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quarta-feira, junho 18, 2008

Há anos que não me acontecia

Ontem tive uma discussão daquelas enooooooormes com uma pessoa que é mais conhecida do que amiga. É do meu trabalho, mas chegámos a ter uma relação minimamente próxima e a ir a festivais em conjunto e tudo. Foi uma coisa absolutamente horrível, com gritos pelo meio, e que acabou com acusações tão feias, mas tão feias à minha pessoa que senti uma vontade enorme de lhe bater.
Não sei o que é que naquele momento me agarrou à razão, mas a verdade é que estive a milímetros de agredi-la brutalmente, face a todas as injustiças e barbaridades que estava para ali a dizer. Isto já não me acontecia há anos. A última vez andava eu no quinto ano do ciclo. Na minha turma havia uma rapariga muito irritante e que me tirava do sério. Não sei se era por ser um pouco atrasada, eu penso que não porque sempre fui muito tolerante com a deficiência... Houve um dia que tivemos um furo e ela não me largou. Andava ali à minha volta sempre a martelar-me "nham nham nham" e a picar-me os miolos. De tal maneira que às tantas passei-me e voei em direcção a ela para lhe puxar os vcabelos (típico de gaja). Andávamos ali naquela luta quando me comecei a aperceber que estava mais a levar na tromba do que a dar. Tive de dar a luta por terminada porque já estava mesmo a ficar em desvantagem. Escusado será dizer que fui motivo de chacota na escola por ter perdido na luta com a Mónica, a retardada.
Ontem senti esse ímpeto de novo. Mas provavelmente o meu inconsciente lembrou-se desse episódio da adolescência e recuou. Hoje reconheço que o melhor que eu fiz foi mesmo não partir para a violência, mas uma coisa é garantida: eu ia ganhar esta luta!

2 comentários:

Paula disse...

Acho que fizeste muito bem, porque por mais que às vezes nos apeteça bater em certas pessoas ( e às vezes apetece e muito), quando chegamos à violência, perdemos a razão toda.
Deixa lá!
Os mentirosos e caluniadores, depressa são apanhados!
:)
Bjs!

Gui disse...

Aqui está a adenda ao post anterior: tu não foste ter com as "coisas", mas elas vieram ter contigo ;-)