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sábado, outubro 27, 2012

Pesos na consciência

Os meus pais estão velhotes e cansados. E são eles que vão buscar o Rodrigo à escola para ficarem com ele das três e meia até eu ou o Zé chegarmos do trabalho. Acontece que com este meu novo emprego chego quase todos os dias mais tarde a casa, sendo que em pelo menos dois meto a chave à porta só lá para a meia-noite, uma da manhã. Quando o Zé também se atrasa, lá ficam os meus pais ate às tantas. E isso parte-me o coração. Sei que tratam dele de forma irrepreensível, mas fico com um peso na consciência enorme porque sei o quanto ficam cansados. Um dia destes ganhei coragem e disse à minha mãe que estava a pensar arranjar uma ama para ficar nesses dias com o Rodrigo. Se fosse uma pessoa em quem tivesse confiança ficava mais aliviada. Mas não, nem pensar, que disparate tão grande. A verdade é que para o ano quero que o Rodrigo fique mais tempo na escola, e aí já não serão tantas horas a dar cabo da cabeça e do corpito dos avós, mas enquanto não chega essa altura, as minhas noitadas de trabalho não têm sido nada fáceis. É uma angústia, Jesus, um peso...

2 comentários:

vidasdanossavida disse...

E se em vez de uma ama arranjasse alguém para ajudar na casa da sua mãe e, dessa forma, aliviá-la um pouco? Podia ser uma boa solução.

Juanna disse...

Se há coisa que detesto é quando as pessoas acham que os avós têm obrigação de ficar com os netos. Pelo que aqui li, nem tu exiges tal nem eles se sentem obrigados. Há avós que têm mesmo muito prazer nessa tarefa e ficam felizes quando exercem de deseducadores :) E refiro isto porque os avós não têm função de educar mais ninguém, portanto (e como já vi com muita frequência, começando por mim que tanto fiquei com os meus avós), os miúdos que ficam em casa com os avós costumam ser mais caprichosos e até um bocadinho menos obedientes.

Mas acho que arranjar alguém que dê um jeito à casa, faça o jantar e deixe a mesa posta é uma boca ideia. Assim os teus pais têm menos uma tarefa para fazer.