E pronto. Agora há monstros, fantasmas e sonhos maus. O Rodrigo está a passar a fase dos terrores nocturnos que muitas vezes passam ali para uma espécie de terrores matutinos e vespertinos, consoante lhe apetece.
Tem pedido para dormir na nossa cama, mas temos sido irredutíveis, com prejuízo de várias horas de sono, porque depois, à vez, ficamos de vigia junto à cama dele, mãos dadas, perante um sono muito leve para que não lhe escape a nossa fuga, quarto fora, em direcção à porta, em apneia para o príncipe semi adormecido não nos reclamar de novo para junto dele.
Nem sempre corre bem, o quarto é pequeno, mas de madrugada o caminho até à porta parece um corredor coooooomprido, cheio de obstáculos difíceis de ultrapassar no breu, como peças de lego e carrinhos.
Até agora temos estado firmes nesta nossa decisão de ele não dormir na nossa cama. Nada contra com quem o faz, mas preferimos assim. Olheirentos mas determinados. Até quando? Não sei bem. Esta semana estive ali mesmo quase a ceder, mas mal senti o primeiro pé a espetar-se na minha barriga, levei-o para o quarto e fiquei lá com ele.
Provavelmente é trauma de família. O meu sobrinho tem 12 anos e ainda dorme com os pais.
De maneira que agora ando aí com leituras para pôr em dia. Leituras que me dêem várias visões sobre qual será a melhor forma de lidar com estes medos sem ter de andar feita zombie durante o dia.