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quarta-feira, maio 20, 2009

Eu é que ando com as hormonas em desequilíbrio e o gajo é que se desmancha em lágrimas quando lhe mostro a primeira roupita para o bebé. É ou não é de ficar toda derretida?

segunda-feira, maio 18, 2009

Carta aberta

Familiares e amigos de Jorge Jesus,

digam-lhe, sem medos, que a cabeleireira que lhe garantiu que aquelas madeixas iam ficar muito naturais, o enganou redondamente.
Aconselhem-no, sem rodeios, a tratar do assunto de forma frontal, nem que para isso seja preciso pintar o cabelo todo de preto-asa-de-corvo.
Aquelas manchas pretas meticulosamente alinhadas ao longo da cabeleira são ridículas e fazem lembrar a Maria José Valério se esta fosse homem e apoiante da Académica.

Sem mais, (pena não ter conseguido foto)

quinta-feira, maio 14, 2009

Especialidades

Quando assisto a um programa americano onde entrevistam uma "especialista em malas de mão" começo mesmo a acreditar que a futilidade ainda tem muito caminho para andar e que esta história das novas profissões tem pano para mangas.

E para seguimento de informação: Não se conseguiu fazer amniocintese por falta de líquido. Está certo que um dos manos não vai vingar. Preocupações recaem agora na sobrevivência do bebé que está bem. Avizinham-se decisões muuuuuito complicadas e de cortar o coração para uma mãe que para todos os efeitos se encontra ainda em estado potencial.

segunda-feira, maio 11, 2009

Quatro meses e uma semana de gravidez gemelar

Repouso e mais repouso. Acho que nunca repousei tanto na vida e a sério que começo a ganhar um medo real de ficar com o meu rabo em forma de sofá. Opá, quando o dito se assemelhar à chaise long avisem-me.

Amanhã vou mexer-me, mas por muito pouco tempo. Vou ao hospital fazer uma amniocintese ao puto charila que está armado em teimoso e depois... bem, depois mais repouso. Só espero que tanto descanso resulte em bom e que consiga ter os gémeos. Isso e que nenhum deles saia com queixo de cú como o pai. Vá, se um deles tiver mesmo de ter o risco ao meio eu não me importo. A sério que não me importo.

Aqui vou eu para três diazinhos de descanso. Até lá.

...

segunda-feira, maio 04, 2009

Saí da miséria

É verdade, lembram-se daquela jovem mãe que aqui há dias vos dizia que não tinha quase nada para vestir com o barrigão de grávida? Pois que amiga N. cumpriu com o prometido e emprestou-me uma quantidade enooooorme de roupa pré-natal. Uma querida, foi o que ela foi. É que para além da quantidade, as peças são de cortar a respiração. Linda, linda que eu vou andar por aí a cirandar.
Entretanto, lá se completou mais um aniversário, lá acabou a baixa e lá começou uma semana de férias. E bendito este solinho gostoso e este mar que vejo da janela e com o qual tenho encontro marcado lá mais para o final do dia.
Amanhã almoço à beira-mar e mais um jantar familiar para receber muitos mimos.
Quarta-feira dia D com novoa ecografia a descortinar mistérios uterinos.
Bom início de semana para todos.

sexta-feira, maio 01, 2009

4.º e 5.º - A loucura

Ena, ena, ontem saí de casa e fiquei numa excitação tal que nem vim aqui dar contas. Mas atenção, senhores da Segurança Social que fiscalizam as baixas fraudulentas, saí do lar para tratar de assuntos inadiáves relacionados, precisamente, com a minha baixa. Não andei aí no laréu, nem fui lanchar a casa dos meus pais, nem apanhar um pouco de sol à praia. Deslarguem-me.

Entretanto, a minha lamechice deu resultado e a amiga N. ficou de trazer-me amanhã umas roupas de grávida. Que contente estou.

E pronto (ou como se diz aí pelos bairros, prontos) cá estou eu em mais um dia de sofá e televisão, diz que é feriado, pois para mim é um dia igual aos outros, exceptuando o facto dos babys (ainda não tinha falado deles hoje) fazerem hoje quatro meses de vida. Não é lindo? É pois. Acho que para assinalar a data posso comer um bolinho.

Bom fim-de-semana. Segunda cá estarei com mais um ano em cima do lombo. E vão 32. Ah, e já sem estar de baixa.

quarta-feira, abril 29, 2009

3.º dia - tempo para balanço

Depois de tantos dias em repouso, atirada para cima do sofá, tenho medo de ir trabalhar e de ouvir as pessoas cochicharem sobre o meu rabo achatado.

As minhas maminhas não estão grandes, estão naquele ponto de me atacarem a qualquer momento e de forma mortífera.

Sem tempo para ir às compras, a minha roupa neste momento resume-se a dois pares de calças e quatro partes de cima. Que miséria!

Não resisti. Voltei às Tardes da Júlia e arrepiei-me com o tema de hoje: "Não fizeram caso de mim e eu tinha razão!". Assim, com este ponto de exclamação e tudo.

A minha obstetra foi classificada pela minha mãe como "muito moderna" só porque hoje na Praça da Alegria defendeu o sexo na menopausa. Eu acho que a minha mãe estava com vontade de acrescentar: "filha, não se estraga assim a vida às pessoas". É que o meu pai também viu.

Por não estar com muita paciência para andar em pé na cozinha, descobri que a pessoa com quem casei sabe fazer bifes, canja e ovos estrelados.

terça-feira, abril 28, 2009

2.º dia

Hoje acordei muuuuuuuito enjoada. A noite também não foi fácil, diga-se, com uma paragem de digestão ali pelas três da manhã a importunar o meu e o sono dos babys. Um chá quente goela abaixo dado e preparado pelo maridão e a coisa fez-se.
Mas a manhã não foi mesmo nada fácil e ou muito me engano ou este mal-estar pode estar relacionado com um ataque voraz que ontem fiz à despensa e onde as amêndoas de chocolate levaram a melhor. Valeu-me um delicioso churrasco na casa de mamãe e uma tarde bem sossegada, apesar de pouco solarenga aqui para os meus lados, que é a zona Oeste.
Entretanto, tenho passado grande parte do dia a pensar que presente vou querer pelo meu aniversário. Não é fácil escolher entre coisas que me fazem mesmo falta (mas que não têm gracinha nenhuma), e outros mimos que, apesar de supérfulos, me iam arrancar um sorriso de orelha a orelha. Enfim, esta escolha está complicada e o budget não é muito alargado, há que poupar para o que aí vem. Enquanto penso e não penso, vou fazendo mais um zapping na tv. Ui, vidinha chata esta de estar de baixa sem estar doente.

segunda-feira, abril 27, 2009

1.º dia de baixa a sério

E haverá lá coisa mais deprimente do que dar comigo a rir e entretida com as Tardes da Júlia? Ai Jesus, e ainda tenho mais uma semana no sofá e em repouso. Por este andar, lá para quinta-feira já estou a ligar para o Cara ou Coroa para ver se ganho o dinheirinho.

Eh lá... mudança de planos. Eis que Júlia Pinheiro, nem de propósito, introduz o tema "partos que correram mal". Isto para quem está de baixa com gravidez de risco não é lá muito positivo. Lá se vai a Cara ou Coroa, não quero mais nada com esta senhora.

sexta-feira, abril 24, 2009

Tinha de ser...

A minha gravidez tinha de ser um caso clínico, daqueles que merecem reuniões de médicos, pareceres e decisões difíceis. Os meus familiares e amigos gozam de eu ser hipocondríaca, eu até assumo que sou (o que é um passo muito importante), mas a verdade é que o meu historial clínico apresenta por diversas vezes episódios inexplicáveis. Ou seja, eu não sou assim porque quero, eu sou assim porque a vida mo exige.
Assim, e para não variar, a minha gravidez gemelar (gémeos) tinha de ter o seu misteriozinho. Nem me refiro ao caso de um dos babys estar em situação de risco. Isso acontece a várias mulheres e eu não sou nem mais nem menos do que elas. Refiro-me sim de, ao contrário do que era previsto, o bebé ainda estar vivo e estar a crescer a olhos vistos, acompanhando o ritmo do irmão como gente grande. Mas então porque é que não tem o líquido amniótico tão reduzido? Não se sabe. Todas as explicações possíveis são posts de lado com indicadores e análises que mantêm os seus níveis saudáveis. E então estamos neste impasse. Estou em casa, de baixa e em repouso, para daqui a quinze dias (oh God, mais quinze dias!!) fazer nova ecografia para ver como está a evolução dos manos. Confesso que depois de ver a resistência do bebé ganhei uma esperança que não tinha dele ainda poder vir a vingar. Desculpem o blog ter-se de repente transformado numa espécie de diário de uma grávida, mas são estes os pensamentos que me invadem o espírito. De momento, são estas as minhas coisas que tal.

quarta-feira, abril 08, 2009

Mãe já sofre

Se não me quisesse armar em gente crescida tinha chorado baba e ranho quando a médica se virou para mim e disse para me preparar. "Um dos bebés pode não vingar. Está a perder muito líquido amniótico". Chorei depois, sozinha, quando recordei as palavras dela a dizer que o mais provável era um dos bebés morrer. E nós ficamos com uma tristeza enorme, daquelas que nos ensina como já são as preocupações de mãe e o que é isso de amor incondicional.Os bebés estão apenas com três meses e já nos pertencem tanto. E por isso custa imenso sabermos que vamos, muito provavelmente, despedirmo-nos de um dos "manos". Mas a Natureza é que sabe e é preciso olhar para os aspectos positivos. O outro bebé está em boas condições e a crescer a olhos vistos. Daqui a 15 dias vejo o que acontece ao outro. E até lá vou fazer voto de silêncio aqui no blog e arranjar forças para acreditar que a Medicina às vezes pode estar errada e que existem soluções inexplicáveis para os problemas que parecem irremediáveis. E ao dizer isto lembro-me logo da minha amiga M. Beijinhos para ela.

segunda-feira, abril 06, 2009

Como comer legumes quando não se gosta mesmo nada de legumes

Tenho de comer legumes, agora mais do que nunca. O problema é que consigo contar com os dedos de uma mão aqueles que consigo comer sem disfarces e sem me vir o vómito à garganta. Que não é uma coisa bonita, que não é.
Pois bem, posso dizer que como alface sem qualquer problema, tomate, cenouras e outras folhas como agrião, rúcula ou espinafre desde que seja em cru, numa salada. Esqueçam os pepinos, pimentos e as cebolas (então esta última, não a posso ver nem pintada, mil vezes argh, com todo o respeito).
Acontece que não estou imune à toxoplasmose e tenho de ter cuidados redobrados. Ou seja, o ideal mesmo é conseguir comer vegetais cozidos. E aqui é que a porca torce ainda mais o rabo, porque verdade verdadinha, e aqui só para nós, se eu for a pensar bem, não consigo comer nenhum deles. A solução passa por sopas totalmente em creme e por receitas que eu invento para comer legumes cozinhados que não saibam a legumes cozinhados. Por exemplo, brócolos e couve-flor são regados a limão, bechamel, noz moscada e queijo ralado por cima para conseguirem ter entrada garantida na minha boca. Espinafres e coisas do género verde escura, só mesmo em versão esparregado com muito alho e vinagre. Ah, e consigo também comer espargos de conserva, desde que disfarçados com sal e limão.
E como eu gostava de comer os vegetais à maluca como se não houvesse amanhã. Como me sabia tão bem acompanhar tudo e mais alguma coisa com couve lombardo, nabo cozido ou beringela. Como eu gostava de mergulhar em grão com bacahlau, feijão com carne ou ervilhas com chouriço. Que bom aspecto esses pratos têm e tão mal me sabem. Como eu gostava.

quinta-feira, abril 02, 2009

Que nojo

Estava muito contente com uns ténis da Adidas que o meu gajo me deu, até ter poisado os pés em cima de uma cadeira do trabalho. É que só aí reparei que elss são azul-Impala. Argh!

quarta-feira, abril 01, 2009

Mas porque raio eles não gostam de ver o Dr. Phill, o Supermodels, a Oprah, a Tyra, a Betty Feia, as Feiticeiras ou o Extreme Makeover? Valha-me ele alinhar sempre no Jamie at Home e ter conseguido com que se rendesse ao Skins, na MTV. Esta série é mesmo boa, não é? Ao jeito de Facebook, Anette gosta disso!

quarta-feira, março 25, 2009

Abaixo o chão preto

Não, não tem nada a ver com o que a minha sogra diz e que é mais ou menos: "Ai filha o chão preto não, que vê-se a sujidade toda e depois não fazes outra coisa senão limpar". Vem este texto protestar contra o chão preto e brilhante nas casas de banho públicas. No Cascais Shopping, por exemplo, o chão é desses e as divisórias de uns sanitários para outros são daqueles que não vêm até ao chão. Resultado? Estamos a fazer chichi e a ver a patareca da vizinha do lado através dos reflexos no chão brilhante. E como nós vemos, a vizinha também vê a nossa. É muito desagradável, pois que é. Tento nas modernices senhores.

terça-feira, março 24, 2009

A duas dos três

E porque é que ainda me faltam duas semanas para os três meses de gravidez e já tenho uma barriga de cinco e até já me dão o lugar na fila do supermercado e eu ainda nem estou de três meses. Ai Jesus, que medo do barrigão que me está para aqui a crescer feito maluco.

segunda-feira, março 23, 2009

Censura

A minha empresa faz censura. Na minha empresa controlam-nos o correio electrónico e estão sempre a impor home pages para a Internet com os sites da casa. Bloquearam o hotmail, cancelaram o chat do gmail e agora estão a dificultar as comunicações no chat do facebook. Fazem tudo isto sem darem a cara. Mexem nos computadores das pessoas a partir de uma sala escura que existe no último piso do edifício e controlam tudo o que fazemos. À volta não existem cafés, não se pode sair à rua entre as dez e as cinco e meia, os telefones não têm linha exterior e se nos acontece alguma coisa estamos para aqui esquecidos, sem comunicações e amordaçados.

domingo, março 22, 2009

Vida injusta

Hoje é domingo e estou a trabalhar. É uma verdade triste, mas alguém tem de tocar o barco para a frente. Pena é que não tenha direito a folga, ou seja, amanhã cá estarei de novo, e depois, e depois, e depois, e depois. O fim-de-semana não foi bom, começando pelo facto de se ter confinado ao dia de ontem. A sexta-feira terminou muito mal e por isso o sábado arrancou a meio gás. E para animar ainda mais tudo isto, um jogo de futebol ingrato, com roubos à má fila, a fazer-me lembrar que, por agora, vou ter de continuar a lidar com todo o tipo de injustiça.

segunda-feira, março 16, 2009

Isto de decorarem as salas de espera de obstetrícia com aquelas fontezinhas zen é muito bonito, mas as quedazinhas de água não acalmam nada as grávidas que se esforçam por esquecer que estão sempre com vontade de urinar.

E venham de lá esses dois bebés fortes e rijos que eu e o meu gajo não fizemos a coisa por menos. Aliás, como disse minha amiga e colega de blog Gui, a Oliveira (o meu apelido) não se ficou pela azeitoninha, mas por um verdadeiro olival. Pois que cresça muito vistoso.

quarta-feira, março 11, 2009

Compaixão para com a mulher que está grávida


Os dois no carro, à saída do espectáculo Os Produtores.
Eu - Então, gostaste?
Ele - Adorei. O Manuel Marques e o Rodrigo Saraiva vão mesmo bem.
Eu - E da Rita Pereira, o que é que achaste? Achas que ela é bem feitinha?
Ele - Nem reparei no corpo dela, estive assim mais atento às falas.

Não é muito bom?