Não há mesmo gente perfeita. A D. Rosário, a minha empregada, é um espectáculo na sua missão de me deixar a casa num brinco, mas tem uma personalidade filha-da-p***. Sem maldade (isso já percebi), é muito inconveniente e, basicamente, leva o tempo a mandar bocas que me fazem subir ao tecto e descer e pensar: “Anette, tu tem calma que a mulher passa-te a roupa que é um espectáculo e não há grão de pó que lhe escape. Ah, e faz máquinas da loiça e da roupa e estende logo tudo, e apanha e ainda me arruma os móveis da cozinha por dentro. Ui, e lava-me os biberãos”.
Epá, mas às vezes diz coisas que me caem mesmo mal. Género: “Ó Dona A., então ainda não comprou os resguardos para as almofadas e para o colchão?”(tom muito imperativo). “Ai, olhe ainda não tive tempo”. Respostazinha: “Pronto, você é que sabe”. Outra. Toca à campainha e eu ainda a dormir em pé dou as duas voltas à fechadura e abro-lhe a porta. “Possa! Parece uma caixa forte”. Mais. “Dona A. esta toalha já está lavada mas ficou ainda cheia de nódoas”. “Ah, sim, deixe-a aí a um canto que eu mando limpar. Pu-la na máquina sem esfregar as nódoas primeiro.” “Pois, a gente faz as coisas sem pensar e depois...” E andamos nisto, numa relação de amor/ódio onde o meu interesseirismo acaba por falar sempre mais alto.
Espaço sobre tudo e mais alguma coisa, que isto de ter cantinhos muito específicozinhos sobre coisinhas pode ser, vá, esquisito
segunda-feira, dezembro 13, 2010
terça-feira, dezembro 07, 2010
Era isto mas já não é
Fui lançada para o Oeiras Parque pronta a comprar estes calções com alças da LA Kids para o Rodrigo vestir no Natal. Adoro aquela flanela grossa e o padrão bem apropriado para a época. Mas 40 euros (!!) por uns calções que vão deixar de servir ao fim de pouco tempo arrepanha-me o coração - cá está uma expressão bem bonita "arrepanha-me o coração". Porque uma coisa é quando estamos a comprar um artigo que, tudo bem, é caro, mas vai ser usado até ficar russo e com buracos. Outra coisa é gastar um dinheirão para roupas que o Rodrigo acabará por vestir três ou quatro vezes. Vai daí acabámos por fazer a festa na Zara. Gastámos 100 euros, mas trouxemos uns calções com suspensórios, uma camisa, dois collants, um casaco de malha e um casaco canadiana para este frio de rachar. Vale ou não vale a pena?
segunda-feira, dezembro 06, 2010
E toca a votar
Por questões afectivas, o meu apelo ao voto na Missão Sorriso vai para o projecto do Hospital de Santa maria, onde o Rodrigo nasceu. O link de voto é http://www.missaosorriso.continente.pt/descricao.php?guid=31c51d0a-33f4-102e-859e-89880da61d9b e segue a descrição: O nosso projecto consiste na aquisição de 2 simuladores para organização de cursos de formação em emergência pediátrica e estabilização da criança gravemente doente para médicos e enfermeiros de pediatria de Norte a Sul de Portugal, incluindo Açores e Madeira. O curso será desenhado de um modo intensivo e interactivo. Se votar no nosso projecto cada formando enfrentará situações clínicas distintas em que terá que realizar o diagnóstico e o tratamento, podendo observar a resposta imediata, tal como se fosse em casos reais.
domingo, dezembro 05, 2010
Segui o conselho e recomendo
A minha querida amiga Pipoca é uma mulher de boas ideias e boas dicas. Vai daí, segui o conselho e comprei o cd da Leopoldina.Amo! A sério, as reinterpretações das nossas músicas infantis estão o máximo e ainda me emocionei numa ou duas. Fraquinho o arranjo do Legendary Tiger Man que, por ser um fofo, fica desculpado desta vez. Toca a comprar, um euro vai para a Missão Sorriso. O cd custa três.
terça-feira, novembro 30, 2010
Consultório II
Hoje fui outra vez ao doutor. O tal espanhol da lanterna nos olhos e das agulhas que nos diz os males do passado, presente e futuro. E não é que o raio do homem voltou a acertar na muche? Há duas semanas que ando maluca do meu estômago e hoje, quando me apontou a luz para a íris, disse logo no seu português atabalhoado: “Xii, o seu estômago mui malo, que passa?”. O homem até acerta bem no diagnóstico, mas depois não me convence muito na parte das ampolas, gotas e chazinhos. Aí, parece que estou a ir um bocadinho na conta do vigário. Os ditos medicamentos naturais compram-se lá mesmo no consultório e custam os olhos da cara. Mas pronto, vou continuar os tratamentos por mais algum tempo, até porque me tenho sentido substancialmente melhor. A ver.
segunda-feira, novembro 29, 2010
Burra, burra

O cabelo andava brilhante, reluzente, com vida. E eu andava feliz, a mostrar a toda a gente que se cruzava na minha casa de banho o novo sérum da Lancaster que andava a aplicar no cabelo, a seguir ao banho, sem enxaguar.
Até que um dia... bom, até que um dia (tipo ontem) estou a ler uma revista e vejo uma publicidade ao meu produto milagreiro e dou conta que é um produto de beleza, sim senhora, mas para... o rosto. Ups. Andei a pôr no cabelo um creme para o rejuvenescimento da pele. Que figurinha meu Deus. Enfim, verdade seja dita, durante estes dias nem uma borbulhinha, um equizema, uma ruga sequer, neste meu lindo cabelo.
quinta-feira, novembro 25, 2010
O Rodrigo na Pais & Filhos de Dezembro (já nas bancas)

E pronto. Já está nas bancas a edição de Dezembro da revista Pais & Filhos, onde se publica um artigo sobre o meu filho Rodrigo, prematuro de 27 semanas. Foi, sem dúvida, o artigo que mais me custou a escrever ao longo dos meus dez anos de jornalismo, mas também o que mais me preencheu. Digamos que me obrigou a fazer a catarse de tudo o que se passou. Aliás, nada como verbalizar.
Para completar o ramalhete, a minha querida amiga MJC deixou-me escrever na primeira pessoa, o que tornou este trabalho ainda mais especial. É claro que pretendo comprar entre cinco a seis exemplares, para garantir que exista pelo menos um para quando o Rodrigo estiver preparado para entender como foi o seu início de vida. Estou mesmo feliz com o resultado. Mesmo.
terça-feira, novembro 23, 2010
O quarto
Bom, e parece chegada a hora do Rodrigo começar a dormir no quarto dele. Finalmente, aos 16 meses (!!), consegui convencer o pai de que seria o melhor para o bebé. Até agora, tem encarado esta mudança como se o filho tivesse 18 anos e nos estivesse a dizer que ia sair de casa para morar sozinho. Também não se dá o caso de termos uma mansão imensa e haver aquela coisa do Rodrigo ficar muito afastado de nós durante a noite. Nada disso. No nosso humilde T2 os quartos são mesmo pegadinhos e arrisco a dizer que mesmo com as portas fechadas ouve-se um punzinho de um lado para o outro.
Enfim, lá se combinou que em Janeiro se fazia essa transição. O primeiro passo já foi dado, que foi pedir orçamentos para aquecer o seu chalé. A proposta mais forte até agora são os radiadores RCM, presos à parede, que ligam e desligam sozinhos para manter a temperatura desejada. Pareceu-me bem, mas também não sou muito expert na matéria.
O segundo passo será comprar então um intercomunicador com imagem, para vigiarmos o baby. E aqui tenho algumas dúvidas, porque os modelos variam e as mariquices também. Aquela treta ainda é cara (pelo que tenho visto para cima de 140 euros) e convém fazer a escolha acertada. Se alguma das ilustres mamãs ou dedicados papás me puder auxiliar ficaria muito agradecida.
segunda-feira, novembro 22, 2010
Ai ai
Que já me andam a perguntar o que quero para o Natal e ainda não tive tempo de me organizar. Quero muitas coisas, mas como ainda não parei para pensar, acabo por responder “qualquer coisa”. Burra, burra, que vou acabar a noite de Natal deprimida com caixas de bombons, pijamas e collants do chinês no colo.
E como mais vale prevenir do que remediar, aqui seguem algumas das coisas que me podem oferecer:

Netbook Sony

Zara

Mango

Sim, porque não?

Mango

Modelador e cabelo
Em actualização permanente...
E como mais vale prevenir do que remediar, aqui seguem algumas das coisas que me podem oferecer:

Netbook Sony

Zara

Mango

Sim, porque não?

Mango

Modelador e cabelo
Em actualização permanente...
quarta-feira, novembro 17, 2010
À beira do milagre
Eu tanto pedi, tanto pedi, que quase tenho. Lembram-se caros amigos e caras amigas do meu desespero face a uma alergia mistério que me punha numa cama de hospital a ir desta para melhor de cada vez que fazia exercício físico? Pois bem. Depois de muitos testes e de muito dinheiro gasto em médicas que não souberam dar resposta ao meu caso, eis que descobri uma imunoalergologista que me garantiu no corredor de um hospital que sabe do que falo, e que isto tem tratamento. Ah, pois é! Vou poder voltar a fazer uma das coisas que mais gosto, malhar, transpirar, correr, ficar com os músculos a doer. Agora, é só marcar consulta com ela e esperar que a senhora doutora saiba mesmo do que está a falar.
Só espero que o Rodrigo não venha a “herdar” estas minhas alergias malucas. Para já, e que se tenha descoberto, é alérgico à calar de ovo, mas os índices são muito baixos e pode vir a desaparecer rapidamente. Até aos dois anos, não há cá coisas com clara para o menino. Enfim, do mal o menos.
Só espero que o Rodrigo não venha a “herdar” estas minhas alergias malucas. Para já, e que se tenha descoberto, é alérgico à calar de ovo, mas os índices são muito baixos e pode vir a desaparecer rapidamente. Até aos dois anos, não há cá coisas com clara para o menino. Enfim, do mal o menos.
sexta-feira, novembro 05, 2010
Alternativa
Ando com agulhas espetadas no meu corpo. É verdade. Nas orelhas, no peito, no ombro e, até esta manhã, no nariz. Tudo porque andava um pouco nervosa e a subir paredes e com falta de ar e mais mil e uma tretas inexplicáveis que me tiram qualidade de vida. Vai daí, o Zé falou-me de um médico espanhol muito catita que através da nossa íris detecta os nossos males e trata-nos. Apesar de muito céptica lá fui. Cheguei, disse o nome e a idade e espequei os meus lindos olhos nos dele. E não é que o raio do homem acertou em todas as minhas efermidades? Sim, já sei que vão dizer que também não era difícil, visto eu padecer sempre de muitas coisas e várias. Ok. Mas a verdade é que ele me poderia ter falado em coisas que eu realmente não tenho nem sinto. Tais como: dores nos rins, unhas encravadas, enxaquecas, dores no estômago, dores nas articulações. Enfim, ele podia ter dito mil e uma coisas, mas a primeira que lhe saiu mal olhou para os meus olhos foi: “É uma pessoa muito nervosa e muito ansiosa”. Eu caladita que nem um rato, inexpressiva. E continuou por ali fora, sempre a acertar no que me apoquentava. No fim espetou-me agulhas, daquelas que ficam connosco meses, e deu-me uns chás, tudo natural. Nos dois primeiros dias andei ainda pior, a chicotear-me por ter ido perder tempo em métodos que nunca iriam ultrapassar o meu cepticismo. Mas ao terceiro dia o sol brilhou. Ao terceiro dia desapareceram os meus males e já lá vai uma semana e sinto-me mesmo fantástica. É dos chás? É das agulhas? Não sei nem quero saber. Estou bem e isso é meio caminho andado para andar mais feliz.
Explicação: as agulhas que tinha em cada lado da cana do nariz (para respirar melhor) eram, de facto, muito desconfortáveis e estavam sempre a sair. Tirei-as, com autorização do sô doutor.
Explicação: as agulhas que tinha em cada lado da cana do nariz (para respirar melhor) eram, de facto, muito desconfortáveis e estavam sempre a sair. Tirei-as, com autorização do sô doutor.
quinta-feira, outubro 07, 2010
Coisas em bom português
Há um aviso afixado na casa de banho da empresa onde trabalho onde se lê: "Por questões de segurança mantenha a casa de banho limpa". Por questões de segurança? Hum? Quanto muito por questões de saúde pública, não? Ou o patrão está com medo que a malta escorregue num cocó? Ou que uma sanita rebente por estar entupida com papel? Hum?
quinta-feira, setembro 23, 2010
segunda-feira, setembro 20, 2010
Rosário
Amanhã encontro marcado com a alegada nova empregada de limpeza cá de casa. Estou desejosa de lhe ver a dentadura.
Ela casou, eu chorei (três vezes!!!), nós dançamos, elas beberam. O casamento da querida Pipoca foi das coisas mai lindas que se viu. Melhor? Só mesmo o meu, desculpem lá qualquer coisinha. Divertido, emocionante, original. E agora venham mais dois, já no próximo fim-de-semana.
quinta-feira, setembro 09, 2010
Senhora precisa-se
A minha empregada anunciou hoje que não pode continuar a fazer a limpeza, que hoje era o último dia porque estava com problemas em casa. Más notícias logo pela manhã, porque apesar de ela não ter aquele dentinho à frente, ajudava-me bastante na lida da casa e eu quero continuar a ter fins-de-semana livres e com o lar todo "impéc".
Ainda tentei puxar por ela para perceber que tipo de "problemas lá em casa" a impediam de vir trabalhar quatro horas uma vez por semana, mas ela não se descoseu muito. E então fiquei a pensar se ela não se teria fartado dos quilos de roupa que eu tenho sempre para ela passar. Ou de nunca ter jogos de toalha de casa de banho completos. Ou então de eu e o Zé nos esquecermos sempre de levantar dinheiro para lhe pagarmos o mês e de no próprio dia andarmos ali ao pé dela a empurrar um para o outro quem vai à rua levantar. Ou então do meu aspirador não ser bom, desde o segundo dia que ela faz questão de levar o aspirador dela, que é muito bom.
Mas não, o Zé conseguiu depois puxar mais por ela (é melhor comercial do que eu sou jornalista) e, de facto, há mesmo "problemas lá em casa".
De maneiras que agora preciso de uma senhora para me fazer a limpeza e assim. Uma "senhora de confiança", como se diz sempre, não que eu tenha muitos valores lá em casa - a jóia mais valiosa que tinha era a minha aliança de casamento que já foi roubada -, mas já que vai andar lá por casa, gostava que fosse boazinha, de preferência sem um dentinho à frente, para nunca me esquecer do bem que me fez esta D. Irene. Uma querida.
Ainda tentei puxar por ela para perceber que tipo de "problemas lá em casa" a impediam de vir trabalhar quatro horas uma vez por semana, mas ela não se descoseu muito. E então fiquei a pensar se ela não se teria fartado dos quilos de roupa que eu tenho sempre para ela passar. Ou de nunca ter jogos de toalha de casa de banho completos. Ou então de eu e o Zé nos esquecermos sempre de levantar dinheiro para lhe pagarmos o mês e de no próprio dia andarmos ali ao pé dela a empurrar um para o outro quem vai à rua levantar. Ou então do meu aspirador não ser bom, desde o segundo dia que ela faz questão de levar o aspirador dela, que é muito bom.
Mas não, o Zé conseguiu depois puxar mais por ela (é melhor comercial do que eu sou jornalista) e, de facto, há mesmo "problemas lá em casa".
De maneiras que agora preciso de uma senhora para me fazer a limpeza e assim. Uma "senhora de confiança", como se diz sempre, não que eu tenha muitos valores lá em casa - a jóia mais valiosa que tinha era a minha aliança de casamento que já foi roubada -, mas já que vai andar lá por casa, gostava que fosse boazinha, de preferência sem um dentinho à frente, para nunca me esquecer do bem que me fez esta D. Irene. Uma querida.
sexta-feira, setembro 03, 2010
Fui praxada toma lá que já almoçaste
E aos 13 meses o Rodrigo teve pela primeira vez febre.
Ele com a temperatura a bater nos 39,5 e eu a sentir-me com 45 graus de febre, aflita que fiquei por não saber bem o que fazer ou o que ele tinha. Chorei, pois claro que chorei. O bebé passou uma noite infernal e nem o Ben-u-ron conseguia dar conta do recado. Passei a noite em claro a tentar baixar-lhe a temperatura do corpo e a acalmá-lo. De manhã, acabei por ir com ele às urgências e lá se descobriu uma amigdalite viral. Tadinho do meu piolho. Tem pontinhos brancos e tudo, que eu fiz questão de espreitar. No meio de tanta coisa, fiquei contente por saber a razão da febre. Estava com medo que viessem com aquela conversa dos dentes, que eu acho que é o que dizem sempre quando não conseguem descobrir nada. É um pouco como a versão dos gases para os adultos. “Ah, isso devem ser gases”.
A médica falou em três dias de febre, mas felizmente foi só um. Hoje já não tem, mas continua sem conseguir comer. O que eu penso logo? “Ai que o miúdo vai ficar fraquinho e vai-me desaparecer que ele já é tão magrinho”. Isto, até ouvir outras mães dizerem-me que é normal e que depois recuperam num instante. Não come, está rabujento e chora aos berros quando o deitamos para mudar a fralda. Será que ficou traumatizado por causa das maldades que o médico lhe fez para ver o que ele tinha? Escusado será dizer que no meio disto tudo, estou olheirenta, cansada e com mais, sei lá, para aí uns seis cabelos brancos novos. Espero que amanhã o puto charila já esteja melhor para voltarmos às nossas brincadeiras e para poder voltar a ver-lhe o sorriso.
Pergunta: Os supositórios têm aquela forma de foguetão, certo? Ora bem, toda a minha vida os enfiei no rabo pela parte em bico. Pois no hospital, a enfermeira disse-me que não era assim que se colocavam, mas sim com a parte mais larga. Alguém sabe isto? É que na altura e com os nervos acatei, mas acho sinceramente que não tem muita lógica.
Ele com a temperatura a bater nos 39,5 e eu a sentir-me com 45 graus de febre, aflita que fiquei por não saber bem o que fazer ou o que ele tinha. Chorei, pois claro que chorei. O bebé passou uma noite infernal e nem o Ben-u-ron conseguia dar conta do recado. Passei a noite em claro a tentar baixar-lhe a temperatura do corpo e a acalmá-lo. De manhã, acabei por ir com ele às urgências e lá se descobriu uma amigdalite viral. Tadinho do meu piolho. Tem pontinhos brancos e tudo, que eu fiz questão de espreitar. No meio de tanta coisa, fiquei contente por saber a razão da febre. Estava com medo que viessem com aquela conversa dos dentes, que eu acho que é o que dizem sempre quando não conseguem descobrir nada. É um pouco como a versão dos gases para os adultos. “Ah, isso devem ser gases”.
A médica falou em três dias de febre, mas felizmente foi só um. Hoje já não tem, mas continua sem conseguir comer. O que eu penso logo? “Ai que o miúdo vai ficar fraquinho e vai-me desaparecer que ele já é tão magrinho”. Isto, até ouvir outras mães dizerem-me que é normal e que depois recuperam num instante. Não come, está rabujento e chora aos berros quando o deitamos para mudar a fralda. Será que ficou traumatizado por causa das maldades que o médico lhe fez para ver o que ele tinha? Escusado será dizer que no meio disto tudo, estou olheirenta, cansada e com mais, sei lá, para aí uns seis cabelos brancos novos. Espero que amanhã o puto charila já esteja melhor para voltarmos às nossas brincadeiras e para poder voltar a ver-lhe o sorriso.
Pergunta: Os supositórios têm aquela forma de foguetão, certo? Ora bem, toda a minha vida os enfiei no rabo pela parte em bico. Pois no hospital, a enfermeira disse-me que não era assim que se colocavam, mas sim com a parte mais larga. Alguém sabe isto? É que na altura e com os nervos acatei, mas acho sinceramente que não tem muita lógica.
quarta-feira, setembro 01, 2010
Estou feita ao bife
Tenho três casamentos em breve - dois no mesmo dia, vai ser a p*** da loucura - e nem um vestidinho pelo qual caia para o lado. Mas o pior: saber que a seguir ao vestido vou ter de enfrentar um problema chamado "sapatos e mala". Até lá, cabeleireiro, depilação, maquilhagem, logística (sim , quando se é mãe tem de se pensar na logística), presentes. Felizmente, e entretanto, férias. Uma semana.
segunda-feira, agosto 30, 2010
As primeiras férias
E já passaram os meus dias de férias. Não posso dizer "as minhas duas semanas" porque este ano pus o gajo a tratar disso e deu numa linda coisa que foi uma semana e três dias de férias. "Hã? Humm? Mas por que não duas semanas Zé? Por que razão marcaste uma semana e três dias?" Daqui só dá mesmo para pareceber uma coisa: para o ano fico eu com esse pelouro. Leva com três semanas seguidas que até anda de lado, que é assim que eu gosto.
Continuando. As férias já lá vão, mas descansar que era bom, muito pouco. Aqui a menina, que em anos anteriores estava habituada a estender-se ao sol durante horas infindas a enfiar sandes, gelados, e bolas de Berlim no bucho, esteve este ano dedicada ao mais pirralho da família, ao Rodrigo. E tudo muda. Praia nas alturas pouco escaldosas, refeições a horas, despertar às nove e meia... O puto é que mandou no estaminé e não havia cá pão para malucos. O melhor? Tudo. O pior? Andar na praia ou na piscina em biquíni, de rabo para o ar, para lhe conseguir segurar as mãos enquanto ele treina o seu andar. E como ele treina, Meu Deus! Ai o que aquele miúdo quer andar. Eu bem o atafolhava de brinquedos na sombrinha do chapéu para ele ficar ali sossegado, mas nada a fazer. Ele queria dar voltas, muitas voltas. E ainda não consegue fazê-lo sozinho. Infelizmente ou não, já não digo nada, também não gatinha. O meu filho desloca-se com a barriga encostada ao chão, numa espécie de rastejo que ele lá inventou, mas que utiliza só em último recurso.
E então, escusado será dizer que estou com as minhas costas feitas num oito. Eu e o pai, que também entrou ao serviço. Mau, mau, era quando durante esta missão e debaixo de um calorzinho insuportável começava a sentir-me descomposta. Uma maminha quase de fora e o biquíni a querer desaparecer por entre as bimbas como se não houvesse amanhã. E eu naquela triste figura, de mãe empenhada e deicada, a pensar "Ai que eu tenho de soltar uma mão ao miúdo para me arranjar. Ai Rodrigo que vais bater com o teu trombil fofo na pedra da piscina mas é por uma boa causa, para a mamã ficar mais bonita, tá?".
Em Setembro há mais. E tirando serem umas férias mais cansativas, correu tudo optimamente bem. O bebé come tudo e mais alguma coisa, não estranha camas, dorme na praia, na piscina, aguenta-se bem me restaurantes, adora o mar, e, acima de tudo, diverte-nos imenso com as palhaçadas que começa a soltar.
Continuando. As férias já lá vão, mas descansar que era bom, muito pouco. Aqui a menina, que em anos anteriores estava habituada a estender-se ao sol durante horas infindas a enfiar sandes, gelados, e bolas de Berlim no bucho, esteve este ano dedicada ao mais pirralho da família, ao Rodrigo. E tudo muda. Praia nas alturas pouco escaldosas, refeições a horas, despertar às nove e meia... O puto é que mandou no estaminé e não havia cá pão para malucos. O melhor? Tudo. O pior? Andar na praia ou na piscina em biquíni, de rabo para o ar, para lhe conseguir segurar as mãos enquanto ele treina o seu andar. E como ele treina, Meu Deus! Ai o que aquele miúdo quer andar. Eu bem o atafolhava de brinquedos na sombrinha do chapéu para ele ficar ali sossegado, mas nada a fazer. Ele queria dar voltas, muitas voltas. E ainda não consegue fazê-lo sozinho. Infelizmente ou não, já não digo nada, também não gatinha. O meu filho desloca-se com a barriga encostada ao chão, numa espécie de rastejo que ele lá inventou, mas que utiliza só em último recurso.
E então, escusado será dizer que estou com as minhas costas feitas num oito. Eu e o pai, que também entrou ao serviço. Mau, mau, era quando durante esta missão e debaixo de um calorzinho insuportável começava a sentir-me descomposta. Uma maminha quase de fora e o biquíni a querer desaparecer por entre as bimbas como se não houvesse amanhã. E eu naquela triste figura, de mãe empenhada e deicada, a pensar "Ai que eu tenho de soltar uma mão ao miúdo para me arranjar. Ai Rodrigo que vais bater com o teu trombil fofo na pedra da piscina mas é por uma boa causa, para a mamã ficar mais bonita, tá?".
Em Setembro há mais. E tirando serem umas férias mais cansativas, correu tudo optimamente bem. O bebé come tudo e mais alguma coisa, não estranha camas, dorme na praia, na piscina, aguenta-se bem me restaurantes, adora o mar, e, acima de tudo, diverte-nos imenso com as palhaçadas que começa a soltar.
sexta-feira, julho 30, 2010
Eles
Só mesmo um grupo de homens para se entreterem durante uns largos minutos a mostrarem uns aos outros como são as cartas de condução de cada um. Irra.
Adenda: Festa de um ano do Rodrigo foi um sucesso. Apesar da casa a abarrotar não foi preciso deitar nenhuma parede abaixo. Menos mal.
Adenda: Festa de um ano do Rodrigo foi um sucesso. Apesar da casa a abarrotar não foi preciso deitar nenhuma parede abaixo. Menos mal.
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