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sábado, maio 18, 2013

Voltei de longe

Cá estou eu após uma longa ausência. Andei a fazer coisas por esse Portugal e ilhas e já regressei ao meu cantinho.

Para início de conversa deixem-me contar que engordei mais de dez quilos e que já não sabia mais o que fazer à minha vida, pois não conseguia parar de comer. Mas nunca perdi de vista a minha vontade em recuperar o meu corpo de outrora e marquei uma data para o grande arranque: dia 13 de Maio. E não é que comecei mesmo? E não é que passaram cinco dias e três quilos já lá vão? Agora tem sido mais fácil, mas aqueles dois primeiros dias foram terríveis. Tive imensa fome, dores no estômago e muitos apetites. Vou continuar em força e no fim de Junho, se correr como o previsto, terei menos dez quilos. O que quer dizer que a partir de Julho poderei regressar em força aos meus adorados biquínis.

O meu filho Rodrigo, de três anos, tem evoluído de forma espantosa. No meu íntimo sinto que já não tem sinais de Perturbação no Espectro do Autismo, mas apenas um atraso no desenvolvimento. As médicas ainda não lhe deram alta, mas estão confiantes de que tudo estará a ir embora.

Esta semana começámos a tirar-lhe a fralda e não tem corrido muito bem, pois ainda não controlou os esfíncteres uma única vez. Mas isto há de ir lá, devagarinho, como tudo o resto tem ido.

Beijinhos a todos meus queridos lindos do coração.

sexta-feira, abril 12, 2013

Recomendo baby-sitter cinco estrelas

Mãe, avó e educadora de infância no activo.
Tenho 55 anos, gosto e experiência em cuidar de crianças, incluindo crianças com necessidades educativas especiais. Tenho disponibilidade para a zona de Lisboa para brincar e cuidar das suas crianças como baby-sitter aos fins-de-semana ou em períodos de férias, para que possa aproveitar e descansar verdadeiramente.
Pelo melhor para os seus filhos, contacte terezaadams@gmail.com

E agora vá, confiem na Teresa, um amor de pessoa vos garanto e muito experiente, e vão desbundar, sair com amigos, ao cinema, arranjar o cabelo... E por aí fora.

quinta-feira, abril 11, 2013

Mudanças

Deitei-o à hora do costume, com a rotina habitual, que começa com ele deitado na cama enquanto lhe conto uma história inventada à pressão e com ele depois a pedir-me colo para a grande recta final, até adormecer, para o devolver finalmente à cama.
Naquele dia o Rodrigo não me pediu colo, deixou-se ficar na cama, foi fechando os olhos e adormeceu assim. Mas não fiquei feliz com a súbita realização daquilo que eu há tanto pedia. Notei-o prostrado e quente. Passadas duas horas acordou em choro e quando cheguei junto a ele estava completamente encharcado em suor. Mal lhe peguei, vomitou o jantar. Teve, penso eu, uma paragem de digestão.
E agora a parte boa: passou o resto da noite bem e desde aquele dia tem adormecido deitado na cama dele. Não há cá colo para ninguém, não há cá contar até cem pelo quarto fora. Agora, dez minutos bastam para mergulhar nos sonhos. Epá, estou mesmo contente com isso. As minhas costas também. Ah, e os meus serões também agradecem.

Próximas missões:

- que coma fruta sem ser aquela passada de frasco (que é a única que come);

-que largue as fraldas bem depressa. Arghhh, que eu já não suporto fraldas. Este verão já vai fazer quatro anos e não há maneira de pedir para ir à sanita.

quarta-feira, abril 03, 2013

O regresso à escola

Pois que correu tudo muito bem neste primeiro dia de escola após as férias da Páscoa (sou só eu que acho que quinze dias de pausa são um disparate, um exagero?). O Rodrigo não bateu muito nos colegas e esteve minimamente disciplinado. Está com um feitio daqueles!! Ontem, porque não queria mudar a fralda, fez uma birra tal que pela primeira vez deu-me uma dentada. Ele bem vai ficando de castigo e repetindo que não se bate, mas a verdade é que se esquece facilmente nas situações em que é contrariado. De qualquer modo, penso que as coisas estão controladas e não me arrependo de não ter recomeçado com a risperidona.

segunda-feira, abril 01, 2013

Escusado será dizer...

...que ainda não comecei porra de dieta alguma. Mas há boas notícias: ideias de como fazê-lo não me faltam.

domingo, março 24, 2013

Hoje fico-me por esta

Seis quilos! Seis quilos a mais. Eu estou mais gorda seis quilos. Meia dúzia de balofice, assim, vinda não se sabe de onde. A três meses do verão. Está-me cá a parecer que este ano vou dar muito uso aos fatos de banho. Ai vou, vou.

(Escrevo isto depois de ter enfiado pró bucho uma tabelete de chocolate. Ou seja, para além de gorda, estou parva)

quinta-feira, março 21, 2013

O diagnóstico do otorrino

A boa notícia: o Rodrigo não tem adenóides grandes.

A má notícia: tem líquido no ouvido. Com tantas constipações, aquilo não está a drenar como devia e tem otite serosa. Ele ouve bem, mas esta situação pode levá-lo a confundir o som de determinadas consoantes, acabando por dizer o "v" no lugar do "f" e por aí fora.

E agora? Bom, para já está a fazer um tratamento com a duração de três meses, findos os quais se avaliará a quantidade de líquido no ouvido.

O melhor cenário: ter diminuído após o tratamento. Adeusinho sô tora e vamos para casa brincar.

O pior cenário: o quadro permanecer inalterado. Aí, terá mesmo de ser operado aos ouvidos para lhe colocarem um dreno, aproveitando também para tirar os adenóides. Esta parte é que estranhei, se não são grandes, por que lhos tiram? Enfim, serão questões para ver mais à frente.

Saí do consultório a chorar, não tanto por achar que é uma coisa grave (há montes de miúdos com o mesmo problema) mas mais por pensar no pós-operatório, nas dores e na rabugice dele... É natural que fique angustiada com isso, afinal, é uma cirurgia e ele é tão pequenino. Mas bola para a frente, que eu não quero ter um puto charila à frente a dizer-me "fou ali puscar uma vaca para cortar o fife". Isso é que não!

(Ai gente, o Rodrigo está um tagarela de primeira e eu estou tão feliz com isso que até o tenho deitado mais tarde do que é habitual. Sabem? Ando a pôr a conversa em dia com ele. Foram três anos e meio de silêncio e agora esta casa enche-se de um barulhinho bom que custa desligar)

terça-feira, março 12, 2013

Como-eu-consigo-sair-à-noite-deixando-o-meu-filho-de-três-anos-em-casa

Em primeiro lugar porque tenho um marido espetacular que, regra geral, não é muito dado a noitadas. Prefere estar em casa e, por isso, fica sempre de guarda enquanto eu ando na ramboia. Evita aquela coisa de estarmos sempre a reivindicar de quem é a vez de sair. De qualquer modo, como durante pelo menos dois dias por semana trabalho até tarde e é o Zé quem sozinho trata do Rodrigo (dá banho, jantar e deita-o), opto por nos restantes dias não o deixar novamente como “mãe e fada do lar”, até porque quero estar com o meu filho. Ou seja, nesses dias, saio do trabalho, vou a casa, trato do Rodrigo e deito-o. Com ele já a dormir, toca de me arranjar para sair. O pior que pode acontecer é ele estar naqueles dias de insónia, em que demora imenso tempo a adormecer. Já aconteceu isso dar-se tão tarde que acabo por perder a vontade de sair. E já aconteceu também ser forte e seguir com o que estava definido, mas chegar ao local e já não haver festa. Por estas razões, nunca combino jantares, acabo por aparecer, habitualmente, já na parte dos copos, que é quando me consigo despachar. Antes de deitar o Rodrigo, certifico-me de que tenho tudo a jeito (sapatos, maquilhagem, roupa, casaco, chave do carro, cigarros) para não andar pela casa a fazer barulho. Pois ele acordando, esqueçam lá a saída (eu sei, o Zé podia voltar a adormecê-lo, mas eu é que já não me divertia tanto). Na hora da chegada, sejam três, quatro ou cinco da manhã, a regra do silêncio prossegue e a entrada no lar faz-se com os sapatos de salto na mão, directa ao quarto, onde me aguarda uma cama aquecida mas muito breve. Que isto de fazer noitadas sendo mãe também já não é a mesma coisa. É que tirando o facto de por volta das três da manhã (e por muito boa que a música seja) já estar de rastos, há sempre um piolho a saltar-nos para a cama bem cedinho, a querer brincar, bem cedinho, a querer muita atenção, muita conversa, bem cedinho. Oh meu Deus, tão cedinho.

domingo, março 10, 2013

Como correu a noite

Pois que correu muito bem! A dormir pela primeira vez na sua cama nova, o Rodrigo acordou apenas uma vez, mas nem se levantou. Chamou-me, dei-lhe colo e lá ficou outra vez. Até que horas? Até às vinte para as onze!!!! Epá, já nem me lembro do que é dormir quase até à hora de almoço com ele em casa. Ele sabe que consegue sair sozinho da cama, mas pelos vistos vai continuar a fazer tudo como se estivesse na cama de grades. Fica lá deitado a chamar-me. Mas é normal, está ainda a habituar-se.

sábado, março 09, 2013

Cama nova

Estive o dia todo de volta do quarto do meu filho, mas valeu a pena. Ele ficou super feliz com a "cama nova, à homem grande", vamos lá ver se eu e o Zé também vamos ficar ou se vamos passar a noite com ele a aparecer-nos no quarto por já conseguir sair sozinho.

terça-feira, março 05, 2013

Dia Europeu da Terapia da Fala, 6 de março

"A ansiedade dos pais para que os filhos falem corretamente pode atrasar o desenvolvimento da linguagem, levando a uma inibição da criança. Pais e educadores devem estar atentos, mas importa igualmente que seja dado tempo, espaço e que sejam desenvolvidas estratégias adequadas para estimular a aprendizagem." A recomendação é dos especialistas do Centro de Medicina de Reabilitação de Alcoitão, da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, no âmbito do Dia Europeu da Terapia da Fala, que se assinala a 6 de março. Dicas importantes (Gracinda Valido, terapeuta da fala de Alcoitão) A criança é permeável à ansiedade dos pais, dos adultos; Deve falar-se com os filhos sempre com calma, não querer antecipar as respostas, dar-lhes tempo para responder, para aprender; Se há um erro, não se deve repreender, mas repetir de forma correta; Os pais devem participar ativamente, brincar, contar histórias, com um discurso e léxico adaptado à idade das crianças; Devem ainda escutá-las e incentivá-las a exprimir o seu pensamento. “Existem padrões comuns, mas nem todos os bebés falam entre os 9 e os 12 meses, o que não significa que tenham uma patologia. As crianças do sexo masculino, por exemplo, geralmente começam a falar mais tarde”, comenta Gracinda Valido. Principais sinais de alerta: Dizer as primeiras palavras mais tarde do que outras crianças da mesma idade; trocar sons nas palavras (ex: bota/mota); fazer reformulações constantes do que quer dizer (ex: hoje cinema vamos…Vamos hoje ao cinema?). Ou ter dificuldades em lembrar-se dos nomes das coisas, em perceber piadas, interpretando-as à letra, em responder adequadamente a perguntas começadas por “Quem, Como, Quando, Onde, Qual…”, entre outros indícios. A importância da intervenção precoce: Em Portugal, cerca de 5,4% das crianças apresentam dificuldades em ler e, sobretudo, em escrever. Por isso, “sempre que os pais, educadores e pediatras identifiquem, no desenvolvimento da linguagem de uma criança, um atraso ou desvio em relação à norma, devem procurar o acompanhamento junto de terapeutas da fala para uma avaliação diagnóstica a fim de detetar qualquer problema”, recomenda a terapeuta. São várias as causas que podem levar uma criança a apresentar um atraso no desenvolvimento da linguagem: seja deficiência auditiva, um atraso cognitivo, um défice de atenção grave, problemas emocionais ou a privação do meio linguístico estruturante. Independentemente da causa, o fundamental é atuar a tempo.

segunda-feira, março 04, 2013


Respondendo ao desafio lançado pelo blogue Vidas da Nossa Vida (desculpem não linkar mas não o sei fazer aqui no i phone) cá vai...

EU
Prato favorito: Dêem-me pratos sem cebola e leguminosas e sou uma mulher feliz.
Peça de roupa e acessório: Um bom soutien que me ponha as mamocas a olhar para o céu e sapatos.
Música favorita: Vou mudando muito consoante o que se ouve, mas ponham-me um bonito fado ou uma doce morna e fico muito feliz.
Flor: Pompons verdes (os do meu casamento)
Cor: de burro quando foge. Adoro!
Cheiro favorito: O do meu filho.
Livro favorito: As receitas da Bimby
Local: O colo da minha mãe. Aos 35 ainda sabe melhor.
Brincadeira favorita: aos médicos... Com o meu marido.
Quotes mais importantes para a vida: Entregarmos-nos a ela.
Bolo favorito: O rim!
Maior mentira: Dizer que o rim é o meu bolo preferido.
Maior traquinice: Ouvir as conversas das vizinhas.
Gelado favorito: Doce de leite
Profissão que queríamos ser: Nadadora-salvadora, muita alta e boazona. À noite cantava no bar da praia.
Defeito da Mãe: Amar em demasia.
Qualidade da Mãe: Amar em demasia.

Eu e os meus filhos
Fecho os olhos e a primeira imagem que tenho de ti é...
Os caracóis.
Coisas que queres ensinar-lhes: que, quando aos 15 anos me pedirem para ir para Santos ou para o Bairro Alto e eu disser que não, não me desatem ao estalo para saírem porta fora.
O que guardarias na caixa de recordações dos teus filhos: fotografias minhas... muitas.
Locais onde querias levar os teus filhos: Lanchar a casa dos bisavós que nunca conheceram, com eles lá.
Coisas que gostas que eles te digam: "Bom dia".
Coisas que não ias gostar que eles fizessem: que não me avisassem quando eu começasse a usar o batom por fora dos lábios para parecerem mais grossos, como a sô dona Amália fazia.
O que não gostas de fazer aos teus filhos: Obrigá-los a fazerem o que não querem. Acho horrendo.
Queres muito que os teus filhos: Tenham filhos, para não perder nunca esta coisa maravilhosa que é a de nos vermos a crescer.


quinta-feira, fevereiro 28, 2013

quarta-feira, fevereiro 27, 2013

Novo método. Será que resulta?

O meu exterminador implacável versão mini continua a bater nos meninos da sala. E para tentar que o Rodrigo não o faça, a educadora criou uns autocolantes de bom ou mau comportamento para ele colar na bata ao fim de cada dia de escola, consoante se tenha portado.
Hoje foi o primeiro dia... e levou logo com uma cara triste, pois bateu em duas meninas. Quando cheguei junto a ele mostrou-me logo, contando-me que se tinha portado mal. A educadora e eu já combinámos com ele que amanhã, para trazer o autocolante da cara a sorrir, não poderá agredir ninguém. Ele não diz que sim nem que não, apenas vai repetindo o que lhe dizemos e manifestando a vontade de ficar com um autocolante com a cara contente. Estou desejosa de saber se resulta. É que se sim, faço já um lote deles cá para casa. O castigo (ficar sentado no sofá do seu quarto um pouco de tempo sozinho e sair só sob as nossas ordens e depois de pedir desculpa) não tem resultado muito bem. Ele colabora tão eficazmente na reprimenda (fica sossegado, sem chorar) que às vezes quando lhe dizemos "pára já com isso, ou queres ir para o castigo?" ele diz que sim, que quer. Eh eh. Bem, agora é fazer figas e aproveitar para pedir desculpa aos pais da Matilde e da Leonor, as duas crianças hoje "abençoadas" pela mão pequena mas pesada do Rodrigo.

terça-feira, fevereiro 26, 2013

Coisas difíceis de ouvir

Já antes havia sido dito aos meus pais. Hoje fui eu que ouvi. Quando cheguei à escola para buscar o meu filho, a educadora e a terapeuta da fala conversaram comigo por causa do congestionamento nasal do Rodrigo, que é muito constante. Nesse contexto, alertaram: "Ele cheira muito mal mãe", disseram. Fogo, que cena. Eu sei. Quando está mais constipado o Rodrigo fica mesmo com mau hálito, mas eu já questionei a otorrino dele por causa disso e ela disse-me que isso era normal nos miúdos que andam sempre com muitas ranhocas e inflamações no nariz. Que é o caso. Mas hoje, perante aquela chamada de atenção, começo a ver que, afinal, não será assim tão normal. A educadora, por exemplo, trabalha há anos com miúdos. Será que apenas o meu fica com aquele cheiro? Estão a ver aquele odor a febre nos miúdos? Pois o meu tem muitas vezes. Que aborrecido para ele, não? Quero que ele seja cheiroso, tadinho. É que mais um ano e os putos começam na onda das alcunhas e lá fico com o "doninha" a entrar triste em casa. Eu farto-me de pôr soro no nariz, todas as noites toma uma colher de sopa de Zyertc por indicação médica e muitas vezes leva ainda com as gotas de neo-sineferina. Caramba! Mais não posso fazer. De qualquer forma vou aguardar os exames que ele fez agora no otorrino e marcar uma consulta com a pediatra, para ver o que ela aconselha. Já agora, halls ou smints para crianças de três anos, há?

segunda-feira, fevereiro 25, 2013

Estou de férias...

... e por isso, depois da escola, levei o Rodrigo ao Oceanário. Até aos três anos eles não pagam. Adorou.








domingo, fevereiro 24, 2013

Diversão na cozinha

Segui o conselho de uma das leitoras e há dias fiz com o Rodrigo as bolachas de chocolate da bimby. São boas, boas e ele divertiu-se à grande com o rolo da massa e a cortá-las em bolas.

sábado, fevereiro 23, 2013

Assim sim

Agora que o meu filho se tornou num ser social (basicamente está uma Maria vai com as outras), posso finalmente descansar quando venho aos meus sogros. Ele agarra-lhes na mão e desbrava a casa toda. E eu tipo rainha, como já não o era há dois anos, no sofá, a ver televisão sem ser às três da manhã.

Agora a sério

Regresso a este meu espaço em força após um período da minha vida um pouco mais atribulado... mas está tudo bem.

Ora então, vamos lá ao meu tema preferido: o meu filho Rodrigo, três anos e meio.

O puto já está mesmo a falar! Pais de toda a parte e mais alguma que têm pequenos que estão atrasados na fala: calma e persistência. Com a terapia adequada e muita estimulação a coisa dá-se. Mantenham a esperança em alta e inspirem-se no caso do Rodrigo para que não deixem de acreditar que mais tarde ou mais cedo eles começam a falar.

Mas agora que fala, já não precisa de mim nem do Zé para lhe enumerarmos coisas, como letras e números, as suas grandes obsessões desde bebé. Fá-lo sozinho e nessa área acabamos por perder um pouco o controlo.

Tanto que vamos voltar a dar-lhe a risperidona que deixou de tomar em Dezembro. É que gradualmente tem regressado às estereotipias, bem como ao comportamento muito agressivo.

Conta em voz alta até cem, vezes sem conta, e adormece sempre comigo a contar. Normalmente adormece no tempo de eu contar até ao cem duas vezes, com uma melodia que inventei. Durante o dia só quer saber de algarismos e mesmo quando lhe leio histórias já nem liga muito ao enredo, mas antes aos números das páginas. Sabe o dia em que nasceu, bem como os aniversários de todos os familiares mais chegados; sabe a idade de cada um de nós; desenha até ao três; faz birra para ser ele a programar os minutos da bimby ou do microondas; mexe no volume da tv para ver os números baixar e subir; sabe quanto calça... tem três anos e meio. Com as letras é mais calmo, mas durante o dia também diz o abecedário muitas vezes, não conseguindo apenas dizer o J.

Já para não falar que está muito mais impulsivo. Voltou a bater-nos e recentemente os ataques de fúria têm sido muito agressivos. É muito mimoso, mas quando é contrariado vira um bicho e damos por nós a prender-lhe os braços e as pernas para não nos magoar nem se magoar a ele. Acaba por ficar sozinho numa divisão para acalmar, o que acaba por acontecer.

Ou seja, por muita vontade que eu e o Zé tenhamos em que ele se veja livre de remédios (por conselho médico, obviamente) é incontornável que neste momento precisa deles.

De um modo geral, é um puto muito esperto, socialmente está impecável, é afectuoso e, como já fala, está naquela fase de ter saídas que nos deixam a rir. Mas pronto, venha de lá a risperidona, que para já ainda precisa.

sexta-feira, fevereiro 08, 2013

O carnaval

O Rodrigo foi de Mickey. É uma das coisas que sabe dizer, o fato é confortável, quente e ele divertiu-se imenso. Vinte e cinco euros e fez-se a festa. Ainda bem que a escola não se pôs com exigências em termos de máscara, que eu esta semana bem vi as minhas colegas aflitas com os cortes e costuras a que se viram obrigadas por causa dos carnavais temáticos.

Espero que os vossos também se tenham divertido. E vamos continuar com a festa que ainda há muitos desfiles para fazer no fim de semana.