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quinta-feira, fevereiro 24, 2005

O olho do cu

Um dia os governantes daquele país decidiram aplicar uma série de reformas linguísticas. Instigados por uma bafienta e eclesiástica instituição, através executivos incumbidos da missão de fazer desaparecer determinados conceitos, os ditos governantes fizeram adoptar várias regras. De entre essas surgiu uma insólita situação.
É esta a história que vos vou contar. A rara norma passou pela abolição da palavra cu. Mas não apenas a palavra em si, mas também todas as outras onde tivesse lugar. Passados uns meses, com a ajuda de uma higiénica campanha de marketing, toda a população passou a falar assim:

Onde se dizia - Passou a dizer-se
desculpa- perdão, estou consternado
curso- estou na licenciatura de tal, sou diplomado em xpto
(o uso da palavra urso ficou comprometido dada a óbvia associação de ideias)
culpado - no tribunal passou a chamar-se réu de facto, o que levou a que a palavra inocente fosse substituída por desréu, expressões entusiasticamente absorvidas pala comunicação social
curtir - como sempre quis dizer várias coisas, não foi difícil entrarem na oralidade frases como: o som estava o máximo, diverti-me bué; ou eu e ele estivemos a dar uns beijinhos.

E por acaso vocês imaginam que expressão terá substituído "o olho do cu"?



P.S - Oferece-se uma garrafa de tinto para a melhor frase.
E ainda uma imperial a quem descobrir quantas vezes a palavra cu está representada no texto.

3 comentários:

Gui disse...

Ana, por favor ensina-me a corrigir os textos depois de feito o post: é que dei erros ao enganar-me nas teclas e tu sabes que estas merdas me deixam doente.

É que estraguei completamente o gran finale.

Anónimo disse...

Não, não quero a garrafa de tinto...
Já tenho uma lá em casa do ano de 2003, devidamente autografada pelo punho da autora- vou guardar, quem sabe se, depois do estrondoso sucesso deste blog, não valerá milhões?

vou fazer um mix e comentar todos os textos:

As ovelhas não passam nem perto da minha casa, mas também eu sei o que é pertencer a um rebanho, telecomandada pelo instinto de saber quem são as ovelhas que interessam seguir, nem que seja de longe, num blog em que nem preciso de ver quem escreveu o texto para, de imediato, saber a quem pertence tal prosa.
Não vou referir os nomes das restantes ovelhas, senão vai dar molho e eu não quero ser a ovelha negra...ehehe

Ah, e a palavra "cu" vem referida 9 vezes!

Tacha

Gui disse...

Grande Natacha!!
Já ganhaste a imperial por seres a primeira a contar os cus ao texto!
Sugiro saldar a fresquinha no tal almoço que andamos a combinar há meses...

A garrafa de vinho continua a concurso. E, dado que a Natacha e o Sérgio já têm uma de 2003, para abrirem num aniversário de casamento, a melhor frase terá um vinho de 2002.