Depois do desafio lançado pela Leididi ( O Blog do Desassossego ), cá vai:
«Cada bloguista participante tem de enunciar cinco manias suas, hábitos muito pessoais que os diferenciem do comum dos mortais. E além de dar ao público conhecimento dessas particularidades, tem de escolher cinco outros bloguistas para entrarem, igualmente, no jogo, não se esquecendo de deixar nos respectivos blogs aviso do ‘recrutamento’. Ademais, cada participante deve reproduzir este ‘regulamento’ no seu blog.»
1. Tenho a mania das listas (ver arquivos de Abril.2005 )
2. Tenho a mania dos provérbios (ver Ventoinha à sexta-feira )
3. Tenho a mania de dar a minha opinião quando não ma pedem
4. Tenho a mania de não gostar de futebol e ainda assim ser do Sporting
5. Tenho a mania de ficar à espera que a Ana também conte as suas manias
E porque também tenho a mania de não saber pôr links, aqui estão os cinco blogs a quem relanço o T.P.C. :
- GranMarta, Sergonov e QZ do Venteca
- Jubi do Pontapé de Canto e Jubi or not Jubi
- Kurtinaitis, Mr Wood e Plasma do Scratch the Mikas
- Lobo do Do Caminhar
- Carneiro do Minimal Karn (www.carneirodixit.blogspot.com )
Espaço sobre tudo e mais alguma coisa, que isto de ter cantinhos muito específicozinhos sobre coisinhas pode ser, vá, esquisito
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segunda-feira, março 13, 2006
sexta-feira, março 10, 2006
Iniciativa privada com alguma piada
Sente-se que algo está a mudar quando alguém faz obras num prédio perto da estação de comboios e lhe chama "Amadora Palace".
(mesmo não existindo qualquer referência ao número de estrelas e a cervejaria do lado manter orgulhosamente a porta aberta ao cheiro da febra e do courato)
(mesmo não existindo qualquer referência ao número de estrelas e a cervejaria do lado manter orgulhosamente a porta aberta ao cheiro da febra e do courato)
quinta-feira, março 09, 2006
Barracada à Oliveira
Estava há pouco tempo no meu novo emprego quando me chamam ao telefone.
Era o médico da empresa, tinha de ir à consulta para poder assinar contrato e aquelas coisas... Ainda ao telefone: "Doutor eu não sei onde fica o seu gabinete". Do outro lado resposta pronta: "Não há problema. Sabe onde é o refeitório?" (Sim, é verdade, a minha empresa tem cantina e quando lá almoçamos passamos um cartão e descontam-nos a refeição directamente do ordenado!) "Sabe onde é o refeitório? Então encontramo-nos lá que eu vou ter consigo".
Ao chegar à cantina vejo o médico a aproximar-se de bata branca. Caminho em sua direcção com o ar mais saudável do mundo e já de mão estendida: "Doutor...". Uma abanar de cabeça acompanhado de: "Não não, eu sou o cozinheiro".
Ups!
Era o médico da empresa, tinha de ir à consulta para poder assinar contrato e aquelas coisas... Ainda ao telefone: "Doutor eu não sei onde fica o seu gabinete". Do outro lado resposta pronta: "Não há problema. Sabe onde é o refeitório?" (Sim, é verdade, a minha empresa tem cantina e quando lá almoçamos passamos um cartão e descontam-nos a refeição directamente do ordenado!) "Sabe onde é o refeitório? Então encontramo-nos lá que eu vou ter consigo".
Ao chegar à cantina vejo o médico a aproximar-se de bata branca. Caminho em sua direcção com o ar mais saudável do mundo e já de mão estendida: "Doutor...". Uma abanar de cabeça acompanhado de: "Não não, eu sou o cozinheiro".
Ups!
segunda-feira, março 06, 2006
Vícios impossíveis (dava um bom título para um filme)
Sou completamente viciada em televisão. Acho que já tinha disto isto aqui (deve ter sido para aí há um ano - que bom poder dizer isto, o blog já fez um aninho...sniff), bom... acho que já tinha dito isto aqui mas o que ainda não tinha dito, ou se calhar já (para aí há um ano também) é que só tenho quatro canais. Exactamente, não são quarenta, são quatro canais! Eu sei, já é suficientemente triste alguém ser viciado em televisão (nem dá moca nem deixa dar), para ainda por cima matar o vício com a RTP 1, a 2:, a SIC e a TVI.
O meu prato favorito é basicamente tudo o que mexa e tenha legendas no rodapé. Tudo o resto é lixo. Acontece que estas coisas com legendas passam normalmente a horas tardias. Como tenho de me levantar cedo e não aguento muitas noitadas (fico com dores de cabeça, agoniada, com tonturas, ou seja, fico com todos os sintomas de grávida mas sem estar), faço por dormir cedo porque preciso invariavelmente de oito a nove horas de sono. Então chega ali uma hora que é um verdadeiro suplício. Sou eu a querer ver as coisas com legendas e assim matar o vício e sou eu a ver que já só tenho sete horas e vinte e dois minutos para dormir.
Por exemplo, ao fim-de-semana irrito-me sempre porque tenho muito mais horas disponíveis para ver televisão mas acabo sempre por adormecer porque não consegui dormir até mais tarde porque acordo todos os dias à mesma hora e o meu organismo já se habituou a estes horários e então mesmo que queira ficar na cama até mais tarde não consigo e irrito-me porque depois à noite tenho sono e não posso outra vez ver as legendas que eu gosto. Ufa!
Isto tudo porque estão a começar os Óscares. Como eu gostava de ver tudo, tudo até ao fim... e amanhã não acordar completamente grávida.
O meu prato favorito é basicamente tudo o que mexa e tenha legendas no rodapé. Tudo o resto é lixo. Acontece que estas coisas com legendas passam normalmente a horas tardias. Como tenho de me levantar cedo e não aguento muitas noitadas (fico com dores de cabeça, agoniada, com tonturas, ou seja, fico com todos os sintomas de grávida mas sem estar), faço por dormir cedo porque preciso invariavelmente de oito a nove horas de sono. Então chega ali uma hora que é um verdadeiro suplício. Sou eu a querer ver as coisas com legendas e assim matar o vício e sou eu a ver que já só tenho sete horas e vinte e dois minutos para dormir.
Por exemplo, ao fim-de-semana irrito-me sempre porque tenho muito mais horas disponíveis para ver televisão mas acabo sempre por adormecer porque não consegui dormir até mais tarde porque acordo todos os dias à mesma hora e o meu organismo já se habituou a estes horários e então mesmo que queira ficar na cama até mais tarde não consigo e irrito-me porque depois à noite tenho sono e não posso outra vez ver as legendas que eu gosto. Ufa!
Isto tudo porque estão a começar os Óscares. Como eu gostava de ver tudo, tudo até ao fim... e amanhã não acordar completamente grávida.
sábado, março 04, 2006
Pontuação II
. A vírgula tem quase tanta incerteza como o ponto de interrogação. Nunca sabe bem onde se deve encostar, se com o advérbio ou perto do substantivo, sabendo de antemão que com o verbo nem pensar! Na proximidade do ponto e vírgula fica nervosa e as reticências deixam-na em suspenso...
Luas de Março
Quarto Crescente - Dia 06 às 20h16
Lua Cheia - Dia 14 às 23h35
Quarto Minguante - Dia 22 às 19h11
Lua Nova - Dia 29 às 10h15
(Mas se preferirem as Águas de Março, também se arranjam..)
Lua Cheia - Dia 14 às 23h35
Quarto Minguante - Dia 22 às 19h11
Lua Nova - Dia 29 às 10h15
(Mas se preferirem as Águas de Março, também se arranjam..)
sexta-feira, março 03, 2006
Pontuação
. Às vezes chego à conclusão que as reticências não eram... senão um ponto final. Ou, pelo contrário, que o ponto final afinal era uma coisa que tal-vez.
Charcutaria
. Passo vidas a encher, a encher... a encher chouriços e a engolir sapos, e sabem deus e o diabo quantas as vezes em que rio para não chorar. Por isso tenho cada vez menos paciência para que me lamuriem ao tímpano. Custa a todos, meus amigos.
. Guarnece-se da vontade ainda pura a tripa da pele e em seguida bota-se ao fumeiro. O segredo de saber quando está no ponto certo reside na dita maturidade.
. Colocavam bombas que não eram de Carnaval nos cintos anónimos tal qual quem constrói sem malícia flautas de Pã com canas; como quem seca presuntos logo depois da matança mesmo não comendo porco. A razão de ser era um bocado indiferente até para o profeta; bastavam umas caricaturas.
. Que venha, que venha
O tempo da apanha
E mais uma manha
P’ra minha gadanha.
. Guarnece-se da vontade ainda pura a tripa da pele e em seguida bota-se ao fumeiro. O segredo de saber quando está no ponto certo reside na dita maturidade.
. Colocavam bombas que não eram de Carnaval nos cintos anónimos tal qual quem constrói sem malícia flautas de Pã com canas; como quem seca presuntos logo depois da matança mesmo não comendo porco. A razão de ser era um bocado indiferente até para o profeta; bastavam umas caricaturas.
. Que venha, que venha
O tempo da apanha
E mais uma manha
P’ra minha gadanha.
quinta-feira, março 02, 2006
CANÇÃO DA MAIS ALTA TORRE
«
Que venha, que venha
O tempo da apanha.
Eu esperei tanto
Que tudo esqueci.
As raivas, o pranto
Acabam-se aqui.
E uma sede langue
Escurece-me o sangue.
Que venha, que venha
O tempo da apanha.
Como o descampado
De flores de abandono
Coberto, deixado
Ao incenso e ao sono,
Para voos atrozes
De moscas ferozes.
Que venha, que venha
O tempo da apanha.
»
Jean-Arthur Rimbaud (1854-1891)
Iluminações / Uma Cerveja no Inferno
(tradução de Mário Cesariny)
Que venha, que venha
O tempo da apanha.
Eu esperei tanto
Que tudo esqueci.
As raivas, o pranto
Acabam-se aqui.
E uma sede langue
Escurece-me o sangue.
Que venha, que venha
O tempo da apanha.
Como o descampado
De flores de abandono
Coberto, deixado
Ao incenso e ao sono,
Para voos atrozes
De moscas ferozes.
Que venha, que venha
O tempo da apanha.
»
Jean-Arthur Rimbaud (1854-1891)
Iluminações / Uma Cerveja no Inferno
(tradução de Mário Cesariny)
sábado, fevereiro 25, 2006
Acta da Assembleia geral do Carnaval que tal (se tivesse acontecido)
Mas eis que tudo se inverte como que por magia... e o carnaval que tal acontece! A Ana toma um café duplo com Frangélico e natas, melhora da constipação e aparece com o Jubi, que trocou o turno com o colega médico ucraniano. O Sergonov, chateado por não ir ajudar o irmão nas mudanças como tinha prometido, pega-se numa venteca encalorada Benfica-Sporting com a GranMarta. Os Ventoinhas são chamados para arrefecer os ânimos. O GranPestana aparece como que por milagre mas só deita a sua GranPestana para a Lísia, a tentar adivinhar qual o modelo que ela escolheu para o vestido de noiva. Entretanto chega o Lobo a afiar as garras e a uivar para os presentes. Mais uma vez é solicitada a intervenção dos Ventoinhas que actuam eficientemente no refrescar das ideias. A Rita confidencia-me que deviam ter ido ter com o casal amigo da passagem de ano. A Pipoca deixou o salero em Espanha e aparece mais doce que nunca. De repente apercebo-me que faltam amigos e coisas que tal. Os Polacos são impedidos de entrar já que as suas cabeças não passam nas ombreiras das portas. Descubro que o Carneiro foi passar o Carnaval que tal à terra natal e que o Vodka7 já vai no 8º e por isso não atende o telefone. Os Virilhas de Platina também acabam por aparecer pois qualquer altura é boa para coçar a micose. Quase no final da festa aparece a Leididi e é aí que se instala a confusão total, pois todos a julgavam morta num túnel lá para os lados de Paris. Só no dia seguinte venho a saber que a Mary também lá estava, só que escondida atrás da máquina fotográfica, e que o QZ também marcou presença mas como foi o único que foi mascarado não reconheceu nenhum dos convivas. Eu acabei por ir apanhar um táxi porque vou trabalhar amanhã, mas quando chegar a casa se calhar ainda vos dedico um post a todos. Até ao 2º aniversário!!
Pessoal, não apareçam no Carnaval que tal!
A companheira Ana está constipada, os gregos foram para Tróia e os troianos para a Grécia, portanto o convívio vai ficar adiado para outras núpcias. Alguma reclamação... não é comigo, ok?
quarta-feira, fevereiro 22, 2006
Piadinha espanhola que eu gosto e que se não me engano me foi contada pelo Jubi há um bom par de anos
- Hola! Yo soy de Paraguay y vengo aquí para comer tu mujer...
- Para qué??
- Paraguay.
- Para qué??
- Paraguay.
terça-feira, fevereiro 21, 2006
Carnaval que tal
Fez no dia 17 um ano que a Ana escreveu neste blog "A estreia" do Coisas que tal prespectivando um Espero que seja o início de uma longa viagem cheia de coisas boas (acho que podemos dizer que foi mesmo!) Também foi na passada sexta-feira que me tornei numa verdadeira balzaquiana. (Obrigada à Tacha, a ÚNICA a dar-me os parabéns virtuais ;-). E é neste clima punjente de comemorações que surje a festarola do Carnaval que tal... para assinalar o 1º aniversário e reunir a Liga dos amigos deste humilde blog. Convoca-se toda a Assembleia Geral a comparecer no Sábago, 25, pelas 10 da noite para convívio no Bicaense. Quem quiser pode ir mascarado, haverá prémio para o melhor e castigos para quem não aparecer. Até lá!
Meteorologia
. O poema encontrou as rimas no arco-íris de um dia ora nublado ora risonho. Instalou-se de armas e bagagens no movimento do cotovelo à mão que segura a caneta. Foi desenhando linhas curtas, porém os versos terminaram quando principiou a chover. Sentou-se então à espera da Primavera.
. Evaporar, condensar, cair como chuva, correr nos leitos dos rios e na lama dos caminhos, é o destino cíclico de uma gota de água. Tal e qual a vida dos sentimentos.
. Paixão é trovoada, raios e coriscos, descargas eléctricas e arrepios na espinha, o coração a resfolegar como se trovão. Depois da tempestade vem mesmo a bonança?
. Tirem-me por favor este Inverno das costas. Adivinho-me uma velha com reumatismo.
. Evaporar, condensar, cair como chuva, correr nos leitos dos rios e na lama dos caminhos, é o destino cíclico de uma gota de água. Tal e qual a vida dos sentimentos.
. Paixão é trovoada, raios e coriscos, descargas eléctricas e arrepios na espinha, o coração a resfolegar como se trovão. Depois da tempestade vem mesmo a bonança?
. Tirem-me por favor este Inverno das costas. Adivinho-me uma velha com reumatismo.
quarta-feira, fevereiro 15, 2006
Isto é bonito
Ontem foi dia dos namorados. Passei o dia todo a ver passar rosas, corações de peluche, cuecas fio dental a dizer "esta é a tua noite", enfim... uma panóplia de coisas verdadeiramente lamechas e até ordinaronas. Mas a caminho de casa, apareceu a coisa mais linda de todas.
Entre as curvas sinuosas que ligam Mafra à Póvoa de Cima iam aparecendo cartolinas penduradas nas árvores com palavras soltas. Ao início não estava a perceber nada daquilo, mas depois de alguns quilómetros, as cartolinas foram fazendo sentido: E é amar-te....... assim ........ perdidamente.....é seres.....". E fiquei por aqui, o poema devia continuar para lá da Póvoa. Não é bonito?! Houve um maluco ou uma maluca qualquer que decidiu pendurar estas palavras no percurso para casa da sua cara-metade. Isto é bem bonito... ainda estou toda arrepiada.
Entre as curvas sinuosas que ligam Mafra à Póvoa de Cima iam aparecendo cartolinas penduradas nas árvores com palavras soltas. Ao início não estava a perceber nada daquilo, mas depois de alguns quilómetros, as cartolinas foram fazendo sentido: E é amar-te....... assim ........ perdidamente.....é seres.....". E fiquei por aqui, o poema devia continuar para lá da Póvoa. Não é bonito?! Houve um maluco ou uma maluca qualquer que decidiu pendurar estas palavras no percurso para casa da sua cara-metade. Isto é bem bonito... ainda estou toda arrepiada.
terça-feira, fevereiro 07, 2006
sábado, fevereiro 04, 2006
Histórias verídicas cá da minha terra II
Depois do almoço, os meus pais vão sempre beber um cafezinho aqui ao café da zona que é o "Bolinhas". Ontem, lá estavam eles a beber a sua chavenazita quando aparece uma senhora que eles já conheciam aqui da zona, mas com a qual não tinham assim muita confiança.
A conversa começou e, para não ser indelicada, a minha mãe convidou a dita senhora a sentar-se. Lá começaram a falar, dos filhos, do tempo, das casas... Ela queria saber onde é que era exactamente a casa dos meus pais e tal...
Bom, enquanto a conversa se desenrolava na mesa, o dono do café, o senhor João, ia olhando de soslaio, mas bem atento ao que se estava ali a passar. Entretanto, a dita vizinha continuava sem perceber onde é que nós morávamos.
A minha mãe, para ir despachando a tarde, pediu licença e foi ao mini-mercado (que é dentro do café), e estava lá junto a uma preteleira quando o senhor João se chega devagarinho ao pé dela e começa: "Eu não gosto de estar neste papel, mas não me sinto bem se não vos avisar de uma coisa. É que a senhora que está sentada agora na mesa com o seu marido é doente... ela rouba as chaves de casa das pessoas para lá ir e roubar coisas. Está sempre a acontecer".
Um frio corre pela espinha da minha mãe enquanto de pescoço esticado vê o meu pai ainda na mesa a desdobrar-se em gestos para explicar da melhor forma onde é que a casa fica. Ao lado da chávena repousa incólume a frágil e ingénua chave. A minha mãe corre para lá e faz um daqueles olhares ao meu pai que só os casais que estão há mais de trinta anos juntos entendem e o meu ele lá se levanta despedindo-se da vizinha e agarrando na chave sem perceber que estava prestes a entregar o recheio da sua casa à maluca da Póvoa de Baixo.
Medo! Muito medo!
A conversa começou e, para não ser indelicada, a minha mãe convidou a dita senhora a sentar-se. Lá começaram a falar, dos filhos, do tempo, das casas... Ela queria saber onde é que era exactamente a casa dos meus pais e tal...
Bom, enquanto a conversa se desenrolava na mesa, o dono do café, o senhor João, ia olhando de soslaio, mas bem atento ao que se estava ali a passar. Entretanto, a dita vizinha continuava sem perceber onde é que nós morávamos.
A minha mãe, para ir despachando a tarde, pediu licença e foi ao mini-mercado (que é dentro do café), e estava lá junto a uma preteleira quando o senhor João se chega devagarinho ao pé dela e começa: "Eu não gosto de estar neste papel, mas não me sinto bem se não vos avisar de uma coisa. É que a senhora que está sentada agora na mesa com o seu marido é doente... ela rouba as chaves de casa das pessoas para lá ir e roubar coisas. Está sempre a acontecer".
Um frio corre pela espinha da minha mãe enquanto de pescoço esticado vê o meu pai ainda na mesa a desdobrar-se em gestos para explicar da melhor forma onde é que a casa fica. Ao lado da chávena repousa incólume a frágil e ingénua chave. A minha mãe corre para lá e faz um daqueles olhares ao meu pai que só os casais que estão há mais de trinta anos juntos entendem e o meu ele lá se levanta despedindo-se da vizinha e agarrando na chave sem perceber que estava prestes a entregar o recheio da sua casa à maluca da Póvoa de Baixo.
Medo! Muito medo!
sexta-feira, fevereiro 03, 2006
HÁS-DE aprender
Se há erro do português que me enerva profundamente* é este:
- Epá, "há-des" ver aquele filme...
(ou pior ainda, escrito como já li)
- "Ades" ouvir aquele som...
Não é assim, porra! Verbo haver: eu hei, tu hás, logo HÁS-DE quando se usa a forma na segunda pessoa. Do mesmo modo, o verbo haver = existir, logo não se pode escrever "ontem há tarde" ou coisas do género, mas dizer "há dois anos" está correcto. Por favor, mais atenção! E já agora: "Hades" é a divindade grega dos infernos...
* HÁ muitos outros erros que me irritam... e até pode começar aqui uma rubrica ao melhor estilo Edite Estrela; solicitam-se contribuições citando os erros ortográficos mais frequentes
- Epá, "há-des" ver aquele filme...
(ou pior ainda, escrito como já li)
- "Ades" ouvir aquele som...
Não é assim, porra! Verbo haver: eu hei, tu hás, logo HÁS-DE quando se usa a forma na segunda pessoa. Do mesmo modo, o verbo haver = existir, logo não se pode escrever "ontem há tarde" ou coisas do género, mas dizer "há dois anos" está correcto. Por favor, mais atenção! E já agora: "Hades" é a divindade grega dos infernos...
* HÁ muitos outros erros que me irritam... e até pode começar aqui uma rubrica ao melhor estilo Edite Estrela; solicitam-se contribuições citando os erros ortográficos mais frequentes
quarta-feira, fevereiro 01, 2006
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