhas de peixe à espera de ser atendidos no nosso guichet. Porra, já?!
Há outras tarefas domésticas igualmente chatas, mas caramba, para nos livrarmos dessas temos sempre o velho recurso de contratar uma empresa. Limpam-nos o pó numa manhã, passam-nos a roupinha toda a ferro e ainda a trazem a casa à hora marcada. Agora, que eu saiba, não se pode fazer um telefonema para nos irem pôr o lixo, se faz favor. Não se pede a um amigo que está a ir embora depois de uma visita “leva-me isto lá abaixo, o caixote fica na esquina no lado direito”.
Sim, porque depois é isto. Os caixotes onde deitamos o nosso lixo ficam sempre longe, longe. Aliás, confesso que algumas vezes enfio o meu rabo preguiçoso no carro e com ele o saco do lixo. Paro perto do contentor e lá vai bogalho que o próximo é dele. Mas esta solução também não é boa. Voltamos ao volante com a sensação de mão peganhenta e serão ainda precisos alguns quilómetros de vidro aberto para sair o cheiro das cascas de queijo e banana misturados com as magnólias do campo próprias dos sacos de lixo perfumados.
Uma coisa é certa. Já não sei quem levou o último, mas o saco que está ali na cozinha fechado e pronto a ir para outro lado não me vai calhar na rifa porque, hummm, deixa ver, hummm, porque está frio e não me quero constipar e porque depois pode fazer mal ao bebé, oh pá, vai lá tu. Amo-te.

segunda-feira, novembro 30, 2009

É oficial

O Rodrigo não prega o olhos em todas as noites de domingo para segunda. Quando começar a trabalhar vou ter umas belas segundas-feiras.

quarta-feira, novembro 25, 2009

Pronto, já tem pediatra

A médica fez-lhe trinta por uma linha e ele, nem uma lágrima. Não fosse ter-se borrado de cocó até às costas e eu não estar preparada com um segundo body e a primeira ida à pediatra teria sido um sucesso.

quinta-feira, novembro 19, 2009

Novelices

Ai que isto de ser mãe mudou mesmo a minha vida. Então não é que estou fã da novela brasileira Viver a Vida? Aquilo é tudo muito bom, não é? Verdade que ainda não cheguei ao ponto de largar tudo para não perder um episódio, mas sempre que posso lá estou eu, grudadinha no ecrã.
Já não me lembrava de seguir assim uma novela desde a Páginas da Vida, acho... Mentira, adorei aquela portuguesa com a personagem Maria Laurinda (interpretada pela Vila-Nova) Não me lembro agora do nome, mas tinha diálogos muito bons e, tirando a saga de quem era o tubarão, até me enchia as medidas.
E nesta matéria das novelas, confesso ainda que agora que estou de licença de maternidade também não falho um episódio de Mulheres Apaixonadas, que está a dar de novo e que também é muito boa. Não se lembram? A Santana que não pára de beber, o marido que bate na professora de cabelo curtinho, as loucuras da Helóísa por ter ciúmes do seu Sérgio, as alunas lésbicas, a filha do contínuo que quer ser rica. Enfim, lembro-me de quase todas estas personagens e tenho aproveitado para recordar a trama. Muito bacana!

segunda-feira, novembro 16, 2009

Pura sedução

Hoje vou encher a banheira e no fim vou esticar pacientemente o cabelo como faço quando tenho eventos mais ou menos importantes. Naqueles que são mesmo importantes não deixo essa tarefa nas minhas mãos e entrego-me nas de um cabeleireiro.
Depois vou preparar um jantar gostoso, mas daqueles que não deixam cheiros nas roupas nem nas cozinhas. Como quando ao final do dia chego ao prédio e no patamar do elevador consigo adivinhar o borrego assado no forno da vizinha do rés-do-chão, que é também a porteira.
A lingerie vai ser uma daquelas que guardo num saquinho da primeira gaveta para ver se dou descanso às de algodão, de cores já meio agastadas e elásticos meio torcidos, de tantas voltas que já deram na máquina de lavar.
Esta noite, antes de entrares por aquela porta, vou pôr um corrector de olheiras, um gloss nos lábios, um risco disfarçado nos olhos. Creme hidratante e perfumado por todo o corpo. As minhas pantufas desajeitadas vão ficar escondidas, assim como o meu pijama aos quadrados, o meu rabo de cavalo mal apanhado, o cheiro a leite nas golas.
Esta noite, quando entrares em casa, vou levantar o rabo do sofá e vou receber-te à porta, assim toda pronta, para te dizer "olá".

quinta-feira, novembro 12, 2009

I need time

Ai, ai, que já me começam a perguntar o que quero para o Natal e não tenho a resposta na ponta da língua. Ou seja, o resto da tarde terá necessariamente de ser passada com bloco na mão e caneta para a bendita lista. Dêem-me só mais um bocadinho, vá lá, não se ponham a comprar coisas ao calhas só para desenrascar.
Se bem que verdade, verdadinha, o que eu preciso mesmo é de roupa, muita, grande, que me sirva, que me disfarce, que me estreite a cintura, que me encolha as ancas e que me engula estas mamas do tamanho de duas melancias cuja única alegria que neste momento me dão é mesmo terem muito leitinho para o meu pequenote. Não se pode ter tudo, não é? Eu só gostava de saber se quando deixar de amamentar vou poder voltar ao meu antigo número de sutiã. E pronto, assim estou eu. Começo a falar no Natal e acabo a falar das minhas mamocas.

Vou atirar-me a esta lista.

terça-feira, novembro 10, 2009

Desejo

Que o meu pai voltasse a ter cheiro, para não ficar com aqueles olhos em baixo de cada vez que alguém diz o quanto o neto cheira bem.

E a propósito dos sentidos, dizia-me uma senhora ontem "pois, porque a nós mulheres é mais difícil de enganar, temos cinco sentidos e não é com meia conversa que nos deixamos levar".

segunda-feira, novembro 09, 2009

Quando a sabedoria popular vira estupidez

Este fim-de-semana um senhor para mim:
- Beba cerveja que faz bem ao seu leite. A sério, diz que faz muito bem, era o que eles davam às senhoras na maternidade.

(Ui se a Maitê apanha este senhor lá temos novo material de vídeo)

quinta-feira, novembro 05, 2009

Queixa

Para quando fraldários nas casas-de-banho públicas dos homens? Por que raio se parte do princípio que a mamã é que está incumbida de mudar o cocó à criança?
A situação desenrasca-se porque o pai pede licença e entra na mesma nos sanitários das senhoras, mas caramba, é aborrecido. É errado. É ultrapassado. É feio.

terça-feira, novembro 03, 2009

É isso, é


Agora virou moda vender em supermercados champôs que alegadamente são profissionais. A pessoa vai comprar uma chouriça e ali de caminho, no corredor dos cotonetes, lá está a grande novidade do mercado. Já não é preciso gastar rios de dinheiro em mises e madeixas para se ficar com o cabelo que é uma beleza.
Estranho é que tenham aparecido logo quatro ou cinco marcas a promover este tipo de venda "profissional" em grandes superfícies. Descobriram a pólvora ou quê? Houve alguma conferência de novos negócios a que eu faltei? Foi algum assunto em destaque no Dr. Phill? Não sei. O que sei é que já experimentei essas grandes novidades e, tal como estava à espera, estes champôs e acondicionadores não passam dos mesmíssimos produtos de supermercado, mas desta vez enfiados em embalagens grandes e com algum design.
Ainda depositei alguma esperança num bálsamo que dizia "efeito alisamento japonês", mas mais uma vez vi as minhas expectativas defraudadas. As minhas ondulações lá estavam, as mesmas de sempre, iguais a elas próprias, irritantemente semelhantes a outros dias, a outros banhos. Grandes aldrabões.

segunda-feira, novembro 02, 2009

Olha, e não é que resultou?

E não é que a empresa do maridão deixou no correio um voucherzinho catita para um fim-de-semana em turismo rural à nossa escolha? Eh lá, isto de fazer listinhas com pedidos funciona.

sexta-feira, outubro 30, 2009

Coisas que prometo conseguir fazer mais tarde ou mais cedo agora que sou mãe

- Ir ao meu cabeleireiro em Lisboa para cortar e pintar o cabelo (ai Jesus, que preciso muito);
- Dormir cinco horas seguidas;
- Andar a tarde inteira a cirandar no shopping e a experimentar as últimas modas;
- Começar a fazer dieta para perder os oito quilos que ganhei com a gravidez;
- Ir ao cinema ver um bom filme;
- Passar um fim-de-semana com a família numa das casas de turismo rural deste nosso Portugal;
- Jantar fora ( e quem diz jantar, diz almoçar).

Enquanto isso não acontece, ando por casa com sorrisos parvos e derretidos na companhia de um bebé lindo, que cada vez se mostra mais simpático. Já passa várias horas do dia acordado, apesar de notar que tenho menos leite, continuo a amamentar. Apesar de sentir uma enorme tristeza com a ideia de que poderei ficar sem leite, consola-me saber que tenho ainda duas gavetas da arca frigorífica carregadinhas de leite meu congelado, que fui tirando em casa desde que ele nasceu.

Próxima missão: encontrar um bom pediatra nos arredores de Mafra.

Por último, deixar aqui um abraço daqueles que ela tão bem sabe (e que tanto gosta) para a minha amiga M. que finalmente venceu a doença, dando-lhe um forte chuto no rabiosque. Amiga, para o próximo Verão desforramo-nos na praia e nas caracoladas e nessas coisas todas boas que este ano nos passaram ao lado. Eu acreditei sempre.

segunda-feira, outubro 26, 2009

Tudo estaria bem

Não fossem estas chinezices que me invadiram aqui os comentários e que me deixam louca. Detesto bicharada, vírus, viroses, maleitas, sejam elas informáticas ou não. Alguém me diz como me vejo livre disto, ou o melhor mesmo é não permitir comentários?

quarta-feira, outubro 21, 2009

Amor é...

Permanecer bem disposta ao seu lado no sofá enquanto ele se ri ao desbarato com as piadas do gordo no Preço Certo e me tenta explicar por que razões gosta de ver aquele programinha.

terça-feira, outubro 20, 2009

É normal, não é?

Passou-se agora o seguinte. O Rodrigo vai amanhã pela primeira vez ao médico, naquela que é por alto a sua quinta saída de casa. Opá, é normal eu perder uns minutinhos a escolher a roupa que lhe vou vestir, não é? É que quando peço ajuda ao pai para me decidir entre esta ou aquela, ele fica a olhar para mim a dizer que tanto faz, como se isso não importasse nada e como se eu fosse maluca. Importa, não importa? Ok, é cena de gaja, né?

Bom, o modelito já está escolhido e o'Digo' vai fazer um brilharete naquele hospital.

Missão cumprida: trocámos-lhe as voltas e as noites agora são santas. E é tããããão bom voltar a dormir.

sábado, outubro 17, 2009

Sobre ele


Revelou-se um pai maravilhoso e tem sido uma delícia vê-los juntos.
As mãos grandes, de veias grossas e pelos marcantes, tornam-se em plumas face à delicada e frágil pele do Rodrigo. Os dois entendem-se muito bem e felizmente não tenho de ser eu a promover os momentos de pai e filho. Sejam quatro da tarde ou quatro da manhã, é ele que se chega à frente para mudar fraldas, dar banho, dar o biberão. Às vezes não há nenhuma destas tarefas para fazer e ele vai até ao berço e pega no bebé. "Vou fazer colinho" ou "vamos pró namoro filho". E ficam os dois peito com peito numa conversa pegada de olhares e mãos no ar que só eles percebem. Eu derretida, a olhar, contente por saber que aquilo que eu sinto pelo Rodrigo também ele sente, apesar de não ter crescido dentro da sua barriga e das suas maminhas não deitarem leite.
Fico a olhar, muitas vezes a dormir, descansada, tranquila, por o ver em boas mãos.´Outras a ir buscar a máquina, a de fotografar, logo de seguida a de filmar. Mas quase sempre as imagens que depois descarrego nunca correspondem ao que aconteceu na verdade.
O pai é obssessivo-complusivo. Tudo tem de estar arrumado, limpo, orientado por cores, imaculadamente passado, tudo muito certinho. Ver essas manias aplicadas a um filho é uma outra delícia. Apesar do pouco cabelo, este é sempre impecavelmente penteado a seguir ao banho, o rabo limpo como se não viesse aí outro cocó, o bebé perfeito no ovo, com a roupa toda esticadinha, as mantas dobradas, direitas, alvas. A chupeta naquele cantinho, o boneco no outro, tudo a parecer desenhado. Um mimo.
A licença de paternidade está a acabar. Pena. Minha e dele, que agora vai ter de esperar mais uns meses para voltar a este namoro pegado. O pai vai fazer o sexto mês com o bebé. Abençoada legislação. E eu, vou ter mesmo de voltar ao trabalho um dia? É mesmo? Ai, que ainda falta tanto e o coração já aperta. Vai ser bonito vai.


'Digo' chegou aos três quilos e os fatos de prematuro começam a ficar justinhos. Deve estar com 45 centímetros.

quarta-feira, outubro 14, 2009

Olha a grande cabra

Entrevistei-a na sua última visita a Portugal e não gostei. Cada jornalista tinha vinte minutos de conversa e Maitê Proença marcou todos os órgãos para o mesmo dia. Mal nos apresentámos fez questão de dizer que estava muito cansada e que já tinha falado com muitos colegas meus. Azar! Não tivesse combinado tudo para o mesmo dia. Gastei os meus vinte minutos e não fiquei com saudades de voltar a encontrá-la. Agora a cabra confirma a má impressão que tinha dela e põe-se a gravar videozinhos ao estilo caseiro para gozar aqui com a malta. Quem acabou a fazer a figurinha foi ela. E nem o pedido de desculpas que fez à posteriori, onde explicava que era uma brincadeira e que nós é que não temos sentido de humor, minimiza a imagem que passou. A de uma verdadeira cabra. Olha a gaja, hein? Volta a Portugal, volta, que a gente dá-te os vinte minutinhos de entrevista. Então não dá?

domingo, outubro 11, 2009

Alguém me explica


É um dos piores anúncios do momento e mostra este rapaz, o Ricardo Pereira, numa parvoíce pegada em torno de uma cerimónia de óscares e um champô. "Senhor Pereira? Senhor Pereira?" é a frase que fica desta produção fraquinha, sem graça, sem mensagem. Ou isso, ou eu sou mesmo muito burra. É que por mais vezes que veja este anúncio da Head and Shoulders não consigo perceber a ideia. Sou só eu? Opá, ninguém percebe, pois não? Digam-me que não. Nem o próprio Ricardo Pereira perceeu muito bem o que andava ali a fazer, não foi assim?

terça-feira, outubro 06, 2009

Remédio Santo

E já lá vão menos três quilos em pouco mais de uma semana. Realmente não há nada como não dormir mais do que duas horas seguidas para o corpinho voltar à sua boa forma.
Pois que senhor Rodrigo é muito fofo, muito quiducho, é um amor, mas transforma-se ali a seguir à mamada da meia-noite. Passa o dia todo a dormir que nem um pachá e a dizer às visitas que é um santinho que só come e dorme e depois, no sossego da noite, toca de ficar esperto e de não deixar ninguém dormir. Eu bem tento trocar-lhe os sonos, mas para já nada feito. À noite ele quer é festa e colo e passeatas pela casa e comer. À noite come taaaaaanto.
E como este pilocas dorme o dia inteiro, resta-me a companhia da televisão. Muita televisão eu tenho visto nossa senhora. E muito me tenho rido com o Rui Unas. O tipo está mesmo com muita piada e pena é que só seja aproveitado pela SIC Radical.
Para já, gozo o meu último dia sozinha em casa com o filhote. A partir de amanhã o pai entra em licença de paternidade. Família feliz.