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quinta-feira, novembro 30, 2006

Pementos de Padron*

Sofrimento é olhar para os gatafunhos indecifráveis de um relatório médico e perceber no meio do caos de riscos a palavra "maligno".

...* Uns pican outros non

terça-feira, novembro 28, 2006

Ide e comprai



O meio editorial nem sempre é só para amigos, como se diz, e um autor desconhecido pode conseguir que o publiquem, quando tem qualidade e é perseverante. A prová-lo está o meu amigo (para mim sempre Luís) Miguel Romeira que viu impresso o seu primeiro livro. Eu já li e recomendo. Deixo-vos um cheirinho da contra capa para aguçar a curiosidade da leitura ou dar uma ideia para presente de Natal:


“(…) um grupo de amigos, com mais de vinte anos que se debatem com os seus primeiros problemas de adultos.
A sua relação com a vida comporta sentimentos e sensações ambivalentes: são amigos e inimigos; são capazes de se apaixonar com fulgor e intensidade, para num momento seguinte se afastarem e comportarem com a maior das indiferenças. (…)”

sexta-feira, novembro 24, 2006

Estou viva e aconteço

Aiiii! É o que me tece dizer sobre a loucura que têm sido estes dias da minha vida. Peço desculpa aos fiéis visitantes deste humilde canto da net por não terem tido nos últimos dias grandes novidades para ler, mas o tempo às vezes tem destas coisas e a verdade é que esta última semana foi de loucos.

Bom, tudo isto para dar um ar da minha graça e dizer que se aproxima mais um fim-de-semana de trabalho, por sinal bem animado. É que amanhã estou a fazer a cobertura do Circo Chen, onde o Castelo Branco se vai estrear. O homem tem andado louco com esta sua nova vertente de domador, nem quero imaginar amanhã!

Eu só espero é que este temporal dê um bocadinho de descanso. É que não me está nada a apetecer ter um final triste do género esmagada por baixo de uma tenda de circo com o Castelo Branco em pânico agarrado às minhas pernas. Deus me livre!

Bom fim-de-semana amigos!

quinta-feira, novembro 16, 2006

Pementos de Padrón *

Prazeres são melhores a dois, aperfeiçoando uma ginástica quase fácil que envolve axilas e coxas abertas. A língua toca à campainha, percorre o corredor… e é quando Deus fecha uma porta que esvoaça uma borboleta.


... *Uns pican e outros non
(quando fazem a barba de manhã)

sexta-feira, novembro 10, 2006

Sexo para o fim-de-semana...

Uma nova técnica de sexo oral promete uma ejaculação feminina como acontece com os homens em apenas dois minutos.

A chamada técnica da borboleta foi descoberta por um senhor que se chama Paulo Pacheco e está toda ela explicada num livro que se encontra já à venda e que se chama “A Arte da Borboleta Sexual”.

Para evitarmos corridas à pressa para adquirir um exemplar, deixo-vos aqui uma descrição resumida deste novo método. Então vamos lá:

Para começar, ele deve abrir os dois lábios internos da vagina, onde poderá verificar a geometria de uma asa de borboleta.(ah, ah, cá está ela!).

Para dar todo o prazer à parceira, o homem terá que fazer várias sessões contínuas de sexo oral. O mais importante é que o canal de ar produzido a partir da pressão vibratória dos lábios masculinos no clítoris faça com que o desejo dela seja contínuo e crescente. (Sim, também eu precisei de ler isto cinco vezes para perceber!)

Mas agora é que são elas. Ora vejam!

O homem, ao fazer sexo oral, terá de produzir um som semelhante ao de um besouro, soprando lenta, mas regularmente, enquanto acaricia a mulher com a língua. (Atenção, o som não é o de uma abelha, mosca ou mosquito, mas sim de um besouro! Fantástico não é?!)

Bom, o tal senhor diz que há outra forma de ajudar a mulher a gozar ainda mais que é colocando as axilas em cima das coxas dela, de forma a agarrá-la na altura em que ela atinge os orgasmos múltiplos. (Ainda não percebi muito bem esta parte).

E pronto, está feito. Não é bonito? Este senhor Paulo Pacheco não é um espectáculo meninas?
Agora vá pessoal, vamos lá a aproveitar o fim-de-semana para pôr isto em prática e depois contem coisas sobre as asas da borboleta.

É caso para dizer: "Este minete dá-te aaaaaaasas!"

quinta-feira, novembro 09, 2006

Pementos de Padrón *

Desconfianças são comadres a ralhar com os aventais cheios das supostas verdades a descoberto. As tardes são ventosas em seu redor, sopra um ar de poucas amigas.


* ... Uns pican e outros non

sexta-feira, novembro 03, 2006

Grande titerada!

Ainda ontem era sábado, dia 28 (veja-se o post mesmo aqui em baixo), e já estamos prestes a chegar a mais um.
Pois é... e ou muito me engano ou estou com inveja de muita gente que anda por aí. É que, mais uma vez, estou a trabalhar amanhã. Como se isso não bastasse tenho um serviço logo de manhã. Como se isto também ainda não fosse suficiente, trabalho também domingo.

Isto é que vai ser uma festa!

sábado, outubro 28, 2006

Consultório que tal 2

O que há de esquisito nestas pesquisas é que os motores vão buscar as combinações de palavras ao acaso e foi o que aconteceu com este leitor de Lisboa, que imaginamos já entradote, calvo e um pouco gordo, que tropeçou no Coisas que Tal desta forma:
comboios de putedo
Parece-nos que anda à procura de festa grossa, mas olhe não é aqui, está bem? Vá bater a outra carruagem!

Consultório que tal

O Coisas que Tal inaugura uma rubrica de aconselhamento aos seus leitores, porque nos temos deparado com algumas pesquisas deveras preocupantes nesse mundo lúdico que é o do “Site Meter is watching you”.
E o nosso primeiro ombro amigo vai para uma ilha que é um jardim, directamente para um, calculamos, ainda jovem e algo inconsciente, que chegou até nós através desta frase:
não compareci no centro desemprego
Realmente o dito centro é “de Emprego” a título figurativo, visto normalmente ser garante de mais desemprego, e imaginamos que não deve ser fácil viver na mesma ilha que o Alberto João… por isso amigo, respira fundo e arranja um atestado médico, os tais senhores não mordem nem dão empregos, e olha aparece por cá mais vezes!

Como dizia o Poeta

Quem já passou por esta vida e não viveu
Pode ser mais, mas sabe menos do que eu
Porque a vida só se dá pra quem se deu
Pra quem amou, pra quem chorou pra quem sofreu
Ai, quem nunca curtiu uma paixão
Nunca vai ter nada, não
Não há mal pior do que a descrença
Mesmo o amor que não compensa é melhor que a solidão
Abre os teus braços, meu irmão, deixa cair
Pra quê somar se a gente pode dividir?
Eu francamente já não quero nem saber
De quem não vai porque tem medo de sofrer
Ai de quem não rasga o coração
Esse não vai ter perdão
….

Toquinho e Vinicius de Moraes

sexta-feira, outubro 27, 2006

Uns sao filhos, outros...

E pronto, cá estamos à porta de mais um fim-de-semana de loucura. Não é tão bom?
Nãããããããoooooooo! Pois aqui a moçoila vai estar a trabalhar amanhã para que os meninos aí desse lado possam ficar a saber tudo o que se passa no mundo da televisão e do jet set. Ah pois é!

quinta-feira, outubro 26, 2006

A cuspir fogo

O Rui Reininho tira-me do sério. E é mesmo só ele, porque em relação às músicas dos GNR não tenho razão de queixa, antes pelo contrário.
Aliás, devo confessar, e as pessoas que me são próximas sabem disto, que a única música que até hoje me atrevo a tocar na viola é o emblemático “Dunas”. Divirto-me sempre. O mesmo já não posso dizer das pessoas que me ouvem, mas isso levava-nos a outra conversa.
Bom, a verdade é que as músicas dos GNR dizem-me bastante por terem atravessado uma parte da minha vida que primou por ser parva e divertida.
Quantas vezes não se terminava um jantar daqueles bem regados de um vinho cuja marca era o menos importante, a cantar de faces rosadas aquela do “adoro o campo, as árvores, as flores, jarros e perpétuos amores...”. Não é demais!? E então aquela parte do “... todos os bichos do mato...”, “efectivamente”, e lá se seguia o “lá, lá, lá, lá lá”, em jeito de coro. Um show!
Mas pronto, lá está, o Reininho irrita-me. Irritam-me aqueles braços muito compridos ali a decorar o tronco, não suporto aqueles dois dentes enegrecidos ali sempre a espreitar, as gengivas à mostra quando se escacha a rir, aquele jeito meio de bicha mas sem o ser (ao menos que fosse), o tom de voz, e a forma pseudo-intelectual-brincalhão que imprime à sua oratória, sendo que de intelectual não tem nada e, de graça, nem um bocadinho. Enfim, o Reininho pode ser um porreiro, não o conheço, mas para mim há-de ter sempre aquele ar olheirento que dá vontade de lhe espetar com uma rodela de pepino em cima e aquele ar de quem cheira bestialmente mal da boca!
Cruel? Só um bocadinho...

quarta-feira, outubro 25, 2006

Dedicatoria a Luis Filipe Vieira (nao tenho acentos para titulos)

“(...)Nunca ter falhado. Não importa. Tentar outra vez. Falhar outra vez. Falhar melhor."


by Samuel Beckett

terça-feira, outubro 24, 2006

Isto ‘tá bonito!

Certamente se lembram de vos ter contado sobre aqueles meus ataques de alergia súbita cuja causa ainda não foi encontrada, apesar de já ter gasto rios e rios de dinheiro em testes e mais testes. Inútil. Bom, e certamente se recordam também que por ter essas crises alérgicas que me mergulhavam numa cama de hospital a soro e curtizona, deixei de jogar basquet numa equipa maravilhosa que entre 11 equipas conseguia ganhar a duas.
A verdade é que nunca mais voltei a fazer desporto e, por vezes, tenho até já uma certa dificuldade em perceber se os meus músculos ainda estão vivos. Essa certeza vai-me surgindo infelizmente nas situações mais parvas.
É que por não fazer absolutamente nada, fico com os músculos doridos se ando um dia inteiro de ténis(!!), se num dia carregar uma caixa (!!), ou se num casamento dançar muito (!!). Impressionante não é? Imagine-se ainda que por ter tirado ontem uma folga e ter conseguido dormir mais um bocadinho fiquei com os músculos do pescoço dorido.
Isto está bonito está! Raios partam a alergia que não se dá a conhecer para eu lhe poder dar a volta!

sexta-feira, outubro 20, 2006

Qual é exactamente a parte de...

"Publicidade não endereçada: aqui não, obrigado"

... que os distribuidores de publicidade não compreendem??

Hoje esta de chuva...

... e eu também!

quinta-feira, outubro 19, 2006

A fazer ronha como gente grande

Estou sempre a queixar-me que tenho sempre muito trabalho para fazer, que nem sequer tenho tempo para fazer as minhas coisas e assim.
A verdade é que eu passo a vida a queixar-me de tudo, numa espécie de vertigem hipocondríaca remetida à realidade dos meus dias. Isto tudo para vos confidenciar que passei a manhã inteira a fazer que trabalhava que nem uma moura quando, na verdade, estou até agora em grande rambóia a ver sites de mobiliário, outros blogs, jornais diários. Enfim... de tudo tenho feito para não estar a fazer nada.
Esta tarefa seria até fácil se eu não tivesse o meu computador virado para o local de passagem das chefias. Ou seja, tenho que estar sempre atenta para que quando eles passem não vejam que ando nesta loucura.
De quando em quando, os colegas vão fixando os olhos em mim e eu respondo com um bufar em sopro contínuo como quem diz, “nunca mais é sábado, tenho trabalho p’ra caralho e força que é para isto que nos pagam!”. Do outro lado, chega um tom animador de quem se sente tabém atolado em trabalho até ao pescoço. Mal sabem eles que o meu bufar se prende com a lentidão que as páginas de sofás em canto demoram a abrir.
Toda esta ronha é boa, até à altura em que deixamos de ter coisas parvas para fazer. Os blogs já foram todos vistos, os sites também, os jornais online já foram lidos de uma ponta à outra e até dava jeito que nos dessem qualquer coisa para fazer. Uma coisa qualquer...

terça-feira, outubro 17, 2006

Não deixe as notícias sujar a rua

Não sou contra a distribuição gratuita de jornais nos transportes públicos. Aplaudo o seu aparecimento que pôs muita a gente a ler as notícias logo pela manhã, ao invés de irem a dormitar, a roer as unhas ou a apreciar o penteado da vizinha do lado. Claro que há quem se agarre de imediato e furiosamente ao Sudoku ou ao horóscopo do dia, e quem questione o formato reduzido em que as notícias são apresentadas, a contrastar com a abundância de publicidade. Mas passando por cima destes pormenores, continuo a achar positivo o seu aparecimento e sou leitora do Metro e do Destak, mais leves que um livro e com informação que se assimila em poucos minutos (o ideal para as 4 viagens de curta duração que faço por dia). O que me entristece, e não é preciso esperar pelo final da tarde, é o volume de lixo gerado por estes jornais gratuitos. Como são de borla as pessoas abandonam-nos em qualquer lado, chegando a pegar noutro exemplar igual umas horas depois. É ver carruagens pejadas de folhas, entradas de estações de metro e plataformas de comboio com bocados de jornais a voar, tal qual a queda da folha outonal. Não vejo isto acontecer com as publicações periódicas que são pagas, por isso deixo a sugestão duma campanha aos leitores, com frases deste género, impressas em letras garrafais:
Este jornal é gratuito mas não é poluidor.
É para ler nos transportes, mas não é para deixar nos transportes.
Não deixe as notícias sujar a rua.

segunda-feira, outubro 16, 2006

WC divertido
















Chamam-se “Hundertwasser's Kawakawa Toilets” e ficam em Kawakawa, na Nova Zelândia. Foram construídos em 1998, por inspiração do artista Frederick Hundertwasser, e devem ser os urinóis públicos mais coloridos do mundo. Parece que já se tornaram numa atracção para os turistas… pudera! Até estou a imaginá-los a beber uma cerveja para ajudar à festa, e a dizer: - Então, vamos lá dar a mija ao WC divertido. Traz a máquina!

sábado, outubro 14, 2006

Recuperação da informação

Neste século acelerado, onde a Internet é um espaço que serve as necessidades inadiáveis de informação dos seus utilizadores, o Coisas que tal tem dado uma mãozinha em pesquisas tão importantes como estas:

- coisas engraçadas sobre escutismo
- brincadeiras para carros para noivos
- flic-flac à rectaguarda
- inversão de papéis na sociedade
- mau odor nos pés
- músicas espanholas com castanholas
- bares de strip para homens
- tudo sobre ovelhas
- as feiras temáticas nas aldeias
- coisas ayurvédicas
- tatuagens de eclipses

Ora digam lá se este não é um blog multifacetado, onde todos encontram uma resposta às suas inquietações…