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domingo, junho 24, 2012

Pergunta de invejosa

Como é que estas gajas dão à luz como eu dei e passado um mês não é nada com elas e nem barriga têm? Vi eu com estes olhos. Como? Eu já fui mãe há quase três anos e ainda estou a recuperar! Não é justo pá.

sexta-feira, junho 22, 2012

O descanso da guerreira

Estão a ver um oito? Estão a ver as minhas costas? São a mesma coisa.
O Rodrigo andou a semana toda a vomitar durante a noite. Como não dava conta de absolutamente nada, continuando descansada nos meus sonhos enquanto o miúdo no quarto ao lado vivia um pesadelo sozinho, decidi que o melhor era mudar-me para o quarto dele. Até aqui tudo muito bem, não se tivesse dado o caso de ter planeado muito mal as coisas. Eu diria antes, não se tivesse dado o caso de não ter planeado nada. Resumindo, a história é a seguinte: no quarto dele há uma cama de grades onde ele habitualmente dorme e um sofá cama. Sei que com tantos vómitos e mau estar o Rodrigo acabou no sofá (que por estar fechado só dava mesmo para ele) e eu fiquei sem sítio para fazer a sentinela. Ainda olhei para a camita de grades, mas passou-me logo a parvoíce. Ele, naquele meio sono, olho aberto, olho fechado, estava preparado para desatar num berreiro e a vomitar se eu ousasse qualquer movimento mais brusco. Então olhem, dormi no chão, assim, à maluca, a recordar os tempos em que tinha 17 anos e ia acampar sem colchão. Com a diferença que agora tenho 35! Uma diferença suficiente para andar aqui com as costas feitas num 8, já que estamos nesta de números. Nas noites seguintes já montei o sofá cama e lá fiquei. Mas não há nada como a nossa caminha. Hoje já estou de regresso a ela, a desfrutar, e as cruzes agradecem.

Bom fim de semana. Sugestão para programa familiar: open day na Tapada de Mafra amanhã. Tudo grátis e muita animação no meio da bicharada. Eu vou!

quinta-feira, junho 21, 2012

Coisas sobre despensas e a falta que elas fazem

(post que surge depois do assunto vir à baila no meu trabalho)

A minha casa não tem despensa. Tem uma sala muito linda, roupeiros enoooormes que a Rosário adora organizar (eh eh), uma varanda com vista larga, churrasqueira, uma cozinha catita, lareira, vizinhas lésbicas que são um mimo porque não fazem barulho, boas áreas... mas não tem despensa. E a falta que ela me faz. Parece que agora virou moda as casas não terem despensa e confesso que quando a comprei não me preocupei muito com isso. Aliás, quando a comprei estava muito naquela fase de me preocupar apenas com o quarto de casal, com a cama, os espelhos no quarto, a roupa de cama... Bem, acho que já se percebeu onde é que eu estava focada. Acontece que actualmente a inexistência dessa divisão me transtorna. As especiarias, massas, arrozes, enlatados e afins estão arrumados nos armários da cozinha, tudo bem, mas a tábua de passar a ferro, o próprio do ferro, os alguidares, as esfregonas, vassouras, os baldes e o aspirador andam por aí ao deus dará, em sítios que não lembram a ninguém, a estragar-me o raio da decoração hippie chic. Tudo porque não tenho a porra de uma despensa para enfiar com tudo lá para dentro. Já experimentei um móvel exterior na varanda, mas as intempéries aqui da zona oeste rebentaram com ele. De modos que ando assim, revoltada, enervada, agastada, com esta coisa de não ter despensa, de não ter o meu cantinho secreto da bagunça. É tábua atrás da porta do quarto, ferro em cima do móvel, a roupa para passar anda sempre à vista, o aspirador vive no roupeiro lado a lado com lençóis e toalhas de casa de banho, e na varanda a minha magnífica e esplendorosa churrasqueira convive contrariada com as esfregonas, o desentupidor e as vassouras. Olha que coisa mais linda! Então mas isto tem algum jeito senhores construtores?

quarta-feira, junho 20, 2012

A minha empregada

A Rosário é indispensável cá em casa. Não há dúvidas quanto a isso e acredito que se ela não existisse a minha vida doméstica seria um caos. Mas como em tudo, tem o seu lado mau. A Rosário, como é que eu hei de dizer isto sem ser injusta? A Rosário é, digamos, espevitada.
Decidiu que tem de arrumar os roupeiros, é de louvar, garanto-vos. Mas é ela quem decide o que já não uso e coloca em sacos e, tchan tchan, leva-os para o lixo. Assim, sem me consultar, sem me ligar, sem me dar cavaco. O Zé um dia destes veio a casa enquanto ela cá estava nessas "limpezas" e deu com um desses sacos prontos para ir para o lixo. Como estava de saída ofereceu-se para o levar. Já na rua espreitou-o e deu com um saco de praia meu, QUE EU USO, mas que a Rosário provavelmente achou que estava fora de moda, e com a protecção para a chuva que se põe no carrinho de bebé! FOGO! O que é que tem ido nos sacos?
Outra. Gosto de fazer puzzles, daqueles com muitas peças, difíceis. Passei um sábado inteiro a fazer um em cima da mesa de jantar e deixei-o ali, a poucas peças de terminar. Pois a Rosário achou que aquilo se faz seguindo uma numeração invisível que tem atrás de cada peça e escangalhou-o todo. Quando cheguei a casa tinha a mesa incrivelmente reluzente e todo o meu trabalho amontoado num cantinho como que a dizer-me "menina Ana, quando acaba de brincar arruma tudo outra vez que isto assim é uma grande bandalheira" FOGO!
Enfim, é uma senhora que é capaz do pior e do melhor. Como o melhor dela me dá um jeito do caraças nesta altura vou continuar a recebê-la com um sorriso como que a implorar-lhe "nunca ache minha senhora que as minhas jóias estão demodé e que as minhas fotografias estão desfocadas. Please."

segunda-feira, junho 18, 2012

Estamos no bom caminho

E a um mês de completar três anos de idade, depois de ter nascido às 27 semanas, o Rodrigo já tem percentil e os pontinhos que a pediatra inscreve no boletim já não ficam ali a nadar no meio do nada, a olhar com inveja a curva que tem estado sempre mais acima:
Altura: percentil 25
Peso: percentil 5

Iupiiiiiiiiiiii!

domingo, junho 17, 2012

Mae sofre - parte 23

O Rodrigo está doente. Outra vez! Ontem, quando fui acordá-lo à cama estava envolto em vomitado e o cocó (diarreia) tinha saído da fralda. Passou todo o dia a dieta, não tem febre e anda bem disposto. Durante o dia não vomitou mais. Esta manhã o mesmo cenário, mas misturado com ranho e umas babas que vão aparecendo e desaparecendo em várias partes do corpo. No hospital dizem que é virose, que é sempre aquele diagnostico um pouco duvidoso. Dá ideia que quando não sabem muito bem o que é, espetam-lhes como uma virose. A questão é que de mês a mês o Rodrigo vai repetindo este quadro clínico de ranho, babas e vómitos. Vou pedir à pediatra que lhe faça análises mais concretas para dar conta de uma vez deste bicho. Esta noite vou também pôr o despertador para várias vezes a meio da noite, que é uma vergonha dormir tão ferrada que nem o oiça a vomitar, coitadinho, e ninguém merece acordar naquela imundice. Vamos ver como corre hoje.

sábado, junho 16, 2012

15 de Junho de 2012 - hoje

Cheguei a casa estafada. O dia começou muito cedo por causa da sessão de terapia ocupacional (Rodrigo portou-se muito bem e colaborou em todos os estímulos), no trabalho foi de loucos e quando finalmente meti a chave à porta já passava das oito e meia da noite. Zé já tinha tratado do banho e do jantar do miúdo. Entrei com aquelas saudades que sentimos como se um dia de creche equivalesse a uma semana no Qatar. Como sempre, o sorriso do Rodrigo abriu-se num raio, feliz por me ver, e de imediato procurou a minha atenção. E eis senão quando, meus queridos leitores que me têm acompanhado nesta vivência e nestes meus dramas, eis senão quando daquela boquinha pequenina e cheirosa de frutas doces sai o seguinte som: "mamã". Olhei para o Zé, ele confirmou-me com o olhar também incrédulo, feliz, que eu tinha escutado bem. "mamã". Assim, tal e qual. Não era cansaço, não era eu sempre a querer que fosse mais do que era, o Rodrigo pronunciou a palavra "mamã" a olhar para mim, a apontar-me. E eu baixei-me e enchi-o de beijos como se ele fosse um balão. E chorei, claro está, de alegria, de emoção, de saber que mesmo que ele tão depressa não consiga dizer mais nada, já consegue chamar por mim. E eu estarei sempre lá para o abraçar.

segunda-feira, junho 11, 2012

Os pequenos grandes passos

Depois de um período de estagnação que já me estava a deixar deprimida, eis que Rodrigo deu outro salto no desenvolvimento. São pequenas coisas que para mim, mãe, são passos de gigante e mantêm acesa a luzinha no fundo do túnel.

Então: já voltou a dizer o adeus com a mão, bem como a dar beijinhos;
já come outra vez pão e demonstra muito mais curiosidade pelos alimentos;
já come banana sem ser esmagada e pela própria mão;
faz duas novas vocalizações, com consoantes diferentes;
diz que sim com a cabeça;
apesar de ainda não pedir para ir à casa de banho, já faz chichi na sanita e bate palmas no fim;
nas brincadeiras com os bonecos já os põe a fazer as rotinas imaginando que comem ou que dormem;
consegue descer dois a três degraus sem se apoiar;
e, vitória das vitórias, consegue finalmente soprar, ou seja, daqui a um mês vai conseguir apagar as velas dos três anos.

São ou não são pequenos passos de gigante hein?

terça-feira, maio 22, 2012

Como é que eu sei que o Rodrigo já não está doente

- Em vez de estar meiguinho como uma alface, já começou nas refilices dele e ontem já fui brindada com um valente estalo porque não lhe estava a dar atenção durante uma conversa que estava a ter com o pai (É claro que o chamei à atenção, obrigando-o a fazer-me uma festinha); - Já regressou às habituais birras para a mudança da fralda, insistindo em sair da posição de barriga para cima; - Voltou a ter aquele olhar dele arrebitado e curioso em vez dos tão deprimentes olhos de carneiro mal morto; - Ontem no banho já não se enrolou dentro de água com arrepios de frio. Brincou e inundou-me metade da casa-de-banho; - O apetite voltou e ontem, enquanto eu comia um filipino, agrafou-se a ele e mordeu-o com gosto; - E, finalmente, já brincou ao meu colo antes de adormecer, libertando-se muito mais da minha mão, que durante o período em que esteve doente se tornou na sua melhor amiga. De maneiras que é isto.

segunda-feira, maio 21, 2012

sexta-feira, maio 18, 2012

Em modo automático

Fogo, tenho o puto cheio de febrões e ranhos e babas que aparecem e desaparecem. Já está com antibiótico mas tem sido a loucura, com noites mal dormidas e muita preocupação. Melhora rápido puto!

quarta-feira, maio 16, 2012

Epá tenho aí uma ideia para um projecto tão, mas tão giro. Quando puder dar mais novidades direi. Agora foi só mesmo assim numa de partilha e de mete nojo.

terça-feira, maio 15, 2012

Na última sessão de terapia ocupacional o Rodrigo esteve a brincar com espuma de barbear. Foi a loucura completa e o sacana do miúdo percebeu rapidamente que ele tinha uma bata protectora... mas eu não. Então, volta não volta, vinha directo a mim, com as mãos todas sujas em riste a gargalhar. Foi mesmo divertido e agora só tenho de arranjar coragem para fazer a bagunceira em casa. No final da sessão seguiu para a creche, todo lampeiro... e a cheirar à homem de barba rija.

segunda-feira, maio 14, 2012

A ver

A minha vida dava um bom livro de coincidências. Pus a minha rede de amigos ligados à zona Oeste a procurarem terapeutas da fala em Mafra com boas referências. Por consenso cheguei a um nome. Telefonema daqui, telefonema dali, lá consegui entrar em contacto com o nome tão desejado. Quando comecei a explicar-lhe o caso do Rodrigo interrompeu-me para me dizer: "Ah, já sei quem é esse menino. Sou eu que vou ficar com ele em Setembro no âmbito do pedido que fez para o Grupo de Intervenção Precoce, do qual eu faço parte. Assim, em vez de estar agora a colocá-lo num terapeuta privado, venha ter comigo, fazemos a avaliação e dou-lhe algumas dicas de estimulação para fazer durante as férias". Opá, não é espectacular? Não é uma coincidência do caraças? E não é muito bom saber que a terapeuta do Rodrigo é aquela sobre quem toda a gente me deu óptimas referências? Entretanto, já fomos à sessão de avaliação. A terapeuta ficou muito satisfeita com o Rodrigo, diz que tem todos os pré-requisitos para poder começar a trabalhar com ele e (orgulho) espantou-se com a sua genialidade. É um miúdo de facto muito especial e, importante, com um "excelente contacto visual". Que alívio. Pelo meio fartou-se de ralhar comigo sobre coisas que na opinião dela estou a fazer mal. Fiquei um pouco danada na altura mas já me passou. Acho que ela tem razão e tenho tentado pôr em prática tudo o que me disse. Para já, e no meio de todo este turbilhão, um missão: ensinar o Rodrigo a soprar velas, daqui a dois meses faz três anos e eu gostava muito que ele já conseguisse fazê-lo. Com muitas bolas de sabão acho que a coisa vai lá.

quinta-feira, maio 03, 2012

Cheguei aos 35!

E foi num instante. Hoje completo 35 anos de vida e este é daqueles números redondos que nos põem a pensar mais na vida. E não está nada mau. A única coisa em que sinto que me estou mesmo a "atrasar" é em aumentar a família, mas enquanto o Rodrigo precisar de mim a 110% ter-me-á então a 110%. O meu pai diz que quando ele começar a falar rapa o mítico bigode. Eu já disse. No dia em que o Rodrigo falar faço um filho. Diz a agulha (que não falha) que o meu destino ainda me trará duas meninas. Ora, se vou nos 35, é bom que o puto comece já a falar e que a primeira frase seja: "Ó mumy faz-me uma mana!". Mais nada. E agora se não se importam vou ali a um almoço surpresa preparado pelo marido. Eu mereço caramba!

quarta-feira, abril 11, 2012

Ajuda

Terapeuta da fala para o Rodrigo, que está quase a fazer três anos, na zona de Mafra.
Alguém recomenda um?

sexta-feira, março 30, 2012

Então... a ver

Já recebemos o plano de intervenção precoce por parte da equipa de Mafra e a nós, pais cabe-nos, entre outras coisas:

- conferir-lhe mais autonomia na alimentação. O Rodrigo precisa de comer mais vezes sólidos e sozinho;

- vamos ter de fotografar os brinquedos preferidos dele e outras coisas que ele habitualmente pede puxando-nos o braço para sermos nós a dar-lhe, para fazermos uns cartões e habituá-lo a que nos mostre a figura correspondente quando nos quer pedir algo. Enquanto não verbaliza será essa a sua forma de comunicação;

- nas birras ter maior firmeza. Não, é não, mesmo que grite, chore e esperneie;

- fazer com que adormeça na cama. Sugestão: tirarmos-lhe a cama de grades e passar para uma cama à "crescido", junto ao chão, e sentar-me perto dele enquanto adormece. (glup).


Não vai ser fácil, mas temos de fazê-lo. O Rodrigo esteve entretanto constipado e tem estado muito irritado. Apesar de já estar melhor, começou com umas birras mesmo muito intensas, onde perde por completo o controlo, batendo em quem aparece à frente e agredindo-se a ele mesmo, mas sem grandes danos. Na maioria das vezes são birras que vêm um pouco do nada, apesar de acreditar que ele lá terá as suas razões. As reacções sociais perante estranhos melhoraram substancialmente, mas a área comportamental é agora a que mais me preocupa, com estes "ataques" espontâneos que chegam a assustar-me.

No início de Abril terá consulta com a psicóloga e terei de pedir-lhe a avaliação nesta área. Para já, é ter muita paciência, ter força para controlá-lo e não deixar que se magoe. Ah, e aproveitar os sorrisos e as festinhas que me dá quando tudo fica mais calmo.

Da autoria da psicóloga do Rodrigo no Santa Maria - já à venda




*Esta noite escreverei, tenho coisas para contar.

domingo, março 25, 2012

Ai vida agitada

Os dias andam pequeninos, não andam?

Bom, Rodrigo continua a ser embalado mas já está a adormecer melhor, em meia hora fica na cama, o que já é muito bom para mim. O que não é nada bom é a "pancada" que apanhou agora por números. Conto os números de 1 a 10 vezes sem conta. Ele descobre-os em todo o lado, garrafas, matrículas, na televisão, em todo o lado... O bom é que mesmo sem falar, aponta-os ou pega neles sempre por ordem e também de trás para a frente. É impressionante!

Já começámos a terapia ocupacional e, tirando ser às oito da manhã de sexta-feira, tem corrido muito bem e o Rodrigo adora a terapeuta. Como estou sempre presente, vou também vendo o que devo estimular nele. Tem sido uma grande ajuda e as evoluções do pequeno são notórias.

Entretanto, já fui ao Dr. Pedro Caldeira da Silva. Amei aquela consulta. O médico é mesmo muito bom. Estava com receio da recação do Rodrigo, que se entrega muito mais facilmente a senhoras, mas correu tudo muito bem. Durante os primeiros vinte minutos ninguém falou naquele consultório, com o médico a interagir com o Rodrigo e o baby a corresponder. Conclusão: Mãe, não se preocupe muito com a terapia da fala porque o Rodrigo sabe para que serve a comunicação e sabe usá-la.
Assim, se começar com os três anos está óptimo.

E mais? Coisas de mim? Eu quero uma Bimby! Quero mesmo.

quinta-feira, março 01, 2012

É oficial

Não consigo aplicar o método do choro controlado para o Rodrigo adormecer sozinho na cama dele. E não consigo porque ele descontrola-se mesmo e chora a sério. De qualquer forma, para o ano muda de escola e na sala dos três anos já não fazem sestas, fazendo com que ele já adormeça mais rapidamente ao colo, sem as minhas costas sofrerem tanto. Ou isso, ou esperar que ele perceba que a mamã tem um dói dói nas costas e que vai adormecer deitado na cama dele (como faz na escola!) enquanto lhe conto histórias, lhe dou a mão, canto, ou outra coisa qualquer. Não me aborrece estar duas horas ao pé dele, desde que não seja a andar de um lado para o outro a carregar doze quilos.