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quarta-feira, novembro 23, 2005

Este poema não tem título, mas para mim chama-se A Cidade Egoísta 4

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Varanda da minha infância
Cidade feliz
De teus ócios merecidos
Chegou o fim amargo
Do meu último olhar

Vejo enfim as calmas areias quentes
Os fetos das fontes que o tempo secou
O fundo poço que sou e é velho e é triste
Nada muda o destino deste parado barco
O mar dorme em paz e sossego
A terra mostra ao sol os seios preguiçosos
As mulheres espreitam arrepiadas às janelas
Do caminho sobem ao céu súbitas nuvens de poeira

Tudo é divino à luz dourada dourado
Só eu sou levado de mim e me perco
»
António Dacosta (1914-1990)
A Cal dos Muros

6 comentários:

paperspace disse...

deixa lá isso amanhã é sexta

Rui Borges disse...

seios preguiçosos foi uma imagem que nunca me ocorreu...
Mas estamos sempre a aprender...
;)

Gui disse...

Só mesmo tu Paperspace... o link do teu nick é o site do benfica ehhehe. dali só retive que o cursor é o símbolo das águias em pequenino e que há um passatempo intitulado "seja o novo olheiro" do Benfica". esta do olheiro deve dar pano para mangas, mas como a palvra cu nunca foi pronunciada neste blog... hehehehhe

Gui disse...

Lobo, seios preguiçosos é muito bom! também nunca me tinha ocorrido... mas acho que é apenas uma forma delicada de dizer seios flácidos eheh

paperspace disse...

ó gui tú és do piorio, olheiro é o nome que se dá a uma pessoa que anda a ver novos valores(jogadores) noutros clubes para contratar...

Neste caso é diferente mas depois explico-te...

Gui disse...

eu sei, eu sei o que é um olheiro !! mas como olheiro rima com paneleiro... (outra palavra que nunca foi pronunciada neste blog) heehhehe