Espaço sobre tudo e mais alguma coisa, que isto de ter cantinhos muito específicozinhos sobre coisinhas pode ser, vá, esquisito
segunda-feira, maio 29, 2006
...
quinta-feira, maio 25, 2006
Um snif deste tamanho
A Primavera está aí e a prová-lo está mais um ninho feito mesmo à entrada de casa, num arbusto que lá tenho, com quatro ovos muito pequeninos. Quando chegar hoje a casa vou ainda tentar uma fotografia para partilhar com todos estes momentos bonitos à volta de passarinhos e ovinhos.
Uma boa sexta-feira para todos!
quarta-feira, maio 24, 2006
Nao consigo lidar com isto
Irrrrrraaaaaaa!!
domingo, maio 21, 2006
Fánã, o nadador-salvador do futuro
sábado, maio 20, 2006
Ausencia
pa voa na esse distancia
si um gazela um fosse
pa corre sem nem um cansera
anton ja na bo seio
um tava ba manche
e nunca mas ausencia
ta ser nos lema
ma so na pensamento
um ta viaja sem medo
nha liberdade um te'l
e so na nha sonho
na nha sonho mieforte
um tem bo protecao
um te so bo carinho
e bo sorriso
ai solidao to'me
sima sol sozim na ceu
so ta brilha ma ta cega
na se clarao
sem sabe pa onde lumia
pa onde bai
ai solidao e un sina...
Cesária Évora
sexta-feira, maio 19, 2006
Tempo de antena para gajas (e gajos assim assim)
Todos os dias olho para a balança para me ir pesar, mas resisto à tentação. É que como nós sabemos não convém estarmos a pesar-nos todos os dias porque o factor psicológico vai dificultar a perda de peso. Enfim, lá tenho conseguido resistir à balança e só uma vez por semana é que lá vou. E tem sido uma alegria olhar para o ponteirozinho e ir vendo que está no tracinho mais abaixo e mais abaixo e mais abaixo. Da última vez que me pesei e verifiquei que já tinha aniquilado o quarto quilo até gritei iupiii e saltei em cima da cama. A minha mãe acordou sobressaltada e perguntou-me o que se passava. Naquela resposta típica de mãe lá me disse "Ah! Mas nota-se muito minha filha, já se nota bem!". Ok, não se nota assim tanto, mas isto vai devagarinho.
No outro dia até fui à Internet a um site que dá para medir o nosso IMC e já não diz que tenho excesso de peso, diz que tenho o peso NORMAL! Não é lindo? É a primeira vez que o IMC me diz que estou bem. Fiquei tão contente, estou tão contente.
Agora já só faltam três ou quatro quilos para me sentir bem e voltar a fazer o flic flac encarpado à rectaguarda que eu tanto gosto de fazer.
Obrigada por me ouvirem e se me virem, já sabem, se acharem que estou mais magra dizem que sim senhora que se nota. Se acharem que estou na mesma, nem uma palavra em relação a isto que vos contei, ok?
Até já!
quarta-feira, maio 17, 2006
E eis que há vida no meu jardim
Foi bonito!
terça-feira, maio 16, 2006
Diz que sim!
Do género...
O valor da multa oscila consoante a quantidade do corpo que se molha? - Ah, senhor fiscal, eu molhei-me só até aos joelhos, o meu cabelo está molhado porque o meu primo mais novo é parvo e despejou-me uma garrafa de água em cima...
Como é que vai ser com os surfistas? - Bandeira vermelha, alto ondão e eles em terra com uma auréola em cima da cabeça a dizerem que não vão entrar para não apanharem multa. Tá bem, tá!
É que se houver excepção para eles, não vou ficar a assar na areia, vou ao mar com uma prancha debaixo do braço e, qualquer coisa, digo que vou apanhar uma onda.
E depois como é que vai ser com aquelas senhoras de idade que costumam ir molhar só os pés para não desidratarem e para tratarem os joanetes e são enroladas por uma onda? - Eu sei que a senhora foi apanhada desprevenida mas vai ter de pagar 700 euros porque estou a ter em conta o facto de não ter molhado o cabelo todo.
Também vamos ter de pagar a coima na altura? Ó senhor fiscal dê-me só cinco minutos para secar um bocadinho... os dias já estão maiorzinhos, hã?!
Quando somos apanhados em excesso de velocidade temos de entregar a carta à DGV e ficamos um tempo sem poder conduzir. Será que com estas novas multas vamos ter de entregar os nossos biquinis no Instituto de Socorros a Náufragos e nem à piscina municipal do bairro podemos ir?
E quando as pessoas morrem no mar, será que o fiscal se chega ao pé da família e avisa que aos custos do funeral vão ser acrescentados mil euros, que correspondem à coima máxima porque este banhista exagerou?
Antigamente dizia-se: Há mar e mar, há ir e voltar
Agora é mais: Há mar e mar, há ir e pagar! Olarila!
segunda-feira, maio 15, 2006
Procuro casa!
sexta-feira, maio 12, 2006
Como fica provado que Fátima e a língua inglesa animam logo uma descrente em trabalho
Bom, e passado este início polémico que vai fazer correr mais tinta que a estreia do filme Código da Vinci chega a altura de vos contar aquilo que verdadeiramente me trouxe a este nosso cantinho tão íntimo e público ao mesmo tempo.
Em Fátima, já se sabe, muita gente, todos diferentes, mas duas mulheres em locais e situações distintas do santuário não vão escapar ao Coisas Que Tal porque essas duas crentes mereceram.
E porquê? Por causa das t-shirt's que tinham vestidas. No meio do silêncio, dos pés em sangue, das velas, dos cânticos, uma senhora rechonchuda caminha na direcção oposta à minha com uma camisola onde está inscrita a frase: "I,m going out tonight!".
Não é bonito?! Estava ainda a tentar tirar o significado sagrado daquela máxima quando me cruzo com uma rapariga toda muito bem maquilhada, com uns óculos escuros daqueles espelhados com leves laivos de cor arco-íris e a bela da t-shirt dizia: "Sex Bomb".
Mais palavras para quê? É a fé das pessoas no seu melhor misturado com o desconhecimento total da língua inglesa. Elas sabem que as t-shirt's dizem alguma coisa, mas para quê tentar saber o quê? Não vale a pena, afinal Nossa Senhora perdoa tudo e uma vela de cera perdoa todas as amantes dos padres Amaros.
quinta-feira, maio 11, 2006
Nos dias que correm...
sexta-feira, maio 05, 2006
Literatura de cordel
Em meados do séc. XVI, os vendedores ambulantes chegavam às terriolas e penduravam um cordel nas portas das casas onde dispunham os "livros" (que não eram senão folhetos dobrados). Chegaram assim os livros ao povo, já que as farsas, historietas, os contos históricos ou religiosos eram vendidos a baixo preço.
Hoje já muita gente sabe ler e o que é importante é que realmente se leia... seja com cordel, sem cordel, sejam jornais, revistas, com bola, sem cor-de-rosa, com verso ou sem rima, sejam os rótulos das garrafas, a propaganda de um partido ou o Borda d'Água. E até um blog que tal.
quinta-feira, maio 04, 2006
Dieta líquida
Hoje estive num dentista particularmente cruel, de frases curtas e assustadoras. Deu-me um sermão por ter abandonado a meio uma desvitalização dum dente que me doía há séculos, rematando com um "este dente está condenado". Vou poupar-vos dos pormenores da extracção, até porque me fixei num ponto do tecto para não encontrar aquele olhar frio de alicate retorcido na mão. Vou poupar-vos dos pormenores estéticos e das dores que sinto, a juntar ao sentimento de que amputaram uma parte de mim. A terrível criatura despediu-se com imposições de dieta líquida e recomendações de aparelho. Não me vou esquecer de beber uma cerveja à sua saúde, ó Dr. Gonçalo (falou em bebidas frias, não foi?), e que os dentes lhe apodreçam e caiam um de cada vez. Não me vou esquecer de pedir segredo à minha irmã para não contar nada à mãe sobre o aparelho.
Giro
Ontem, fui jantar a Lisboa com os meus pais, eu a conduzir, o meu pai ao lado e a minha mãe lá atrás e decidi ir beber um cafezinho ao Bairro Alto e fazer-lhes uma visita guiada aos bares e cantinhos onde tanta coisa já se passou comigo... e com tanta gente. Não gostaram! Acharam que as coisas tinham mudado muito desde a altura em que eles andavam por lá, e disseram que estava muito degradado. Detestaram as paredes grafitadas e estranharam não se ver polícia, contaram-me que sentiram insegurança.
À meia-noite estávamos em casa satisfeitos com a viagem ao passado.
terça-feira, maio 02, 2006
Chumaços
Não há dúvidas, é oficial: eu sou do tempo do chumaço.
E como se não bastasse a figura ridícula que aparentávamos com aqueles ombros bem saídos, ainda tive a feliz ideia de comprar aqueles que eram amovíveis. Ou seja, os ditos tinham uma espécie de velcro e qualquer camisolita sem graça, qualquer t-shirt de ombrito mais descaído... cá vai disto, levas já com dois chumaços!! Resultado, a moda já tinha passado há algum tempo, as lojas já vendiam roupas desenchumaçadas e andava eu toda contente a colar os meus chumaços portáveis e intrasmissíveis em tudo o que me aparecia à frente a achar que tinha tudo para ser uma rapariga feliz. Tsss, tsss... hoje gosto de um bom chumaço, mas bem diferente destes que estive para aqui a falar. (Parte da conversa mais marota numa noite em que me vou deitar pela última vez com 28 anos de vida).
quinta-feira, abril 27, 2006
Auto-crítica
quarta-feira, abril 26, 2006
Um presente ao final do dia!
E eis que ainda o sol espreitava por causa dos movimentos da Terra quando num cantinho do meu jardim, entre umas heras que não se cansam de crescer todos os dias, descobri dois ninhos feitos de pormenores. Um de melro, outro de outro pássaro qualquer. O maior com quatro ovinhos, o outro com pelo menos dois. Lá estão, milagrosamente a enfeitar o meu dia feito de coisas tão pequenas e tão feias.
Não é bonito, termos dois ninhos escondidos no nosso jardim?
Testamento
O que é que há, diz pra mim o que é que há
Você vai ver um dia em que fria você vai entrar
Por cima uma laje, em baixo a escuridão
É fogo, irmão, é fogo, irmão
(Pois é, amigo
como se dizia antigamente
o buraco é mais em baixo
e você, com todo o seu baú, vai ficar por lá
na mais total solidão
pensando à beça que não levou nada do que juntou
só o seu terno de cerimônia!
Que fossa, hein?, meu chapa, que fossa...)
Você que não pára pra pensar
Que o tempo é curto e não pára de passar
Você vai ver um dia que remorso, como é bom parar
Ver o sol se pôr ou ver o sol raiar
E desligar, e desligar
(Você, que esperança,
bolsa, títulos, capital de giro, public relations, e tome gravata!
protocolos, comenda, caviar, champanhe, e tome gravata!
o amor sem paixão, o corpo sem alma, o pensamento sem espírito, e tome gravata!
E lá, um belo dia, o enfarte
ou pior ainda, o psiquiatra!)
Você que só faz usufruir
E tem mulher pra usar ou pra exibir
Você vai ver um dia em que toca você foi bulir
A mulher foi feita pro amor e pro perdão
Cai nessa, não, cai nessa, não
(Você, por exemplo, que está aí com a boneca do seu lado,
linda e chiquérrima,
crente que é o amo e senhor do material
e é aí que o distinto está muitíssimo enganado.
No mais das vezes ela anda longe,
perdida num mundo lírico e confuso,
cheio de canções, aventura e magia,
e você nem sequer toca sua alma.
É, as mulheres são muito estranhas, muito estranhas...)
Você que não gosta de gostar
Pra não sofrer, não sorrir e não chorar
Você vai ver um dia em que fria você vai entrar
Por cima uma laje, em baixo a escuridão,
É fogo, irmão, é fogo, irmão
...
Toquinho e Vinícius de Moraes
terça-feira, abril 25, 2006
Pensaste que eu me ficava, não?
Hoje é o segundo dia do resto da tua vida.
segunda-feira, abril 24, 2006
domingo, abril 23, 2006
No meio dos velhos
Mas que raio de promoção se anda a fazer a esta ilha para vir cá parar tudo em final de vida? Estou a imaginar qualquer coisa como "tenha uma nova esperança, não vá para o Paraíso sem antes ter a certeza de que mesmo chéché é uma pessoa feliz. Venha ver ao vivo, na Madeira, Alberto João Jardim e perceberá que qualquer que seja o seu estado de caquetice sempre está melhor que ele!" Só pode!
sexta-feira, abril 21, 2006
Pedido de ajuda

Então não é que me mandaram três dias para a Madeira e que até já cá estou e que esta é a vista que tenho do hotel? Então mas isto faz-se, manda-se uma pessoa para a Madeira durante três dias para fazer festas e mais festas e outras festas? Que chatice, pá! Ainda por cima estão 23 graus e a vista do meu quarto é esta que estão a ver. Não se faz, pois não? Um hotel de cinco estrelas!! Está mal, muito mal. E só de pensar que ainda vou ter de estar aqui mais dois dias inteirinhos e que depois ainda ganho duas folgs até me dá vontade de esganar alguém. Bom... agora peço desculpa, vou-me deixar de queixas porque já estão à minha espera para uma daquelas espetadas horrorosas que são cozinhadas em pau de loureiro. Pior do que isto só mesmo ter de me cruzar com a equipa do Benfica que já está instalada no hotel aqui ao lado para domingo jogar com o Nacional.
Como se diz por cá:Vuivua a Muadeira!!
quarta-feira, abril 19, 2006
E depois da Páscoa
Custou... mas foi!
.....
Já agora aproveito para dizer que o glob "Tosta Mista na chapa" é a contra informação do "Pátio do Sol" e foi criado há apenas 3 dias. Apareçam!
terça-feira, abril 18, 2006
O jogo dos pânicos
Mas como o Coisas que Tal não diz não a uma brincadeira, passo a vez à companheira e amiga Gui. Força aí amiga!
Quando as serpentes regatearem o direito a colear
e o sol fizer greve para ganhar o salário mínimo –
quando os espinhos olharem as suas rosas alarmados
e os arco-íris estiverem seguros contra a velhice
quando um tordo não puder cantar nenhuma lua nova
se todas as corujas não tiverem aprovado a sua voz
e qualquer onda assinar sobre a linha ponteada
senão um oceano é obrigado a fechar
quando o carvalho pedir licença à bétula
para criar uma bolota - os vales acusarem as suas
montanhas de terem altitude - e março
denunciar abril por sabotagem
então acreditaremos nessa incrível
humanidade inanimal (e não antes)
»
E. E. Cummings
(1894 – 1962)
segunda-feira, abril 17, 2006
Pilhas Do Caminhar. E duram, e duram...
Quando o PC faz log off, se desligam as televisões e se fecham as páginas de um periódico, Deus tem todo o share do mundo.
»
Bela frase esta, a do Lobo. Para lerem o texto todo caminhem até lá.
Abril dez mil
Grazie a tutti amici, continuem a aparecer que nós prometemos continuar a escrever.
quarta-feira, abril 12, 2006
Tinha a tampa aberta
Quem me chamou a atenção para o facto foi o meu pai, preocupado por a qualquer hora e em qualquer sítio poderem roubar-me combustível. Enfim... Eu devo confessar que não acredito que alguém vá ali chupar o gasóleo e verdade, verdadinha, é um consolo não ter de andar com chaves e chavinhas para abrir uma tampa parvinha e irritante. Chego à bomba rodo a tampa, puxo, e deixo-a pendurada até abastecer. Limpinho!
Bom, isto para contar que ontem fui ao Colombo, estacionei no subterrâneo e quando voltava para casa um outro condutor ultrapassou-me e avisou-me que levava a tampa do combustível aberta.
Confesso que ao início ainda pensei que fosse um piropo, mas "tem a tampa do combustível aberta" pareceu-me uma boca demasiado rebuscada para um engate. Lá parei... e não é que tinha mesmo a tampa aberta e pendurada ainda a baloiçar de um lado para o outro? Não me roubaram gasóleo. Acreditem ou não tratou-se mesmo de uma manobra de diversão de uns parvos ou de umas parvas quaisquer que não sabiam o que fazer e então decidiram ir para o estacionamento do Colombo abrir tampas de gasóleos!!
Até já estou a imaginar... um deles a fazer a brincadeira e a esfregar as mãos de contente enquanto diz para o outro "nós somos muita malucos! Isto é que vai ser aqui uma pândega quando o condutor descobrir que leva a tampa do depósito aberta".
No dia seguinte qual é a malandrice? Colar pastilhas elásticas nos pneus? Mexer ligeiramente nos espelhos retrovisores? Não... já sei, levantar os limpa pára-brisas. Essa é demais.
Uau!
terça-feira, abril 11, 2006
Aconteceu em Campo de Ourique
Assim é que é, a defesa do património de todos... mesmo que se tratem de galinhas e mesmo que o suposto violador desse património público seja um tipo metido a novo rico que trata duas bolas de pelo por "você".
Obrigada Torcato pelos seus bonitos relatos de um morador acérrimo do bairro de Campo de Ourique, que agora também é dos cabeças polacas.
segunda-feira, abril 03, 2006
Pés
Mulheres, vocês certamente me entendem. É que não dá ainda para andar de sandálias, mas uma pessoa morre com ténis ou botas nos pés... Um suplício! Alguém que ponha a cassete para a frente, por favor.
domingo, abril 02, 2006
Calendário
. Tudo se transforma e é cíclico na Natureza. Os mares, os ventos, os equinócios, os movimentos de translação e as fases da lua. A Terra sua as suas hormonas: testosterona, a predominante, e estrogénio e progesterona à vez.
. A Lua nasce antes de o Sol se pôr. Treze luas mágicas por cada doze sóis intensos fazem um ano das nossas vidas.
sexta-feira, março 24, 2006
«PASTELARIA
nem a crítica de arte nem a câmara escura
Afinal o que importa não é bem o negócio
nem o ter dinheiro ao lado de ter horas de ócio
Afinal o que importa não é ser novo e galante
- ele há tanta maneira de compor uma estante!
Afinal o que importa é não ter medo: fechar os olhos frente ao precipício
e cair verticalmente no vício
Não é verdade, rapaz? E amanhã há bola
antes de haver cinema madame blanche e parola
Que afinal o que importa não é haver gente com fome
porque assim como assim ainda há muita gente que come
Que afinal o que importa é não ter medo
de chamar o gerente e dizer muito alto ao pé de muita gente:
Gerente! Este leite está azedo!
Que afinal o que importa é pôr ao alto a gola do peludo
à saída da pastelaria, e lá fora – ah, lá fora! – rir de tudo
No riso admirável de quem sabe e gosta
ter lavados e muitos dentes brancos à mostra »
Mário Cesariny
Nobilíssima Visão
quarta-feira, março 22, 2006
Rebaldaria
. O poeta nasceu de colher de prata na boca mas gosta de onde cheira a torresmos. Canta versos com sabor a maçã de Junho, e diz àquele navio, que navega mais que avião: "és a estrela da alvorada e a madrugada junto ao cais", sabendo que à hora de deitar terá um corpo onde morder.
. A necessidade faz o engenho se aumenta a idade. Já não se cora a face, nem só galinha nem só rainha, nem só lua cheia. No frigir dos ovos é que se vê a manteiga...
terça-feira, março 21, 2006
Mercearia
. Na mesma rua, mais acima, tem posição a tasca do Ti João, onde há pão com requeijão, e mais o que estiver ali à mão, a acompanhar com o verde tinto da terra. O Evaristo também tem lá disto.
. O poeta perde-se por esta calçada todas as terças e quintas quando sai da psicoterapia. Gosta de passear por ali vagarosamente enquanto reflecte... este Bairro cheira-lhe a tertúlia.
. Uma bela quinta-feira o poeta entra p’la mercearia dentro e pede: Ó Dona Jaquina, embrulhe-me aí um poema. Ela dá-lhe uma maçã e ele segue para casa, satisfeito, sabendo que à hora de deitar terá um verso onde morder.
Versos a martelo no Dia da Poesia
o meu amor mora longe
o meu amor já se esconde
o meu amor está longe
o meu amor agora finge
o meu amor vive longe
sexta-feira, março 17, 2006
Como começou...
Ainda nem tinha carro nem carta e fiz um esquema enorme para poder estar na faculdade, aquilo era à noite, sem ser roubada ou violada em plena "avenida dos arames" (era um acesso para os comboios que existia em Queluz).
Quando cheguei fui ter ao anfiteatro para onde estava agendada a noite de fados e não estava absolutamente ninguém. Eu sabia que o fado não era assim apreciado por magotes de gente... mas ninguém! Chiça!
Passadas umas voltas, lá descobri à entrada um rapaz novo mas mais velho do que eu que me perguntou o que estava ali a fazer. Expliquei-lhe. Ele sorriu e disse-me que não se tratava de algum espectáculo, o recado nas paredes da faculdade referia-se à ideia de formar um grupo de fado e quem quisesse entrar que aparecesse. Óóóó! Despedi-me, agradeci a explicação, e quando mes estou a ir embora aparece um senhor com uma guitarra na mão.
Voltaram a chamar-me, disseram para eu cantar qualquer coisa (que nervos, ainda me lembro, não sabia letras, nunca tinha cantado a não ser na casa-de-banho) e assim fiquei a fazer parte daquele grupo que, entretanto, já tinha mais elementos.
Foi uma das fases mais engraçadas da minha vida e passados poucos meses já mes estava a estrear na Sé e a cantar ao lado do João Braga, do António Pinto Basto, do Pedro Moutinho, e por aí fora. Uma delícia. Corri muitas casas de fados a cantar, fiz também estrada, fiz festas de estudantes, de escuteiros, eu sei lá...
Foi assim que tudo começou e apeteceu-me contar aqui esta história depois de ontem ter estado a ouvir a Prova Oral, que era sobre fado.
Obrigada Ricardo (o rapaz que estava à porta do anfiteatro e que me obrigou a cantar) e António e Eduardo (os guitarristas que me acompanharam em muitos momentos importantes e que me ensinaram muita coisa bonita).
Sniff!
terça-feira, março 14, 2006
Pensamento do dia
Se o Benfica não consegue ganhar à Naval não merece ser campeão europeu.
by Koeman
Este raciocínio é bonito e como o Coisas que Tal o apoia (ao raciocínio) aqui fica publicado, para a eternidade...
segunda-feira, março 13, 2006
Prometi mas não vou cumprir
(vai ter de ser assim)
Épé quepe lápá napa repevispistapa jápá despescopobripirampam quepe eupeu tepenhopo umpum blogplog. Epi porpor ipissopo nãopão voupou popoderper conpontarpar epessaspas coipoisaspas. Despesculpulpempem.
Acham que a malta lá da revista consegue decifrar isto? Já agora, aproveito para mandar um grande abraço à amiga de uma das colegas que, pelos vistos, é leitora aqui do Coisas.
O desafio das manias
“Meme” (e não é uma ovelha)
«Cada bloguista participante tem de enunciar cinco manias suas, hábitos muito pessoais que os diferenciem do comum dos mortais. E além de dar ao público conhecimento dessas particularidades, tem de escolher cinco outros bloguistas para entrarem, igualmente, no jogo, não se esquecendo de deixar nos respectivos blogs aviso do ‘recrutamento’. Ademais, cada participante deve reproduzir este ‘regulamento’ no seu blog.»
1. Tenho a mania das listas (ver arquivos de Abril.2005 )
2. Tenho a mania dos provérbios (ver Ventoinha à sexta-feira )
3. Tenho a mania de dar a minha opinião quando não ma pedem
4. Tenho a mania de não gostar de futebol e ainda assim ser do Sporting
5. Tenho a mania de ficar à espera que a Ana também conte as suas manias
E porque também tenho a mania de não saber pôr links, aqui estão os cinco blogs a quem relanço o T.P.C. :
- GranMarta, Sergonov e QZ do Venteca
- Jubi do Pontapé de Canto e Jubi or not Jubi
- Kurtinaitis, Mr Wood e Plasma do Scratch the Mikas
- Lobo do Do Caminhar
- Carneiro do Minimal Karn (www.carneirodixit.blogspot.com )
sexta-feira, março 10, 2006
Iniciativa privada com alguma piada
(mesmo não existindo qualquer referência ao número de estrelas e a cervejaria do lado manter orgulhosamente a porta aberta ao cheiro da febra e do courato)
quinta-feira, março 09, 2006
Barracada à Oliveira
Era o médico da empresa, tinha de ir à consulta para poder assinar contrato e aquelas coisas... Ainda ao telefone: "Doutor eu não sei onde fica o seu gabinete". Do outro lado resposta pronta: "Não há problema. Sabe onde é o refeitório?" (Sim, é verdade, a minha empresa tem cantina e quando lá almoçamos passamos um cartão e descontam-nos a refeição directamente do ordenado!) "Sabe onde é o refeitório? Então encontramo-nos lá que eu vou ter consigo".
Ao chegar à cantina vejo o médico a aproximar-se de bata branca. Caminho em sua direcção com o ar mais saudável do mundo e já de mão estendida: "Doutor...". Uma abanar de cabeça acompanhado de: "Não não, eu sou o cozinheiro".
Ups!
segunda-feira, março 06, 2006
Vícios impossíveis (dava um bom título para um filme)
O meu prato favorito é basicamente tudo o que mexa e tenha legendas no rodapé. Tudo o resto é lixo. Acontece que estas coisas com legendas passam normalmente a horas tardias. Como tenho de me levantar cedo e não aguento muitas noitadas (fico com dores de cabeça, agoniada, com tonturas, ou seja, fico com todos os sintomas de grávida mas sem estar), faço por dormir cedo porque preciso invariavelmente de oito a nove horas de sono. Então chega ali uma hora que é um verdadeiro suplício. Sou eu a querer ver as coisas com legendas e assim matar o vício e sou eu a ver que já só tenho sete horas e vinte e dois minutos para dormir.
Por exemplo, ao fim-de-semana irrito-me sempre porque tenho muito mais horas disponíveis para ver televisão mas acabo sempre por adormecer porque não consegui dormir até mais tarde porque acordo todos os dias à mesma hora e o meu organismo já se habituou a estes horários e então mesmo que queira ficar na cama até mais tarde não consigo e irrito-me porque depois à noite tenho sono e não posso outra vez ver as legendas que eu gosto. Ufa!
Isto tudo porque estão a começar os Óscares. Como eu gostava de ver tudo, tudo até ao fim... e amanhã não acordar completamente grávida.
sábado, março 04, 2006
Pontuação II
Luas de Março
Lua Cheia - Dia 14 às 23h35
Quarto Minguante - Dia 22 às 19h11
Lua Nova - Dia 29 às 10h15
(Mas se preferirem as Águas de Março, também se arranjam..)
sexta-feira, março 03, 2006
Pontuação
Charcutaria
. Guarnece-se da vontade ainda pura a tripa da pele e em seguida bota-se ao fumeiro. O segredo de saber quando está no ponto certo reside na dita maturidade.
. Colocavam bombas que não eram de Carnaval nos cintos anónimos tal qual quem constrói sem malícia flautas de Pã com canas; como quem seca presuntos logo depois da matança mesmo não comendo porco. A razão de ser era um bocado indiferente até para o profeta; bastavam umas caricaturas.
. Que venha, que venha
O tempo da apanha
E mais uma manha
P’ra minha gadanha.
quinta-feira, março 02, 2006
CANÇÃO DA MAIS ALTA TORRE
Que venha, que venha
O tempo da apanha.
Eu esperei tanto
Que tudo esqueci.
As raivas, o pranto
Acabam-se aqui.
E uma sede langue
Escurece-me o sangue.
Que venha, que venha
O tempo da apanha.
Como o descampado
De flores de abandono
Coberto, deixado
Ao incenso e ao sono,
Para voos atrozes
De moscas ferozes.
Que venha, que venha
O tempo da apanha.
»
Jean-Arthur Rimbaud (1854-1891)
Iluminações / Uma Cerveja no Inferno
(tradução de Mário Cesariny)
sábado, fevereiro 25, 2006
Acta da Assembleia geral do Carnaval que tal (se tivesse acontecido)
Pessoal, não apareçam no Carnaval que tal!
quarta-feira, fevereiro 22, 2006
Piadinha espanhola que eu gosto e que se não me engano me foi contada pelo Jubi há um bom par de anos
- Para qué??
- Paraguay.
terça-feira, fevereiro 21, 2006
Carnaval que tal
Meteorologia
. Evaporar, condensar, cair como chuva, correr nos leitos dos rios e na lama dos caminhos, é o destino cíclico de uma gota de água. Tal e qual a vida dos sentimentos.
. Paixão é trovoada, raios e coriscos, descargas eléctricas e arrepios na espinha, o coração a resfolegar como se trovão. Depois da tempestade vem mesmo a bonança?
. Tirem-me por favor este Inverno das costas. Adivinho-me uma velha com reumatismo.
quarta-feira, fevereiro 15, 2006
Isto é bonito
Entre as curvas sinuosas que ligam Mafra à Póvoa de Cima iam aparecendo cartolinas penduradas nas árvores com palavras soltas. Ao início não estava a perceber nada daquilo, mas depois de alguns quilómetros, as cartolinas foram fazendo sentido: E é amar-te....... assim ........ perdidamente.....é seres.....". E fiquei por aqui, o poema devia continuar para lá da Póvoa. Não é bonito?! Houve um maluco ou uma maluca qualquer que decidiu pendurar estas palavras no percurso para casa da sua cara-metade. Isto é bem bonito... ainda estou toda arrepiada.
terça-feira, fevereiro 07, 2006
sábado, fevereiro 04, 2006
Histórias verídicas cá da minha terra II
A conversa começou e, para não ser indelicada, a minha mãe convidou a dita senhora a sentar-se. Lá começaram a falar, dos filhos, do tempo, das casas... Ela queria saber onde é que era exactamente a casa dos meus pais e tal...
Bom, enquanto a conversa se desenrolava na mesa, o dono do café, o senhor João, ia olhando de soslaio, mas bem atento ao que se estava ali a passar. Entretanto, a dita vizinha continuava sem perceber onde é que nós morávamos.
A minha mãe, para ir despachando a tarde, pediu licença e foi ao mini-mercado (que é dentro do café), e estava lá junto a uma preteleira quando o senhor João se chega devagarinho ao pé dela e começa: "Eu não gosto de estar neste papel, mas não me sinto bem se não vos avisar de uma coisa. É que a senhora que está sentada agora na mesa com o seu marido é doente... ela rouba as chaves de casa das pessoas para lá ir e roubar coisas. Está sempre a acontecer".
Um frio corre pela espinha da minha mãe enquanto de pescoço esticado vê o meu pai ainda na mesa a desdobrar-se em gestos para explicar da melhor forma onde é que a casa fica. Ao lado da chávena repousa incólume a frágil e ingénua chave. A minha mãe corre para lá e faz um daqueles olhares ao meu pai que só os casais que estão há mais de trinta anos juntos entendem e o meu ele lá se levanta despedindo-se da vizinha e agarrando na chave sem perceber que estava prestes a entregar o recheio da sua casa à maluca da Póvoa de Baixo.
Medo! Muito medo!
sexta-feira, fevereiro 03, 2006
HÁS-DE aprender
- Epá, "há-des" ver aquele filme...
(ou pior ainda, escrito como já li)
- "Ades" ouvir aquele som...
Não é assim, porra! Verbo haver: eu hei, tu hás, logo HÁS-DE quando se usa a forma na segunda pessoa. Do mesmo modo, o verbo haver = existir, logo não se pode escrever "ontem há tarde" ou coisas do género, mas dizer "há dois anos" está correcto. Por favor, mais atenção! E já agora: "Hades" é a divindade grega dos infernos...
* HÁ muitos outros erros que me irritam... e até pode começar aqui uma rubrica ao melhor estilo Edite Estrela; solicitam-se contribuições citando os erros ortográficos mais frequentes
quarta-feira, fevereiro 01, 2006
terça-feira, janeiro 31, 2006
Gajo por um dia
quinta-feira, janeiro 26, 2006
Alergia II - O regresso
Obrigada Gui por manteres a chama acesa. Mas vamos lá a isso.
Suspendi o basquet. Durante o treino da última quinta-feira comecei outra vez com a reacção alérgica que já vos tinha contado e que tinha ocorrido durante um jogo em casa há cerca de um mês.
Como não posso desatar a inchar que nem uma louca e a levar doses de curtizona no rabo e na corrente sanguínea através de injecções dadas por enfermeiros que eu mal conheço, decidi suspender a actividade até as técnicas da medicina responderem à questão: Afinal ao que é que eu sou alérgica?
Estou triste. Acreditem ou não chorei baba e ranho quando vinha do hospital para casa mas a minha mãe ia a consolar-me com mensagens curtas e irritantes como: "Isso, descarrega que faz-te bem"; ou "depois inscreves-te na ginástica". Enfim, como podem ver o sentimento down já passou e já falo disto com uma certa naturalidade.
É que no fim de contas e depois de fazer (precisamente) umas contas cheguei a uma conclusão. Em 19 jogos, a minha equipa da Malveira conseguiu ganhar dois. O primeiro foi aquele em que apenas consegui jogar sete minutos e depois me deu a alergia;o segundo foi no fim-de-semana passado, jogo ao qual eu também não compareci por estar ainda combalida pelos efeitos da alergia.
Dispensam-se leituras aos factos aqui relatados e são proibidas piadas do género "a tua equipa só ganha quando tu não jogas".
Um abraço fraterno daqueles com espuma a lembrar os cantos da boca do nosso novo Presidente da República (Biéc)
Observação: (ainda sobre a alergia) O único factor comum nos dois dias em que comecei a inchar reside numas meias de basquet da Reebok que a esta altura já estão no lixo. Os meus pais acham que não é das meias. A minha vida é feita de histórias absurdas e a sorte é que eu gosto dela assim.
Cervejaria
. Da pressão do barril partiram os navegadores a largar âncora a leste, a passear o destino pelo Índico.
. Lisboa é uma mulher de sete curvas e outras tantas colinas. E dança.
. Dizem desta cidade que é egoísta como aranha tecendo teia à volta de um pires de tremoços.
. Querer viver vida apaixonada, abrindo portas e cortinas, criando laços.
. Dos cabelos espigados das searas, vai nascer a Primavera lá longe.
terça-feira, janeiro 24, 2006
These are (a lot of) my favourite things
castelos nas nuvens
castelos na areia
o cheiro dos livros velhos
o cheiro dos livros novos
paredes pintadas de fresco
fotografias de portas
flores nos parapeitos
caniçais à beira de falésias
praias desertas
gaivotas em terra
as folhas das árvores no Outono
fins de tarde no Verão
o cheiro da terra molhada
o cheiro das maças maduras
campanários de igrejas
instrumentos de sopro
águas-furtadas
lareiras a arder
lençóis quentes
canetas de aparo
postais de todas as cores e feitios
a palavra Fim num livro
a palavra Amor na vida
olhos a brilhar
o sorriso da minha sobrinha
mil sorrisos
coisas entre parêntesis
coisas que tal
segunda-feira, janeiro 23, 2006
Margarida Triste sem Manuel Alegre
quinta-feira, janeiro 19, 2006
Coisas que tal segundo Fernando Pessoa
Não tomando nada a sério, nem considerando que nos fosse dada, por certa, outra realidade que não as nossas sensações, nelas nos abrigamos, e a elas exploramos como a grandes países desconhecidos. E, se nos empregamos assiduamente, não só na contemplação estética mas também na expressão dos seus modos e resultados, é que a prosa ou o verso que escrevemos, destituídos de vontade de querer convencer o alheio entendimento ou mover a alheia vontade, é apenas como o falar alto de quem lê, feito para dar plena objectividade ao prazer subjectivo da leitura.
Sabemos bem que toda a obra tem que ser imperfeita, e que a menos segura das nossas contemplações será a daquilo que escrevemos. Mas imperfeito é tudo, nem há poente tão belo que o não pudesse ser mais, ou brisa leve que nos dê sono que não pudesse dar-nos um sono mais calmo ainda. E assim, contempladores iguais das montanhas e das estátuas, gozando os dias como os livros, sonhando tudo, sobretudo, para o converter na nossa íntima substância, faremos também descrições e análises, que, uma vez feitas, passarão a ser coisas alheias, que podemos gozar como se viessem na tarde.
(...) »
Fernando Pessoa in O Livro do Desassossego
quarta-feira, janeiro 18, 2006
terça-feira, janeiro 17, 2006
sábado, janeiro 14, 2006
Santos da casa
Época de saldos
Terminou a saga d’ A Cidade Egoísta, e precisa-se ilustrador para as personagens do velho, da jovem e do empregado. Foi uma história comentada p’lo Paperspace ... e ouvi dizer que o gajo faz uns desenhos catitas... Foi um história incompreendida, como me disse o Cláudio do Ventoinha, mas que me deu prazer escrever e repetir até à exaustão. O Ventoinha também tem crónicas em saldo, as minhas às sextas-feiras - os Provérbios Provados, às segundas a Pipoca e às quartas a Leididi... essas grandes queridas.
O Coisas que tal prepara-se assim para o início da nova estação, com as novidades da Ana na imprensa cor-de-rosa (já "anteleio" posts hilariantes) e a mega-festa do primeiro aniversário, o "Carnaval que tal" !
... é a tua deixa, miga...
quinta-feira, janeiro 12, 2006
Já não estou desempregada
Bom, a verdade é que a coisa correu bem e que a partir de amanhã faço parte da "Nova Gente". Dito de outra maneira, o jet set que se ponha a pau porque agora é que as broncas vão rebentar.
Já estou com saudades das senhoras do Centro de Emprego mas acho que vou ultrapassar isso facilmente. Deixo, para já, a vida de desempregada graças ao meu talento profissional. Sim, eu estava aqui bem sossegadita quando o próprio Jacques Rodrigues (nada mais nada menos que o dono da Impala) me liga a dizer que eu que nem pense em ir para jornais de referência nem para televisões, que ele me queria era a mim, que eu era a melhor e que o meu trabalho jornalístico o tinha deixado verdadeiramente espantado. Foi então que acordei e percebi que uma amiga minha me conseguia pôr na revista.
Uma coisa fica desde já prometida. Vão ser os primeiros a saber das fofocas dos famosos. Só para abrir o apetite, já tive a informação de que o José Castelo Branco vai à redacção uma vez por semana. Logo aqui, devo ter pano para mangas.
E pronto, segue mais uma nova etapa da minha vida, desta feita na imprensa cor-de-rosa. Viva a Nova Gente! Fora a Lux! Fora a Caras!
Meu Deus, como isto já está!!
A Cidade Egoísta 12
Escoa-se o tempo em cristalina areia
dia a dia, por entre os nossos dedos,
arrastando pra longe alguns segredos
diluídos na sombra de uma teia
cada vez mais anónima e alheia
à noite que começa. Tarde ou cedo,
é preciso aceitar, vencer o medo,
olhar a multidão que saboreia
as horas, os minutos, os segundos
à beira deste mar, em esplanadas
onde todos parecem estar assim
desde sempre, à procura de outros mundos
neste pequeno mundo e nos seus nadas,
nesta pequena vida até ao fim.
»
Fernando Pinto do Amaral
quarta-feira, janeiro 11, 2006
Histórias verídicas cá da minha terra
A Dona Fernanda mora em Mafra, já não vai para nova e farta-se de ganhar dinheiro com o negócio da lenha. É gente boa, é gente da terra. Ontem fui-lhe comprar uns troncos para a fogueira com uma puta de uma alergia que me fez andar a espirrar para cima de tudo o que era sítio e de tudo o que era gente. Bom... eu para ali a espirrar, a espirrar e a conversa começa.
- Menina, isso tá mau...hã?
- Sim, é alergia.
- Eu também tenho disso. Às vezes quando fico assim mais quieta começo a espirrar, a espirrar, é aos dez e aos onze seguidos, até me fica a doer o umbigo.
Fim de história
Questão: A doer o "umbigo"???!!!
terça-feira, janeiro 10, 2006
Não tenho tempo
domingo, janeiro 08, 2006
Os minutos de silêncio
Ontem, ao início de mais um jogo de basquet, um dos árbitros (esse grande larilas) anunciou-nos: "Atenção, vamos fazer meio minuto de silêncio". E eu arregalei-lhe logo os olhos com vontade de dizer: "Não faço!". Então não é?! Dizem-nos para ficarmos caladas e nós temos de ficar?? Mas por que carga de água? Quem é que morreu? Nem sei quem é que faleceu, vou pensar em quê?
Vá lá que já não era um minuto de silêncio, pelos vistos agora há a versão do meio minuto. Daqui a alguns anos é que vai ser bom. "Atenção, vamos fazer um segundo de silêncio... muito bem, quem é que vai buscar as jolas?".
Bom, certo certo é que cobardolas como só eu sou lá fiz a porcaria do meio minuto de silêncio em homenagem nem sei a quem. Mas para aí aos vinte segundos não aguentei e em sinal de protesto por estar a ser obrigada a calar-me ainda fiz um 'hrrum hrrum' de garganta.
É que nem eu nem ninguém naquele pavilhão sabia quem é que estava a merecer tal silêncio. Ou seja, aqueles trinta segundos tornam-se na coisa mais absurda que alguém jamais viu. Todos calados, com um ar muito sentido a olhar para o chão, mãos atrás das costas e depois em cada cabecinha, pensamentos diferentes: "Tenho de engraxar estas botas"; "Até me dói o rabo de ontem à noite"; ou, "a seguir a isto tenho de ir comprar uns bifes de perú".
A mim, nestas ocasiões, acontece-me sempre o mesmo."Epá, acho que estou com vontade de fazer chichi". Um pensamento já habitual quando, em pequena, no jogo das escondidas ficava ali tempos e tempos quieta à espera da melhor altura para salvar toda a gente e poder, finalmente, fazer chichi em paz.
sábado, janeiro 07, 2006
À beira do pontão pensava
---
Obra de ficção por encomenda do amigo lobo em 2005. A esta hora eu descansava enrolada num saco-cama térmico como se ainda não fosse 2006. Bom ano www.docaminhar.blogspot.com
sexta-feira, janeiro 06, 2006
quinta-feira, janeiro 05, 2006
O primeiro post do ano
O que quero que aconteça em 2006:
- Continuar a acreditar que o Pai Natal foi com os dois coelhinhos ao circo e que o Boca Doce é bom é!
- Que o Armando Gama recebesse um cheque-prenda do Instituto de Embelezamento Capilar.
- Que o José Cid abrisse esse instituto porque ainda não existe.
- Que uma colega minha do basquet tivesse mais tempo para ir à depilação e não se rapasse com a gilette no cubículo onde tomamos banho todas ao mesmo tempo.
- Que as grandes equipas de basquet me deixassem de assediar porque não é essa a carreira que quero seguir.
- Gostava de deixar de anunciar todas as manhãs que começo a fazer dieta amanhã.
- Conseguir dar gargalhadas sem som em determinadas ocasiões, nomeadamente em funerais.
- Ter mais do que quatro canais de televisão.
- Ter rede em casa.
- Ter telefone.
- Continuar com o subsídio de desemprego por tempo indeterminado pelo contributo que até agora já dei ao país.
- E, por último, continuar a tirar macacos do meu nariz no âmbito da minha higiene pessoal diária.
- Ah... esqueci-me de mais um ... que todos os meus puns fossem silenciosos.
Um bom ano para todos e que os vossos desejos se concretizem para logo a seguir arranjarem outros. Seus sôfregos!!
sexta-feira, dezembro 30, 2005
O fim do ano não é o fim do blog
Prometemos continuar alegremente em 2006.
Fim de emissão.
... 5... 4... 3....
segunda-feira, dezembro 26, 2005
É urgente o amor.
É urgente um barco no mar.
É urgente destruir certas palavras,
ódio, solidão e crueldade,
alguns lamentos,
muitas espadas.
É urgente inventar alegria,
multiplicar os beijos, as searas,
é urgente descobrir rosas e rios
e manhãs claras.
Cai o silêncio nos ombros e a luz
impura até doer.
É urgente o amor, é urgente
permanecer.
»
Eugénio de Andrade
sábado, dezembro 24, 2005
Passatempo que tal
Natal.
Ora aí está a época do ano que me transmite paz interior.
Porque será?
Porque não o ano todo?
Quero assim o ano todo!!!
O coração abre-se. (Só para alguns, porque no fundo, continuamos a 'não ir muito à bola' com aqueles que desprezamos durante todo o ano.)
Apetece-me oferecer, oferecer, dar, oferecer...mas para cumprir todos osmeus desejos doativos, eram necessários alguns trocos do Ti Belmiro de Azevedo. Para os cumprir na totalidade, é claro.
Mas ele que fique com os trocos, que eu cá me arranjo. Aposto que o meu Peru é mais 'inchado' que o dele.
Perdoem-me aqueles a quem eu queria dar alguma coisa e que o 'budget' já não permite.
Bem, também não lhes vou dar conta das minhas intenções, portanto, nunca saberão da minha missão falhada. Talvez para o ano.
Gosto de ver as pessoas a gastar sem estarem preocupadas. O Natal é isso mesmo, depois pensa-se nisso.
Um FELIZ NATAL para todos!!!!
Beijos para as 'Girls' e Abraços para os 'Boys'.
By Jubi
quarta-feira, dezembro 21, 2005
Passatempo que tal
O Natal...
Faltam cinco dias para o Natal.
Paz, amor, amizade, harmonia, solidariedade, que bom que é o Natal.
Somos todos amigos e é nesta época que se ajudam os mais desfavorecidos (o que deveria acontecer quanto menos esperamos e a qq época do ano).
O Natal é bonito, as ruas estão iluminadas, nas ruas ouve-se música.
Mas depois um pensamento se sobrepõe a este bonito cenário, e esquece-se tudo o que há de bom no Natal. Faltam cinco dias para o Natal, e ainda nao comprei nada.
Os dias que correm e a sociedade que nos rodeia roubou de nós o verdadeiro significado desse dia que é o Natal. Nao se esqueçam do presépio, porque ainda é das poucas coisas que contempla o espírito natalício.
Nao se deixem levar por insignificâncias e que o Vosso Natal, seja repleto de Alegria e Paz sinceramente é o que eu desejo...
um Bom e Glorioso ano de 2006.
beijos & abraços
by PaperSpace
terça-feira, dezembro 20, 2005
Passatempo que tal
Natal... que tal!
Olá o meu nome é QZ e eu gosto muito do Natal porque o Natal tem bacalhau…eu gosto muito de bacalhau!
O Natal é uma época muito linda porque aparecem mais pobrezinhos nas ruas e toda a gente quer ajudar, eu gosto muito de pobrezinhos porque eles só existem no Natal.
Eu gosto muito do Pai Natal porque ele costuma parar todo ano num tasco ali perto da Picheleira e depois aparece no Colombo com as criancinhas ao colo, a manda um grande hálito a peixe e a renas muito podres.
Eu gosto muito das criancinhas que ajudam o Pai Natal a fazer os brinquedinhos, chamam-se anões…zinhos indianos e chineses e ajudam muito o pai Natal porque são os anões…zinhos que fabricam os brinquedos muito baratinhos a 1€ que se vendem nas lojas de tudo a 1€ espalhadas por esse mundo afora...
Obrigado anões...zinhos indianos e chineses!
Eu gosto muito da Santa casa da misericórdia, porque a santa casinha da misericórdiazinha ajuda os desfavorecidos e gasta milhares de contos todos os meses em publicidade ao euro milhões, eu gosto muito do euro milhões porque o estado tem guardados nos seus cofres mais de 100milhões de euros para ajudar criancinhas quando elas crescerem lá pró Natal de Agosto de 2078
Eu gosto muito do Natal porque gosto muito do Natal, e no Natal é sempre Natal!
by, QZ
segunda-feira, dezembro 19, 2005
Passatempo que tal - o melhor presente deste Natal
Natal versus prendas
1 aos 4 anos
Montes de prendas fixes mas infelizmente não entendemos nada, para não falar do susto de ver o Tio vestido de vermelho com barbas de algodão.
4 aos 13
Maravilha, só brinquedos, tirando a Tia que insiste em oferecer as meias brancas com as raquetes cruzadas.
14 aos 20
Roupa só roupa!?Tia obrigado, estava mesmo a necessitar de meias novas.
Envelopes, onde estão os envelopes?
20 aos 30
Apelo desesperado para que as prendas sejam envelopes.Obrigado Tia não era necessário (as meias passaram a ser pretas mas agora também recebo uns boxers )
30 aos 40
Dar prendas aos sobrinhos que não entendem nada, vestir de vermelho com barbas de algodão...
E como diz um amigo nosso, boas festas e um glorioso ano 2006
Abraços Sergonov
;)
sexta-feira, dezembro 16, 2005
A Blasfémia dos 3 F's + 1
Passatempo que tal - O melhor presente deste Natal
Post à borla
É o final de uma tarde muito quente de Agosto. No escritório, Carlos espreita o relógio: falta uma hora para terminar o expediente. Está sozinho. Os patrões nem lá puseram os pés hoje; imagina-os refastelados numa qualquer espreguiçadeira na sombra de um pinhal. Os reposteiros estão corridos mas mesmo assim o calor penetra pelas paredes tornando mais saturada a atmosfera. A campainha do telefone trina, Carlos atende: Escritório de Advogados Bento, Filho & Associados Limitada boa tarde, mas do outro lado desligam de imediato. Serão os patrões a confirmar a sua presença?, e abana a cabeça não acreditando. Agora é a campainha da porta soando por sua vez. É o amigo Ventoinha. Traz como de costume os cabelos ao ar num reboliço, mesmo num dia como hoje em que não corre uma aragem.
- Acaba lá com isso e vem tomar um café ao Chiado. Quero passar ao Grandela e ver de um presente para uma tia minha...
E pisca-lhe o olho, divertido. Carlos garante que não pode sair já. Mas que ele faça horas, que terá o maior prazer em o acompanhar ao Chiado.
- Tu és muito amedrontado. Então tu crês que os teus patrões te andariam a espiar? Que disparate pegado! Eu sim, ando a ser seguido... mas anda daí à Brasileira que já te conto tudo.
Passam primeiro nos Armazéns do Grandela. Ventoinha vê luvas, chapéus, sombrinhas, meias finas mas nada lhe agrada, a tudo torce o nariz contrariado.
- Gostava de dar algo com mais chique à minha tia. Ela é muito moderna.
E pisca-lhe mais uma vez o olho, com uma gargalhada. Seguem então para a Brasileira a tomar o café. E o Ventoinha começa a soprar a sua história:
- Vês tu aquele indivíduo, à esquina da Bertrand, a espreitar para aqui? (Não olhes agora.) Já não o via há algum tempo e hoje... zás, lá o topei de novo. Tirou a gabardina e rapou o bigode, deve ser do calor.
E realmente lá está um fulano de ar suspeito que os olha. Imagina logo o Ventoinha muito mais metido na política do que parece; é certo que conversam em sussurro muitas vezes contra o regime, mas daí à conspiração vai um longo passo. Pensa que lhe apanharam folhetos, livros ou o apanharam em alguma reunião suspeita, está visto é que o apanharam!
- Tu estás a pensar que é um pide, não é meu pobre Carlos? Mas é alguém acima deles. Eu inventei uma coisa que se chama blog. É um diário do futuro. Tu bates palavras numa máquina de escrever que não faz barulho e, no minuto seguinte, qualquer pessoa no mundo lê na televisão tudo o que escreveste. E isto é uma máquina muito perigosa, claro está! Por isso é que eles andam atrás de mim...
Carlos fica desorientado com a revelação. Pensa que o querido amigo Ventoinha endoidou de vez. Mas ainda lhe pergunta que tipo de coisas escreve nesse ‘bloque’...
- Coisas, pá ! Coisas que tal.
quarta-feira, dezembro 14, 2005
Corte de cabelo
Este quase parece um Batista da minha família...
- Você sabe, Molteni, que, ouvindo-o falar, creio rever-me a mim próprio quando tinha a sua idade?
- Ah, sim? - balbuciei desconcertado.
- Sim... eu era muito pobre - prosseguiu Battista servindo-se de mais vinho - e também eu tinha, como você diz, ideiais... Quais eram esses ideais? Não saberei dizê-lo agora, e até nem o saberia nessa altura... mas tinha-os... talvez não tivesse este ou aquele ideal, mas o ideal com I grande... (...) O ideal, quando não se sabe precisamente o que se quer, é melhor esquecê-lo, pô-lo de parte... e só depois, quando se põe pé em terreno sólido, é preciso recordá-lo... a primeira nota de mil que se ganha, eis o ideal... (...)
- (...) Quer saber o segredo do sucesso, Molteni?...
- Pôr-se na fila da vida, como diante da bilheteira, na estação... chega sempre o nosso momento se se tem paciência e não se muda de fila... Chega sempre a nossa vez, pois que o empregado da bilheteira dá a cada um o seu bilhete... a cada um segundo os seus méritos, bem entendido... aos que devem e podem ir longe, quem sabe?, um bilhete para a Austrália... aos outros, menos ambiciosos, um bilhete para uma viagem mais curta, Capri, por exemplo. »
Alberto Moravia in O Desprezo
Tudo me acontece
Eu estava absolutamente radiante: já me estava a borrifar para os calções, tinha sido chamada para o cinco inicial, o jogo era em casa e elas defendiam à zona, uma benção para os meus lançamentos de meia distância. Enfim... os primeiros sete minutos foram meus, ainda marquei dois pontos... altura em que fui substutuída e me sentei no banco a descansar.
Passados poucos segundos começo com uma comichão nos pés de me atirar ao chão. Não me atirei, mas descalcei-me e cocei, cocei. Em pouco tempo eu já não via jogo, já não via nada e só me coçava tipo macaco.
Não sabia o que me estava a acontecer, mas tinha a sensação que tudo aquilo ia passar. Mas não passou! Juntamente com a comichão, comecei a sentir-me a inchar...a inchar. Fiquei transformada num verdadeiro monstro, cheia de comichões, e... imagine-se, enfiada naqueles calções ridículos.
Não pude aguentar mais tempo ali no pavilhão, pois o inchaço começava a travar-me a respiração, e lá tive de sair de charola para as urgências de Mafra.
Tive a soro, levei três doses de curtizona, e passada uma hora, eu já tinha voltado ao meu formato normal.
Uma verdadeira dor de cabeça para quem, até hoje, não faz puto ideia do que me terá provocado a alergia que me fez abandonar aquele grande jogo a dez minutos de este ter iniciado. Ainda disse ao treinador que se calhar a alergia era dos calções,daquele nylon e tal, mas não deu resultado...
A mim tudo me acontece... vejam lá que até faço prémios no euromilhões.
quarta-feira, dezembro 07, 2005
Voltei à idade dos porquês
Por falar em sexo:
Porque é que o Robbie Williams nunca aparece lá por casa?
Por falar em expectativas:
Porque é que achamos sempre que alguém como o Robbie Williams nos ia ligar alguma?
Por falar nisto:
Porque é que não acordamos logo todas produzidas?
Por falar em produção:
Porque é que achamos que isso nos torna realmente mais bonitas?
Por falar em realmente:
Porque é que a loiça se suja e se tem de lavar a seguir?
Por falar em sujo:
Porque é que fazemos cocó?
Por falar na merda:
Porque é que eles teimam em olhar para o rabo das outras mesmo nas nossas fuças?
Por falar em fuças:
Porque é que ninguém diz ao Armando Gama que aquele corte de cabelo já não se usa?
Por falar em modas:
Porque é que não dizem o mesmo ao Roberto Carlos?
E porque me apetece:
Porque é que as mamas abanam tanto quando corremos?
segunda-feira, dezembro 05, 2005
Então cá vai...
Resultado final: Algés - 99; Malveira - 35. Por acaso não tenho a certeza se ficámos com 35 ou 37 pontos, mas como devem calcular nem me vou esforçar para confirmar estes dados.
O resultado foi o que foi, mas a minha estreia nem foi má. Quer dizer... pronto, falhei dois lances livres depois de arrancar uma falta, falhei um lance de meia distância, um em contra-ataque debaixo do cesto e fiz dois maus passes... mas não foram seguidos. Ok, marquei dois pontos e, apesar de ter o meu namorado a postos na bancada, aguentei-me bem à bronca e não foi preciso respiração boca a boca. Se bem que logo ao início do jogo estava a ver o caso mal parado. É que no aquecimento para o grande derby eu já pingava por todos os lados. Devia ser nervos. E era eu sempre a limpar a cara e a disfarçar a coisa, para logo uma das engraçadinhas da equipa anunciar bem alto "epá Oliveira, já estás a pingar!! Tás bem?" Arghh... estas miúdas não sabem estar caladas.
Enfim, para minha surpresa acabei por jogar dois períodos completos. Nada mau.
Acima de tudo diverti-me imenso, matei saudades dos porradões que levamos debaixo do cesto e dos larilas dos árbitros de calcinhas apertadas. Já agora uma pergunta: Porque é que os árbitros de basquet têm sempre aquele ar tão pouco masculino de quem gosta de uns valentes afundanços por detrás??
by, Ana Jordan
sábado, dezembro 03, 2005
Amanhã é o grande dia...
Não, não vou casar. Amanhã regresso aos campos de basquet dê lá por onde der. Já não posso fugir. A esta hora, a federação já deve ter aceite os meus papéis de revalidação e, por isso, estarei apta a jogar.
Azar dos azares vou estrear-me (após esta pausa que deverá ter uns dez anos) com a equipa que vai à frente no campeonato. Enfim... nada a fazer!
Entretanto, vou aqui pensando nas bolas que vou perder com duas matulonas à minha frente a gritarem histericamente "FECHOUUUUU", e com uma enorme quantidade de bolas a voarem completamente tortas para o cesto. E os apoiantes da equipa que represento, que vão assistir aos jogos das miúdas desde que estas eram mesmo umas miúdas, a abanarem a cabeça lá nas bancadas e a sussurrarem "tsss...mas donde é que esta apareceu e porque é que não está no banco?".
Ai, que nervos! Isto para não falar da minha 'óptima' condição física. É assim, para terem uma ideia, espero bem aguentar pelo menos dois minutos a correr, sem me deixar cair no chão a pedir respiração boca a boca.
Mas se as minhas preocupações ficassem só por aqui... Tenho medo de torcer o pé (os meus tendões já não são o que eram), de ser abafada debaixo do cesto por uma gorda feia e toda transpirada, enganar-me no lado para o qual estou a atacar, fazer dois maus passes seguidos, fazer passos, falhar um cesto sozinha em contrataque debaixo do cesto (uhh, este acho que é o pior) e ainda me preocupa o facto de amanhã ir jogar sem experimentar o equipamento. E se os calções são daqueles muito curtinhos a parecer o João Pinto (aquele do Porto) há uns anos atrás?! E se a camisola me está apertada nas mamas e me faz parecer um terramoto quando for a fazer sprints, com tudo a abanar?
Ai que nervos! Nunca mais chega amanhã. Wish me luck!!



