Espaço sobre tudo e mais alguma coisa, que isto de ter cantinhos muito específicozinhos sobre coisinhas pode ser, vá, esquisito
terça-feira, outubro 14, 2008
Gramatiquices
"Aiiiii, vou-me vir!" Das poucas ocasiões em que não me importo com os erros de português.
domingo, outubro 12, 2008
Passar a ferro
Um dia destes uma dessas famosas dizia que adorava passar a ferro e que era nessas duas ou três horas que arrumava as ideias. Confesso que passar a ferro até é uma das tarefas domésticas que mais me agrada (lavar a loiça e levar o lixo esquece), mas daí até arrumar as ideias vai uma grande distância. Os únicos pensamentos que na altura me ocorrem são: “mas como é que tenho aqui 20 camisolas do gajo e cinco minhas?”; “mas porque é que este gajo põe para lavar seis pares de calças de ganga por semana, será que a mãe dele não lhe disse que as calças duram mais de um dia?”; “isto de não passar turcos, lençóis e roupa interior é mesmo boa ideia; e “ora bem, se não gastar tanto na net e se comer sopa todos os dias consigo arranjar uma empregada para me passar a ferro. Tenho a certeza que ela precisa de arrumar mais as ideias do que eu”.
sexta-feira, outubro 10, 2008
Estou de castigo
Não me sinto. É o segundo dia seguido que acordo às 5.30 (sim, ainda é de noite, tá frio e só andam os padeiros na rua) para missões de pura seca que envolvem, mais ou menos, sete horas dentro de um carro. Ai que até respirar me cansa.
quarta-feira, outubro 08, 2008
Procura-se
Viagem de sonho em Dezembro, para destino de sol e praia, ideal para comemorar um ano de casada. Qualquer coisa que bata uma semana, em regime de APA e que não ultrapasse os 800 euros por semana.
terça-feira, outubro 07, 2008
Coisas de solidariedade
Comprei dois pneus novos para o meu carro e apareceram-me logo outros dois na barriga.
segunda-feira, outubro 06, 2008
quinta-feira, outubro 02, 2008
O que se segue é.......(música de suspense).............VERDADE
Praia de São Rafael, 15h.20
Ela apareceu no areal em biquíni enrolada numa toalha e com o cabelo ainda molhado do último mergulho na piscina do hotel. Mais atrás chega ele, que mal tem tempo de pousar o saco na areia, no sítio que ela escolheu, para voltar o pescoço e já a encontrar no mar, a tentar expulsar o calor da tarde. Rondam os 40 e poucos anos, muito poucos. Ele ajeita as toalhas, novas, e senta-se a ler um livro. Ainda nem uma página virada e ela aparece: “Quero ir para outra praia. Esta não tem peixes nem conchinhas como a outra.” “Ó, então? Ainda agora chegámos... vai nadar. Porque é que não vais nadar?”, sempre com uma ternura imensa, a fazer lembrar um pai a falar para a filha, quando eles são é namorados. Ela solta um pequeno choro e de joelhos na toalha pede-lhe para irem embora. Ele fica em silêncio, só a olhar para ela. “Ok. Eu vou nadar” e solta-se numa corrida em direcção às águas ainda a tempo para se virar e gritar cá para cima: “Vou nadar até morrer”. Acho que não sou só eu que fico em sobressalto. Os sons na praia propagam infinitamente. Fechamos os olhos na areia e ouvem-se as mais variadas frases, as mais ocas barbaridades, as mais sinceras verdades. Ele não esconde o ar de preocupação e não descola o olhar do mar. Lá, ela vai nadando em direcção à linha do horizonte. Já ultrapassou as bóias amarelas e ele começa a inquietar-se mais. Faz um esforço para prender os olhos no livro, mas não consegue. O meu coração salta. Já lá muito ao fundo, uma cabeça de alfinete pára, não avança mais, olha para o que deixou para trás e ele arrisca a levantar um dos braços em sinal de “volta”. Eu acho que ela nem o viu, mas começa a nadar no sentido inverso e ele regressa à leitura. Fora de perigo. Ela chega à areia. “Desculpa. Lamento imenso. Não consegui nadar até morrer. Quando cheguei lá ao fundo comecei a entrar em pânico e senti um medo enorme de não conseguir voltar. Desculpa”. Ele sorri e beija-a na boca.
17.00
Ela anda na areia sem levantar os pés, arrasta-os. “Olha os meus sapatos de areia. Ah, ah!” Ele levanta e baixa de imediato a cabeça e ela lamenta. “Tu não me achas graça”.
Desculpem o interregno, mas foi preciso repor a vida depois das férias.
Ela apareceu no areal em biquíni enrolada numa toalha e com o cabelo ainda molhado do último mergulho na piscina do hotel. Mais atrás chega ele, que mal tem tempo de pousar o saco na areia, no sítio que ela escolheu, para voltar o pescoço e já a encontrar no mar, a tentar expulsar o calor da tarde. Rondam os 40 e poucos anos, muito poucos. Ele ajeita as toalhas, novas, e senta-se a ler um livro. Ainda nem uma página virada e ela aparece: “Quero ir para outra praia. Esta não tem peixes nem conchinhas como a outra.” “Ó, então? Ainda agora chegámos... vai nadar. Porque é que não vais nadar?”, sempre com uma ternura imensa, a fazer lembrar um pai a falar para a filha, quando eles são é namorados. Ela solta um pequeno choro e de joelhos na toalha pede-lhe para irem embora. Ele fica em silêncio, só a olhar para ela. “Ok. Eu vou nadar” e solta-se numa corrida em direcção às águas ainda a tempo para se virar e gritar cá para cima: “Vou nadar até morrer”. Acho que não sou só eu que fico em sobressalto. Os sons na praia propagam infinitamente. Fechamos os olhos na areia e ouvem-se as mais variadas frases, as mais ocas barbaridades, as mais sinceras verdades. Ele não esconde o ar de preocupação e não descola o olhar do mar. Lá, ela vai nadando em direcção à linha do horizonte. Já ultrapassou as bóias amarelas e ele começa a inquietar-se mais. Faz um esforço para prender os olhos no livro, mas não consegue. O meu coração salta. Já lá muito ao fundo, uma cabeça de alfinete pára, não avança mais, olha para o que deixou para trás e ele arrisca a levantar um dos braços em sinal de “volta”. Eu acho que ela nem o viu, mas começa a nadar no sentido inverso e ele regressa à leitura. Fora de perigo. Ela chega à areia. “Desculpa. Lamento imenso. Não consegui nadar até morrer. Quando cheguei lá ao fundo comecei a entrar em pânico e senti um medo enorme de não conseguir voltar. Desculpa”. Ele sorri e beija-a na boca.
17.00
Ela anda na areia sem levantar os pés, arrasta-os. “Olha os meus sapatos de areia. Ah, ah!” Ele levanta e baixa de imediato a cabeça e ela lamenta. “Tu não me achas graça”.
Desculpem o interregno, mas foi preciso repor a vida depois das férias.
terça-feira, setembro 16, 2008
Aldous Huxley, vem ver o teu admirável mundo novo!
Li que a marca Dove, enquanto anuncia o novo gel duche nos espaços publicitários dos cinemas, faz difundir nos ventiladores a fragrância refrescante de citrinos para que permaneça na memória olfactiva dos espectadores…
sexta-feira, setembro 05, 2008
Coisas da minha empresa
A requisição de material de escrtiório na minha empresa funciona da seguinte forma: acabamos um bloco de notas, entregamos a capa do mesmo e dão-nos um novo; acaba-se uma caneta, entregamos a velha e dão-nos uma nova, e por aí fora... Bom, a coisa complica-se quando a malta entra na empresa e tem de pedir pela primeira vez. Estou aqui vai para três anos (xiçaaa!) e ainda não consegui um corrector. Porquê? Porque quando peço um dizem-me "muito bem, pode vir cá buscar mas tem de entregar um gasto". E esta gentinha perceber que não tenho um gasto porque este será o meu primeiro? E esta gente perceber que quando fiquei desempregada não me passou pela cabeça trazer todo o materail gasto que tinha por lá para conseguir ter tudo no meu novo trabalho? Vá lá esta gente perecebr isto!!
Ausência: Vou de férias duas semanas e vou estar desligada da rede. Prometo contar tudo quando chegar.
Ausência: Vou de férias duas semanas e vou estar desligada da rede. Prometo contar tudo quando chegar.
terça-feira, setembro 02, 2008
Que dia bom!
Não, não é o de hoje. Foi o de ontem. Hummmm, que há tanto tempo não tinha um dia de folga tão bem aproveitado. Soube-me mesmo bem!
Então passo a contar: acordei tarde e não tive de ir disparada para a cozinha, porque mamãe convidou a menina para ir lá almoçar a casa. Bacalhau do bom e do bonito, na dose certa. E agora vou contar esta parte muito rápido para não haver muitas invejas. Seguiu-se uma massagem ao corpo TODO (é verdade, até a barriga teve direito, fiquei com o estômago todo relaxadito!), compras, várias, lindas, boas, seguido de um regresso a casa com um pacote de pipocas enorme. Para terminar em beleza, e já no conforto da minha salita adorável, o jogo do Sporting, com o Postiga a fazer-me levantar do sofá para gritar bem alto Huhuuuuu! Huhuuuu!
Então passo a contar: acordei tarde e não tive de ir disparada para a cozinha, porque mamãe convidou a menina para ir lá almoçar a casa. Bacalhau do bom e do bonito, na dose certa. E agora vou contar esta parte muito rápido para não haver muitas invejas. Seguiu-se uma massagem ao corpo TODO (é verdade, até a barriga teve direito, fiquei com o estômago todo relaxadito!), compras, várias, lindas, boas, seguido de um regresso a casa com um pacote de pipocas enorme. Para terminar em beleza, e já no conforto da minha salita adorável, o jogo do Sporting, com o Postiga a fazer-me levantar do sofá para gritar bem alto Huhuuuuu! Huhuuuu!
quinta-feira, agosto 28, 2008
Nós por Cá (título roubado ao programa da Conceição Lino onde se abordam os problemas das pessoas)
Estão a ver aquele buraquinho que as macas de massagem têm para pormos lá a cabeça? Pois estas macas deviam ter mais dois buraquinhos para quem tem maminhas grandes.
Na praia, ainda vá, fazemos umas covinhas na areia com os punhos cerrados e já está, as ditas ficam ali encaixaditas. Agora ali é mais difícil. E depois levamos o tempo todo com a tipa a pressionar-nos as costas, as maminhas todas esborrachadas, nós a soltarmos gritinhos e ela a dizer: "Dói não dói? Tem aqui nódulos de tensão que nunca mais acabam!". Pois, pois, eu já ouvi chamar muita coisa, agora nódulos...!
PS:Hoje a noite afigurava-se divertida a ouvir e a ver Sérgio Godinho no Estoril, mas isto de ter acordado às sete da manhã rebenta comigo. Estou a um passito de fazer um telefonema a desmarcar tudo para me enfiar no sofá a mudar os canais.
Na praia, ainda vá, fazemos umas covinhas na areia com os punhos cerrados e já está, as ditas ficam ali encaixaditas. Agora ali é mais difícil. E depois levamos o tempo todo com a tipa a pressionar-nos as costas, as maminhas todas esborrachadas, nós a soltarmos gritinhos e ela a dizer: "Dói não dói? Tem aqui nódulos de tensão que nunca mais acabam!". Pois, pois, eu já ouvi chamar muita coisa, agora nódulos...!
PS:Hoje a noite afigurava-se divertida a ouvir e a ver Sérgio Godinho no Estoril, mas isto de ter acordado às sete da manhã rebenta comigo. Estou a um passito de fazer um telefonema a desmarcar tudo para me enfiar no sofá a mudar os canais.
segunda-feira, agosto 25, 2008
Coisas que me apetecem dizer
Isto dos chineses terem papado as medalhas todas nos Jogos Olímpicos não me cheira nada bem. Se calhar estou a dizer um grande disparate, mas sempre acompanhei os jogos e não tenho ideia de os ver como campeões. Os tipos até ganharam na vela, num país onde nem existe vento (!!!!). Enfim... não me quero armar em Paulo Bento, mas as provas devem ser revistas, tudo, tim tim por tim tim.
Tenho-me escapado com pinta aos almoços no refeitório aqui do trabalho. Cansei-me definitivamente daquele menú, onde não há um santo prato que não leve com a já irritante cebola. Para relembrar, até a carbonara leva cebolinha. Pois que hoje fui à rua, vulgo recreio, e pedi uma sandes de frango. E pronto. Não é que bem longe desta cantina de cebolada fui logo apanhar um café que faz sandes de frango CHEEEIO de cebola? Isto não é embirração, mas digam-me se eu estou errada: então uma sandes de frango não é assim com o franguito em seco desfiado com maionese, alface e essas cosias? Então, mas a maldita cebola persegue-me por todo o lado?
Finalmente, dizer que os homens são uns verdadeiros animais. Confirmei isto no sábado passado, Estádio de Alvalde, onde fui levada para gritar três vezes de alegria. Pena o Trofense não ter posto a jogar o Tiago, o filho do Pinto.
Tenho-me escapado com pinta aos almoços no refeitório aqui do trabalho. Cansei-me definitivamente daquele menú, onde não há um santo prato que não leve com a já irritante cebola. Para relembrar, até a carbonara leva cebolinha. Pois que hoje fui à rua, vulgo recreio, e pedi uma sandes de frango. E pronto. Não é que bem longe desta cantina de cebolada fui logo apanhar um café que faz sandes de frango CHEEEIO de cebola? Isto não é embirração, mas digam-me se eu estou errada: então uma sandes de frango não é assim com o franguito em seco desfiado com maionese, alface e essas cosias? Então, mas a maldita cebola persegue-me por todo o lado?
Finalmente, dizer que os homens são uns verdadeiros animais. Confirmei isto no sábado passado, Estádio de Alvalde, onde fui levada para gritar três vezes de alegria. Pena o Trofense não ter posto a jogar o Tiago, o filho do Pinto.
segunda-feira, agosto 18, 2008
Influências
Sim, estou de regresso ao trabalho, mas anima-me saber que ainda tenho pela frente mais duas semanas e depois mais uma e depois já é o próximo ano e volta tudo ao mesmo e tenho os dias todos. Enfim, estou contente.
Tirando algumas dores anormais, está tudo certinho com a minha vida... mentira. Durante esta semana de férias ao lado do meu gajo que come como gajo, percebi que posso ser uma verdadeira besta à mesa e que os resultados se fazem notar na balança. Assim como quem não quer a coisa, toma lá três quilos a mais, para não te armares em parva. Para castigo, vou passar as próximas três semanas antes das férias a água, fruta e sopa, para ver se isto vai ao lugar.
Pedido: Nas minhas férias de Setembro, será que posso comer noutra mesa, longe do gajo?
Tirando algumas dores anormais, está tudo certinho com a minha vida... mentira. Durante esta semana de férias ao lado do meu gajo que come como gajo, percebi que posso ser uma verdadeira besta à mesa e que os resultados se fazem notar na balança. Assim como quem não quer a coisa, toma lá três quilos a mais, para não te armares em parva. Para castigo, vou passar as próximas três semanas antes das férias a água, fruta e sopa, para ver se isto vai ao lugar.
Pedido: Nas minhas férias de Setembro, será que posso comer noutra mesa, longe do gajo?
sexta-feira, agosto 08, 2008
Pessoal:
Olá, hoje é o meu último dia de trabalho antes de ir de férias. É certo que, por agora, é só uma semana de descanso, mas já vai saber muito bem.
E não me vou embora sem fazer duas coisas:
- Dar os parabéns à nossa polícia pela operação de ontem no assalto ao BES em Lisboa.
- Contar que esta semana estava na praia, no meu banho de sol, quando sou abordada por um tipo com ar de surfista que diz o seguinte: "Desculpe, é comprometida, solteira...?". Ao que eu respondi virando a cara novamente para o sol: "Casadíssima!". Ao que ele rematou:"Tudo bem...tranquilo, está tudo bem..." E foi-se embora areal fora à procura de mais uma moçoila sozinha. De salientar, para quem não me conhece, que éstou longe de ser bomba e que em biquíni muito menos.
Bom fim-de-semana e boas férias para mim.
Olá, hoje é o meu último dia de trabalho antes de ir de férias. É certo que, por agora, é só uma semana de descanso, mas já vai saber muito bem.
E não me vou embora sem fazer duas coisas:
- Dar os parabéns à nossa polícia pela operação de ontem no assalto ao BES em Lisboa.
- Contar que esta semana estava na praia, no meu banho de sol, quando sou abordada por um tipo com ar de surfista que diz o seguinte: "Desculpe, é comprometida, solteira...?". Ao que eu respondi virando a cara novamente para o sol: "Casadíssima!". Ao que ele rematou:"Tudo bem...tranquilo, está tudo bem..." E foi-se embora areal fora à procura de mais uma moçoila sozinha. De salientar, para quem não me conhece, que éstou longe de ser bomba e que em biquíni muito menos.
Bom fim-de-semana e boas férias para mim.
quarta-feira, julho 30, 2008
Oito meses
Esta sexta-feira faz precisamente oito meses que saí de casa dos meus pais para me casar. Já passaram oito meses e parece que ainda não tive tempo para nada. Não fiz todas as receitas que queria (cozinhar faz-me tão bem!), e contam-se pelos dedos os familiares e amigos que levei lá a casa a jantar.
Quero dar muitas jantaradas, fazer muitos convívios naquela sala fofa, sujar a cozinha até ao tecto (alguém há-de limpar), abusar da churrasqueira até arder o carvão todo e gastar todos os copos que tiver lá em casa. Já passaram oito meses e contam-se pelos dedos as vezes que fiz isso. Ups!...
Quero dar muitas jantaradas, fazer muitos convívios naquela sala fofa, sujar a cozinha até ao tecto (alguém há-de limpar), abusar da churrasqueira até arder o carvão todo e gastar todos os copos que tiver lá em casa. Já passaram oito meses e contam-se pelos dedos as vezes que fiz isso. Ups!...
terça-feira, julho 29, 2008
Toda queimaducha
Cheguei toda queimadinha de um fim-de-semana no Algarve. Não, não estou queimada por causa do sol, mas por culpa de um espectáculo com fogo no sábado à noite, no Nikki Beach, que não correu lá muito bem. Para não variar, no meio de toda aquela gente, fui eu a levar com as brasas. Resultado? Algumas queimaduras e a roupita que tinha vestido toda estragada por causa dos buracos. Uma animação!
sexta-feira, julho 25, 2008
Meus caros
“A vida não está fácil”, disse-me hoje o director. Respondi: “A vida?... Esta empresa é que não está fácil”. Ao que ele retorquiu: “Não, não, a vida é que não está fácil”.
E pronto, depois deste diálogo de corredor, voltei para o meu lugar e fiquei a pensar: a primeira frase poderia não ter passado de uma daquelas frases de elevador (embora não estivéssemos no elevador), não se tivesse dado o caso de ele ter reforçado a ideia no final. Porque, vejamos, ninguém diz “Amanhã é capaz de chover” e ao ouvir alguém responder com “Olhe que eu ouvi o contrário” reforça “não, não, amanhã está mesmo a chover”. Por outro lado, acho que a resposta que dei não esteve nada bem. Ninguém diz ao director que a empresa é uma merda! Porque, no fundo, foi isso que eu disse. Tipo, “A vida? A minha vidinha estava óptima não fosse esta empersa tão complicadinha!”. Enfim... saiu-me. Mas o que também me intriga é por que é que ele, após esta minha saída brilhante, não aproveitou a boleia e não ficou calado, seguindo o seu caminho até à secretária. Será que estava com vontade de desabafar os seus problemas e desatar-me a chorar ali no meio da empresa? E é isto que me amargura. Sinto que tive a oportunidade de pôr o chefe a chorar baba e ranho e que a deixei escapar.
Bom fim-de-semana, estou a banhos no Sul.
E pronto, depois deste diálogo de corredor, voltei para o meu lugar e fiquei a pensar: a primeira frase poderia não ter passado de uma daquelas frases de elevador (embora não estivéssemos no elevador), não se tivesse dado o caso de ele ter reforçado a ideia no final. Porque, vejamos, ninguém diz “Amanhã é capaz de chover” e ao ouvir alguém responder com “Olhe que eu ouvi o contrário” reforça “não, não, amanhã está mesmo a chover”. Por outro lado, acho que a resposta que dei não esteve nada bem. Ninguém diz ao director que a empresa é uma merda! Porque, no fundo, foi isso que eu disse. Tipo, “A vida? A minha vidinha estava óptima não fosse esta empersa tão complicadinha!”. Enfim... saiu-me. Mas o que também me intriga é por que é que ele, após esta minha saída brilhante, não aproveitou a boleia e não ficou calado, seguindo o seu caminho até à secretária. Será que estava com vontade de desabafar os seus problemas e desatar-me a chorar ali no meio da empresa? E é isto que me amargura. Sinto que tive a oportunidade de pôr o chefe a chorar baba e ranho e que a deixei escapar.
Bom fim-de-semana, estou a banhos no Sul.
segunda-feira, julho 21, 2008
Coisas que já se faziam
Os carros estão cada vez mais evoluídos. É botões para tudo e mais alguma coisa e um dia destes um amiguinho que costuma andar aí de volta das últimas novidades, estava com um que se estacionava sozinho. Arrepiante, digo-vos. Os carros quase não precisam de nós, a verdade é essa. Estamos a um bocadinho assim de tornar real o mundo Kit e Michael Night.
E é por causa disto tudo que me faz muita confusão ter de continuar a pegar na tesoura para recortar aquele quadrado verde do seguro e colocar no vidro. Já se inventava qualquer coisinha menos artesanal, não?
E é por causa disto tudo que me faz muita confusão ter de continuar a pegar na tesoura para recortar aquele quadrado verde do seguro e colocar no vidro. Já se inventava qualquer coisinha menos artesanal, não?
quarta-feira, julho 16, 2008
Passwords
São, muito provavelmente, as coisas mais estúpidas e absurdas que actualmente andam por aí.
Hoje em dia, para tudo e mais alguma coisa, pedem-nos passwords, palavras-chave que temos de criar com x caracteres e que temos de ter a certeza que não nos vamos esquecer delas.
Esta dissertação chega a propósito de há bem pouco tempo ter sido obrigada a fornecer a uma amiga a minha entrada no mail para que me safasse de uma situação. E só nessa altura - no preciso momento em que tive de verbalizar o que até então não passava de umas bolinhas no ecrã que teclava quase sem olhar -, é que dei conta do ridículo da minha escolha.
Bem, na verdade não foi só isso, pois a risota que recebi do outro lado do telefone mal pronunciei a minha password também ajudou a confirmar a tese. “Disseste tal tal tal? Ah ah!”
A verdade é que o contrário também já me aconteceu. Ou seja, ter de ser eu a ouvir as palavras-chave de terceiros e desatar a pensar cá para mim, “ninguém escolhe como password 'filholindo', ou 'aboazuda'. Enfim, as passwords são as nossas carecas e a relação que mantemos com elas é absolutamente tranquila até ao momento em que as temos de partilhar com alguém. Xiça, é que custa mesmo!
Hoje em dia, para tudo e mais alguma coisa, pedem-nos passwords, palavras-chave que temos de criar com x caracteres e que temos de ter a certeza que não nos vamos esquecer delas.
Esta dissertação chega a propósito de há bem pouco tempo ter sido obrigada a fornecer a uma amiga a minha entrada no mail para que me safasse de uma situação. E só nessa altura - no preciso momento em que tive de verbalizar o que até então não passava de umas bolinhas no ecrã que teclava quase sem olhar -, é que dei conta do ridículo da minha escolha.
Bem, na verdade não foi só isso, pois a risota que recebi do outro lado do telefone mal pronunciei a minha password também ajudou a confirmar a tese. “Disseste tal tal tal? Ah ah!”
A verdade é que o contrário também já me aconteceu. Ou seja, ter de ser eu a ouvir as palavras-chave de terceiros e desatar a pensar cá para mim, “ninguém escolhe como password 'filholindo', ou 'aboazuda'. Enfim, as passwords são as nossas carecas e a relação que mantemos com elas é absolutamente tranquila até ao momento em que as temos de partilhar com alguém. Xiça, é que custa mesmo!
terça-feira, julho 15, 2008
O ar da minha graça e só mesmo isso que tenho de ir ali a correr e já volto
Não têm noção da correria em que tenho andado para ter toda a minha vida a andar. Apesar de algumas partes andarem bem atrasadas, como por exemplo coisas lá de casa, eu tenho tentado dar o meu melhor.
A verdade, verdadinha é que eu adoro estas correrias. Amo a sensação do tempo a fugir-me pelos pés, ser quase impossível chegar em meia hora a Lisboa e eu conseguir (não foi M.?), sentir o sangue a ir lá a baixo e depois a vir cá acima e eu nesse segundo já despachei dois textos. I love it!
O pior é mesmo quando se pára. Uma pessoa encosta-se um pouco, agarra num jornal e dá de caras com um despacho da PSP que obriga os polícias a não fazerem piercings, a taparem tatuagens e a não usarem bigodes abaixo do lábio superior. Não é demais? Não é muito maluca esta cena? Estes gajos da direcção nacional da PSP são uns bacanos e têm ideias giras.
Parabéns J. e parabéns M. R. a mãe da T. que agora é mestre!!
A verdade, verdadinha é que eu adoro estas correrias. Amo a sensação do tempo a fugir-me pelos pés, ser quase impossível chegar em meia hora a Lisboa e eu conseguir (não foi M.?), sentir o sangue a ir lá a baixo e depois a vir cá acima e eu nesse segundo já despachei dois textos. I love it!
O pior é mesmo quando se pára. Uma pessoa encosta-se um pouco, agarra num jornal e dá de caras com um despacho da PSP que obriga os polícias a não fazerem piercings, a taparem tatuagens e a não usarem bigodes abaixo do lábio superior. Não é demais? Não é muito maluca esta cena? Estes gajos da direcção nacional da PSP são uns bacanos e têm ideias giras.
Parabéns J. e parabéns M. R. a mãe da T. que agora é mestre!!
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