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quinta-feira, setembro 20, 2012

Forças, não fraquezas

A propósito do facto das técnicas que lidam com o Rodrigo apontarem para síndrome de Asperger, uma amiga (obrigada EP) aconselhou-me a leitura de uma entrevista que ela mesma fez para a revista Pais & Filhos ao maior especialista mundial da coisa. Deixarei aqui o link para quem estiver interessado poder lê-la na íntegra. Imperdível. De qualquer modo não resisto em publicar aqui um quadro que encerra o artigo de forma brilhante. E reza assim:

"FORÇAS, NÃO FRAQUEZAS

E se a definição do Síndrome de Asperger fosse feita através das capacidades e talentos dos seus indivíduos, ao invés das suas fragilidades? É isso mesmo que Tony Attwood propõe, numa lista de critérios de descoberta dos ‘aspies’:

• relações pessoais caracterizadas por uma perfeita lealdade;

• independência de preconceitos sexistas ou geracionais;

• discurso isento de falsidades ou conceitos politicamente correctos;

• capacidade de seguir as próprias ideias ou perspectivas, apesar das provas em contrário;

• consideração por pormenores e detalhes que aparentam pouco interesse para a maioria;

• capacidade de aceitar argumentação sem ideias pré-concebidas;

• interesse nas verdadeiras contribuições para a conversa, sem perder tempo com superficialidades ou trivialidades;

• conversação sem objectivos pouco claros ou manipulação;

• perspectivas originais, e por vezes únicas, na resolução de problemas;

• memória excepcional para dados ignorados por todos os outros indivíduos;

• clareza de valores e poder de decisão inalterado por factores políticos e financeiros;

• sensibilidade apurada para experiências e estímulos sensoriais;

• maiores hipóteses de prosseguir carreiras académicas e/ou científicas."

Mais em http://www.paisefilhos.pt/index.php/actualidade/noticias/1503-lprecisamos-de-pessoas-com-aspergerr

7 comentários:

Anónimo disse...

http://www.apsa.org.pt/
Tudo de bom :)

Juanna disse...

Fabuloso. Como diz um cantor que gosto muito: "depende, todo depende, de según como se mire todo depende".

Mas que o teu miúdo é especial já todos tinhamos percebido :)

Helena disse...

Olá, já comentei algumas vezitas aqui no blog e mais uma vez vou fazê-lo.
Eu tenho uma menina de quase 3 anos disgnosticada com Autismo, mas estou como a Anette, as terapeutas dizem-me que evoluirá para Asperger.
E sim, estas características descrevem com toda a exatidão o meu marido, ele é mesmo assim!

Tania disse...

Obrigada pelo texto; dá-me esperança e ao mesmo tempo sei que esse é o lado qe tem de ser visto. O meu filho ainda não tem diagnóstico (ele tem 3 anos) mas eu sinto que há ali qq coisita de diferente - não necessariamente má, mas diferente.
Estamos em consultas e terapia e aguardamos :(

Patty disse...

São mesmo assim, fantásticos, especiais!
E às vezes penso que a nossa vida seria tão mais simples se toda a gente fosse assim...
Não é nada fácil é explicar-lhes que, especialmente em determinadas situações, têm que cumprir determinadas convenções sociais. Especialmente quando começam a ser mais velhos, correm o risco de ser muito mal compreendidos, o que para eles é muito frustrante. Mas tudo se resolve...

O Sexo e a Idade disse...

Conheço algumas pessoas assim e de facto é um privilégio poder falar/estar com elas!

Baby Q disse...

Pelo que li na Wikip acho que o teu Rodrigo vais ser um Isaquinho Newton ou um Albertinho Einstein...
É a selecção natural Anette! Não podemos ser todos iguais e é na diversidade que está a capacidade de escolha e a riqueza, certo?
Força!