Espaço sobre tudo e mais alguma coisa, que isto de ter cantinhos muito específicozinhos sobre coisinhas pode ser, vá, esquisito
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segunda-feira, junho 22, 2009
sexta-feira, junho 19, 2009
A segunda opinião
Em busca de uma segunda opinião para o dossiê "gémeos em que um dos fetos tem pouco líquido amniótico" fui a um dos maiores cromos em ecografias do pedaço. Tirando o facto de quase ter deixado escapar uma lágrima quando foi a hora de pagar (caro mesmo, enfim), eu e pai das crianças saímos do consultório bastante descansados. O cromo da bola é da opinião que os dois babys estão óptimos e que não há qualquer sinal de alerta para se proceder ao feticídio de um deles. O importante é vigiar. E pronto. Depois de uma depressão de uma semana, o meu coração recomeçou a bater com ritmo de samba, este calor voltou a ser maravilhoso, o sofá é de novo o meu melhor companheiro, a canja do maridão parece que sabe a pato e as minhas maminhas não estão enormes e assassinas, estão, digamos, encorpadas. E com este espírito, ou muito me engano, ou hoje ainda vou soltar umas gargalhadas a ver o Preço Certo. Ou isso, ou vou cantar alegremente quando começar o anúncio do sumo Sunny, que é assim numa praia ao estilo Marés Vivas, onde uma voz off com sotaque brasileiro grita e canta "SUNNYYYYYYYYY, o mélhórr rêfrescu pára txiiii".
quarta-feira, junho 17, 2009
Procura-se cozinheira
Ele é um querido e não o trocava por nada deste mundo. Mas a verdade é que o marido não tem - há que dizê-lo - muito jeito para as coisas da cozinha. Eu, que estou em repouso absoluto e por isso impossibilitada de mergulhar nos meus habituais e brilhantes devaneios culinários, fico à mercê do que ele carinhosamnete se esforça por confeccionar. E aqui entre nós, que ninguém nos lê, é assim, uma semana eu aguento, agora mais não sei. É que daquelas panelas só sai canja, hamburgueres e bifes e eu não sei se aguento esta variedade na ementa por muito mais tempo. Não há por aí um avental amigo que queira fazer umas visitas cá a casa para deixar uns tupperwares prontos a aquecer, não? Pleeeeease, pagamos bem.
Obrigada à também ela grávida Cocó na Fralda que atribuiu a este espaço um prémio muito querido e simpático. Bem que estranhei quando hoje fui ver as audiências, tinham disparado.
Obrigada à também ela grávida Cocó na Fralda que atribuiu a este espaço um prémio muito querido e simpático. Bem que estranhei quando hoje fui ver as audiências, tinham disparado.
Sobrinhos
Catarina, 5 anos e meio:
- Ó Mi, porque é que tomas cigarros? Não sabes que fazem os pulmões pretos?
- Pois é…
- …?
Sou tia de muitos sobrinhos, dos Batista e dos Amigos. A Joana ainda só abana a mão em frente ao nariz e diz: Caca. É lindo vê-los crescer.
E daqui mando força, beijinhos e abracinhos para a Anette e o Zé, que vão trazer mais sobrinhos para nos animar a vida!
- Ó Mi, porque é que tomas cigarros? Não sabes que fazem os pulmões pretos?
- Pois é…
- …?
Sou tia de muitos sobrinhos, dos Batista e dos Amigos. A Joana ainda só abana a mão em frente ao nariz e diz: Caca. É lindo vê-los crescer.
E daqui mando força, beijinhos e abracinhos para a Anette e o Zé, que vão trazer mais sobrinhos para nos animar a vida!
As minhas vinhas da ira
Irrita-me este revivalismo dos ABBA, é certo que me recorda a infância mas nem assim me apazigua os tímpanos. Aliás irritam-me revivalismos em geral, da moda à música; agora os 80’s já foram, revivamos alegremente os 90’s?… gente, ainda não passou uma década completa sequer!
Será que dá para mergulhar no passado seriamente e daí retirar ensinamentos, sem ser de coisas à toa, talvez a década de 30?
Será que dá para mergulhar no passado seriamente e daí retirar ensinamentos, sem ser de coisas à toa, talvez a década de 30?
terça-feira, junho 16, 2009
Já estive melhor
Sim. Confesso. As coisas não estão fáceis aqui para as minhas bandas. A situação mantém-se mais ou menos igual (um dos bebés tem pouco líquido amniótico e os médicos não me sabem dizer se irá ter sequelas ou não), mas o meu espírito positivo e a minha boa disposição vão sucumbindo a esta vida de sofá, às dúvidas, à ansiedade de não conhecer o desfecho desta história.
A minha cabeça sente-se um pouco cansada, ando meia triste, muito chorona e tenho medo de me afeiçoar a bebés que podem nem vir a nascer. É o que oiço dos médicos de cada vez que lá vou. Que isso pode acontecer. Estou com quase seis meses de gravidez e a minha barriga está enorme. Os bebés dão muitos pontapés, fazem questão de se fazer notar e eu rendo-me a esta magia que vai crescendo na minha barriga com uma angústia enorme do cenário se alterar de um momento para o outro. Os nomes estão escolhidos, mas o quarto continua por decorar e contam-se pelos dedos as roupas já compradas. Não haverá por aí uma bolita de cristal aqui para esta menina, não?
A minha cabeça sente-se um pouco cansada, ando meia triste, muito chorona e tenho medo de me afeiçoar a bebés que podem nem vir a nascer. É o que oiço dos médicos de cada vez que lá vou. Que isso pode acontecer. Estou com quase seis meses de gravidez e a minha barriga está enorme. Os bebés dão muitos pontapés, fazem questão de se fazer notar e eu rendo-me a esta magia que vai crescendo na minha barriga com uma angústia enorme do cenário se alterar de um momento para o outro. Os nomes estão escolhidos, mas o quarto continua por decorar e contam-se pelos dedos as roupas já compradas. Não haverá por aí uma bolita de cristal aqui para esta menina, não?
segunda-feira, junho 15, 2009
Estações que tal
Uma estação de comboios à tarde. Três miúdos, que suponho entre os 19 e 20 anos, a rodar entre si um papel amarelo povoado de exercícios. De quando em quando conversam, num emaranhado de primitivas, derivadas direccionais e funções vectoriais. Às tantas vira-se um e diz:
- Deu muito trabalho mas começo a ter raciocínio geométrico, quando olho para um exercício já quase que o resolvo automaticamente…
Rio-me para dentro durante muito tempo.
Se calhar tinha sido boa ideia ir às aulas de Álgebra Linear e Geometria Analítica, ao invés de calcorrear as festas das faculdades e os alfarrabistas da baixa portuense.
- Deu muito trabalho mas começo a ter raciocínio geométrico, quando olho para um exercício já quase que o resolvo automaticamente…
Rio-me para dentro durante muito tempo.
Se calhar tinha sido boa ideia ir às aulas de Álgebra Linear e Geometria Analítica, ao invés de calcorrear as festas das faculdades e os alfarrabistas da baixa portuense.
sábado, junho 13, 2009
Esplanadas que tal
Uma esplanada à tarde. Três miúdas, que suponho entre os 17 e 18 anos, a estudar para um teste de Português. Uma vai lendo alto numa espécie de sebenta parágrafos a fio sobre os heterónimos. De quando em quando conversam, numa confusão com o próprio do Pessoa. Às tantas vira-se uma e diz:
- Deixa lá ver se eu estou a perceber... o Alberto Caeiro era tipo um hippie, aquilo da natureza, ya?
Rio-me para dentro durante muito tempo.
Afinal de contas, Cristo também foi o primeiro comunista, ya?
- Deixa lá ver se eu estou a perceber... o Alberto Caeiro era tipo um hippie, aquilo da natureza, ya?
Rio-me para dentro durante muito tempo.
Afinal de contas, Cristo também foi o primeiro comunista, ya?
segunda-feira, junho 08, 2009
A luz ao fundo do túnel
(Não, não vou falar do meu umbigo que era profundo e agora já não é, mas sim em como um livro perdido numa das estantes da Fnac pode mudar a nossa vida)
Eu já gostava da Fnac e agora ainda mais. Pois foi ali que descobri que o nome Tomás quer dizer gémeo. Houve lá maneira mais fácil e ternurenta de convencer o pai das crianças a aceitar esse nome para um dos babys? Pois que foi canja.
E pronto, agora só falta o nome do mano. O pai quer Rodrigo, nome pelo qual não morro de amores, até por usar muito a expressão "deixa-te lá de rodriguices" quando me refiro a pessoas que estão a complicar em demasia. Gosto muito de Vasco, mas aborrece-me o diminutivo a que será quase impossível escapar que é a do Vasquinho. Depois? Bom, depois gosto de imensos outros nomes que o pai nem vê-los. Adoro Duarte, Guilherme, Jaime, Afonso, Vicente, Dinis. Ai, que preciso aí de outro golpe de sorte.
Balanço: estou de cinco meses e meio de gravidez. Bebé que nos tem dado dores de cabeça continua com menos líquido que o mano, mas o suficiente para se continuar a desenvolver normalmente. Estão com 60 gramas de diferença no peso e as ecografias repetem-se de semana a semana. Já os sinto a mexer muito e ontem, pela primeira vez, pai sentiu um dos pontapés.
Eu já gostava da Fnac e agora ainda mais. Pois foi ali que descobri que o nome Tomás quer dizer gémeo. Houve lá maneira mais fácil e ternurenta de convencer o pai das crianças a aceitar esse nome para um dos babys? Pois que foi canja.
E pronto, agora só falta o nome do mano. O pai quer Rodrigo, nome pelo qual não morro de amores, até por usar muito a expressão "deixa-te lá de rodriguices" quando me refiro a pessoas que estão a complicar em demasia. Gosto muito de Vasco, mas aborrece-me o diminutivo a que será quase impossível escapar que é a do Vasquinho. Depois? Bom, depois gosto de imensos outros nomes que o pai nem vê-los. Adoro Duarte, Guilherme, Jaime, Afonso, Vicente, Dinis. Ai, que preciso aí de outro golpe de sorte.
Balanço: estou de cinco meses e meio de gravidez. Bebé que nos tem dado dores de cabeça continua com menos líquido que o mano, mas o suficiente para se continuar a desenvolver normalmente. Estão com 60 gramas de diferença no peso e as ecografias repetem-se de semana a semana. Já os sinto a mexer muito e ontem, pela primeira vez, pai sentiu um dos pontapés.
quarta-feira, junho 03, 2009
Coisas que agora sei que devia ter feito antes de engravidar
Apesar dos sobressaltos, estou a adorar estar grávida. Mas são várias as vezes ao longo do dia em que me lembro de coisas que devia ter feito antes de estar em estado de graça. E são elas:
- Ter feito um seguro de saúde. Ó como era tão importante eu tê-lo feito com pés e cabeça para poder dar à luz num quartinho só meu, com wc privativo e com o maridão a poder passar lá comigo a noite.
- Uma festa de despedida de sushi. Não tive tempo de me despedir como devia de ser. Queria ter feito assim grande jantarada, com todas as qualidades e feitios daquela iguaria inventada pela malta dos olhos em bico. Devia ter apanhado uma barrigada, ah pois devia.
- Depilação definitiva em todo o corpo. É que me dava um jeitão tremendo nesta fase em que a barriga já nos vai dificultando as voltas e as posições na marquesa.
- Não ter tido a brilhante ideia de mobilar o quarto de hóspedes como se fosse para hóspedes na mesma semana em que soube que estou grávida. Afinal, o quarto será para os babys e tenho agora um sofá cama e um móvel novíssimos em folha e que vou ter de adaptar.
- Ter arrumado a minha arrecadação. Acho que nunca mais na vida vou conseguir ter paciência para pô-la como eu tinha idealizado.
- Apesar de ter viajado para Cabo Verde há pouco tempo, queria ter feito só mais uma ou duas viagens a dois sem ter de deixar os filhotes nos avós.
- E por fim, devia ter obrigado o gajo a assinar um papel em como aceitava os nomes que eu propunha para os nossos filhos antes mesmo sequer de haver cambalhotas. Isso é que era.
- Ter feito um seguro de saúde. Ó como era tão importante eu tê-lo feito com pés e cabeça para poder dar à luz num quartinho só meu, com wc privativo e com o maridão a poder passar lá comigo a noite.
- Uma festa de despedida de sushi. Não tive tempo de me despedir como devia de ser. Queria ter feito assim grande jantarada, com todas as qualidades e feitios daquela iguaria inventada pela malta dos olhos em bico. Devia ter apanhado uma barrigada, ah pois devia.
- Depilação definitiva em todo o corpo. É que me dava um jeitão tremendo nesta fase em que a barriga já nos vai dificultando as voltas e as posições na marquesa.
- Não ter tido a brilhante ideia de mobilar o quarto de hóspedes como se fosse para hóspedes na mesma semana em que soube que estou grávida. Afinal, o quarto será para os babys e tenho agora um sofá cama e um móvel novíssimos em folha e que vou ter de adaptar.
- Ter arrumado a minha arrecadação. Acho que nunca mais na vida vou conseguir ter paciência para pô-la como eu tinha idealizado.
- Apesar de ter viajado para Cabo Verde há pouco tempo, queria ter feito só mais uma ou duas viagens a dois sem ter de deixar os filhotes nos avós.
- E por fim, devia ter obrigado o gajo a assinar um papel em como aceitava os nomes que eu propunha para os nossos filhos antes mesmo sequer de haver cambalhotas. Isso é que era.
terça-feira, junho 02, 2009
O meu misterioso umbigo
Tenho um umbigo muito fundo. Não sei até que ponto isto reflecte algum traço da minha personalidade, mas a verdade é que ao longo dos meus 32 anos tenho tido especial atenção ao meu umbigo, nomeadamente em termos de higiene pessoal, por o mesmo ser muito fundo.
Tão fundo que nunca consegui ver como ele acaba e que surpresas guarda lá em baixo. Só para terem uma ideia, quando o limpo com um cotonete, o mesmo fica enfiado até metade, de tão fundo que o meu umbigo é. De quando em quando, quando aventurava o meu dedo indicador a ir um pouco mais longe, sentia uma saliência, pequena, singela, misteriosa.
Pois que com o crescimento da barriga o umbigo tem ficado cada vez mais para fora. E eu todos os dias a tentar ver o que lá se passa. E o pai das crianças sem me poder ouvir mais, a dizer-me para esquecer isso, que depois logo se via.
E não é que já consigo? E não é que já sei que saliência é essa que sentia dentro de mim durante mais de três décadas? E não é que passado todo este tempo consigo ver o que se passa no fundo do meu umbigo, que agora não é fundo coisíssima alguma?
Pois é, plantado no final do meu umbiguito, existe nada mais nada menos, do que... tchan tchan tarãããããã.... um daqueles sinais saídos, uma espécie de bolinha de carne, pequena, não muito bonita, é verdade, mas bem menos assustadora do que os cenários que me assolaram em noites de sono. Não sei que nome têm, mas é fofinha, não me incomoda, nasceu comigo e acabámos de nos conhecer. Acho, sinceramente, que este vai ser o início de uma grande amizade. Aliás, já sofro só de pensar que quando tudo isto for ao lugar, lá se vai o sinalinho esconder, como foi até aqui, com a diferença de eu a partir de agora já saber o que esconde o fundo do meu longo umbigo.
Tão fundo que nunca consegui ver como ele acaba e que surpresas guarda lá em baixo. Só para terem uma ideia, quando o limpo com um cotonete, o mesmo fica enfiado até metade, de tão fundo que o meu umbigo é. De quando em quando, quando aventurava o meu dedo indicador a ir um pouco mais longe, sentia uma saliência, pequena, singela, misteriosa.
Pois que com o crescimento da barriga o umbigo tem ficado cada vez mais para fora. E eu todos os dias a tentar ver o que lá se passa. E o pai das crianças sem me poder ouvir mais, a dizer-me para esquecer isso, que depois logo se via.
E não é que já consigo? E não é que já sei que saliência é essa que sentia dentro de mim durante mais de três décadas? E não é que passado todo este tempo consigo ver o que se passa no fundo do meu umbigo, que agora não é fundo coisíssima alguma?
Pois é, plantado no final do meu umbiguito, existe nada mais nada menos, do que... tchan tchan tarãããããã.... um daqueles sinais saídos, uma espécie de bolinha de carne, pequena, não muito bonita, é verdade, mas bem menos assustadora do que os cenários que me assolaram em noites de sono. Não sei que nome têm, mas é fofinha, não me incomoda, nasceu comigo e acabámos de nos conhecer. Acho, sinceramente, que este vai ser o início de uma grande amizade. Aliás, já sofro só de pensar que quando tudo isto for ao lugar, lá se vai o sinalinho esconder, como foi até aqui, com a diferença de eu a partir de agora já saber o que esconde o fundo do meu longo umbigo.
segunda-feira, junho 01, 2009
Recadinho
Já estou acordada há mais de uma hora e ainda não caiu no meu colo nenhum presente do Dia da Criança. Como é? Alimentar e carregar dois babys não merece o gesto? Como é maridão?
sexta-feira, maio 29, 2009
Como é enriquecedor estar em casa para conseguir ver os programas da manhã

Praça da Alegria, Ana Malhoa fala sobre a capa que fez para a Playboy:
"Nesta produção transmiti uma coisa que as pessoas ainda não tinham visto [dada a desenvoltura da cantora eu ia jurar que não ainda não tinham visto para aí quê... hummm, dez pessoas?] e vão ficar surpreendidas [ai que a revista só está amanhã nas bancas, tu não me digas pá que a patareca da gaja é diferente das outras!]"
"O meu marido já sabia que mais tarde ou mais cedo eu ia querer fazer uma Playboy" [esta eu não vou comentar, vou só rir de mim para mim]
"Neste trabalho,as pessoas vão ficar a conhecer o meu lado mais íntimo, o meu lado mais doce" [já estava na hora, que aquela cara de regatton dá para ter pesadelos]
quarta-feira, maio 27, 2009
E pronto, mais um problema resolvido
O calor que se faz sentir permite-me usar uma panóplia de roupas de grávida que finalmente me vai fazer sair deste buraco em que me encontrava, sem gracinha nenhuma. Ah, adeus ténis, venham de lá essas sandálias e chinelos mais do que giros.
sábado, maio 23, 2009
E, sinceramente, começo a achar que deus existe
Eu e meu único marido estavamos decididos a não esperar muito mais tempo para fazer o feticídio ao mano sem líquido. Estavamos decididos a transmitir isso aos médicos até ao momento em que a sonda percorreu a minha barriga e mostrou o mano doente mais saudável que uma alface e com o líquido amniótico reposto!
Quem me avisou de início que a gravidez de gémeos é carregada de emoções, não me enganou mesmo. E pela primera vez desde que este processo de "bebé morre, nao morre" começou, e que já dura há quase cinco meses (!!) não contive as lágrimas na marquesa das ecografias. Normalmente aguento até sair do hospital e entrar no carro. Desta vez não deu. Chorei de alegria, de medo, de espanto, de orgulho num ser tão pequenito que já mostrou que tem ganas de viver.
Estou muito feliz. Voltei à versão gémeos. E o orçamento de 200 euros (espectáculo)que tinha conseguido para montar o quarto para um bebé vai ser agora multiplicado por dois. Daqui a quinze dias repete-se a ecografia para ver se a situação que agora está normalizada se mantém. É ou não é razão para começar a acreditar em santinhos?
E a reforçar esta minha nova abordagem religiosa aparece a pega de caras que Marinho Pinto fez em directo à Manela Moura Guedes. Não morro de amores pelo senhor, mas que já merecia uma orelha da generala, já merecia. Para verem o frente a frente visitem a minha amiga Pipoca aqui.
Quem me avisou de início que a gravidez de gémeos é carregada de emoções, não me enganou mesmo. E pela primera vez desde que este processo de "bebé morre, nao morre" começou, e que já dura há quase cinco meses (!!) não contive as lágrimas na marquesa das ecografias. Normalmente aguento até sair do hospital e entrar no carro. Desta vez não deu. Chorei de alegria, de medo, de espanto, de orgulho num ser tão pequenito que já mostrou que tem ganas de viver.
Estou muito feliz. Voltei à versão gémeos. E o orçamento de 200 euros (espectáculo)que tinha conseguido para montar o quarto para um bebé vai ser agora multiplicado por dois. Daqui a quinze dias repete-se a ecografia para ver se a situação que agora está normalizada se mantém. É ou não é razão para começar a acreditar em santinhos?
E a reforçar esta minha nova abordagem religiosa aparece a pega de caras que Marinho Pinto fez em directo à Manela Moura Guedes. Não morro de amores pelo senhor, mas que já merecia uma orelha da generala, já merecia. Para verem o frente a frente visitem a minha amiga Pipoca aqui.
quarta-feira, maio 20, 2009
segunda-feira, maio 18, 2009
Carta aberta
Familiares e amigos de Jorge Jesus,
digam-lhe, sem medos, que a cabeleireira que lhe garantiu que aquelas madeixas iam ficar muito naturais, o enganou redondamente.
Aconselhem-no, sem rodeios, a tratar do assunto de forma frontal, nem que para isso seja preciso pintar o cabelo todo de preto-asa-de-corvo.
Aquelas manchas pretas meticulosamente alinhadas ao longo da cabeleira são ridículas e fazem lembrar a Maria José Valério se esta fosse homem e apoiante da Académica.
Sem mais, (pena não ter conseguido foto)
digam-lhe, sem medos, que a cabeleireira que lhe garantiu que aquelas madeixas iam ficar muito naturais, o enganou redondamente.
Aconselhem-no, sem rodeios, a tratar do assunto de forma frontal, nem que para isso seja preciso pintar o cabelo todo de preto-asa-de-corvo.
Aquelas manchas pretas meticulosamente alinhadas ao longo da cabeleira são ridículas e fazem lembrar a Maria José Valério se esta fosse homem e apoiante da Académica.
Sem mais, (pena não ter conseguido foto)
quinta-feira, maio 14, 2009
Especialidades
Quando assisto a um programa americano onde entrevistam uma "especialista em malas de mão" começo mesmo a acreditar que a futilidade ainda tem muito caminho para andar e que esta história das novas profissões tem pano para mangas.
E para seguimento de informação: Não se conseguiu fazer amniocintese por falta de líquido. Está certo que um dos manos não vai vingar. Preocupações recaem agora na sobrevivência do bebé que está bem. Avizinham-se decisões muuuuuito complicadas e de cortar o coração para uma mãe que para todos os efeitos se encontra ainda em estado potencial.
E para seguimento de informação: Não se conseguiu fazer amniocintese por falta de líquido. Está certo que um dos manos não vai vingar. Preocupações recaem agora na sobrevivência do bebé que está bem. Avizinham-se decisões muuuuuito complicadas e de cortar o coração para uma mãe que para todos os efeitos se encontra ainda em estado potencial.
segunda-feira, maio 11, 2009
Quatro meses e uma semana de gravidez gemelar
Repouso e mais repouso. Acho que nunca repousei tanto na vida e a sério que começo a ganhar um medo real de ficar com o meu rabo em forma de sofá. Opá, quando o dito se assemelhar à chaise long avisem-me.
Amanhã vou mexer-me, mas por muito pouco tempo. Vou ao hospital fazer uma amniocintese ao puto charila que está armado em teimoso e depois... bem, depois mais repouso. Só espero que tanto descanso resulte em bom e que consiga ter os gémeos. Isso e que nenhum deles saia com queixo de cú como o pai. Vá, se um deles tiver mesmo de ter o risco ao meio eu não me importo. A sério que não me importo.
Aqui vou eu para três diazinhos de descanso. Até lá.
...
Amanhã vou mexer-me, mas por muito pouco tempo. Vou ao hospital fazer uma amniocintese ao puto charila que está armado em teimoso e depois... bem, depois mais repouso. Só espero que tanto descanso resulte em bom e que consiga ter os gémeos. Isso e que nenhum deles saia com queixo de cú como o pai. Vá, se um deles tiver mesmo de ter o risco ao meio eu não me importo. A sério que não me importo.
Aqui vou eu para três diazinhos de descanso. Até lá.
...
segunda-feira, maio 04, 2009
Saí da miséria
É verdade, lembram-se daquela jovem mãe que aqui há dias vos dizia que não tinha quase nada para vestir com o barrigão de grávida? Pois que amiga N. cumpriu com o prometido e emprestou-me uma quantidade enooooorme de roupa pré-natal. Uma querida, foi o que ela foi. É que para além da quantidade, as peças são de cortar a respiração. Linda, linda que eu vou andar por aí a cirandar.
Entretanto, lá se completou mais um aniversário, lá acabou a baixa e lá começou uma semana de férias. E bendito este solinho gostoso e este mar que vejo da janela e com o qual tenho encontro marcado lá mais para o final do dia.
Amanhã almoço à beira-mar e mais um jantar familiar para receber muitos mimos.
Quarta-feira dia D com novoa ecografia a descortinar mistérios uterinos.
Bom início de semana para todos.
Entretanto, lá se completou mais um aniversário, lá acabou a baixa e lá começou uma semana de férias. E bendito este solinho gostoso e este mar que vejo da janela e com o qual tenho encontro marcado lá mais para o final do dia.
Amanhã almoço à beira-mar e mais um jantar familiar para receber muitos mimos.
Quarta-feira dia D com novoa ecografia a descortinar mistérios uterinos.
Bom início de semana para todos.
sexta-feira, maio 01, 2009
4.º e 5.º - A loucura
Ena, ena, ontem saí de casa e fiquei numa excitação tal que nem vim aqui dar contas. Mas atenção, senhores da Segurança Social que fiscalizam as baixas fraudulentas, saí do lar para tratar de assuntos inadiáves relacionados, precisamente, com a minha baixa. Não andei aí no laréu, nem fui lanchar a casa dos meus pais, nem apanhar um pouco de sol à praia. Deslarguem-me.
Entretanto, a minha lamechice deu resultado e a amiga N. ficou de trazer-me amanhã umas roupas de grávida. Que contente estou.
E pronto (ou como se diz aí pelos bairros, prontos) cá estou eu em mais um dia de sofá e televisão, diz que é feriado, pois para mim é um dia igual aos outros, exceptuando o facto dos babys (ainda não tinha falado deles hoje) fazerem hoje quatro meses de vida. Não é lindo? É pois. Acho que para assinalar a data posso comer um bolinho.
Bom fim-de-semana. Segunda cá estarei com mais um ano em cima do lombo. E vão 32. Ah, e já sem estar de baixa.
Entretanto, a minha lamechice deu resultado e a amiga N. ficou de trazer-me amanhã umas roupas de grávida. Que contente estou.
E pronto (ou como se diz aí pelos bairros, prontos) cá estou eu em mais um dia de sofá e televisão, diz que é feriado, pois para mim é um dia igual aos outros, exceptuando o facto dos babys (ainda não tinha falado deles hoje) fazerem hoje quatro meses de vida. Não é lindo? É pois. Acho que para assinalar a data posso comer um bolinho.
Bom fim-de-semana. Segunda cá estarei com mais um ano em cima do lombo. E vão 32. Ah, e já sem estar de baixa.
quarta-feira, abril 29, 2009
3.º dia - tempo para balanço
Depois de tantos dias em repouso, atirada para cima do sofá, tenho medo de ir trabalhar e de ouvir as pessoas cochicharem sobre o meu rabo achatado.
As minhas maminhas não estão grandes, estão naquele ponto de me atacarem a qualquer momento e de forma mortífera.
Sem tempo para ir às compras, a minha roupa neste momento resume-se a dois pares de calças e quatro partes de cima. Que miséria!
Não resisti. Voltei às Tardes da Júlia e arrepiei-me com o tema de hoje: "Não fizeram caso de mim e eu tinha razão!". Assim, com este ponto de exclamação e tudo.
A minha obstetra foi classificada pela minha mãe como "muito moderna" só porque hoje na Praça da Alegria defendeu o sexo na menopausa. Eu acho que a minha mãe estava com vontade de acrescentar: "filha, não se estraga assim a vida às pessoas". É que o meu pai também viu.
Por não estar com muita paciência para andar em pé na cozinha, descobri que a pessoa com quem casei sabe fazer bifes, canja e ovos estrelados.
As minhas maminhas não estão grandes, estão naquele ponto de me atacarem a qualquer momento e de forma mortífera.
Sem tempo para ir às compras, a minha roupa neste momento resume-se a dois pares de calças e quatro partes de cima. Que miséria!
Não resisti. Voltei às Tardes da Júlia e arrepiei-me com o tema de hoje: "Não fizeram caso de mim e eu tinha razão!". Assim, com este ponto de exclamação e tudo.
A minha obstetra foi classificada pela minha mãe como "muito moderna" só porque hoje na Praça da Alegria defendeu o sexo na menopausa. Eu acho que a minha mãe estava com vontade de acrescentar: "filha, não se estraga assim a vida às pessoas". É que o meu pai também viu.
Por não estar com muita paciência para andar em pé na cozinha, descobri que a pessoa com quem casei sabe fazer bifes, canja e ovos estrelados.
terça-feira, abril 28, 2009
2.º dia
Hoje acordei muuuuuuuito enjoada. A noite também não foi fácil, diga-se, com uma paragem de digestão ali pelas três da manhã a importunar o meu e o sono dos babys. Um chá quente goela abaixo dado e preparado pelo maridão e a coisa fez-se.
Mas a manhã não foi mesmo nada fácil e ou muito me engano ou este mal-estar pode estar relacionado com um ataque voraz que ontem fiz à despensa e onde as amêndoas de chocolate levaram a melhor. Valeu-me um delicioso churrasco na casa de mamãe e uma tarde bem sossegada, apesar de pouco solarenga aqui para os meus lados, que é a zona Oeste.
Entretanto, tenho passado grande parte do dia a pensar que presente vou querer pelo meu aniversário. Não é fácil escolher entre coisas que me fazem mesmo falta (mas que não têm gracinha nenhuma), e outros mimos que, apesar de supérfulos, me iam arrancar um sorriso de orelha a orelha. Enfim, esta escolha está complicada e o budget não é muito alargado, há que poupar para o que aí vem. Enquanto penso e não penso, vou fazendo mais um zapping na tv. Ui, vidinha chata esta de estar de baixa sem estar doente.
Mas a manhã não foi mesmo nada fácil e ou muito me engano ou este mal-estar pode estar relacionado com um ataque voraz que ontem fiz à despensa e onde as amêndoas de chocolate levaram a melhor. Valeu-me um delicioso churrasco na casa de mamãe e uma tarde bem sossegada, apesar de pouco solarenga aqui para os meus lados, que é a zona Oeste.
Entretanto, tenho passado grande parte do dia a pensar que presente vou querer pelo meu aniversário. Não é fácil escolher entre coisas que me fazem mesmo falta (mas que não têm gracinha nenhuma), e outros mimos que, apesar de supérfulos, me iam arrancar um sorriso de orelha a orelha. Enfim, esta escolha está complicada e o budget não é muito alargado, há que poupar para o que aí vem. Enquanto penso e não penso, vou fazendo mais um zapping na tv. Ui, vidinha chata esta de estar de baixa sem estar doente.
segunda-feira, abril 27, 2009
1.º dia de baixa a sério
E haverá lá coisa mais deprimente do que dar comigo a rir e entretida com as Tardes da Júlia? Ai Jesus, e ainda tenho mais uma semana no sofá e em repouso. Por este andar, lá para quinta-feira já estou a ligar para o Cara ou Coroa para ver se ganho o dinheirinho.
Eh lá... mudança de planos. Eis que Júlia Pinheiro, nem de propósito, introduz o tema "partos que correram mal". Isto para quem está de baixa com gravidez de risco não é lá muito positivo. Lá se vai a Cara ou Coroa, não quero mais nada com esta senhora.
Eh lá... mudança de planos. Eis que Júlia Pinheiro, nem de propósito, introduz o tema "partos que correram mal". Isto para quem está de baixa com gravidez de risco não é lá muito positivo. Lá se vai a Cara ou Coroa, não quero mais nada com esta senhora.
sexta-feira, abril 24, 2009
Tinha de ser...
A minha gravidez tinha de ser um caso clínico, daqueles que merecem reuniões de médicos, pareceres e decisões difíceis. Os meus familiares e amigos gozam de eu ser hipocondríaca, eu até assumo que sou (o que é um passo muito importante), mas a verdade é que o meu historial clínico apresenta por diversas vezes episódios inexplicáveis. Ou seja, eu não sou assim porque quero, eu sou assim porque a vida mo exige.
Assim, e para não variar, a minha gravidez gemelar (gémeos) tinha de ter o seu misteriozinho. Nem me refiro ao caso de um dos babys estar em situação de risco. Isso acontece a várias mulheres e eu não sou nem mais nem menos do que elas. Refiro-me sim de, ao contrário do que era previsto, o bebé ainda estar vivo e estar a crescer a olhos vistos, acompanhando o ritmo do irmão como gente grande. Mas então porque é que não tem o líquido amniótico tão reduzido? Não se sabe. Todas as explicações possíveis são posts de lado com indicadores e análises que mantêm os seus níveis saudáveis. E então estamos neste impasse. Estou em casa, de baixa e em repouso, para daqui a quinze dias (oh God, mais quinze dias!!) fazer nova ecografia para ver como está a evolução dos manos. Confesso que depois de ver a resistência do bebé ganhei uma esperança que não tinha dele ainda poder vir a vingar. Desculpem o blog ter-se de repente transformado numa espécie de diário de uma grávida, mas são estes os pensamentos que me invadem o espírito. De momento, são estas as minhas coisas que tal.
Assim, e para não variar, a minha gravidez gemelar (gémeos) tinha de ter o seu misteriozinho. Nem me refiro ao caso de um dos babys estar em situação de risco. Isso acontece a várias mulheres e eu não sou nem mais nem menos do que elas. Refiro-me sim de, ao contrário do que era previsto, o bebé ainda estar vivo e estar a crescer a olhos vistos, acompanhando o ritmo do irmão como gente grande. Mas então porque é que não tem o líquido amniótico tão reduzido? Não se sabe. Todas as explicações possíveis são posts de lado com indicadores e análises que mantêm os seus níveis saudáveis. E então estamos neste impasse. Estou em casa, de baixa e em repouso, para daqui a quinze dias (oh God, mais quinze dias!!) fazer nova ecografia para ver como está a evolução dos manos. Confesso que depois de ver a resistência do bebé ganhei uma esperança que não tinha dele ainda poder vir a vingar. Desculpem o blog ter-se de repente transformado numa espécie de diário de uma grávida, mas são estes os pensamentos que me invadem o espírito. De momento, são estas as minhas coisas que tal.
quarta-feira, abril 08, 2009
Mãe já sofre
Se não me quisesse armar em gente crescida tinha chorado baba e ranho quando a médica se virou para mim e disse para me preparar. "Um dos bebés pode não vingar. Está a perder muito líquido amniótico". Chorei depois, sozinha, quando recordei as palavras dela a dizer que o mais provável era um dos bebés morrer. E nós ficamos com uma tristeza enorme, daquelas que nos ensina como já são as preocupações de mãe e o que é isso de amor incondicional.Os bebés estão apenas com três meses e já nos pertencem tanto. E por isso custa imenso sabermos que vamos, muito provavelmente, despedirmo-nos de um dos "manos". Mas a Natureza é que sabe e é preciso olhar para os aspectos positivos. O outro bebé está em boas condições e a crescer a olhos vistos. Daqui a 15 dias vejo o que acontece ao outro. E até lá vou fazer voto de silêncio aqui no blog e arranjar forças para acreditar que a Medicina às vezes pode estar errada e que existem soluções inexplicáveis para os problemas que parecem irremediáveis. E ao dizer isto lembro-me logo da minha amiga M. Beijinhos para ela.
segunda-feira, abril 06, 2009
Como comer legumes quando não se gosta mesmo nada de legumes
Tenho de comer legumes, agora mais do que nunca. O problema é que consigo contar com os dedos de uma mão aqueles que consigo comer sem disfarces e sem me vir o vómito à garganta. Que não é uma coisa bonita, que não é. Pois bem, posso dizer que como alface sem qualquer problema, tomate, cenouras e outras folhas como agrião, rúcula ou espinafre desde que seja em cru, numa salada. Esqueçam os pepinos, pimentos e as cebolas (então esta última, não a posso ver nem pintada, mil vezes argh, com todo o respeito).
Acontece que não estou imune à toxoplasmose e tenho de ter cuidados redobrados. Ou seja, o ideal mesmo é conseguir comer vegetais cozidos. E aqui é que a porca torce ainda mais o rabo, porque verdade verdadinha, e aqui só para nós, se eu for a pensar bem, não consigo comer nenhum deles. A solução passa por sopas totalmente em creme e por receitas que eu invento para comer legumes cozinhados que não saibam a legumes cozinhados. Por exemplo, brócolos e couve-flor são regados a limão, bechamel, noz moscada e queijo ralado por cima para conseguirem ter entrada garantida na minha boca. Espinafres e coisas do género verde escura, só mesmo em versão esparregado com muito alho e vinagre. Ah, e consigo também comer espargos de conserva, desde que disfarçados com sal e limão.
E como eu gostava de comer os vegetais à maluca como se não houvesse amanhã. Como me sabia tão bem acompanhar tudo e mais alguma coisa com couve lombardo, nabo cozido ou beringela. Como eu gostava de mergulhar em grão com bacahlau, feijão com carne ou ervilhas com chouriço. Que bom aspecto esses pratos têm e tão mal me sabem. Como eu gostava.
quinta-feira, abril 02, 2009
Que nojo
Estava muito contente com uns ténis da Adidas que o meu gajo me deu, até ter poisado os pés em cima de uma cadeira do trabalho. É que só aí reparei que elss são azul-Impala. Argh!
quarta-feira, abril 01, 2009
Mas porque raio eles não gostam de ver o Dr. Phill, o Supermodels, a Oprah, a Tyra, a Betty Feia, as Feiticeiras ou o Extreme Makeover? Valha-me ele alinhar sempre no Jamie at Home e ter conseguido com que se rendesse ao Skins, na MTV. Esta série é mesmo boa, não é? Ao jeito de Facebook, Anette gosta disso!
quarta-feira, março 25, 2009
Abaixo o chão preto
Não, não tem nada a ver com o que a minha sogra diz e que é mais ou menos: "Ai filha o chão preto não, que vê-se a sujidade toda e depois não fazes outra coisa senão limpar". Vem este texto protestar contra o chão preto e brilhante nas casas de banho públicas. No Cascais Shopping, por exemplo, o chão é desses e as divisórias de uns sanitários para outros são daqueles que não vêm até ao chão. Resultado? Estamos a fazer chichi e a ver a patareca da vizinha do lado através dos reflexos no chão brilhante. E como nós vemos, a vizinha também vê a nossa. É muito desagradável, pois que é. Tento nas modernices senhores.
terça-feira, março 24, 2009
A duas dos três
E porque é que ainda me faltam duas semanas para os três meses de gravidez e já tenho uma barriga de cinco e até já me dão o lugar na fila do supermercado e eu ainda nem estou de três meses. Ai Jesus, que medo do barrigão que me está para aqui a crescer feito maluco.
segunda-feira, março 23, 2009
Censura
A minha empresa faz censura. Na minha empresa controlam-nos o correio electrónico e estão sempre a impor home pages para a Internet com os sites da casa. Bloquearam o hotmail, cancelaram o chat do gmail e agora estão a dificultar as comunicações no chat do facebook. Fazem tudo isto sem darem a cara. Mexem nos computadores das pessoas a partir de uma sala escura que existe no último piso do edifício e controlam tudo o que fazemos. À volta não existem cafés, não se pode sair à rua entre as dez e as cinco e meia, os telefones não têm linha exterior e se nos acontece alguma coisa estamos para aqui esquecidos, sem comunicações e amordaçados.
domingo, março 22, 2009
Vida injusta
Hoje é domingo e estou a trabalhar. É uma verdade triste, mas alguém tem de tocar o barco para a frente. Pena é que não tenha direito a folga, ou seja, amanhã cá estarei de novo, e depois, e depois, e depois, e depois. O fim-de-semana não foi bom, começando pelo facto de se ter confinado ao dia de ontem. A sexta-feira terminou muito mal e por isso o sábado arrancou a meio gás. E para animar ainda mais tudo isto, um jogo de futebol ingrato, com roubos à má fila, a fazer-me lembrar que, por agora, vou ter de continuar a lidar com todo o tipo de injustiça.
segunda-feira, março 16, 2009
Isto de decorarem as salas de espera de obstetrícia com aquelas fontezinhas zen é muito bonito, mas as quedazinhas de água não acalmam nada as grávidas que se esforçam por esquecer que estão sempre com vontade de urinar.
E venham de lá esses dois bebés fortes e rijos que eu e o meu gajo não fizemos a coisa por menos. Aliás, como disse minha amiga e colega de blog Gui, a Oliveira (o meu apelido) não se ficou pela azeitoninha, mas por um verdadeiro olival. Pois que cresça muito vistoso.
E venham de lá esses dois bebés fortes e rijos que eu e o meu gajo não fizemos a coisa por menos. Aliás, como disse minha amiga e colega de blog Gui, a Oliveira (o meu apelido) não se ficou pela azeitoninha, mas por um verdadeiro olival. Pois que cresça muito vistoso.
quarta-feira, março 11, 2009
Compaixão para com a mulher que está grávida

Os dois no carro, à saída do espectáculo Os Produtores.
Eu - Então, gostaste?
Ele - Adorei. O Manuel Marques e o Rodrigo Saraiva vão mesmo bem.
Eu - E da Rita Pereira, o que é que achaste? Achas que ela é bem feitinha?
Ele - Nem reparei no corpo dela, estive assim mais atento às falas.
Não é muito bom?
quarta-feira, março 04, 2009
Já começa
Vocês ajudem-me. Pois que ainda agora começou e já estou a meter o pé na poça como gente grande. Hoje tinha marcado a minha primeira ecografia. Fiz meio mundo mudar as suas vidas para ir de rabo tremido no assento de trás até à clínica. Ia danada, danadinha. Pois que tinha ligado antes para saber se podia levar um dvd para gravar as primeiras aparições da criança e a senhora a dizer-me que não, que o exame que tinha marcado nem dava para ver o bebé. E eu triste, triste, a pensar que me iam estar para aqui a ver os ovários e as trompas e a passar ao lado do pequerrucho. Eu a refilar e a chegar ao balcão e a senhora a abanar a cabeça. “A ecografia que a médica está a pedir não é a que marcou”. Focinho em baixo, orelhas baixas e a rasgar novamente elogios à minha médica e à clínica e a ter de aguentar mais uma semana para saber se está tudo bem. E os meus pais a passarem-se com a forma como eu troco nomes e exames enquanto espero a chegada de um filho. Ui, que isto começou tão bem.
Ai, que nervos
Hoje vou fazer a minha primeira ecografia e perceber se está tudo a postos para a criança continuar a crescer. Como ainda só vou em oito semanas, vai dar apenas para perceber se a fecundação se deu no sítio certo e se não há nada esquisito. Se tudo estiver normal é muito provável que já se consigam ouvir os batimentos cardíacos. Isso é que eu queria! É à tarde, ainda falta uma eternidade. Ui, como o tempo custa a passar nestas alturas.
O que me fazia agora falta era aquele rapaz que fez de repórter nos bastidores do Festival da Canção. Alguém viu? Muito bom aquele estilo de pulga eléctrica fora de si e a tentar ser animado num ambiente mais do que decadente e enfadonho. Onde é que o foram buscar?
O que me fazia agora falta era aquele rapaz que fez de repórter nos bastidores do Festival da Canção. Alguém viu? Muito bom aquele estilo de pulga eléctrica fora de si e a tentar ser animado num ambiente mais do que decadente e enfadonho. Onde é que o foram buscar?
terça-feira, março 03, 2009
Casas rústicas
Eu adoro uma boa casa de campo, ou uma à beira-mar, não importa. Gosto quando a malta se junta e vai passar uns dias a uma dessas casas rasteiras, com um pequeno jardim e um churrasco que há-de ser de uma tia de algum de nós. As chaminés das salas são o máximo, há cabaças penduradas nas vigas de madeira, há mós antigas encostadas à parede e um poço ao ar livre. Normalmente há todas essas coisas com imensa graça e que nos fazem sussurrar ao ouvido do parceiro “bem, mal empregada, olha se isto fosse nosso, fazíamos isto e aquilo...”. Isto porque quase sempre se dá o caso da rusticidade vir acompanhada de muita teia de aranha e muita bicharada. E eu não gosto nada disso. “Olha, este quarto é o teu”. E é o pó em todo o lado, as aranhas que se passeiam, aqueles bichinhos achatados e cinzentos com muitas patas (argh), aquelas mantas que já estão rijas de há tanto tempo ninguém lhes mexer e a um canto umas galochas esquecidas de há dois Invernos atrás. Por muito que a pessoa tente dar um jeitinho, acabamos sempre por nos deitarmos na almofada com a sensação que todas as espécies que habitam por trás da cabeceira e por baixo da cama nos vão devorar durante a noite. Dá essas tias que têm essas casas e que nos emprestam para passarmos uns dias contratarem uma empregada para ir fazendo a manutenção? Dá para providenciar isso?
sexta-feira, fevereiro 27, 2009
Já vos disse...
...que quero muito ter uma menina? Sim, eu sei que o importante é vir com saúdinha e essas coisas todas, mas já agora podia vir sem piloca. As roupas são mais giras, podemos pôr ganchinhos, furar as orelhas (esta estou a brincar). Pronto, queria iniciar a minha jornada pela maternidade com a delicadeza feminina, que eu tão bem conheço. Depois que venha esse rapazola, que já vai ter uma mana mais velha para lhe acalmar os ânimos e a rebeldia masculina. Ai queres sair? Então vais com a tua irmã. Não é muito bom? Pronto, não é preciso dizer que se vier um menino a minha felicidade vai ser exactamente a mesma, com a diferença de que não vou deixar a miúda sair à noite com o mano velho.
Entretanto, completei hoje as sete semanas de gestação e os ataques de pânico foram embora (obrigada, muito obrigadinha) dois ou três dias depois de ter feito as cinco semanas. Neste momento, e apesar da azeitoninha medir para aí uns cinco milímetros e pesar apenas 4 gramas, já tem lábios, língua e, imagine-se, já tem apêndice. E voltando à vaca fria, espero que tenha mesmo apenas um apêndice.
Bom fim-de-semana a todos e que Deus vos acompanhe com toda a sua graça e bem-estar.
Entretanto, completei hoje as sete semanas de gestação e os ataques de pânico foram embora (obrigada, muito obrigadinha) dois ou três dias depois de ter feito as cinco semanas. Neste momento, e apesar da azeitoninha medir para aí uns cinco milímetros e pesar apenas 4 gramas, já tem lábios, língua e, imagine-se, já tem apêndice. E voltando à vaca fria, espero que tenha mesmo apenas um apêndice.
Bom fim-de-semana a todos e que Deus vos acompanhe com toda a sua graça e bem-estar.
sexta-feira, fevereiro 13, 2009
Isto vai ser bonito...
Uma hipocondríaca com síndrome de pânico... e grávida! Posso andar a subir às paredes como tenho andado, mas eu vou conseguir ir para a frente e pôr um puto saudável cá fora. Para já é uma azeitoninha abençoada e muito desejada. Adoro-te filho!
terça-feira, fevereiro 10, 2009
Passa o prémio para cá
Participei num concurso do Dia dos Namorados e estou com fezada de que pode chover algum prémio para este lado. São viagens e coisas assim giras. Com a ajuda do meu grande amigo C. respondi a umas perguntas e criei uma frase com palavras-chave com muito potencial. Vá lá, só desta vez. Nunca ganhei nada pá. Vá lá, vá lá, vá lá. Sei o resultado no dia 14!
sexta-feira, fevereiro 06, 2009
Ai Jesus
Que vou ter um casamento no Verão e não faço ideia do que vou vestir e que penteado vou fazer;
Que vou ter a minha primeira reunião de condomínio e já tenho recadinhos para dar à vizinha do rés-do-chão;
Que vou servir um almoço aos meus sogros com um prato que vou fazer pela primeira vez;
Que tenho quilos de roupa para lavar e passar a ferro, estou a ver que é desta que vou à 5 à Sec.
Ai Jesus, que a minha vida voltou a animar.
Que vou ter a minha primeira reunião de condomínio e já tenho recadinhos para dar à vizinha do rés-do-chão;
Que vou servir um almoço aos meus sogros com um prato que vou fazer pela primeira vez;
Que tenho quilos de roupa para lavar e passar a ferro, estou a ver que é desta que vou à 5 à Sec.
Ai Jesus, que a minha vida voltou a animar.
terça-feira, fevereiro 03, 2009
sexta-feira, janeiro 30, 2009
Dúvidas inaceitáveis
Sempre que tenho de ir às compras para casa fico numa dúvida tremenda. É que à mesma distância tenho o Intermarché, o Lidl, o Modelo, o Minipreço, o Pingo Doce e o Continente. Mas quem é que se lembrou de plantar tanto supermercado numa área tão restrita? Não bastam as dúvidas que realmente têm importância nas nossas vidas para ainda andar aqui a perder tempo em decidir a qual deles vou para comprar uma porcaria de uma embalagem de puré instantâneo. Irra, que tanta fartura ás vezes também aborrece.
quinta-feira, janeiro 29, 2009
Nas urgências
Sentada numa cadeira de hospital a chorar que nem uma Maria Madalena. A médica chega: Então mas ainda está assim? O calmante já devia ter tido efeito. E eu a virar--me para lhe dizer: Eu estou calma, estou é triste. Ela a calar-se, a arrumar umas luvas daquelas brancas que também usamos na cozinha para não nos saltar o verniz das unhas e a continuar calada. Uma enfermeira que finge arrumar qualquer coisa a interromoper o silêncio: Ó Doutora, o que ela está a dizer está certo. Ela está calma, mas está triste.
Está tudo bem, mais uma manifestação do meu síndrome de pânico que vem e vai.
Está tudo bem, mais uma manifestação do meu síndrome de pânico que vem e vai.
terça-feira, janeiro 27, 2009
E feliz outra vez
Nada como uma ida ao Tony & Guy para nos devolver a alegria de deixarmos de ter o cabelo amarelo torrado tom Roberto Leal. Obrigada Alex.
quinta-feira, janeiro 22, 2009
Não há condições
Numa altura destas como é que alguém me pode pedir planos para o futuro se nem o prédio da frente consigo ver?
terça-feira, janeiro 20, 2009
Com todo o respeito
Há pessoas que deviam ser proibidas de ir a velórios e a funerais.
-Ó filha, tens de ter força.
-Sim, eu sei. Quando cheguei ao hospital ela já nem me viu.
-Viu, sim filha, ela viu-te.
-Não. Ela já estava morta quando cheguei lá.
-Ela viu-te filha - e as mãos a agarrar as da chorosa e a chorosa a levantar o olhar em direcção aos dela para tentar perceber que parte da conversa ela não tinha percebido.
-Ela viu-te filha... e está a ver-te agora. Ela está a ver.
Argh! Detesto gente que tenta angariar fiéis nas alturas mais impróprias.
-Ó filha, tens de ter força.
-Sim, eu sei. Quando cheguei ao hospital ela já nem me viu.
-Viu, sim filha, ela viu-te.
-Não. Ela já estava morta quando cheguei lá.
-Ela viu-te filha - e as mãos a agarrar as da chorosa e a chorosa a levantar o olhar em direcção aos dela para tentar perceber que parte da conversa ela não tinha percebido.
-Ela viu-te filha... e está a ver-te agora. Ela está a ver.
Argh! Detesto gente que tenta angariar fiéis nas alturas mais impróprias.
segunda-feira, janeiro 19, 2009
quinta-feira, janeiro 15, 2009
Triste
Pois que estou triste. Estou triste com o que a minha cabeleireira andou para aqui a fazer no meu cabelo. Fui arranjar as madeixas, pois até aqui tudo muito bem, depois na hora de lavar deu-me um banho de cor, até aqui também tudo bem, não se tivesse dado o caso de se ter enganado na cor final. Isso mesmo. Acreditem que é verdade. Fiquei com o cabelo amarelo, tipo cor-de-velha e ando a lavar a cabeça duas vezes por dia para ver se isto sai depressa. Triste, triste, que só vê-lo. E no meio disto tudo não tive coragem de esbofetear a cabeleireira, que é uma crida, mesmo depois de me ter posto cor à Pin e Pon.
quarta-feira, janeiro 14, 2009
Adivinha
O que é que quer dizer quando as vizinhas novas da porta da frente são fufas e compram um tapete em forma de meia lua, com riscas e bolas, exactamente igual ao meu? O que é que isto quer dizer?
segunda-feira, janeiro 12, 2009
Que se apaga a luz
Ai Jesus. Pára tudo. Pára tudo que eu tenho de ir comprar roupas para o Verão, tenho de ir pintar o meu cabelo, fazer a depilação definitiva, mobilar o que me resta da casa, encher o frigorífico, a despensa, tenho de ir comprar uma palete de papel higiénico e muitas coisas antes que caia a primeira prestação da casa. É isso, depois de um ano a viver à bórlix, lá teve lugar essa bela da escritura. Cheira-me que a partir do mês que vem a minha qualidade de vida vai baixar drasticamente.
sexta-feira, janeiro 09, 2009
Coisa melhor
E há lá coisa melhor do que descobrir os dias em que as lojas de roupa recebem material novo e aparecer com o cartão de crédito em riste e mandar as meninas irem buscar as coisitas giras que ainda estão no armazém e que ainda existem em todos os tamanhos e em todas as cores e que ainda nenhuma outra pindérica experimentou? E digam lá, há coisa melhor?
Aqui para nós, por acaso até há. Era ter mais dinheirinho. Era isso. Bom fim-de-semana.
Aqui para nós, por acaso até há. Era ter mais dinheirinho. Era isso. Bom fim-de-semana.
quarta-feira, janeiro 07, 2009
Requerimento
Exmos. Senhores Cientistas que acrescentaram um segundo à hora deste ano por causa do abrandamento da rotação do planeta Terra, Venho por este meio solicitar que acrescentassem quatro horas ao dia de hoje. Dava-me imenso jeito para conseguir fazer tudo o que tenho para fazer, nomeadamente almoçar e assim. A rotação dos estímulos eléctricos no interior do meu cérebro também abrandaram devido a algumas noites mal dormidas e, por isso, faço este pedido,
sem mais e agradecendo desde já toda a atenção disponibilizada,
Anette
segunda-feira, janeiro 05, 2009
Ninguém
Ninguém está ao meio-dia de um domingo enfiada na cama a ver um programa na 2 em que um elefante é recompensado com uma banana por fazer uma qualquer habilidade e se vira para o gajo que já anda a bombar na cozinha e diz: "Traz-me uma banana se faz favor". Ninguém faz isto.
terça-feira, dezembro 30, 2008
O que eu queria mesmo...
... era que em 2009 fosse aumentada e que tivesse muita saúdinha (pelo menos duas passas estão reservadas ao desejo de não ter doenças, não fosse eu a maluquinha das maleitas) e que o meu carro nunca avariasse a meio da noite quando estou sozinha e que o elevador do meu prédio já estivesse a funcionar e que conseguisse perder cinco quilos sem notar e que fizesse depilação definitiva ao corpo todo e que tivesse dinheiro para ir a Itália, Londres, Paris e que ainda sobrasse algum para voltar ao Brasil no final do ano e que alguém me oferecesse um realinhamento capilar no Beauté para dar descanso ao babyliss e que os meus pais andassem felizes e de mão dada como de costume e que pudesse voltar a fazer desporto sem inchar que nem uma porca (sim, mais um pedido relacionado com as doenças) e que o marido batesse todos os recordes de vendas e que o marido continue a gostar de mim da mesma forma que gostou quando tínhamos quinze anos e começámos aos beijinhos nas escadas do prédio da Fátima e que deixasse de fumar pelas melhores razões. Era o que eu queria mesmo.
quinta-feira, dezembro 18, 2008
Sou mesmo gaja
Então não é que desato sempre num pranto na parte final do Querido Mudei a Casa? Naquela parte em que as pessoas tiram a venda e vão passando as imagens em slow motion e passam para o antes e o depois e sempre com aquela música instrumental de fundo. Então ontem que metia criancinhas, ui!
terça-feira, dezembro 16, 2008
Mais uma das minhas...
Esta manhã fui encher o depósito do carro e jurei para mim mesma que não ia deixar que a máquina me cobrasse um cêntimo a mais. Meio a dormir, mas muito concentrada, não tirei os olhos do aparelho para que este não passasse os 40 euros certinhos. Com o dedo ágil no gatilho, lá fui dando uns empurrõezinhos devagarinho, até ao número bem redondinho. Consegui! Feliz, tiro os olhos da máquina e preparo-me para pôr a tampa no depósito. E é quando reparo que dali corria um fio de gasóleo para o chão há já algum tempo, digamos que há pelo menos três euros. As minhas botas pretas lindas estavam no meio de uma poça de combustível e perante este cenário ridículo olhei em volta para me certificar que ninguém tinha assistido à minha triste figura e pisguei-me dali com mais uma burrada no caderninho e um pivete a gasóleo dentro do carro que nem vos digo nem vos conto.
quarta-feira, dezembro 10, 2008
Adivinha quem voltou ê ô ê ô
E é o regresso. Depois de uma semana e mais qualquer coisa de papo para o ar, de águas quentes, muito peixe e alguma lagosta, depois de nha Sal, nha terra, cá estou de volta à minha vidinha... e a verdade é que nem me posso queixar. Parou! Até posso. Pois que os cabazes de Natal vão chegando em cascata à redacção e nem unzinho vem aqui em nome da menina. É vê-los todos contentes com as garrafas de azeite e os bombons de um lado para o outro e eu aqui, a reunir moedinhas para ir à máquina buscar um pacote de M&M's. Paciência.
quarta-feira, novembro 26, 2008
Já fiz
Sim, já fiz a minha primeira árvore de Natal. Uma coisa era o que até agora eu fazia, que era basicamente dar uns palpites lá em casa sobre aquilo que a minha mãe queria. Este ano não. Já tenho a minha casa e eu é que escolhi e decidi tudo. E foi tão bom. Contei com a preciosa ajuda do papá, que pôs mãos à obra e me fez uma linda árvore em madeira e, claro, com o conselho da mamã no que toca a alguns pormenores decorativos. E agora ando para aqui muito orgulhosa do resultado e dou por mim, pela noite, a olhar fixamente para as luzinhas como se faz quando estamos ao pé de um bebé. Eu sou daquelas que gosto muito do Natal, não há nada a fazer. E gosto de tal forma que todos os anos choro, por já ter passado. Sou uma grande parva, é o que é.
terça-feira, novembro 25, 2008
A saga Ferrero...
Depois da televisão, lá estão eles... estupidamente baratos e acessíveis e dourados com lacinhos nas prateleiras dos supermercados.
segunda-feira, novembro 24, 2008
I'm out!
As horas não estão muito fáceis. E esta fase que atravesso faz-me lembrar a Heidi do Project Runway, naquele momento da expulsão em que ela se vira para os jovens estilistas e lhes diz "one day you are in, onde day you are out". Pior do que todos os problemas que podem surgir ao mesmo tempo, é sentir que os meus 31 anos nem sempre chegam para encarar os piores cenários com a maturidade que desejava. Nunca na minha vida senti tantas incertezas quanto ao que é certo ou errado fazer. Mas uma coisa eu sei, a mim e aos que me rodeiam só fazem mal uma vez.
sexta-feira, novembro 21, 2008
Hoje há festa...
... as Alminhas estão mais uma vez na área com uma festa de arromba. Hoje, a partir da meia-noite os sons Pop Up Your Life animam o espaço Tuatara, em Alvalade. A entrada é cinco euros e dá direito a uma imperial. Boa notícia para mim que não bebo álcool... É assim, se não me transformar antes da meia-noite em bela adormecida (grande trapalhada) dou lá um saltinho e dou autógrafos a quem quiser.
Beijús e boa festarola gaijedo!
Beijús e boa festarola gaijedo!
quinta-feira, novembro 20, 2008
Coisas de calendário
Faltam dois dias para ir de férias e falta uma semana para ir para Cabo Verde e faltam duas semanas para o amigo T. casar e baptizar o filho e chega... o meu cérebro já não consegue ver mais à frente. O pior é que estou a dois dias de abandonar o trabalho e a quantidade de coisas que tenho de deixar feitas até assusta. Aguenta miúda, aguenta!
segunda-feira, novembro 17, 2008
Atenção
O anúncio já anda aí na televisão. Que ninguém ouse em oferecer-me Ferreros Rocher pelo Natal. É que fico mesmo ofendida.
sexta-feira, novembro 14, 2008
Redundância que tal
«As mulheres são muito mazinhas umas para as outras» é dito invariavelmente por aquelas que são mazinhas para as outras.
quinta-feira, novembro 13, 2008
Protesto
A ASAE que não venha cá com merdas que a castanha assada é para se comer nos cones feitos das folhas das Páginas Amarelas. Eu quero lá saber que aquilo não seja limpinho e puro e essas coisas que eles tanto gostam. Senhores que vendem castanhas, não façam cone para mim que eu levarei o meu próprio, à moda antiga. Não quero cá essas modernices e, para descanso de todos, friso que não tenho por hábito comer a casca.
Outra. Na minha zona há uma feira giríssima todas as quintas-feiras, que é a Feira da Malveira. É lá que a malta vai buscar as melhores enguias do Mundo. Aliás, vai não, ia, pois que, mais uma vez, a nossa amiga ASAE decidiu estragar tudo e fechar as bancas do peixe. E anda agora aqui uma tristeza dentro de mim, uma revolta tão grande, que, em forma de protesto, não vou tomar banho durante uma semana. E depois quero ver se essa senhora ASAE me fecha. Humpff!
Outra. Na minha zona há uma feira giríssima todas as quintas-feiras, que é a Feira da Malveira. É lá que a malta vai buscar as melhores enguias do Mundo. Aliás, vai não, ia, pois que, mais uma vez, a nossa amiga ASAE decidiu estragar tudo e fechar as bancas do peixe. E anda agora aqui uma tristeza dentro de mim, uma revolta tão grande, que, em forma de protesto, não vou tomar banho durante uma semana. E depois quero ver se essa senhora ASAE me fecha. Humpff!
terça-feira, novembro 11, 2008
Coisas que nunca vos direi (quem sabe)
Olá pai e mãe
Lembram-se daquelas férias de Verão em que me foram buscar ao Terreiro do Paço? Durante essa semana que se antecedeu não estive na tal casa de uma amiga em Lagos. Na verdade, passei a semana a acampar na ilha de Tavira e quando cheguei a casa estive mais de uma hora a arrancar a caruma que ainda trazia no saco-cama para vocês não descobrirem.
Lembram-se quando regressei de Cádiz com a cabeça partida? Não foi por ter batido na esquina de um armário da cozinha na casa da T. Foi porque ainda andava às portas dos bares com o sol a nascer e apareceu-me uma espanhola descalça para me roubar. Como resisti, ela decidiu levantar uma das sandálias brancas que trazia penduradas na mão e apontar o salto em direcção à minha cabeça. O sangue que começou a escorrer-me pela face assustou-a e foi o que me safou de ficar sem todo o dinheiro que tinha.
Lembram-se daquele processo disciplinar de que fui alvo no 10.º ano? Não fui metida no bolo por arrastão sem ter culpa. Na verdade, participei activamente numa brincadeira durante a aula de Biologia e que consistia em, a um determinado sinal, todos os alunos deixavam cair as suas cadeiras para trás. Fi-lo de livre vontade e não me lembro de rir tanto numa aula, ao ver o salto que a “stôra” mandou quando se encontrava virada para o quadro e levou com 30 cadeiras a caírem para trás ao mesmo tempo que todos os alunos caíam ao chão.
Lembram-se daquelas férias de Verão em que me foram buscar ao Terreiro do Paço? Durante essa semana que se antecedeu não estive na tal casa de uma amiga em Lagos. Na verdade, passei a semana a acampar na ilha de Tavira e quando cheguei a casa estive mais de uma hora a arrancar a caruma que ainda trazia no saco-cama para vocês não descobrirem.
Lembram-se quando regressei de Cádiz com a cabeça partida? Não foi por ter batido na esquina de um armário da cozinha na casa da T. Foi porque ainda andava às portas dos bares com o sol a nascer e apareceu-me uma espanhola descalça para me roubar. Como resisti, ela decidiu levantar uma das sandálias brancas que trazia penduradas na mão e apontar o salto em direcção à minha cabeça. O sangue que começou a escorrer-me pela face assustou-a e foi o que me safou de ficar sem todo o dinheiro que tinha.
Lembram-se daquele processo disciplinar de que fui alvo no 10.º ano? Não fui metida no bolo por arrastão sem ter culpa. Na verdade, participei activamente numa brincadeira durante a aula de Biologia e que consistia em, a um determinado sinal, todos os alunos deixavam cair as suas cadeiras para trás. Fi-lo de livre vontade e não me lembro de rir tanto numa aula, ao ver o salto que a “stôra” mandou quando se encontrava virada para o quadro e levou com 30 cadeiras a caírem para trás ao mesmo tempo que todos os alunos caíam ao chão.
sexta-feira, novembro 07, 2008
So What?
Sim, fui eu que liguei para a Prova Oral para ganhar bilhetes para ir ao teatro e aproveitei para dizer à Oceana Basílio que não gostei de vê-la em televisão, quando se estreou... e que amei vê-la mo teatro. E como diz a Tyra Banks, so what? Acho que não esteve bem no papel dos Morangos e acho que, pelo contrário, arrasa em qualquer palco. Disse a verdade.
Hoje vou vê-la ao teatro.
Hoje vou vê-la ao teatro.
quarta-feira, novembro 05, 2008
sexta-feira, outubro 31, 2008
Heeellllllp!
Eu e o meu marido somos felizes. Mas íamos ser muito mais felizes se ele este mês conseguisse fazer mais um contrato. Ele é da Securitas Direct e vende alarmes. Se este mês conseguir fechar mais um recebe UM CARRO! Isso mesmo. Só falta unzinho. Por isso aqui vai o apelo: se alguém precisar de um alarme ou souber de um amigo, ou mesmo de um inimigo que para estas coisas isso não interessa, que precise de um alarme é favor manifestar o interesse aqui nos comentários. Só falta um. For-ça, for-ça, for-ça!
terça-feira, outubro 28, 2008
segunda-feira, outubro 27, 2008
Notícia triste do dia
O Gael Garcia Bernal já não vem a Portugal para a ante-estreia do filme Ensaio Sobre a Cegueira. Uma pena, não é meninas? O rapaz tem a mulher quase a dar à luz e o médico aconselhou a senhora a não viajar. Ele não vai de modas e não vem também. Opá... é que para além de ser giro fica provado que é daqueles parceiros mesmo, mesmo quiduchos.
sexta-feira, outubro 24, 2008
Não sei não
Abriu o primeiro hotel low cost em Portugal. Fica no Porto e segue a mesma lógica das companhias aéreas, ou seja, dormidas a baixo preço. Mas não sei se fico convencida. Nas companhias aéreas, diz-se que conseguem preços baixos porque ficam com os aviões que as grandes companhias já não querem, não têm serviço de bordo e aterram nos aeroportos secundários. Ora bem, isto passado para os hotéis assusta um bocadinho. Porque, com'é? Vamos dormir na cama que alguém dispensou? Vamos andar por ali perdidos pelos corredores sem ter alguém que nos mude as toalhas e que trate do pequeno almoço? “Ó fax favor?” “Desculpe mas é como se não estivesse cá, pagou menos, não pagou? Então agora desenrasque-se”. Eu cá levo a minha almofadinha, só por causa das coisas. Coisas que tal.
quarta-feira, outubro 22, 2008
Assim não...
Uma pessoa acorda cedo, leva uma hora a esticar o cabelo com o babyliss e a pessoa sai à rua e com o vendaval transforma-se em Mafaldinha, a contestatária.
terça-feira, outubro 21, 2008
E se eu fosse puta... tu lias? *
Jovem senhora,
dificuldades financeiras,
convive cavalheiros,
apartamento privado, Telheiras...
Não percebo do negócio mas, assim de repente, este anúncio (Classificados, DN) parece-me mau marketing. Senão vejamos o início, a jovem senhora confessa as dificuldades financeiras como que a pedir desculpa por se ter lançado no ofício, como quem diz: Por mim nem fazia isto, até nem gosto de foder,mas sabem como é isto da crise, toca a todos...
No meio de tanta especialista "desinibida" de "seios grandes" e "bumbum todinho", assim não se safa...* com um grande beijinho para a nossa comentadora homónima (a piada foi irresistível :)
segunda-feira, outubro 20, 2008
Hoje vi...
... uma miúda igualzinha a mim, sem tirar nem pôr, mas versão grávida. Até me arrepiei, juro.
quinta-feira, outubro 16, 2008
No médico
Após 500 euros...
"Olhe, os resultados foram inconclusivos. Isso como veio, vai".
É preciso ter muita lata!
"Olhe, os resultados foram inconclusivos. Isso como veio, vai".
É preciso ter muita lata!
quarta-feira, outubro 15, 2008
Almoço nos sogros. Porquê?
Porque é que é sempre tão complicado convencer os sogros de que não queremos mais carninha, nem mais arrozinho, nem mais saladinha, nem mais bolinho? Porque é que não podemos tranquilamente cruzar os talheres, dizermos "estou satisfeita" e a tarde decorrer em paz, com passarinhos a cantar e música de fundo?
É que mal os meus sogros se apercebem que vou terminar a refeição bombardeiam-me com mais repetições, como se a comida fosse acabar para sempre no Mundo. E embora eu diga vezes sem conta, com aquele meu sorriso simpático, que "não, não quero, fiquei bem", lá insistem para comer mais um bocadinho. Aliás, se me apanham a olhar para o lado, tratam de me enfiar no prato mais um bifinho, mais uma cenourinha, mais uma ervilha, alguma coisa que lhes dê aquela sensação de vitória. E depois fico ali com a comida no prato, a olhar para o meu vómito de tão cheia que estou e a suplicar desesperadamente que não me enfiem mais alimentos pela boca. "A sério, não consigo mesmo mais, fiquei bem com estes OITO bifes."
Mas a saga não fica por aqui. Pois temos ainda a mousse de chocolate e a típica frutinha, que te faz tão bem. Ufa! Vá a mousse ainda marcha, mas fruta? Quem é que come fruta depois de um almoço que mais pareceu um casamento? No final, e a rebolar-me literalmente até à porta e com cenourinhas e ervilhas a saírem-me dos poros, o balanço fatídico. "Estás muito magrinha... não comeste nada" Bolas!
É que mal os meus sogros se apercebem que vou terminar a refeição bombardeiam-me com mais repetições, como se a comida fosse acabar para sempre no Mundo. E embora eu diga vezes sem conta, com aquele meu sorriso simpático, que "não, não quero, fiquei bem", lá insistem para comer mais um bocadinho. Aliás, se me apanham a olhar para o lado, tratam de me enfiar no prato mais um bifinho, mais uma cenourinha, mais uma ervilha, alguma coisa que lhes dê aquela sensação de vitória. E depois fico ali com a comida no prato, a olhar para o meu vómito de tão cheia que estou e a suplicar desesperadamente que não me enfiem mais alimentos pela boca. "A sério, não consigo mesmo mais, fiquei bem com estes OITO bifes."
Mas a saga não fica por aqui. Pois temos ainda a mousse de chocolate e a típica frutinha, que te faz tão bem. Ufa! Vá a mousse ainda marcha, mas fruta? Quem é que come fruta depois de um almoço que mais pareceu um casamento? No final, e a rebolar-me literalmente até à porta e com cenourinhas e ervilhas a saírem-me dos poros, o balanço fatídico. "Estás muito magrinha... não comeste nada" Bolas!
terça-feira, outubro 14, 2008
Gramatiquices
"Aiiiii, vou-me vir!" Das poucas ocasiões em que não me importo com os erros de português.
domingo, outubro 12, 2008
Passar a ferro
Um dia destes uma dessas famosas dizia que adorava passar a ferro e que era nessas duas ou três horas que arrumava as ideias. Confesso que passar a ferro até é uma das tarefas domésticas que mais me agrada (lavar a loiça e levar o lixo esquece), mas daí até arrumar as ideias vai uma grande distância. Os únicos pensamentos que na altura me ocorrem são: “mas como é que tenho aqui 20 camisolas do gajo e cinco minhas?”; “mas porque é que este gajo põe para lavar seis pares de calças de ganga por semana, será que a mãe dele não lhe disse que as calças duram mais de um dia?”; “isto de não passar turcos, lençóis e roupa interior é mesmo boa ideia; e “ora bem, se não gastar tanto na net e se comer sopa todos os dias consigo arranjar uma empregada para me passar a ferro. Tenho a certeza que ela precisa de arrumar mais as ideias do que eu”.
sexta-feira, outubro 10, 2008
Estou de castigo
Não me sinto. É o segundo dia seguido que acordo às 5.30 (sim, ainda é de noite, tá frio e só andam os padeiros na rua) para missões de pura seca que envolvem, mais ou menos, sete horas dentro de um carro. Ai que até respirar me cansa.
quarta-feira, outubro 08, 2008
Procura-se
Viagem de sonho em Dezembro, para destino de sol e praia, ideal para comemorar um ano de casada. Qualquer coisa que bata uma semana, em regime de APA e que não ultrapasse os 800 euros por semana.
terça-feira, outubro 07, 2008
Coisas de solidariedade
Comprei dois pneus novos para o meu carro e apareceram-me logo outros dois na barriga.
segunda-feira, outubro 06, 2008
quinta-feira, outubro 02, 2008
O que se segue é.......(música de suspense).............VERDADE
Praia de São Rafael, 15h.20
Ela apareceu no areal em biquíni enrolada numa toalha e com o cabelo ainda molhado do último mergulho na piscina do hotel. Mais atrás chega ele, que mal tem tempo de pousar o saco na areia, no sítio que ela escolheu, para voltar o pescoço e já a encontrar no mar, a tentar expulsar o calor da tarde. Rondam os 40 e poucos anos, muito poucos. Ele ajeita as toalhas, novas, e senta-se a ler um livro. Ainda nem uma página virada e ela aparece: “Quero ir para outra praia. Esta não tem peixes nem conchinhas como a outra.” “Ó, então? Ainda agora chegámos... vai nadar. Porque é que não vais nadar?”, sempre com uma ternura imensa, a fazer lembrar um pai a falar para a filha, quando eles são é namorados. Ela solta um pequeno choro e de joelhos na toalha pede-lhe para irem embora. Ele fica em silêncio, só a olhar para ela. “Ok. Eu vou nadar” e solta-se numa corrida em direcção às águas ainda a tempo para se virar e gritar cá para cima: “Vou nadar até morrer”. Acho que não sou só eu que fico em sobressalto. Os sons na praia propagam infinitamente. Fechamos os olhos na areia e ouvem-se as mais variadas frases, as mais ocas barbaridades, as mais sinceras verdades. Ele não esconde o ar de preocupação e não descola o olhar do mar. Lá, ela vai nadando em direcção à linha do horizonte. Já ultrapassou as bóias amarelas e ele começa a inquietar-se mais. Faz um esforço para prender os olhos no livro, mas não consegue. O meu coração salta. Já lá muito ao fundo, uma cabeça de alfinete pára, não avança mais, olha para o que deixou para trás e ele arrisca a levantar um dos braços em sinal de “volta”. Eu acho que ela nem o viu, mas começa a nadar no sentido inverso e ele regressa à leitura. Fora de perigo. Ela chega à areia. “Desculpa. Lamento imenso. Não consegui nadar até morrer. Quando cheguei lá ao fundo comecei a entrar em pânico e senti um medo enorme de não conseguir voltar. Desculpa”. Ele sorri e beija-a na boca.
17.00
Ela anda na areia sem levantar os pés, arrasta-os. “Olha os meus sapatos de areia. Ah, ah!” Ele levanta e baixa de imediato a cabeça e ela lamenta. “Tu não me achas graça”.
Desculpem o interregno, mas foi preciso repor a vida depois das férias.
Ela apareceu no areal em biquíni enrolada numa toalha e com o cabelo ainda molhado do último mergulho na piscina do hotel. Mais atrás chega ele, que mal tem tempo de pousar o saco na areia, no sítio que ela escolheu, para voltar o pescoço e já a encontrar no mar, a tentar expulsar o calor da tarde. Rondam os 40 e poucos anos, muito poucos. Ele ajeita as toalhas, novas, e senta-se a ler um livro. Ainda nem uma página virada e ela aparece: “Quero ir para outra praia. Esta não tem peixes nem conchinhas como a outra.” “Ó, então? Ainda agora chegámos... vai nadar. Porque é que não vais nadar?”, sempre com uma ternura imensa, a fazer lembrar um pai a falar para a filha, quando eles são é namorados. Ela solta um pequeno choro e de joelhos na toalha pede-lhe para irem embora. Ele fica em silêncio, só a olhar para ela. “Ok. Eu vou nadar” e solta-se numa corrida em direcção às águas ainda a tempo para se virar e gritar cá para cima: “Vou nadar até morrer”. Acho que não sou só eu que fico em sobressalto. Os sons na praia propagam infinitamente. Fechamos os olhos na areia e ouvem-se as mais variadas frases, as mais ocas barbaridades, as mais sinceras verdades. Ele não esconde o ar de preocupação e não descola o olhar do mar. Lá, ela vai nadando em direcção à linha do horizonte. Já ultrapassou as bóias amarelas e ele começa a inquietar-se mais. Faz um esforço para prender os olhos no livro, mas não consegue. O meu coração salta. Já lá muito ao fundo, uma cabeça de alfinete pára, não avança mais, olha para o que deixou para trás e ele arrisca a levantar um dos braços em sinal de “volta”. Eu acho que ela nem o viu, mas começa a nadar no sentido inverso e ele regressa à leitura. Fora de perigo. Ela chega à areia. “Desculpa. Lamento imenso. Não consegui nadar até morrer. Quando cheguei lá ao fundo comecei a entrar em pânico e senti um medo enorme de não conseguir voltar. Desculpa”. Ele sorri e beija-a na boca.
17.00
Ela anda na areia sem levantar os pés, arrasta-os. “Olha os meus sapatos de areia. Ah, ah!” Ele levanta e baixa de imediato a cabeça e ela lamenta. “Tu não me achas graça”.
Desculpem o interregno, mas foi preciso repor a vida depois das férias.
terça-feira, setembro 16, 2008
Aldous Huxley, vem ver o teu admirável mundo novo!
Li que a marca Dove, enquanto anuncia o novo gel duche nos espaços publicitários dos cinemas, faz difundir nos ventiladores a fragrância refrescante de citrinos para que permaneça na memória olfactiva dos espectadores…
sexta-feira, setembro 05, 2008
Coisas da minha empresa
A requisição de material de escrtiório na minha empresa funciona da seguinte forma: acabamos um bloco de notas, entregamos a capa do mesmo e dão-nos um novo; acaba-se uma caneta, entregamos a velha e dão-nos uma nova, e por aí fora... Bom, a coisa complica-se quando a malta entra na empresa e tem de pedir pela primeira vez. Estou aqui vai para três anos (xiçaaa!) e ainda não consegui um corrector. Porquê? Porque quando peço um dizem-me "muito bem, pode vir cá buscar mas tem de entregar um gasto". E esta gentinha perceber que não tenho um gasto porque este será o meu primeiro? E esta gente perceber que quando fiquei desempregada não me passou pela cabeça trazer todo o materail gasto que tinha por lá para conseguir ter tudo no meu novo trabalho? Vá lá esta gente perecebr isto!!
Ausência: Vou de férias duas semanas e vou estar desligada da rede. Prometo contar tudo quando chegar.
Ausência: Vou de férias duas semanas e vou estar desligada da rede. Prometo contar tudo quando chegar.
terça-feira, setembro 02, 2008
Que dia bom!
Não, não é o de hoje. Foi o de ontem. Hummmm, que há tanto tempo não tinha um dia de folga tão bem aproveitado. Soube-me mesmo bem!
Então passo a contar: acordei tarde e não tive de ir disparada para a cozinha, porque mamãe convidou a menina para ir lá almoçar a casa. Bacalhau do bom e do bonito, na dose certa. E agora vou contar esta parte muito rápido para não haver muitas invejas. Seguiu-se uma massagem ao corpo TODO (é verdade, até a barriga teve direito, fiquei com o estômago todo relaxadito!), compras, várias, lindas, boas, seguido de um regresso a casa com um pacote de pipocas enorme. Para terminar em beleza, e já no conforto da minha salita adorável, o jogo do Sporting, com o Postiga a fazer-me levantar do sofá para gritar bem alto Huhuuuuu! Huhuuuu!
Então passo a contar: acordei tarde e não tive de ir disparada para a cozinha, porque mamãe convidou a menina para ir lá almoçar a casa. Bacalhau do bom e do bonito, na dose certa. E agora vou contar esta parte muito rápido para não haver muitas invejas. Seguiu-se uma massagem ao corpo TODO (é verdade, até a barriga teve direito, fiquei com o estômago todo relaxadito!), compras, várias, lindas, boas, seguido de um regresso a casa com um pacote de pipocas enorme. Para terminar em beleza, e já no conforto da minha salita adorável, o jogo do Sporting, com o Postiga a fazer-me levantar do sofá para gritar bem alto Huhuuuuu! Huhuuuu!
quinta-feira, agosto 28, 2008
Nós por Cá (título roubado ao programa da Conceição Lino onde se abordam os problemas das pessoas)
Estão a ver aquele buraquinho que as macas de massagem têm para pormos lá a cabeça? Pois estas macas deviam ter mais dois buraquinhos para quem tem maminhas grandes.
Na praia, ainda vá, fazemos umas covinhas na areia com os punhos cerrados e já está, as ditas ficam ali encaixaditas. Agora ali é mais difícil. E depois levamos o tempo todo com a tipa a pressionar-nos as costas, as maminhas todas esborrachadas, nós a soltarmos gritinhos e ela a dizer: "Dói não dói? Tem aqui nódulos de tensão que nunca mais acabam!". Pois, pois, eu já ouvi chamar muita coisa, agora nódulos...!
PS:Hoje a noite afigurava-se divertida a ouvir e a ver Sérgio Godinho no Estoril, mas isto de ter acordado às sete da manhã rebenta comigo. Estou a um passito de fazer um telefonema a desmarcar tudo para me enfiar no sofá a mudar os canais.
Na praia, ainda vá, fazemos umas covinhas na areia com os punhos cerrados e já está, as ditas ficam ali encaixaditas. Agora ali é mais difícil. E depois levamos o tempo todo com a tipa a pressionar-nos as costas, as maminhas todas esborrachadas, nós a soltarmos gritinhos e ela a dizer: "Dói não dói? Tem aqui nódulos de tensão que nunca mais acabam!". Pois, pois, eu já ouvi chamar muita coisa, agora nódulos...!
PS:Hoje a noite afigurava-se divertida a ouvir e a ver Sérgio Godinho no Estoril, mas isto de ter acordado às sete da manhã rebenta comigo. Estou a um passito de fazer um telefonema a desmarcar tudo para me enfiar no sofá a mudar os canais.
segunda-feira, agosto 25, 2008
Coisas que me apetecem dizer
Isto dos chineses terem papado as medalhas todas nos Jogos Olímpicos não me cheira nada bem. Se calhar estou a dizer um grande disparate, mas sempre acompanhei os jogos e não tenho ideia de os ver como campeões. Os tipos até ganharam na vela, num país onde nem existe vento (!!!!). Enfim... não me quero armar em Paulo Bento, mas as provas devem ser revistas, tudo, tim tim por tim tim.
Tenho-me escapado com pinta aos almoços no refeitório aqui do trabalho. Cansei-me definitivamente daquele menú, onde não há um santo prato que não leve com a já irritante cebola. Para relembrar, até a carbonara leva cebolinha. Pois que hoje fui à rua, vulgo recreio, e pedi uma sandes de frango. E pronto. Não é que bem longe desta cantina de cebolada fui logo apanhar um café que faz sandes de frango CHEEEIO de cebola? Isto não é embirração, mas digam-me se eu estou errada: então uma sandes de frango não é assim com o franguito em seco desfiado com maionese, alface e essas cosias? Então, mas a maldita cebola persegue-me por todo o lado?
Finalmente, dizer que os homens são uns verdadeiros animais. Confirmei isto no sábado passado, Estádio de Alvalde, onde fui levada para gritar três vezes de alegria. Pena o Trofense não ter posto a jogar o Tiago, o filho do Pinto.
Tenho-me escapado com pinta aos almoços no refeitório aqui do trabalho. Cansei-me definitivamente daquele menú, onde não há um santo prato que não leve com a já irritante cebola. Para relembrar, até a carbonara leva cebolinha. Pois que hoje fui à rua, vulgo recreio, e pedi uma sandes de frango. E pronto. Não é que bem longe desta cantina de cebolada fui logo apanhar um café que faz sandes de frango CHEEEIO de cebola? Isto não é embirração, mas digam-me se eu estou errada: então uma sandes de frango não é assim com o franguito em seco desfiado com maionese, alface e essas cosias? Então, mas a maldita cebola persegue-me por todo o lado?
Finalmente, dizer que os homens são uns verdadeiros animais. Confirmei isto no sábado passado, Estádio de Alvalde, onde fui levada para gritar três vezes de alegria. Pena o Trofense não ter posto a jogar o Tiago, o filho do Pinto.
segunda-feira, agosto 18, 2008
Influências
Sim, estou de regresso ao trabalho, mas anima-me saber que ainda tenho pela frente mais duas semanas e depois mais uma e depois já é o próximo ano e volta tudo ao mesmo e tenho os dias todos. Enfim, estou contente.
Tirando algumas dores anormais, está tudo certinho com a minha vida... mentira. Durante esta semana de férias ao lado do meu gajo que come como gajo, percebi que posso ser uma verdadeira besta à mesa e que os resultados se fazem notar na balança. Assim como quem não quer a coisa, toma lá três quilos a mais, para não te armares em parva. Para castigo, vou passar as próximas três semanas antes das férias a água, fruta e sopa, para ver se isto vai ao lugar.
Pedido: Nas minhas férias de Setembro, será que posso comer noutra mesa, longe do gajo?
Tirando algumas dores anormais, está tudo certinho com a minha vida... mentira. Durante esta semana de férias ao lado do meu gajo que come como gajo, percebi que posso ser uma verdadeira besta à mesa e que os resultados se fazem notar na balança. Assim como quem não quer a coisa, toma lá três quilos a mais, para não te armares em parva. Para castigo, vou passar as próximas três semanas antes das férias a água, fruta e sopa, para ver se isto vai ao lugar.
Pedido: Nas minhas férias de Setembro, será que posso comer noutra mesa, longe do gajo?
sexta-feira, agosto 08, 2008
Pessoal:
Olá, hoje é o meu último dia de trabalho antes de ir de férias. É certo que, por agora, é só uma semana de descanso, mas já vai saber muito bem.
E não me vou embora sem fazer duas coisas:
- Dar os parabéns à nossa polícia pela operação de ontem no assalto ao BES em Lisboa.
- Contar que esta semana estava na praia, no meu banho de sol, quando sou abordada por um tipo com ar de surfista que diz o seguinte: "Desculpe, é comprometida, solteira...?". Ao que eu respondi virando a cara novamente para o sol: "Casadíssima!". Ao que ele rematou:"Tudo bem...tranquilo, está tudo bem..." E foi-se embora areal fora à procura de mais uma moçoila sozinha. De salientar, para quem não me conhece, que éstou longe de ser bomba e que em biquíni muito menos.
Bom fim-de-semana e boas férias para mim.
Olá, hoje é o meu último dia de trabalho antes de ir de férias. É certo que, por agora, é só uma semana de descanso, mas já vai saber muito bem.
E não me vou embora sem fazer duas coisas:
- Dar os parabéns à nossa polícia pela operação de ontem no assalto ao BES em Lisboa.
- Contar que esta semana estava na praia, no meu banho de sol, quando sou abordada por um tipo com ar de surfista que diz o seguinte: "Desculpe, é comprometida, solteira...?". Ao que eu respondi virando a cara novamente para o sol: "Casadíssima!". Ao que ele rematou:"Tudo bem...tranquilo, está tudo bem..." E foi-se embora areal fora à procura de mais uma moçoila sozinha. De salientar, para quem não me conhece, que éstou longe de ser bomba e que em biquíni muito menos.
Bom fim-de-semana e boas férias para mim.
quarta-feira, julho 30, 2008
Oito meses
Esta sexta-feira faz precisamente oito meses que saí de casa dos meus pais para me casar. Já passaram oito meses e parece que ainda não tive tempo para nada. Não fiz todas as receitas que queria (cozinhar faz-me tão bem!), e contam-se pelos dedos os familiares e amigos que levei lá a casa a jantar.
Quero dar muitas jantaradas, fazer muitos convívios naquela sala fofa, sujar a cozinha até ao tecto (alguém há-de limpar), abusar da churrasqueira até arder o carvão todo e gastar todos os copos que tiver lá em casa. Já passaram oito meses e contam-se pelos dedos as vezes que fiz isso. Ups!...
Quero dar muitas jantaradas, fazer muitos convívios naquela sala fofa, sujar a cozinha até ao tecto (alguém há-de limpar), abusar da churrasqueira até arder o carvão todo e gastar todos os copos que tiver lá em casa. Já passaram oito meses e contam-se pelos dedos as vezes que fiz isso. Ups!...
terça-feira, julho 29, 2008
Toda queimaducha
Cheguei toda queimadinha de um fim-de-semana no Algarve. Não, não estou queimada por causa do sol, mas por culpa de um espectáculo com fogo no sábado à noite, no Nikki Beach, que não correu lá muito bem. Para não variar, no meio de toda aquela gente, fui eu a levar com as brasas. Resultado? Algumas queimaduras e a roupita que tinha vestido toda estragada por causa dos buracos. Uma animação!
sexta-feira, julho 25, 2008
Meus caros
“A vida não está fácil”, disse-me hoje o director. Respondi: “A vida?... Esta empresa é que não está fácil”. Ao que ele retorquiu: “Não, não, a vida é que não está fácil”.
E pronto, depois deste diálogo de corredor, voltei para o meu lugar e fiquei a pensar: a primeira frase poderia não ter passado de uma daquelas frases de elevador (embora não estivéssemos no elevador), não se tivesse dado o caso de ele ter reforçado a ideia no final. Porque, vejamos, ninguém diz “Amanhã é capaz de chover” e ao ouvir alguém responder com “Olhe que eu ouvi o contrário” reforça “não, não, amanhã está mesmo a chover”. Por outro lado, acho que a resposta que dei não esteve nada bem. Ninguém diz ao director que a empresa é uma merda! Porque, no fundo, foi isso que eu disse. Tipo, “A vida? A minha vidinha estava óptima não fosse esta empersa tão complicadinha!”. Enfim... saiu-me. Mas o que também me intriga é por que é que ele, após esta minha saída brilhante, não aproveitou a boleia e não ficou calado, seguindo o seu caminho até à secretária. Será que estava com vontade de desabafar os seus problemas e desatar-me a chorar ali no meio da empresa? E é isto que me amargura. Sinto que tive a oportunidade de pôr o chefe a chorar baba e ranho e que a deixei escapar.
Bom fim-de-semana, estou a banhos no Sul.
E pronto, depois deste diálogo de corredor, voltei para o meu lugar e fiquei a pensar: a primeira frase poderia não ter passado de uma daquelas frases de elevador (embora não estivéssemos no elevador), não se tivesse dado o caso de ele ter reforçado a ideia no final. Porque, vejamos, ninguém diz “Amanhã é capaz de chover” e ao ouvir alguém responder com “Olhe que eu ouvi o contrário” reforça “não, não, amanhã está mesmo a chover”. Por outro lado, acho que a resposta que dei não esteve nada bem. Ninguém diz ao director que a empresa é uma merda! Porque, no fundo, foi isso que eu disse. Tipo, “A vida? A minha vidinha estava óptima não fosse esta empersa tão complicadinha!”. Enfim... saiu-me. Mas o que também me intriga é por que é que ele, após esta minha saída brilhante, não aproveitou a boleia e não ficou calado, seguindo o seu caminho até à secretária. Será que estava com vontade de desabafar os seus problemas e desatar-me a chorar ali no meio da empresa? E é isto que me amargura. Sinto que tive a oportunidade de pôr o chefe a chorar baba e ranho e que a deixei escapar.
Bom fim-de-semana, estou a banhos no Sul.
segunda-feira, julho 21, 2008
Coisas que já se faziam
Os carros estão cada vez mais evoluídos. É botões para tudo e mais alguma coisa e um dia destes um amiguinho que costuma andar aí de volta das últimas novidades, estava com um que se estacionava sozinho. Arrepiante, digo-vos. Os carros quase não precisam de nós, a verdade é essa. Estamos a um bocadinho assim de tornar real o mundo Kit e Michael Night.
E é por causa disto tudo que me faz muita confusão ter de continuar a pegar na tesoura para recortar aquele quadrado verde do seguro e colocar no vidro. Já se inventava qualquer coisinha menos artesanal, não?
E é por causa disto tudo que me faz muita confusão ter de continuar a pegar na tesoura para recortar aquele quadrado verde do seguro e colocar no vidro. Já se inventava qualquer coisinha menos artesanal, não?
quarta-feira, julho 16, 2008
Passwords
São, muito provavelmente, as coisas mais estúpidas e absurdas que actualmente andam por aí.
Hoje em dia, para tudo e mais alguma coisa, pedem-nos passwords, palavras-chave que temos de criar com x caracteres e que temos de ter a certeza que não nos vamos esquecer delas.
Esta dissertação chega a propósito de há bem pouco tempo ter sido obrigada a fornecer a uma amiga a minha entrada no mail para que me safasse de uma situação. E só nessa altura - no preciso momento em que tive de verbalizar o que até então não passava de umas bolinhas no ecrã que teclava quase sem olhar -, é que dei conta do ridículo da minha escolha.
Bem, na verdade não foi só isso, pois a risota que recebi do outro lado do telefone mal pronunciei a minha password também ajudou a confirmar a tese. “Disseste tal tal tal? Ah ah!”
A verdade é que o contrário também já me aconteceu. Ou seja, ter de ser eu a ouvir as palavras-chave de terceiros e desatar a pensar cá para mim, “ninguém escolhe como password 'filholindo', ou 'aboazuda'. Enfim, as passwords são as nossas carecas e a relação que mantemos com elas é absolutamente tranquila até ao momento em que as temos de partilhar com alguém. Xiça, é que custa mesmo!
Hoje em dia, para tudo e mais alguma coisa, pedem-nos passwords, palavras-chave que temos de criar com x caracteres e que temos de ter a certeza que não nos vamos esquecer delas.
Esta dissertação chega a propósito de há bem pouco tempo ter sido obrigada a fornecer a uma amiga a minha entrada no mail para que me safasse de uma situação. E só nessa altura - no preciso momento em que tive de verbalizar o que até então não passava de umas bolinhas no ecrã que teclava quase sem olhar -, é que dei conta do ridículo da minha escolha.
Bem, na verdade não foi só isso, pois a risota que recebi do outro lado do telefone mal pronunciei a minha password também ajudou a confirmar a tese. “Disseste tal tal tal? Ah ah!”
A verdade é que o contrário também já me aconteceu. Ou seja, ter de ser eu a ouvir as palavras-chave de terceiros e desatar a pensar cá para mim, “ninguém escolhe como password 'filholindo', ou 'aboazuda'. Enfim, as passwords são as nossas carecas e a relação que mantemos com elas é absolutamente tranquila até ao momento em que as temos de partilhar com alguém. Xiça, é que custa mesmo!
terça-feira, julho 15, 2008
O ar da minha graça e só mesmo isso que tenho de ir ali a correr e já volto
Não têm noção da correria em que tenho andado para ter toda a minha vida a andar. Apesar de algumas partes andarem bem atrasadas, como por exemplo coisas lá de casa, eu tenho tentado dar o meu melhor.
A verdade, verdadinha é que eu adoro estas correrias. Amo a sensação do tempo a fugir-me pelos pés, ser quase impossível chegar em meia hora a Lisboa e eu conseguir (não foi M.?), sentir o sangue a ir lá a baixo e depois a vir cá acima e eu nesse segundo já despachei dois textos. I love it!
O pior é mesmo quando se pára. Uma pessoa encosta-se um pouco, agarra num jornal e dá de caras com um despacho da PSP que obriga os polícias a não fazerem piercings, a taparem tatuagens e a não usarem bigodes abaixo do lábio superior. Não é demais? Não é muito maluca esta cena? Estes gajos da direcção nacional da PSP são uns bacanos e têm ideias giras.
Parabéns J. e parabéns M. R. a mãe da T. que agora é mestre!!
A verdade, verdadinha é que eu adoro estas correrias. Amo a sensação do tempo a fugir-me pelos pés, ser quase impossível chegar em meia hora a Lisboa e eu conseguir (não foi M.?), sentir o sangue a ir lá a baixo e depois a vir cá acima e eu nesse segundo já despachei dois textos. I love it!
O pior é mesmo quando se pára. Uma pessoa encosta-se um pouco, agarra num jornal e dá de caras com um despacho da PSP que obriga os polícias a não fazerem piercings, a taparem tatuagens e a não usarem bigodes abaixo do lábio superior. Não é demais? Não é muito maluca esta cena? Estes gajos da direcção nacional da PSP são uns bacanos e têm ideias giras.
Parabéns J. e parabéns M. R. a mãe da T. que agora é mestre!!
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