Sou obcecada por grávidas. É inexplicável e, que me lembre, manifesta-se desde os meus 23 anos. Desde essa altura que me lembro de ficar absolutamente fascinada com grávidas e de começar eu própria a querer ter um filho. (Só vim a ser mãe aos 32, pelo rumo que a minha vida amorosa levou).
Quando alguém muito próximo me anuncia que está em estado de graça fico fora de mim e entro em delírio. Da última vez, até fiquei fisicamente indisposta quando uma amiga me deu a boa nova. Mas o fenómeno não se dá apenas com pessoas que me estão próximas. Mesmo nos casos de mulheres que não me dizem grande coisa, recebo a novidade e emociono-me. Choro. E elas ficam a olhar para mim, incrédulas, provavelmente a pensar que estou a atravessar por um período depressivo da minha vida. Mas não. Emociono-me de verdade porque acho que é das coisas mais fantásticas da Natureza.
Gosto de ir vendo as barrigas crescer. E se dependesse da minha vontade acompanharia todas as ecografias das minhas amigas. Lá estariam elas na marquesa, os maridos ao lado, e depois eu... numa cadeirinha, toda contente, com as mãos pousadas em cima das pernas. Eu até acho que elas já fogem de mim. Mas não consigo dar conta deste fascínio. E claro está que me vejo a ter quatro, cinco, seis filhos. Depois desço à terra e percebo que não é nada disso que se vai passar. Ainda hoje no carro, sozinha para os meus botões: “Já tenho 33 anos, se não me despachar nem aos três chego”. E entristeço-me, quase a bater no lancil. Entristeço-me porque não posso apressar a minha vida, correndo o risco de tropeçar nela.
Espaço sobre tudo e mais alguma coisa, que isto de ter cantinhos muito específicozinhos sobre coisinhas pode ser, vá, esquisito
quarta-feira, fevereiro 09, 2011
segunda-feira, janeiro 31, 2011
E aconteceu
sexta-feira, janeiro 28, 2011
O bicho
Apanhei um bicho maluco faz hoje oito dias. Uma constipação maluca que parece não ter fim e que vai saltitando a seu belo prazer entre os mais variados sintomas que uma constipação pode ter. Ainda não estou boa. E pior, espalhei o bicho maluco à minha volta. Rodrigo foi o primeiro. Felizmente não fez febre, mas a brincadeira já valeu uma ida às urgências com ele, para lhe observarem os ainda frágeis pulmões. Acho que está a ir embora, mas ainda lá anda, a estragar-lhe as noites. A estragar-me as noites. Depois, foi o Zé que apanhou. Seguiu-se a minha mãe e hoje já está o meu pai. Gente. Afastem-se de mim que eu estou perigosa, contagiosa, peganhenta, quase letal. Pus a família toda a máscaras e não há maneira desta bicharada toda que me invadiu o nariz e brônquios se ir embora. No meio de toda esta cambada de doentes, só peço mesmo que o Rodrigo melhore. É que nós sabemos tossir, assoar, cuspir e ficar deitadinhos, drogados até ao pescoço e a transpirar que nem cães. Ele não sabe, tadinho.
quinta-feira, janeiro 20, 2011
Desculpem pela ausência
Ai que eu tenho andado tão desnaturada com este meu cantinho, que tantas alegrias me traz e que alimento já desde há tantos anos.
Bom, para dar seguimento ao post anterior, dizer que o Rodrigo já dorme novamente a noite inteira, trataram-se de episódios de excitação nocturna por perceber que está a crescer e que já se põe em pé e coisas dessas que têm a ver com o desenvolvimento.
Entretanto, já comprei o intercomunicador. Depois de um exaustivo e cuidado estudo de mercado, optei pelo último modelo da Chicco que faz de tudo, com muito carinho e perfeição.
Tirar o Rodrigo do nosso quarto é que está mais complicado. O pai continua a fazer-se de esquecido quanto ao assunto e, como a transferência implica retirada de portas e levantamento de pesos para levar para a arrecadação, ainda não me iniciei na tarefa. Mas acho que desta semana não passa.
Mais coisas... Ah, o Rodrigo está a começar a comer alimentos de gente, os ditos “sólidos”. E eu tenho-me rido bastante, numa boa disposição disfarçada de preocupação por estar a ver o caminho mal parado. É que ele cospe tudo, faz caretas, chora, semicerra os olhos como que a pedir-me para o salvar. Em vez de comer ervilhas, brinca com elas, em vez de comer batatas, esmaga-as entre os dedos, em vez de comer o frango, atira com ele para o chão. E rasga um sorriso quando vê que já chega daquela brincadeira e vem a sopa, toda passadinha, seguida da fruta, igualmente triturada. E andamos nisto... mas há apenas dois dias.
O trabalho, esse, redobrou. Eu, que até agora era uma felizarda por ter uma mãe maravilhosa que me fornece as sopas do baby em caixinhas que é só pôr no microondas, vejo-me agora a ter de organizar refeições de faca e garfo, variadas e com legumes para dar ao Rodrigo. No primeiro dia até transpirei. Parecia uma maluca com panos pendurados ao ombro, vapores a virem-me para a cara, pegas numa mão, tachos na outra e penso que um dos meus pés estava a tentar dar atenção e tomar conta do Rodrigo. Acho que não deu conta do recado.
E sobre mim? Que há a dizer? Que preciso de me organizar urgentemente para ter tempo para mim. Essa é que é essa.
Bom, para dar seguimento ao post anterior, dizer que o Rodrigo já dorme novamente a noite inteira, trataram-se de episódios de excitação nocturna por perceber que está a crescer e que já se põe em pé e coisas dessas que têm a ver com o desenvolvimento.
Entretanto, já comprei o intercomunicador. Depois de um exaustivo e cuidado estudo de mercado, optei pelo último modelo da Chicco que faz de tudo, com muito carinho e perfeição.
Tirar o Rodrigo do nosso quarto é que está mais complicado. O pai continua a fazer-se de esquecido quanto ao assunto e, como a transferência implica retirada de portas e levantamento de pesos para levar para a arrecadação, ainda não me iniciei na tarefa. Mas acho que desta semana não passa.
Mais coisas... Ah, o Rodrigo está a começar a comer alimentos de gente, os ditos “sólidos”. E eu tenho-me rido bastante, numa boa disposição disfarçada de preocupação por estar a ver o caminho mal parado. É que ele cospe tudo, faz caretas, chora, semicerra os olhos como que a pedir-me para o salvar. Em vez de comer ervilhas, brinca com elas, em vez de comer batatas, esmaga-as entre os dedos, em vez de comer o frango, atira com ele para o chão. E rasga um sorriso quando vê que já chega daquela brincadeira e vem a sopa, toda passadinha, seguida da fruta, igualmente triturada. E andamos nisto... mas há apenas dois dias.
O trabalho, esse, redobrou. Eu, que até agora era uma felizarda por ter uma mãe maravilhosa que me fornece as sopas do baby em caixinhas que é só pôr no microondas, vejo-me agora a ter de organizar refeições de faca e garfo, variadas e com legumes para dar ao Rodrigo. No primeiro dia até transpirei. Parecia uma maluca com panos pendurados ao ombro, vapores a virem-me para a cara, pegas numa mão, tachos na outra e penso que um dos meus pés estava a tentar dar atenção e tomar conta do Rodrigo. Acho que não deu conta do recado.
E sobre mim? Que há a dizer? Que preciso de me organizar urgentemente para ter tempo para mim. Essa é que é essa.
terça-feira, dezembro 21, 2010
A dormir em pé
O Rodrigo não dorme. De há duas semanas para cá, dia sim, dia sim, dia não (que é quando o deito à uma da manhã), o Rodrigo acorda a meio da noite, género duas, três ou quatro da manhã, e demoro cerca de duas a três horas até que adormeça de novo. Esta noite foi das duas e meia às seis e, como é de calcular, eu e o pai andamos a dormir em pé. O Rodrigo não chora, acorda a rir, e fica sossegado no nosso colo com os olhos semi-cerrados. Só ao fim de duas a três horas é que entre novamente em sono profundo e, mesmo assim, temos de colocá-lo na cama dele com muito cuidado e em silêncio, para não acordar. Ando desesperada de cansaço. As noites mal dormidas rebentam com qualquer um e não sei o que fazer. De dia ele nem dorme muito. Dorme uma hora ao fim da manhã e outra hora pelas quatro, cinco da tarde. Adormeço-o para o sono longo pelas onze horas, começando a embalá-lo por volta das dez. E andamos nisto.
Para ajudar à festa, deixou de querer leite. Nem com água lhe consigo enfiar o biberão na boca. Ou seja, o miúdo está só a beber o leite que ponho na papa da manhã. Ai, mãe sofre.
Para ajudar à festa, deixou de querer leite. Nem com água lhe consigo enfiar o biberão na boca. Ou seja, o miúdo está só a beber o leite que ponho na papa da manhã. Ai, mãe sofre.
sexta-feira, dezembro 17, 2010
terça-feira, dezembro 14, 2010
A sustentável leveza da minha mala
Ando com a mala de mão sempre tão pesada que quando entro no carro e a poiso no banco do pendura começo a ouvir os apitos para pôr o cinto no lugar do passageiro.
segunda-feira, dezembro 13, 2010
A D. Rosário
Não há mesmo gente perfeita. A D. Rosário, a minha empregada, é um espectáculo na sua missão de me deixar a casa num brinco, mas tem uma personalidade filha-da-p***. Sem maldade (isso já percebi), é muito inconveniente e, basicamente, leva o tempo a mandar bocas que me fazem subir ao tecto e descer e pensar: “Anette, tu tem calma que a mulher passa-te a roupa que é um espectáculo e não há grão de pó que lhe escape. Ah, e faz máquinas da loiça e da roupa e estende logo tudo, e apanha e ainda me arruma os móveis da cozinha por dentro. Ui, e lava-me os biberãos”.
Epá, mas às vezes diz coisas que me caem mesmo mal. Género: “Ó Dona A., então ainda não comprou os resguardos para as almofadas e para o colchão?”(tom muito imperativo). “Ai, olhe ainda não tive tempo”. Respostazinha: “Pronto, você é que sabe”. Outra. Toca à campainha e eu ainda a dormir em pé dou as duas voltas à fechadura e abro-lhe a porta. “Possa! Parece uma caixa forte”. Mais. “Dona A. esta toalha já está lavada mas ficou ainda cheia de nódoas”. “Ah, sim, deixe-a aí a um canto que eu mando limpar. Pu-la na máquina sem esfregar as nódoas primeiro.” “Pois, a gente faz as coisas sem pensar e depois...” E andamos nisto, numa relação de amor/ódio onde o meu interesseirismo acaba por falar sempre mais alto.
Epá, mas às vezes diz coisas que me caem mesmo mal. Género: “Ó Dona A., então ainda não comprou os resguardos para as almofadas e para o colchão?”(tom muito imperativo). “Ai, olhe ainda não tive tempo”. Respostazinha: “Pronto, você é que sabe”. Outra. Toca à campainha e eu ainda a dormir em pé dou as duas voltas à fechadura e abro-lhe a porta. “Possa! Parece uma caixa forte”. Mais. “Dona A. esta toalha já está lavada mas ficou ainda cheia de nódoas”. “Ah, sim, deixe-a aí a um canto que eu mando limpar. Pu-la na máquina sem esfregar as nódoas primeiro.” “Pois, a gente faz as coisas sem pensar e depois...” E andamos nisto, numa relação de amor/ódio onde o meu interesseirismo acaba por falar sempre mais alto.
terça-feira, dezembro 07, 2010
Era isto mas já não é
Fui lançada para o Oeiras Parque pronta a comprar estes calções com alças da LA Kids para o Rodrigo vestir no Natal. Adoro aquela flanela grossa e o padrão bem apropriado para a época. Mas 40 euros (!!) por uns calções que vão deixar de servir ao fim de pouco tempo arrepanha-me o coração - cá está uma expressão bem bonita "arrepanha-me o coração". Porque uma coisa é quando estamos a comprar um artigo que, tudo bem, é caro, mas vai ser usado até ficar russo e com buracos. Outra coisa é gastar um dinheirão para roupas que o Rodrigo acabará por vestir três ou quatro vezes. Vai daí acabámos por fazer a festa na Zara. Gastámos 100 euros, mas trouxemos uns calções com suspensórios, uma camisa, dois collants, um casaco de malha e um casaco canadiana para este frio de rachar. Vale ou não vale a pena?
segunda-feira, dezembro 06, 2010
E toca a votar
Por questões afectivas, o meu apelo ao voto na Missão Sorriso vai para o projecto do Hospital de Santa maria, onde o Rodrigo nasceu. O link de voto é http://www.missaosorriso.continente.pt/descricao.php?guid=31c51d0a-33f4-102e-859e-89880da61d9b e segue a descrição: O nosso projecto consiste na aquisição de 2 simuladores para organização de cursos de formação em emergência pediátrica e estabilização da criança gravemente doente para médicos e enfermeiros de pediatria de Norte a Sul de Portugal, incluindo Açores e Madeira. O curso será desenhado de um modo intensivo e interactivo. Se votar no nosso projecto cada formando enfrentará situações clínicas distintas em que terá que realizar o diagnóstico e o tratamento, podendo observar a resposta imediata, tal como se fosse em casos reais.
domingo, dezembro 05, 2010
Segui o conselho e recomendo
A minha querida amiga Pipoca é uma mulher de boas ideias e boas dicas. Vai daí, segui o conselho e comprei o cd da Leopoldina.Amo! A sério, as reinterpretações das nossas músicas infantis estão o máximo e ainda me emocionei numa ou duas. Fraquinho o arranjo do Legendary Tiger Man que, por ser um fofo, fica desculpado desta vez. Toca a comprar, um euro vai para a Missão Sorriso. O cd custa três.
terça-feira, novembro 30, 2010
Consultório II
Hoje fui outra vez ao doutor. O tal espanhol da lanterna nos olhos e das agulhas que nos diz os males do passado, presente e futuro. E não é que o raio do homem voltou a acertar na muche? Há duas semanas que ando maluca do meu estômago e hoje, quando me apontou a luz para a íris, disse logo no seu português atabalhoado: “Xii, o seu estômago mui malo, que passa?”. O homem até acerta bem no diagnóstico, mas depois não me convence muito na parte das ampolas, gotas e chazinhos. Aí, parece que estou a ir um bocadinho na conta do vigário. Os ditos medicamentos naturais compram-se lá mesmo no consultório e custam os olhos da cara. Mas pronto, vou continuar os tratamentos por mais algum tempo, até porque me tenho sentido substancialmente melhor. A ver.
segunda-feira, novembro 29, 2010
Burra, burra

O cabelo andava brilhante, reluzente, com vida. E eu andava feliz, a mostrar a toda a gente que se cruzava na minha casa de banho o novo sérum da Lancaster que andava a aplicar no cabelo, a seguir ao banho, sem enxaguar.
Até que um dia... bom, até que um dia (tipo ontem) estou a ler uma revista e vejo uma publicidade ao meu produto milagreiro e dou conta que é um produto de beleza, sim senhora, mas para... o rosto. Ups. Andei a pôr no cabelo um creme para o rejuvenescimento da pele. Que figurinha meu Deus. Enfim, verdade seja dita, durante estes dias nem uma borbulhinha, um equizema, uma ruga sequer, neste meu lindo cabelo.
quinta-feira, novembro 25, 2010
O Rodrigo na Pais & Filhos de Dezembro (já nas bancas)

E pronto. Já está nas bancas a edição de Dezembro da revista Pais & Filhos, onde se publica um artigo sobre o meu filho Rodrigo, prematuro de 27 semanas. Foi, sem dúvida, o artigo que mais me custou a escrever ao longo dos meus dez anos de jornalismo, mas também o que mais me preencheu. Digamos que me obrigou a fazer a catarse de tudo o que se passou. Aliás, nada como verbalizar.
Para completar o ramalhete, a minha querida amiga MJC deixou-me escrever na primeira pessoa, o que tornou este trabalho ainda mais especial. É claro que pretendo comprar entre cinco a seis exemplares, para garantir que exista pelo menos um para quando o Rodrigo estiver preparado para entender como foi o seu início de vida. Estou mesmo feliz com o resultado. Mesmo.
terça-feira, novembro 23, 2010
O quarto
Bom, e parece chegada a hora do Rodrigo começar a dormir no quarto dele. Finalmente, aos 16 meses (!!), consegui convencer o pai de que seria o melhor para o bebé. Até agora, tem encarado esta mudança como se o filho tivesse 18 anos e nos estivesse a dizer que ia sair de casa para morar sozinho. Também não se dá o caso de termos uma mansão imensa e haver aquela coisa do Rodrigo ficar muito afastado de nós durante a noite. Nada disso. No nosso humilde T2 os quartos são mesmo pegadinhos e arrisco a dizer que mesmo com as portas fechadas ouve-se um punzinho de um lado para o outro.
Enfim, lá se combinou que em Janeiro se fazia essa transição. O primeiro passo já foi dado, que foi pedir orçamentos para aquecer o seu chalé. A proposta mais forte até agora são os radiadores RCM, presos à parede, que ligam e desligam sozinhos para manter a temperatura desejada. Pareceu-me bem, mas também não sou muito expert na matéria.
O segundo passo será comprar então um intercomunicador com imagem, para vigiarmos o baby. E aqui tenho algumas dúvidas, porque os modelos variam e as mariquices também. Aquela treta ainda é cara (pelo que tenho visto para cima de 140 euros) e convém fazer a escolha acertada. Se alguma das ilustres mamãs ou dedicados papás me puder auxiliar ficaria muito agradecida.
segunda-feira, novembro 22, 2010
Ai ai
Que já me andam a perguntar o que quero para o Natal e ainda não tive tempo de me organizar. Quero muitas coisas, mas como ainda não parei para pensar, acabo por responder “qualquer coisa”. Burra, burra, que vou acabar a noite de Natal deprimida com caixas de bombons, pijamas e collants do chinês no colo.
E como mais vale prevenir do que remediar, aqui seguem algumas das coisas que me podem oferecer:

Netbook Sony

Zara

Mango

Sim, porque não?

Mango

Modelador e cabelo
Em actualização permanente...
E como mais vale prevenir do que remediar, aqui seguem algumas das coisas que me podem oferecer:

Netbook Sony

Zara

Mango

Sim, porque não?

Mango

Modelador e cabelo
Em actualização permanente...
quarta-feira, novembro 17, 2010
À beira do milagre
Eu tanto pedi, tanto pedi, que quase tenho. Lembram-se caros amigos e caras amigas do meu desespero face a uma alergia mistério que me punha numa cama de hospital a ir desta para melhor de cada vez que fazia exercício físico? Pois bem. Depois de muitos testes e de muito dinheiro gasto em médicas que não souberam dar resposta ao meu caso, eis que descobri uma imunoalergologista que me garantiu no corredor de um hospital que sabe do que falo, e que isto tem tratamento. Ah, pois é! Vou poder voltar a fazer uma das coisas que mais gosto, malhar, transpirar, correr, ficar com os músculos a doer. Agora, é só marcar consulta com ela e esperar que a senhora doutora saiba mesmo do que está a falar.
Só espero que o Rodrigo não venha a “herdar” estas minhas alergias malucas. Para já, e que se tenha descoberto, é alérgico à calar de ovo, mas os índices são muito baixos e pode vir a desaparecer rapidamente. Até aos dois anos, não há cá coisas com clara para o menino. Enfim, do mal o menos.
Só espero que o Rodrigo não venha a “herdar” estas minhas alergias malucas. Para já, e que se tenha descoberto, é alérgico à calar de ovo, mas os índices são muito baixos e pode vir a desaparecer rapidamente. Até aos dois anos, não há cá coisas com clara para o menino. Enfim, do mal o menos.
sexta-feira, novembro 05, 2010
Alternativa
Ando com agulhas espetadas no meu corpo. É verdade. Nas orelhas, no peito, no ombro e, até esta manhã, no nariz. Tudo porque andava um pouco nervosa e a subir paredes e com falta de ar e mais mil e uma tretas inexplicáveis que me tiram qualidade de vida. Vai daí, o Zé falou-me de um médico espanhol muito catita que através da nossa íris detecta os nossos males e trata-nos. Apesar de muito céptica lá fui. Cheguei, disse o nome e a idade e espequei os meus lindos olhos nos dele. E não é que o raio do homem acertou em todas as minhas efermidades? Sim, já sei que vão dizer que também não era difícil, visto eu padecer sempre de muitas coisas e várias. Ok. Mas a verdade é que ele me poderia ter falado em coisas que eu realmente não tenho nem sinto. Tais como: dores nos rins, unhas encravadas, enxaquecas, dores no estômago, dores nas articulações. Enfim, ele podia ter dito mil e uma coisas, mas a primeira que lhe saiu mal olhou para os meus olhos foi: “É uma pessoa muito nervosa e muito ansiosa”. Eu caladita que nem um rato, inexpressiva. E continuou por ali fora, sempre a acertar no que me apoquentava. No fim espetou-me agulhas, daquelas que ficam connosco meses, e deu-me uns chás, tudo natural. Nos dois primeiros dias andei ainda pior, a chicotear-me por ter ido perder tempo em métodos que nunca iriam ultrapassar o meu cepticismo. Mas ao terceiro dia o sol brilhou. Ao terceiro dia desapareceram os meus males e já lá vai uma semana e sinto-me mesmo fantástica. É dos chás? É das agulhas? Não sei nem quero saber. Estou bem e isso é meio caminho andado para andar mais feliz.
Explicação: as agulhas que tinha em cada lado da cana do nariz (para respirar melhor) eram, de facto, muito desconfortáveis e estavam sempre a sair. Tirei-as, com autorização do sô doutor.
Explicação: as agulhas que tinha em cada lado da cana do nariz (para respirar melhor) eram, de facto, muito desconfortáveis e estavam sempre a sair. Tirei-as, com autorização do sô doutor.
quinta-feira, outubro 07, 2010
Coisas em bom português
Há um aviso afixado na casa de banho da empresa onde trabalho onde se lê: "Por questões de segurança mantenha a casa de banho limpa". Por questões de segurança? Hum? Quanto muito por questões de saúde pública, não? Ou o patrão está com medo que a malta escorregue num cocó? Ou que uma sanita rebente por estar entupida com papel? Hum?
quinta-feira, setembro 23, 2010
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