Espaço sobre tudo e mais alguma coisa, que isto de ter cantinhos muito específicozinhos sobre coisinhas pode ser, vá, esquisito
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terça-feira, novembro 26, 2013
Desacordos
segunda-feira, novembro 25, 2013
Giro!
Não vão faltar coisas boas para fazermos com os miúdos nesta época de Natal. Cá vai mais uma sugestão.
A Aldeia de Natal
Local: Parque Eduardo VII, Lisboa
Quando: 29 de Novembro a 6 de Janeiro
Preços: Há pacotes mais económicos, mas a vulso as crianças dos três aos 12 anos pagam 8€ e cada adulto 10 €.
O que é:
Não sei bem, porque é a primeira vez que se faz, mas o que promete é ser a recriação de uma autêntica aldeia do Pai Natal. Terá animações até cansar e mil e uma coisas verdadeiramente mágicas que vão deixar os pequenos de queixo caído. Cá por casa já estamos convencidos.
Ora espreitem, aqui.
domingo, novembro 24, 2013
Dia mundial da prematuridade
sábado, novembro 23, 2013
E se isto não é discriminação...
sexta-feira, novembro 22, 2013
Ó tempo volta p'ra trás
sábado, novembro 09, 2013
O Natal
Estou muito entusiasmada com o Natal deste ano. Acho que agora o Rodrigo já vai perceber toda a magia da época. Por enquanto ainda não liga muito, mas depois de ver que o Pai Natal lhe deixou mesmo o presente que ele queria na chaminé, acho que não vai esquecer tão depressa. Com toda esta expectativa, já estou a vibrar com a época de forma redobrada (eu adoro o Natal) e hoje já comprei com ele uma mini árvore de Natal em madeira para ele montar. Divertiu-se imenso.
No início de Dezembro escreverei com ele a carta ao Pai Natal. Se depender de mim, aceditará nele para sempre. Dos quatro anos ao infinito...
sexta-feira, novembro 08, 2013
Vitóóóóória... mais uma!
domingo, agosto 11, 2013
Vergoooooonha
Tanto tempo desaparecida. Está tudo óptimo antes de mais, tirando não ter tempo para me coçar, mas que fazer quando queremos estar em todo o lado a todas as horas e fazer tudo e mais alguma coisa?
Bom, começando por aquilo que devem estar desejosos de saber, o Rodrigo está bem e recomenda-se. Fala pelos cotovelos e é um rapaz com muita graça naquilo que diz. Ok, todas as mães acham isso dos filhos, certo? Pois eu não sou excepção.
Fala, fala, fala, está agora na fase dos porquês (já teve alta da terapia da fala, embora vá continuar com algum apoio)... e também na fase do "quero, posso e mando". No início desta soltura toda foi muito complicado gerir as birras, mas há coisa de duas semanas a situação melhorou. Já não se atira para o chão a berrar nem se agride a ele mesmo quando não o deixamos mexer no bico do fogão ligado, brincar com pedrinhas no meio da estrada, ver as matrículas dos carros uma a uma do percurso da escola até ao nosso carro... enfim, só coisas que não pode mesmo fazer e que não percebia porquê.
Agora só falta mesmo ter alta da perturbação do espectro do autismo (pela minha saúde que já não vejo nele nenhum dos antigos sintomas). Vá, mantém um fascínio por números e letras mas brinca com muitas outras coisas.
Continua atrasado em relação aos meninos da sua idade, mas não podemos esquecer-nos que só começou mesmo a falar quase aos quatro anos (já os completou o mês passado). Na escola apresenta problemas na relação com os outros miúdos, embore já brinque com eles, e nas questões da disciplina e das regras, parece que não colabora muito e por isso para o próximo ano lectivo terá o acompanhamento de uma psicóloga, para trabalhar com ele essas áreas.
Entretspanto, em casa, nestas férias, duas importantes missões a cumprir: 1. Que coma fruta sem ser daquela de frasco passada. Tem sido uma luta. O sacana do miúdo trinca quase tudo menos fruta. Já tentei enfiar-lhe mesmo pela boca dentro, mas dá-lhe vómitos; 2. Que largue as fraldas. Ó Jesus que já está um matulão, qualquer dia em vez de trazer do supermercado as dodot, trago as lindor para incontinentes! Eu bem o ponho de cuecas, mas não está fácil de ele controlar os esfíncteres. Mija-me a casa toda e depois, aflito por saber que não era bem ali que devia ter feito, fica ansioso e começa a urinar de dez em dez minutos. De maneira que essa parte tem ido com mais calma. De qualquer modo a médica diz que aos quatro anos ainda está dentro da idade com permissão para usar fralda.
Como devem calcular, e dada a longa ausência, tenho imensas coisas para partilhar convosco, mas vou fazendo-o devagarinho, para não aborrecer. Beijinhos grandes aos pais que diariamente travam uma luta semelhante à minha. Nunca se esqueçam que, apesar de todos os problemas, estas crianças são mesmo especiais. Continuem a trabalhar por elas.
sábado, maio 18, 2013
Voltei de longe
Para início de conversa deixem-me contar que engordei mais de dez quilos e que já não sabia mais o que fazer à minha vida, pois não conseguia parar de comer. Mas nunca perdi de vista a minha vontade em recuperar o meu corpo de outrora e marquei uma data para o grande arranque: dia 13 de Maio. E não é que comecei mesmo? E não é que passaram cinco dias e três quilos já lá vão? Agora tem sido mais fácil, mas aqueles dois primeiros dias foram terríveis. Tive imensa fome, dores no estômago e muitos apetites. Vou continuar em força e no fim de Junho, se correr como o previsto, terei menos dez quilos. O que quer dizer que a partir de Julho poderei regressar em força aos meus adorados biquínis.
O meu filho Rodrigo, de três anos, tem evoluído de forma espantosa. No meu íntimo sinto que já não tem sinais de Perturbação no Espectro do Autismo, mas apenas um atraso no desenvolvimento. As médicas ainda não lhe deram alta, mas estão confiantes de que tudo estará a ir embora.
Esta semana começámos a tirar-lhe a fralda e não tem corrido muito bem, pois ainda não controlou os esfíncteres uma única vez. Mas isto há de ir lá, devagarinho, como tudo o resto tem ido.
Beijinhos a todos meus queridos lindos do coração.
sexta-feira, abril 12, 2013
Recomendo baby-sitter cinco estrelas
Tenho 55 anos, gosto e experiência em cuidar de crianças, incluindo crianças com necessidades educativas especiais. Tenho disponibilidade para a zona de Lisboa para brincar e cuidar das suas crianças como baby-sitter aos fins-de-semana ou em períodos de férias, para que possa aproveitar e descansar verdadeiramente.
Pelo melhor para os seus filhos, contacte terezaadams@gmail.com
E agora vá, confiem na Teresa, um amor de pessoa vos garanto e muito experiente, e vão desbundar, sair com amigos, ao cinema, arranjar o cabelo... E por aí fora.
quinta-feira, abril 11, 2013
Mudanças
Naquele dia o Rodrigo não me pediu colo, deixou-se ficar na cama, foi fechando os olhos e adormeceu assim. Mas não fiquei feliz com a súbita realização daquilo que eu há tanto pedia. Notei-o prostrado e quente. Passadas duas horas acordou em choro e quando cheguei junto a ele estava completamente encharcado em suor. Mal lhe peguei, vomitou o jantar. Teve, penso eu, uma paragem de digestão.
E agora a parte boa: passou o resto da noite bem e desde aquele dia tem adormecido deitado na cama dele. Não há cá colo para ninguém, não há cá contar até cem pelo quarto fora. Agora, dez minutos bastam para mergulhar nos sonhos. Epá, estou mesmo contente com isso. As minhas costas também. Ah, e os meus serões também agradecem.
Próximas missões:
- que coma fruta sem ser aquela passada de frasco (que é a única que come);
-que largue as fraldas bem depressa. Arghhh, que eu já não suporto fraldas. Este verão já vai fazer quatro anos e não há maneira de pedir para ir à sanita.
quarta-feira, abril 03, 2013
O regresso à escola
segunda-feira, abril 01, 2013
Escusado será dizer...
domingo, março 24, 2013
Hoje fico-me por esta
(Escrevo isto depois de ter enfiado pró bucho uma tabelete de chocolate. Ou seja, para além de gorda, estou parva)
quinta-feira, março 21, 2013
O diagnóstico do otorrino
A má notícia: tem líquido no ouvido. Com tantas constipações, aquilo não está a drenar como devia e tem otite serosa. Ele ouve bem, mas esta situação pode levá-lo a confundir o som de determinadas consoantes, acabando por dizer o "v" no lugar do "f" e por aí fora.
E agora? Bom, para já está a fazer um tratamento com a duração de três meses, findos os quais se avaliará a quantidade de líquido no ouvido.
O melhor cenário: ter diminuído após o tratamento. Adeusinho sô tora e vamos para casa brincar.
O pior cenário: o quadro permanecer inalterado. Aí, terá mesmo de ser operado aos ouvidos para lhe colocarem um dreno, aproveitando também para tirar os adenóides. Esta parte é que estranhei, se não são grandes, por que lhos tiram? Enfim, serão questões para ver mais à frente.
Saí do consultório a chorar, não tanto por achar que é uma coisa grave (há montes de miúdos com o mesmo problema) mas mais por pensar no pós-operatório, nas dores e na rabugice dele... É natural que fique angustiada com isso, afinal, é uma cirurgia e ele é tão pequenino. Mas bola para a frente, que eu não quero ter um puto charila à frente a dizer-me "fou ali puscar uma vaca para cortar o fife". Isso é que não!
(Ai gente, o Rodrigo está um tagarela de primeira e eu estou tão feliz com isso que até o tenho deitado mais tarde do que é habitual. Sabem? Ando a pôr a conversa em dia com ele. Foram três anos e meio de silêncio e agora esta casa enche-se de um barulhinho bom que custa desligar)
terça-feira, março 12, 2013
Como-eu-consigo-sair-à-noite-deixando-o-meu-filho-de-três-anos-em-casa
domingo, março 10, 2013
Como correu a noite
sábado, março 09, 2013
Cama nova
terça-feira, março 05, 2013
Dia Europeu da Terapia da Fala, 6 de março
segunda-feira, março 04, 2013
Respondendo ao desafio lançado pelo blogue Vidas da Nossa Vida (desculpem não linkar mas não o sei fazer aqui no i phone) cá vai...
EU
Prato favorito: Dêem-me pratos sem cebola e leguminosas e sou uma mulher feliz.
Peça de roupa e acessório: Um bom soutien que me ponha as mamocas a olhar para o céu e sapatos.
Música favorita: Vou mudando muito consoante o que se ouve, mas ponham-me um bonito fado ou uma doce morna e fico muito feliz.
Flor: Pompons verdes (os do meu casamento)
Cor: de burro quando foge. Adoro!
Cheiro favorito: O do meu filho.
Livro favorito: As receitas da Bimby
Local: O colo da minha mãe. Aos 35 ainda sabe melhor.
Brincadeira favorita: aos médicos... Com o meu marido.
Quotes mais importantes para a vida: Entregarmos-nos a ela.
Bolo favorito: O rim!
Maior mentira: Dizer que o rim é o meu bolo preferido.
Maior traquinice: Ouvir as conversas das vizinhas.
Gelado favorito: Doce de leite
Profissão que queríamos ser: Nadadora-salvadora, muita alta e boazona. À noite cantava no bar da praia.
Defeito da Mãe: Amar em demasia.
Qualidade da Mãe: Amar em demasia.
Eu e os meus filhos
Fecho os olhos e a primeira imagem que tenho de ti é...
Os caracóis.
Coisas que queres ensinar-lhes: que, quando aos 15 anos me pedirem para ir para Santos ou para o Bairro Alto e eu disser que não, não me desatem ao estalo para saírem porta fora.
O que guardarias na caixa de recordações dos teus filhos: fotografias minhas... muitas.
Locais onde querias levar os teus filhos: Lanchar a casa dos bisavós que nunca conheceram, com eles lá.
Coisas que gostas que eles te digam: "Bom dia".
Coisas que não ias gostar que eles fizessem: que não me avisassem quando eu começasse a usar o batom por fora dos lábios para parecerem mais grossos, como a sô dona Amália fazia.
O que não gostas de fazer aos teus filhos: Obrigá-los a fazerem o que não querem. Acho horrendo.
Queres muito que os teus filhos: Tenham filhos, para não perder nunca esta coisa maravilhosa que é a de nos vermos a crescer.
quinta-feira, fevereiro 28, 2013
quarta-feira, fevereiro 27, 2013
Novo método. Será que resulta?
Hoje foi o primeiro dia... e levou logo com uma cara triste, pois bateu em duas meninas. Quando cheguei junto a ele mostrou-me logo, contando-me que se tinha portado mal. A educadora e eu já combinámos com ele que amanhã, para trazer o autocolante da cara a sorrir, não poderá agredir ninguém. Ele não diz que sim nem que não, apenas vai repetindo o que lhe dizemos e manifestando a vontade de ficar com um autocolante com a cara contente. Estou desejosa de saber se resulta. É que se sim, faço já um lote deles cá para casa. O castigo (ficar sentado no sofá do seu quarto um pouco de tempo sozinho e sair só sob as nossas ordens e depois de pedir desculpa) não tem resultado muito bem. Ele colabora tão eficazmente na reprimenda (fica sossegado, sem chorar) que às vezes quando lhe dizemos "pára já com isso, ou queres ir para o castigo?" ele diz que sim, que quer. Eh eh. Bem, agora é fazer figas e aproveitar para pedir desculpa aos pais da Matilde e da Leonor, as duas crianças hoje "abençoadas" pela mão pequena mas pesada do Rodrigo.
terça-feira, fevereiro 26, 2013
Coisas difíceis de ouvir
segunda-feira, fevereiro 25, 2013
Estou de férias...
domingo, fevereiro 24, 2013
Diversão na cozinha
sábado, fevereiro 23, 2013
Assim sim
Agora a sério
Ora então, vamos lá ao meu tema preferido: o meu filho Rodrigo, três anos e meio.
O puto já está mesmo a falar! Pais de toda a parte e mais alguma que têm pequenos que estão atrasados na fala: calma e persistência. Com a terapia adequada e muita estimulação a coisa dá-se. Mantenham a esperança em alta e inspirem-se no caso do Rodrigo para que não deixem de acreditar que mais tarde ou mais cedo eles começam a falar.
Mas agora que fala, já não precisa de mim nem do Zé para lhe enumerarmos coisas, como letras e números, as suas grandes obsessões desde bebé. Fá-lo sozinho e nessa área acabamos por perder um pouco o controlo.
Tanto que vamos voltar a dar-lhe a risperidona que deixou de tomar em Dezembro. É que gradualmente tem regressado às estereotipias, bem como ao comportamento muito agressivo.
Conta em voz alta até cem, vezes sem conta, e adormece sempre comigo a contar. Normalmente adormece no tempo de eu contar até ao cem duas vezes, com uma melodia que inventei. Durante o dia só quer saber de algarismos e mesmo quando lhe leio histórias já nem liga muito ao enredo, mas antes aos números das páginas. Sabe o dia em que nasceu, bem como os aniversários de todos os familiares mais chegados; sabe a idade de cada um de nós; desenha até ao três; faz birra para ser ele a programar os minutos da bimby ou do microondas; mexe no volume da tv para ver os números baixar e subir; sabe quanto calça... tem três anos e meio. Com as letras é mais calmo, mas durante o dia também diz o abecedário muitas vezes, não conseguindo apenas dizer o J.
Já para não falar que está muito mais impulsivo. Voltou a bater-nos e recentemente os ataques de fúria têm sido muito agressivos. É muito mimoso, mas quando é contrariado vira um bicho e damos por nós a prender-lhe os braços e as pernas para não nos magoar nem se magoar a ele. Acaba por ficar sozinho numa divisão para acalmar, o que acaba por acontecer.
Ou seja, por muita vontade que eu e o Zé tenhamos em que ele se veja livre de remédios (por conselho médico, obviamente) é incontornável que neste momento precisa deles.
De um modo geral, é um puto muito esperto, socialmente está impecável, é afectuoso e, como já fala, está naquela fase de ter saídas que nos deixam a rir. Mas pronto, venha de lá a risperidona, que para já ainda precisa.
sexta-feira, fevereiro 08, 2013
O carnaval
Espero que os vossos também se tenham divertido. E vamos continuar com a festa que ainda há muitos desfiles para fazer no fim de semana.
segunda-feira, fevereiro 04, 2013
Feliz
Aproveitei uma campanha espectacular que decorre até dia 14 e cá está ela, pronta a bimbar.
sábado, fevereiro 02, 2013
Truz truz
quinta-feira, janeiro 31, 2013
Carnaval
Directrizes:
Não gastar mais de vinte euros;
Encontrar algo confortável;
Escolher uma máscara que ele já saiba dizer;
Optar por um disfarce simples para que aceite vesti-lo;
E, finalmente, esforçar-me por acertar no tamanho.
Onde? Vou espreitar um armazém na Abóboda e outro em São João da Talha.
sexta-feira, janeiro 25, 2013
Devagar, devagarinho
Mas há um padrão que lhe reconheço. Não sei se acontece com os vossos meninos. De cada vez que está para chegar um desses saltos no desenvolvimento, o Rodrigo passa por uma fase de grande irritação, maior agressividade, que regra geral coincide com umas febres ou constipações. Dura normalmente uma semana e quando ele estabiliza... está diferente, com um rol de novas coisas aprendidas. Não é impressão minha, acontece seeeeempre, e seria impossível haver tantas coincidências.
Entretanto, mantém-se sem a risperidona e não temos notado grandes alterações no seu comportamento. Óptimas notícias.
Na escola também tem corrido tudo bem e, imagine-se, sem pedirmos, o meu filho ganhou do Estado (esse grande querido) uma auxiliar particular. Ou seja, aos três anos e meio, o Rodrigo já tem uma aia, uma rapariga amorosa que está na sala unicamente para lhe dar apoio nas fraldas, na comida... e nessas tarefas que estão fora da alçada da educadora. Não é maravilhoso? De hora a hora põe-no na sanita e desta forma penso que será bem mais fácil fazer com que largue as fraldas.
Já vai percebendo cada vez mais coisas e antes de adormecer já pede para que lhe conte histórias. Invento enredos muito básicos, com situações que ele conhece bem. Adora.
Agora estou à espera que ele entenda ainda mais coisas para poder dizer-lhe: "filho, estás quase com 15 quilos e a quatro centímetros de um metro de altura, a mamã está com 35 anos e cansada, adormece por favor sem ser ao meu colo e eu fico-te eternamente grata, mais do que aquilo que obviamente já sou, coisa boa da sua mummy." E era muito espectacular.
segunda-feira, janeiro 07, 2013
Próximo passo
Sou uma desnaturada
O Rodrigo lá melhorou da sua forte bronquite e, coincidência ou não, quando lhe passou a doença estava um rapaz novo. Lembram-se de vos contar que já começava a dizer muitas palavras, sim? E se vos disser que de um dia para o outro começou a dizer mais e mais com frases de quatro palavras e tudo? Espectacular! Só os mais próximos é que entendem o que fala, mas xiça, o meu filho já me pede coisas e conta coisas e relata e tudo e tudo. Recorre ainda muito aos gestos mas está a livrar-se deles cada vez mais.
Aproveitando este salto de gigante, seguimos uma dica da médica e deixámos de lhe dar risperidona. Já lá vai uma semana e não tem havido alterações de maior. Mas estaremos atentos.
Esta é sem dúvida uma das melhores fases que estou a viver com ele. Eu e o Zé fartamo-nos de rir com ele e sentimos o Rodrigo muito feliz.
Continua com algumas estereotipias, mas nada desesperante, alguma falta de autonomia, alguma agressividade, mas controlada... e uma gargalhada espectacular.
Bom ano meus grandes queridos, voltei ao activo, manter-vos-ei em linha.
sábado, dezembro 22, 2012
terça-feira, dezembro 18, 2012
domingo, dezembro 16, 2012
E vamos para o último dia de tratamento
quinta-feira, dezembro 13, 2012
Ó tempo passa depressa
terça-feira, dezembro 11, 2012
No circo
segunda-feira, dezembro 10, 2012
Desafios
Ora pois então vamos cá ver. Para além de eu ter uma conjuntivite em cada uma das vistas (tão bom, não é?), tudo está bem. O Rodrigo diz cada vez mais palavras e já percebeu que pode usá-las para passar informação. Mas a gritaria continua, em especial com os meus pais, tadinhos, que chegam ao fim do dia com a cabeça em água. Os miúdos são mesmo do caraças. O Rodrigo leva a tarde a moer-lhes a cabeça para andar a mexer nos estores. Comigo, nem se chega aos ditos. Às vezes lá se lembra que eles existem e olha para mim como que a perguntar se pode mexer. Eu digo-lhe que não e ele acata. Com os avós é berreiro de meia noite, atira-se para o chão, esperneia, bate... E leva a dele avante. Mas sempre aos gritos. Tenho de pensar em qualquer coisa para colocar nos estores de forma a que ele não possa fazê-los correr. Mas não me ocorre nada que não seja muito parvo e que não impeça que mexamos neles quando for preciso.
Entretanto, haverá festa de Natal na escola e lá veio o pedido da ordem. Desta vez é preciso que o Rodrigo leve uma camisola azul marinho. Que raio. Azul marinho! Nem sei o que é azul marinho. Depois do dinheiro para as fotografias, da venda das rifas e dos bens de primeira necessidade para os pobrezinhos, lá chega um pedido da escola que vai arrumar comigo. Como é que vou ter tempo para até amanhã à noite andar a palmilhar lojas em busca da camisola perdida? Como? Olhem, não sei o que se vai passar, mas não me chame eu Anette se p miúdo não vai para a escola quarta-feira com uma camisola azul marinho. Não será turquesa, nem azul céu, nem azul petróleo, será... azul marinho, seja lá o que isso for.
segunda-feira, dezembro 03, 2012
Fase má
Enfim, agora é esperar mais uns dias para ver se a coisa acalma, não vá ser apenas uma irritação grandinha por andar constipado e a Actifed.
De qualquer modo quero deixar bem claro a todos os vizinhos do prédio: não, não queimamos o nosso filho com ferros em brasa; não, não criámos um monstro que faz tudo o que lhe apetece.
quinta-feira, novembro 29, 2012
Tinha de ser
segunda-feira, novembro 26, 2012
Contra factos
Também reconheço que o meu filho tem um temperamento complicado, em particular com algumas crianças que querem brincar com alguma coisa que ele está a manusear. (Recorde-se que ele toma risperidona para controlar a sua agressividade). Mas ando preocupada. No fundo, não quero que ele seja uma bestinha que corra tudo ao estalo e ao murro para conseguir o que quer.
Mas hoje, ai hoje, fez-se alguma luz na minha cabecita. Esta manhã levei o Rodrigo à sala como faço todos os dias. Normalmente, deixo-o com a educadora, que está sempre à porta para lhe dar a mão e cada um segue a sua vida. Hoje a educadora não estava lá, faltou. Então fui recebida ainda no corredor pelos amiguinhos da sala do meu filho. E querem que vos diga? Não sei como sobrevivi para vos contar esta história. Em segundos investiram sobre mim e o Rodrigo (reviver esse momento, com eles a correrem na nossa direcção em slow motion é assustador). Em segundos deixei de vê-lo, fiquei em pânico, cá em cima, a ver o que se passava lá em baixo nas minhas pernas. Pensei: pronto, engoliram-me o puto. Mas não. Por um buraquinho entre dez cabeças consegui ver o meu pequenino. Foi abraçado, beijado, inquirido em altos berros ao ouvido, tenho ideia de ter visto uma das crianças a fazer-lhe um garrote por trás... e neste frenesim em redor do "peluche" que tinha chegado ainda ouvi uma pirralha de cinco anos a perguntar-lhe se ele queria colinho. Opá, não estou a exagerar na descrição, pois atentem ao que uma auxiliar que veio em nosso socorro disse: "meninos, deixem o Rodrigo respirar!" Não estava maluca. Eu compreendo que as crianças adoram bebezões, eu sei que mais não fizeram do que, à maneira delas, lhe darem as boas-vindas com manifestações evidentes de carinho. Prefiro assim do que se nenhum deles sequer reagisse à chegada do Rodrigo, mas nem oito, nem oitenta. Este "peluche", lá está, respira, sente dores quando o apertam, não gosta quando o chocalham, reage quando lhe fazem garrotes no pescoço ou o enchem de beijos sem parar. O Rodrigo, para já, não sabe defender-se disto e a maneira que encontra é dando um chega para lá. É uma situação que me preocupa, que não aprovo, mas hoje percebi que as reações dele não têm sido gratuitas. O puto sofre.
sábado, novembro 24, 2012
Está a acontecer
Conclusão: pais e mães de meninos com diagnósticos semelhantes: Há esperança, consegue-se, é possível, não desistam, invistam, procurem, investiguem, improvisem, sigam. Sem querer estar a deitar foguetes antes da festa, este foi certamente o melhor presente antecipado de Natal. É que mesmo que o Rodrigo não saia do espectro, ver como ele melhorou em tão pouco tempo e perceber as suas enormes competências dar-me-á maior tranquilidade. Estamos a conseguir, está a acontecer.
quinta-feira, novembro 22, 2012
Nova avaliação
Não podem ver nada
quarta-feira, novembro 21, 2012
Porque já está na hora...
Aqui: http://www.toysrus.pt/shop/index.jsp?categoryId=5457521&ab=HT:S:Navidad_2012
terça-feira, novembro 20, 2012
Esta manhã
E era.
segunda-feira, novembro 19, 2012
O dia do pijama
Medo!
domingo, novembro 18, 2012
Dia mundial da prematuridade
Para quem precisa de uma forcinha, ora aqui fica o texto que publiquei na revista Pais & Filhos sobre parte do meu percurso com o Rodrigo. Tudo é possível.
http://www.paisefilhos.pt/index.php/component/content/article/39/3288
sexta-feira, novembro 16, 2012
Xiiii, problemas
Não sei pormenores, apenas sei que quando os avós chegaram à escola uma das "vítimas" estava a chorar. Como todas as crianças da sala dele são mais crescidas e fazem dele gato sapato, como se fosse um peluche ( apertam-no muito e estão sempre a tentar pegá-lo ao colo e a quererem dar-lhe beijinhos), a minha mãe acha que ele está a começar finalmente a defender-se e a reagir a esses "mimos" abrutalhados. Seja ou não verdade, coloca-se agora a questão: como é que se diz a uma criança que não fala que tudo se resolve com o diálogo e não com a violência?
Mais um desafio daqueles.
quinta-feira, novembro 15, 2012
E agora?
Tratei imediatamente de me informar sobre actividades na escola, mas fui logo desaconselhada por quem o segue. O Rodrigo é muito pequenino, aquilo é tudo ao molho e muita fé... Não faça isso, disseram-me. Mas ainda não desisti. Talvez encontre noutro lado uma ocupação divertida para aqueles dias, estava a pensar numa coisa tipo uma quinta pedagógica, ou música, ou assim outro ATL divertido para a idade dele e em conta. Aceitam-se sugestões na zona oeste. Como é que vocês, mães deste mundo, fazem nessa altura?
segunda-feira, novembro 12, 2012
Pais vs. Sogros
- nada (eh, eh).
Coisas que os meus sogros fazem com o Rodrigo que me tiram do sério:
- quando começam a perguntar-lhe "onde está o cão?" quando não há cão por perto. Fica o miúdo a olhar para todos os lados à procura de uma cena que não está lá;
- quando lhe explicam que "o papá não está em casa porque está a ganhar tostões para o menino" enquanto lhe ensinam a fazer o gesto de dinheirinho com os dedos;
- quando lhe dizem "olha que estragas as calcinhas" quando ele anda a brincar no chão;
- quando me omitem birras para parecer que correu tudo muito bem quando estiveram a tomar conta dele;
- quando me desaparecem com ele para o ir mostrar às vizinhas;
- quando lhe passam o telefone para a mão a dizer "fala aqui com a tia felisberta" e andam para ali a maçá-lo.
- quando o "obrigam" a fazer as gracinhas de enfiada quando chega uma visita.
Devo salientar que apesar disto tudo, os meus sogros são umas pessoas muito queridas e disponíveis. Nada disto é feito com maldade e o Rodrigo gosta imenso deles.
sexta-feira, novembro 09, 2012
segunda-feira, novembro 05, 2012
Novo exame de consciência
Porquê? Porque passo os dias a desejar que o tempo passe rápido para ver que ele está a melhorar, a evoluir. O facto de ter nascido prematuro de vinte e sete semanas também não ajuda. Na verdade, desejei que o tempo andasse rápido desde o minuto em que ele nasceu. Primeiro para o ver a respirar sozinho, depois para ganhar peso, depois para o levar para casa, and so on, so on.
Se for a ver bem, ando nesta corrida contra o tempo desde sempre. Continuou quando quis que ele andasse como os outros meninos, que fizesse o que todos fazem. Hoje quero que o tempo passe para ele desatar a falar. E quando olho para trás descubro que passei estes três anos não tanto a desfrutar do que ele é, e de como ele é, mas a ansiar pelo que ele seria. Esta é uma luta difícil de contrariar e que me deixa triste, amargurada, com saudades de fases pelas quais ele passou e que parece nem sequer ter vivido.
Lembro-me de uma vez uma das técnicas que o segue me dizer que eu estava mais preocupada em que ele agarrasse bem num livro, do que em deixá-lo divertir-se com as cores, as texturas ou os bonecos que via nele, pouco importando nesse caso como estava a sua motricidade fina.
Mas que fazer? Que fazer quando só quero que ele seja igual aos outros meninos? Esqueço-me é que este tipo de problema não acaba. Ajo como se estivesse à espera que ele chegue onde os da idade dele estão. E que um dia possa dizer "pronto, ele já está bom. Vamos lá então curtir esta cena de ser mãe". No fundo, acho que ainda não aceitei a especificidade dele. Tenho andado sempre a querer que o Rodrigo seja outra coisa que não é. Perceber o que ando a fazer é doloroso. É ingrato. Mas cair na realidade, como aconteceu agora, traz-me novas missões. Estarei atenta, vigilante, dar-lhe-ei todas as ferramentas para que consiga ser mais feliz e autónomo. Mas farei tudo para tirar mais partido deste meu bebé de três anos que, por ser diferente, não merece ser obrigado a entrar nesta corrida, cuja fita da meta teimo sempre em avançar sem nunca se conseguir (nem ele nem eu) saborear o verdadeiro sabor da vitória.
Ufa, que isto andava aqui entalado há tanto tempo.
domingo, novembro 04, 2012
Como as notas de mil
Bom, este intróito (também adoro esta) para dizer que apesar da minha longa ausência tudo corre sobre rodas com o Rodrigo. Mantém-se sociável e a comunicar cada vez melhor. Continua com comportamentos obsessivos mas não se atira para o chão se o levarmos para outras brincadeiras. As preocupações do momento são: que apanhe o quanto antes os outros meninos, pois não percebe o mundo como uma criança da sua idade; que largue as fraldas, já não as posso ver à frente e a própria roupa para três anos já não tem cortes bons para aquele enchumaço; que coma sozinho, porque sim caramba.
E é isto. Amanhã falarei sobre uma das coisas mais ingratas de ter um filho com perturbação do espectro do autismo. Boa semana para todos.
terça-feira, outubro 30, 2012
segunda-feira, outubro 29, 2012
As manias dele mudam com ele
Mas já percebi. Estas manias são intensas, provocam desequilíbrios e distúrbios, mas vão mudando. Senão vejamos: começou nas letras, passou para os números, depois para as portas, de seguida luzes acesas e luzes apagadas. Agora, embora não diga que não a uma boa porta aberta ou a uma aliciante luz apagada, está na onda de tudo o que sobe e desce. A ver: estores, telas chinesas e cintos de segurança. Só me pergunto o que virá a seguir e se as manias algum dia terão fim. Será?
sábado, outubro 27, 2012
Pesos na consciência
quinta-feira, outubro 25, 2012
Despistagem
A verdade é que o meu filho nunca foi a um otorrinolaringologista e acedi logo em tratar disso.
Quanto à audição, juraria a pés juntos que não deverá ter qualquer problema. Ouve tudo e mais alguma coisa, o que interessa e o que não interessa. Já na parte respiratória, confesso que tenho as minhas dúvidas. De facto, como a terapeuta também já deu conta, o Rodrigo mantém o padrão de ter sempre, ou muitas vezes, a boca aberta, não respirando pelo nariz. Pode tratar-se apenas de renite, adenóides grandes ou apenas mau feitio, mas convém saber ao certo o que se passa porque poderá estar a influenciar esta questão da fala, criando-lhe dificuldades acrescidas. Agora, só espero que os exames tenham bons resultados e que não sejam dolorosos. Por favor, que não andem com tubos e coisas esquisitas ouvidos ou boca adentro. Caso contrário, não garanto que não salte do chinelo em pleno consultório enquanto ofendo o médico com o indicador em riste e com um palavrão do género: "Ó seu... ó seu... grandessíssimo otorrinolaringologista!"
terça-feira, outubro 23, 2012
Ainda não acredito...
segunda-feira, outubro 22, 2012
Actividades extra-curriculares
sexta-feira, outubro 19, 2012
quinta-feira, outubro 18, 2012
Good news
O Rodrigo está MESMO a começar a falar. Cada dia uma palavrinha pequena nova. Assim, sem lhe pedirmos. Com má dicção, mas está a FALAR e a gostar. Time to celebrate!
segunda-feira, outubro 15, 2012
Bela prenda me saí
Boa semana a todos
sábado, outubro 13, 2012
Pouco a pouco...
No meio desta nova fase começo a aperceber-me que o problema da linguagem no caso dele não tem tanto a ver com o facto de não falar porque não quer, mas mais porque não consegue mesmo. Tenho lido que nos casos de autismo existe este atraso na fala porque os putos não sentem sequer necessidade de se exprimirem, de comunicarem. Pois o Rodrigo quer muito falar, mas não consegue. Está sempre a esforçar-se por fazer determinados sons e aquilo não lhe sai mesmo. Parece que não sabe o que fazer com a boca e a língua para consegui-lo. Diz muito bem palavras que metam o "m", "a", "p", "i", "c"... e depois, por muito que tente, é um desastre com o "j", "l", "t" ou o "é". A verdade é que, mesmo sem falar, o Rodrigo tem uma comunicação absolutamente espectacular e fico pasmada com as formas que encontra para se fazer entender.
A irritação e a frustração diminuíram drasticamente. Acredito que esteja relacionado com a toma da risperidona, mas também com o facto de perceber muito melhor o que lhe dizemos. Nessa área, acho que já lá vai o mau tempo e até arriscaria dizer que já me safei a um dos meus maiores temores: a monumental birra no meio do supermercado, com mães de miúdas com laços na cabeça e sem ranho a olharem com ar reprovador e eu a ter de arrastá-lo pelo chão ao longo do corredor dos frescos à procura de um buraco onde me esconder e de um caixote de lixo para o deitar fora.
quinta-feira, outubro 11, 2012
Balanço da primeira semana de trabalho
Os dias ficaram muito pequeninos para tudo o que preciso e quero fazer, o que faz com que ande a dormir seis horas (é muito pouco para mim, a minha zona de conforto são as oito horas);
Isto faz com que ande estoirada;
Já percebi que pelo menos dois dias por semana vou chegar a casa com o Rodrigo já a dormir, ossos do ofício;
Estou com o ego em forma porque, por simpatia ou não, resmas de gente que não me via há mais de um mês me disse que estou mais magra;
Os fins de semana ganham magia;
O roupeiro fica atingido por aquele vírus que parece fazer desaparecer roupa e todas as manhãs acontece o drama do "ai ai ai que não tenho nada para vestir;
Triste com o regresso à cantina da empresa, cujas refeições me angustiam a alma e me deprimem as papilas gustativas.
E tem lá alguma graça andar com as papilas deprimidas?
segunda-feira, outubro 08, 2012
Organização precisa-se
domingo, outubro 07, 2012
Já está
sexta-feira, outubro 05, 2012
quinta-feira, outubro 04, 2012
Obrigada
quarta-feira, outubro 03, 2012
A culpa é do cocó
Na escola (pública) onde o Rodrigo anda não há cá sesta para ninguém. Os putos de quatro e cinco anos aguentam bem este andamento, o meu - o único de três anos na sala - anda derreado que dá dó. E não sei o que fazer ó mães, educadoras e gente com ideias que me lê. O problema? Um cocó que ele faz sempre ali por volta das sete da manhã e que faz com que acorde e não durma mais, desconfortável que fica até eu lhe mudar a fralda. Dormir a seguir mais uma horita (que dava) está quieto, porque na cabecita dele já é tempo é para brincar. Pois então, acorda às sete e meia, às nove está na escola e como é de calcular ali a seguir ao almoço fica cheio de sono. Eu vou buscá-lo às três e meia com ele já cheio de fome a pedir lanche. E essa é a prioridade. Chegar a casa e não chegar, comer e não comer, se o ponho a fazer a sesta, acaba por fazê-lo já pelas quatro e meia. Estão a acompanhar? Mesmo que o deixe dormir uma hora (menos é um crime e acorda super mal disposto), faz com que acorde às cinco e meia. Ou seja, nesse dia nunca adormece antes das onze, onze e meia da noite. Ora, com o cocó das sete da manhã, lá vai ele ainda com mais sono para a escola. Mesmo que o bendito cocozito só dê o ar da sua graça às oito (hora normal para o despertar), dormiu pouquíssimo. Nos últimos dias tenho optado por não pô-lo a dormir à tarde. Anda bem comigo durante a tarde, janta às oito e às oito e meia está na cama. Porque se deitou cedo, acorda às sete (com ou sem presente) e lá fica outra vez a cair de sono na escola a seguir ao almoço. Hoje a educadora até lhe tirou a febre por vê-lo tão paradito.
Para ajudar à festa, encontrei uma amiga minha aqui do concelho que optou por manter a filha dela na rede privada por ali fazerem sesta. O meu coração ainda se apertou mais. Opá, mas esta escola é mesmo boa para ele, nomeadamente em termos de apoio para as suas necessidades relacionadas com a perturbação no espectro do autismo. Também já pensei em mudar-lhe os cocós. Haverá maneira deste "despertador" tocar a outra hora?
Por que é que eu devia levar um menos na caderneta
Porque sou despassarada. A educadora, que já se apercebeu disso quando há dias me perguntou se tinha visto os recados dela e eu não o tinha feito porque não abri o caderno dos recados, alertou-me hoje: "mãe, não se esqueça de trazer as sapatilhas para as aulas se ginástica que vão começar". Eu pronta: "sim, já as comprei (uh, uh, já as comprei) trago-as na quarta". Silêncio. Ela: "amanhã". Pois, estava a ir tão bem e não associei que a tal quarta é amanhã.
Por andar à nora quanto ao calendário (isto de estar em casa é tramado) dei também conta tarde de mais que não faço puto ideia do fato de treino do Rodrigo. Com sorte até pode estar limpo e passado, mas desconfio que já esteja muito curto. Com ele a dormir desde as oito e meia da noite (é verdade, conto-vos amanhã como isto é possível) só poderei procurar amanhã de manhã. Em último caso, faço como fiz uma vez. Vai de pijama, daqueles bem catitas que passa bem por fato de treino. Quer dizer, passa mais ou menos, mas eu diria que só os olhares mais atentos vêem as diferenças.
Porque me esqueço sempre de levar uma muda de roupa para ficar na escola.
Porque num dia de sol o Rodrigo não levou chapéu.
Vergooooooooonha.
segunda-feira, outubro 01, 2012
terça-feira, setembro 25, 2012
Hoje estou como o tempo
Finalmente
segunda-feira, setembro 24, 2012
Em busca da capa perdida
Propósitos à parte, a verdade é que até já sonho com o raio da capa, já conheço todas as papelarias da zona oeste e durante as passeatas de carro dou por mim a puxar o travão de mão porque avistei uma onde ainda não fui. Nos sítios onde o raio da capa existe, não há da cor que eu quero. Já experimentei comprar outro modelo A5 para ver se pegava, mas a educadora não foi na conversa e pacientemente mostrou-me novamente como a capa era. E andamos nisto. Estou mesmo a ver que tenho de ir à cidade para comprar a dita. A questão é que eu tinha tantas outras coisas mais interessantes para fazer nas minhas férias do que andar à caça de material escolar em vias de extinção e muito exclusivo.
sábado, setembro 22, 2012
As duas faces da moeda
quinta-feira, setembro 20, 2012
Forças, não fraquezas
"FORÇAS, NÃO FRAQUEZAS
E se a definição do Síndrome de Asperger fosse feita através das capacidades e talentos dos seus indivíduos, ao invés das suas fragilidades? É isso mesmo que Tony Attwood propõe, numa lista de critérios de descoberta dos ‘aspies’:
• relações pessoais caracterizadas por uma perfeita lealdade;
• independência de preconceitos sexistas ou geracionais;
• discurso isento de falsidades ou conceitos politicamente correctos;
• capacidade de seguir as próprias ideias ou perspectivas, apesar das provas em contrário;
• consideração por pormenores e detalhes que aparentam pouco interesse para a maioria;
• capacidade de aceitar argumentação sem ideias pré-concebidas;
• interesse nas verdadeiras contribuições para a conversa, sem perder tempo com superficialidades ou trivialidades;
• conversação sem objectivos pouco claros ou manipulação;
• perspectivas originais, e por vezes únicas, na resolução de problemas;
• memória excepcional para dados ignorados por todos os outros indivíduos;
• clareza de valores e poder de decisão inalterado por factores políticos e financeiros;
• sensibilidade apurada para experiências e estímulos sensoriais;
• maiores hipóteses de prosseguir carreiras académicas e/ou científicas."
Mais em http://www.paisefilhos.pt/index.php/actualidade/noticias/1503-lprecisamos-de-pessoas-com-aspergerr
quarta-feira, setembro 19, 2012
A escola pública
Ok, ali não tem música, nem ginástica como no particular, o prolongamento paga-se à parte (mas não preciso) e o material escolar é todo por nossa conta. Mas caramba, a diferença é grande. E sabe tão bem.
sábado, setembro 15, 2012
Uma fracção de segundo
Pause
sexta-feira, setembro 14, 2012
É oficial
Assim não vale
Escusado será dizer que entrei na escola de óculos escuros e lavada em lágrimas (tudo sem ele perceber, claro). Ah, e a roupa dele estava um espectáculo!
quinta-feira, setembro 13, 2012
E quem diz que eu durmo?
O meu principal receio, de caras, é ter de me vir embora com ele num pranto. E logo aqui lembrei-me que tenho de avisar a educadora que quando ele se enerva fica todo às manchas, para ela não se assustar. Além disso, há uma semana começou a bater na própria cabeça quando está zangado ou quando é contrariado.
Mas há mais. Ele tem andado com as tais babas de aparecimento e desaparecimento súbito. Se forem muitas é preciso enfiá-lo numa banheira com água fresca para passar. Mas o miúdo não fala, ou seja, é preciso estar atento à coçadeira e ir levantando camisolas e baixando calças para ver os estragos. Estão mesmo a ver a educadora a fazer isso, não é? Estão mesmo a ver que há banheiras nas escolas, certo? Depois, está desarranjado dos intestinos. Entusiasmei-me com esta coisa de ele já aceitar trincar coisas novas e toca de lhe espetar com umas bolachas de chocolate que, pelos vistos, não são as mais indicadas para a idade dele. Que vergonha, no primeiro contacto com a educadora corro o risco de ficar conhecida como "a mãe do miúdo com diarreia e babas que podem ser contagiosas, que a gente nunca sabe".
Estava também para aqui a pensar em mil e uma outras coisas que tenho vergonha de partilhar... e a verdade é que a parvoíce tem limites. Vá, vou contar uma delas: ando aqui também às voltas com o que lhe vou vestir. Eu sei que é ridículo, haverá até dias para a frente em que irá com umas calças por passar ou uma camisola já curta nas mangas, mas continuo a achar que a primeira impressão é importante.
De maneiras que é isto (e muito mais). E agora vou chorar um bocadinho ali a um canto e esbofetear-me a seguir para ver se durmo mais levezinha.
Bom regresso às aulas para os vossos meninos!
terça-feira, setembro 11, 2012
A Gui
Corria o ano de 2005 quando decidi criar este espaço. Ao fim de algum tempo (ó meu deus, como sou má com datas) convidei a minha grande amiga de infância Gui para partilhá-lo comigo. E ela aceitou. Como gosto de a ler! Aliás, basta irem ao arquivo e encontram coisas lindíssimas que ela postava. Mas nem sempre a vontade de escrever impera, nem sempre as nossas cabeças estão para aí viradas, nem sempre existe vontade de partilhar. E a Gui passou um pouco por todas estas fases. Progressivamente (só não me perguntam quando), foi deixando de postar, e inadvertidamente eu fui açambarcando-o sem dó nem piedade. Quando há três anos engravidei e me enfiaram numa cama em repouso, foi o descalabro. Fiz deste blogue o meu tira teimas, o meu confessionário, o meu amante. E a Gui, que sempre achou que dois é bom, três é demais, desapareceu deste espaço que já estava transformado num pregnancy blog descarado. Aconteceu assim. E apesar da Gui não escrever aqui há muito tempo fica e ficará para sempre como sua co-autora. Quem sabe um dia ela não vos faz uma surpresa e vos presenteia com a sua forma tão poética e literária de ver este mundo?
Eu gostava. Beijinhos Gui, és a miúda do meu coração e tens o sorriso mais lindo.
sábado, setembro 08, 2012
Do empreendedorismo e afins
E isto tudo ocorreu-me a propósito da minha amiga Pipoca, que começando o blogue A Pipoca Mais Doce como uma brincadeira faz dele hoje a sua vida. Quer se goste ou não, é um percurso brilhante e admiro-a por isso. Acho que nunca lhe disse. Acabou agora de lançar mais um livro, (Estilo, disse ela, pela Matéria-Prima) e já está em segundo lugar no top de vendas, só ultrapassada pelas 50 Sombras de Grey. É ou não é fantástico? Faz aquilo que gosta e faz uns bons dinheirinhos. E mais. Gere o tempo dela, que é coisa valiosa nos dias que correm. Que isto de estar enfiada o dia inteiro num escritório a aproveitar as horas de almoço para ir ao banco, à depilação ou ao Pingo Doce é tortura. Neste campo, a minha admiração também para a Cocó na Fralda, que trabalha por conta própria, tem um blogue fabulástico e lançou igualmente um livro. Beijinhos muito grandes a estas duas queridas que tenho o privilégio de conhecer e que, cada uma a seu modo, me vão inspirando (links para os blogues de ambas na coluna à direita)
Good news
quinta-feira, setembro 06, 2012
Uma ideia
segunda-feira, setembro 03, 2012
Adeus VIP
domingo, setembro 02, 2012
Prova superada
sexta-feira, agosto 31, 2012
Indecisa
quinta-feira, agosto 30, 2012
É desta...
Hora do confessionário
Era importante sentarmos-nos todos à mesa nas refeições. Esquece. O Rodrigo come sempre primeiro, comigo ou o pai a darmos-lhe a comida e então depois comemos nós, à base do tabuleiro onde calha e quase nunca ao mesmo tempo;
Devíamos insistir para que comesse sozinho. Também não o faço. A regra tem sido "quanto mais rápido melhor" que há sempre qualquer coisa para fazer a seguir para a qual já estamos super atrasados;
Era importante para o desenvolvimento da fala dele insistirmos mais para pedir as coisas com som. Se for preciso, ir até à birra. Também falho aí. Ele aponta para as bolachas, ainda fico ali a insistir para que me diga o "dá", mas ao primeiro sinal de beicinho passo-lhe o raio da bolacha para a mão;
Devíamos sair mais com ele, pô-lo mais no meio da confusão e pessoas estranhas, mas dou muitas vezes por mim a evitar esses programas com receio de birras ou porque sei que consigo descansar muito mais na minha zona de conforto;
A médica está farta de dizer que ao jantar o Rodrigo deve comer sólidos como faz ao almoço e não apenas sopa de peixe como lhe dou sempre. Trincar coisas é excelente para a fala porque desenvolve músculos da boca.
E assim de repente é isto que me pesa na consciência. Aqui me confesso, correndo o risco de muitos acharem que não presto. Mas presto. Garanto que presto e que rápido, rápido vou melhorar estes aspectos.